A desconhecida e misteriosa origem dos maias finalmente elucidada

Matemáticos, astrônomos, cosmólogos, engenheiros e conhecedores de uma variada gama de procedimentos médicos, os maias são até hoje um dos maiores mistérios da América Latina. Embora pareçam ter chegado e…

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As ruínas maias, muitas vezes construções arquitetônicas complexas, se espalham pela América Central
Créditos: NATGEO

Na segunda parte deste trabalho, vamos falar de Quiriguá e Alfred Maudslay. Os principais trabalhos prévios sobre eles foram realizados por Alfred Percival Maudslay, que foi à Guatemala em 1883, via Honduras Britânicas, para trabalhar para o Museu Brooklyn. Maudsley começou seus afazeres pelas ruínas de Quiriguá e Copán, onde ele e outros contrataram operários para ajudar na limpeza da floresta. Maudsley conheceu as recém-encontradas ruínas em Tikal e o sítio de Yaxchilán. Junto ao arqueólogo alemão Teobert Maler, ele explorou Chichén Itzá no final dos anos 1880 e lá passaram várias semanas tirando muitas fotografias.

Ele publicou a primeira descrição de Chichén Itzá em 1902, em seu compêndio de cinco volumes Biologia Centrali-Americana: Contributions to the Knowledge of the Fauna and Flora of Mexico and Central America [Biologia Centro-Americana: Contribuições para o Conhecimento da Fauna e Flora do México e da América Central]. O arqueólogo realizou um total de seis expedições a Quiriguá e outras ruínas maias, e foi pioneiro em muitas técnicas arqueológicas novas. Ele contratou o especialista italiano Lorenzo Giuntini e alguns técnicos para fazerem moldes em gesso das esculturas e fez cópias das inscrições. Tirou várias fotografias detalhadas com a nova técnica de fotografia em placa seca. O trabalho de Maudslay em Quiriguá e suas fotografias dos grandes monumentos daquele local atraíram o interesse de historiadores e arqueólogos de todo o mundo, inclusive na Ásia — os historiadores asiáticos viram grande semelhança entre o estilo maia e o estilo da antiga China e do sudoeste da Ásia. Também viram similaridade entre os antigos caracteres maias e olmecas, e os pictogramas da antiga Dinastia Shang chinesa. E não foi só isso.

Estatueta de Tuxtla

A importante estatueta de Tuxtla foi descoberta em 1902 por um fazendeiro que arava um campo próximo a La Mojarra, no sopé oeste das montanhas Tuxtla, no estado de Veracruz, no México. Tais montanhas também eram o local onde se situava a pedreira de onde os olmecas cortavam as pedras para esculpir suas famosas e colossais cabeças. Por causa das inscrições que havia na estátua, ela foi vendida no mercado negro e supostamente contrabandeada para Nova York, escondida em um carregamento de tabaco. Pouco tempo depois, o Instituto Smithsonian comprou a estatueta por um valor não divulgado.

A estatueta Tuxtla é uma peça arredondada, de apenas 16 cm, feita em nefrita, uma pedra verde semelhante ao jade, embora não tão dura, talhada para assemelhar-se a um homem agachado, com um formato semelhante a uma bala, com um bico de pato e asas. A estátua possui 75 glifos da antiga escrita epi-olmeca gravados a sua volta, os quais precedem os glifos maias. A estatueta é um dos poucos exemplares remanescentes com este tipo de escrita, e seu valor é inestimável.

Sua cabeça é calva, parece ter olhos orientais e grandes tampões de ouvido arredondados. O aspecto mais notável é que, em vez de uma boca, a estatueta tem um longo bico, que vai até o peito. Ele foi identificado como o bico em forma de barco da garça real, pássaro local abundante em Tabasco e na costa sul do Golfo de Veracruz. Asas, ou uma capa em formato de asas envolvem o corpo, e os pés foram entalhados na base. Poderíamos designar essa estátua como “olmeca com bico de pato e asas”. Os olmecas, às vezes, são retratados voando, e essas figuras são tipicamente conhecidas como olmecas voadores.

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