
Variados governos de nosso planeta estão envolvidos de uma forma ou de outra com a ocultação de informações sobre os UFOs. Mesmo governos de países frágeis e economicamente instáveis têm suas comissões oficiais de pesquisa de observações de UFOs em seus territórios, evidentemente para suprir arquivos de nações maiores e mais potentes, que os apóiam. E nessas nações maiores – especialmente nos Estados Unidos – o assunto é tratado como objeto de segurança nacional, algo que mantém segredos fantásticos num arcabouço de informações inviolável, mantido a todo custo por suas hierarquias militares. Embora garantam o contrário às suas populações, estes países despendem fantásticas quantidades de dinheiro para manterem projetos secretos que envolvem atividades que vão desde a simples coleta de informações de observações de UFOs até o resgate destas naves, quando se acidentam em algum lugar.
O país campeão mundial em atividades secretas nesta área, como não poderia deixar de ser, são os Estados Unidos. Lá, desde 1942, pelo menos, existem grupos de militares de elevada patente dedicados quase que exclusivamente à questão das constantes observações de UFOs e contatos com ETs. De tempos em tempos, como se sabe bem, o governo dos EUA lança publicamente um projeto ou programa público para – segundo as releases oficiais – “pesquisarem o que há por trás dos tão comentados UFOs e esclarecer a opinião pública a respeito”. Um dos mais notórios desses programas oficiais de pura desinformação sobre o assunto foi o Projeto Livro Azul, que a partir de 69 foi a mais longa investigação sobre os UFOs realizada pela Força Aérea Norte-Americana (USAF), tendo durado 16 anos. Como todos que acompanhavam o assunto sabiam bem, o projeto tinha duas metas básicas: a primeira era dar alguma satisfação ao público sobre o assunto, invariavelmente garantindo que os UFOs não eram nem extraterrestres e nem constituíam qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA. Seguindo essa meta, o governo realmente se esforçava para deixar transparecer seu interesse e sua confiança nesta sua conclusão. Pura e total hipocrisia.
Embora garantam o contrário, os Estados Unidos despendem fantásticas quantidades de dinheiro para manterem projetos ultra-secretos de pesquisa ufológica, que vão desde a simples coleta de informações de observações de UFOS até o resgate destas naves, quando se acidentam em algum lugar
Porém, a segunda meta do Projeto Livro Azul era bem diferente da primeira e consistia, basicamente, em aproveitar a situação para se coletar o máximo possível de informações que pudessem sustentar outros projetos ufológicos oficiais dos EUA, estes sim secretos ou ultra-secretos. Foi assim que, ao mesmo tempo em que iludiu grande parte da população norte-americana (e mundial), o governo dos EUA pôde juntar fantástica quantidade de informações sobre UFOs e estruturar comissões científico-militares de elevadíssimo nível, completamente secretas, para saber não apenas se tudo sobre os UFOs: o que se pretendia era contatar estas naves e seus tripulantes, obter deles tecnologia em navegação espacial e outras e, evidentemente, intercambiar informações com os mesmos. Mas, tudo isso era feito à sobra do Projeto Livro Azul, que para todos os efeitos, ao chegar ao fim, 16 anos depois de fundado, levou consigo, pretensamente, o interesse do governo dos EUA nos discos voadores. Todos acharam que a população agora se acalmaria e que “essa história\’\’ de UFOs cessaria. Pelo menos, é o que foi dito ao povo americano. Ledo engano!
Surpresa Desagradável – a maior surpresa que o governo dos Estados Unidos teve foi que, nos últimos anos, uma imensa quantidade de pessoas têm vindo a público para dizer clara e simplesmente: “nós trabalhamos para o governo, pesquisando UFOs secretamente, resgatando naves acidentadas e cadáveres de ETs e até testando aquelas que não se estragaram nas quedas”. Isso era até algo que se poderia esperar pois, afinal, os inúmeros projetos secretos de pesquisa ufológica eram compostos literalmente por milhares de pessoas, entre técnicos, militares, cientistas e até ajudantes que tinham tarefas mais simples. Assim, seria difícil – ou impossível – conter segredos tão extraordinários entre batalhões de pessoas. Algum dia, alguém viria a público para dizer o que viu. Seja um faxineiro que varreu a areia que veio junto de um UFO acidentado para o hangar, seja o guarda de segurança que viu autoridades de Washington no meio da noite inspecionar naves acidentadas, seja o encarregado de cozinha que teve que preparar refeições no meio da noite para especialistas de plantão pesquisando naves resgatadas… É evidente que a verdade um dia viria à tona, mas a surpresa maior não foi essa, mas o número de pessoas que, de uma hora para outra, passaram a relatar o que viram e ouviram.
Houve casos precoces, de ex-agentes militares que passaram a falar o que viram há mais de 20 anos. Estes, por serem poucos e esporádicos, foram rapidamente neutralizados pelas forças silenciadoras do governo – ou seja: “suicidados” ou acidentados de muito suspeita. Mas, com o crescimento da bola de neve, nos anos recentes o governo não conseguiu conter as declarações de um vasto número de pessoas que, amparadas muitas vezes por documentos que conseguiram furtar ou xerografar de várias agências governamentais envolvidas com os UFOs, surgiam para dizer o que sabiam. Muitos desses personagens surgiram no cenário ufológico apresentando suas narrativas extraordinárias em congressos ou eventos do gênero; outros apresentaram-se diretamente em redes de TVs, com rostos e vozes camuflados, utilizando codinomes como Falcon ou Condor.
Muitos deles, depois de investigados pelos ufólogos mais competentes, foram desmascarados e descartados. Eram meros aproveitadores da situação para ganharem publicidade ou mesmo dinheiro. Outros foram confirmados inequivocadamente como portadores de uma quantidade de informação sobre UFOs que simplesmente transcende tudo o que já se falou sobre o assunto até agora. Vários desses personagens ficaram conhecidos do público rapidamente.
Um deles foi Milton William Cooper que, como oficial da Marinha dos EUA, viu e ouviu coisas fantásticas que, a partir de 1988, passou a declarar em congressos ufológicos e através de relatórios diversos [Editor: UFO 10 trouxe matéria completa sobre suas
declarações]. Seu mérito foi o de abrir os olhos da comunidade ufológica para fatos nunca antes cogitados publicamente – coisas que iam desde o resgate de ETs em UFOs acidentados e autopsias em seus corpos até o contato oficial entre o presidente dos EUA e uma comitiva de alienígenas na Base Aérea de Edwards, na Califórnia.
“Coisas Fantásticas” – Mas Cooper exagerou na dose, misturando coisas que sabia e que tinha visto com coisas que imaginou ter visto ou apenas deduziu. Assim, sua passagem pela comunidade ufológica foi meteórica, levando-o de uma posição de quase herói até a de quase vilão. Hoje está esquecido, mas sua trajetória foi de uma utilidade fantástica para a Ufologia. Depois dele, muitos outros vieram, mas com bem mais embasamento, mais provas e maior credibilidade. Um desses personagens que o seguiu foi o conhecido piloto de provas da USAF, John Lear, ninguém menos do que o filho do dono da Learjet Corporation, uma das maiores fabricantes de jatos particulares do mundo – desses que os políticos brasileiros adoram.
Lear tinha credibilidade de sobra para garantir que o governo dos EUA de fato não possuía apenas um, mas diversos UFOs acidentados e resgatados ainda intactos. Teve também coragem de garantir que pilotou alguns deles enquanto atendeu a contratos curtos na Base Aérea de Nellis, no Estado do Nevada, uns 250 km ao norte de Las Vegas. Lear não estava mentindo e com sua credibilidade fortemente amparada por um relato sincero e plausível, conquistou a opinião pública leiga (não ligada especificamente ao tema UFO), que passou a ver nitidamente aquilo que até então só os ufólogos conseguiam visualizar: as escandalosas manobras governamentais para se esconder verdades fantásticas sobre UFOs – coisas que dizem respeito à toda a Humanidade terrestre. E sua trajetória no cenário ufológico não desabou, como a de Cooper. Pelo contrário, é brilhante até hoje e permitiu que outros personagens ligados a estes projetos secretos governamentais viessem a público para darem também seus testemunhos – uns mais estarrecedores que os outros. “Nessa esteira de declarações que agitou os EUA e o mundo, veio um físico chamado Bob Lazar, que garantiu não só ter visto os UFOs na Base de Nellis, mas também ter trabalhado sob contrato para descobrir seu funcionamento. Já imaginaram alguém ser contratado pelo governo para saber como voa um UFO?
Lazar soube quase tudo sobre as operações secretas da Base, que era também chamada de Área de Testes Aéreos de Nellis. E confirmou: enquanto oficialmente o governo dizia que abandonava seu interesse pelos UFOs, uma estupenda operação militar secreta estava em curso, na pista de registros de radar que confirmassem trajetórias de discos voadores e até mesmo perseguindo e grampeando telefones de pessoas que haviam sido contatadas por aliens. Lazar foi contratado por um fornecedor militar como engenheiro de sistemas de propulsão, e afirma que suas atribuições eram, segundo suas próprias palavras, “estudar o interior de uma nave extraterrestre que há anos vinha sendo examinada por diferentes técnicos e testada na Base de Nellis”. Ele não apresenta provas do que fala, mas sua reputação as garante. Na realidade, e até bem compreensivelmente, existem bem poucas provas materiais para amparar todas as declarações desses personagens que surgem de tempos em tempos para narrar histórias extraordinárias que, como pode-se imaginar, requerem um extraordinário nível de entendimento por parte do leitor. Mas se estas provas não podem ser mostradas aqui, certamente não serão encontradas em qualquer outro lugar. Os fatos existem, mas o governo jamais os admitirá!
Nos artigos seguintes, compostos a partir de matérias publicadas internacionalmente, a Revista UFO apresenta dois estudos aprofundados e dois relatos pessoais de importantes personagens que hoje são respeitadíssimos no cenário ufológico internacional.
Resgate Secreto – Nos estudos, os ufólogos Dennis Stacy e William Moore resgatam, 47 anos depois, toda a escandalosa operação de acobertamento do acidente de Roswell. Stacy apresenta a questão sob um prisma político, analisando conseqüências e explorando as linhas de responsabilidade no direcionamento das ordens de acobertamento do caso. Seu trabalho não é, de forma alguma, o resultado de estudos apressados no setor. Stacy, um dos dirigentes do poderoso e rigoroso J. A. Hynek Centerfor UFOStudies (CUFOS) e editor da revista International UFO Repórter (IUR), tem pesquisado a queda de Roswell há décadas e entrevistado inúmeras testemunhas e autoridades. Seu trabalho é reconhecidíssimo nos EUA, onde é figura constante em congressos e eventos, mas só agora chega ao Brasil, através de UFO.
O outro estudo que apresentamos vem de um personagem mais conhecido ainda do público ufológico. William Moore foi co-autor, há mais de 15 anos, do livro Incidente em Roswell, junto a Charles Berlitz. A obra foi uma das pioneiras a tratar do assunto – e o fez com significativo aprofundamento.
Nos bastidores, sabe-se que Berlitz praticamente apenas “emprestou” seu nome como co-autor, já que era um bestseller desde os tempos do livro O Triângulo das Bermudas, com o qual se consagrou. Foi Moore quem realizou quase todo o trabalho de pesquisa do Caso Roswell e escreveu a obra. Portanto, é alguém que sabe das coisas. Embora confesse que o livro tenha inúmeras incorreções – “devido ao fato de ter sido um dos primeiros a tratar do assunto e, com razão, ter encontrado dezenas de obstáculos”, segundo ele próprio -, Moore também se orgulha de fazer um trabalho pioneiro na área. O ufólogo é diretor do Fair Witness Project, de Burbank, Califórnia, e um grande conhecido dos leitores, que puderam conhecer seus pensamentos em vários artigos que UFO publicou. Particularmente, a edição n° 6 da Coleção Biblioteca UFO é o melhor exemplo: Quedas de UFOs e resgate de tripulantes, lançado pelo CBPDV há um ano [Editor: Veja anúncio nas páginas centrais]. Moore faz uma abordagem histórica da questão de Roswell.
Projeto Galileu – Em seguida, publicamos dois relatos pessoais sobre casos ainda mais fantásticos de quedas de UFOs e acobertamento militar-governamental, partindo de gente que viveu experiências assombrosas com a questão. São pessoas de reputação ilibada que trabalharam, em diferentes níveis, com a questão ufológica em instalações governamentais e secretas. Ambos vieram a público para dizer com todas as letras possíveis o que viram e ouviram enquanto serviram ao governo dos Estados Unidos. E desabafam, garantindo que vêm a público por não suportarem mais guardar para si mesmos o que sabem e por terem consciência de que o mundo deve te
r conhecimento das coisas que o governo oculta.
Quem são estes personagens? O primeiro deles é o já citado Bob Lazar, um homem que se autodenomina “cientista free-lancer” e homem de negócios. Lazar trabalhou, entre 1988 e 1989, num dos nove engenhos extraterrestres que vinham sendo pesquisados na Área de Testes de Nellis. Afirma também ter trabalhado, de 1982 a 84, no Laboratório Nacional de Los Álamos, no Novo México, num tal Departamento de Física de Mésons. Lazar mudou-se para o Estado de Nevada, em 1986, e dois anos depois conseguiu empregar-se no ultra-secreto Projeto Galileu, que era o que testava os UFOs em Nellis. Ele é um personagem controverso em toda essa questão da liberação de informações secretas sobre UFOs, mas, pressionado por ufólogos que queriam checar suas histórias, submeteu-se e passou sem problemas por um teste com um detector de mentiras. O teste foi arranjado por George Knapp, hoje ufólogo e na ocasião âncora da TV KIAS, uma afiliada da rede CBS em Las Vegas. Knapp acompanhou Lazar passo a passo, checando, como um cético, cada uma de suas histórias. Sua conclusão é de que o cientista free-lancer está falando a verdade, mesmo! A partir daí, tem sido um avalista das declarações de Lazar.
O segundo personagem a dar suas declarações é mais conhecido da comunidade ufológica. Seu nome é Robert O. Dean, um sargento norte-americano aposentado que prestou mais de 20 anos de serviços como militar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Nos anos 60, segundo Dean, a OTAN divulgou um relatório secreto afirmando que os UFOs eram reais, de origem extraterrestre e que estavam visitando a Terra. Este relatório extraordinário, também segundo outras fontes, foi emitido conjuntamente pelo comando central da OTAN e pelo Comando Supremo das Forças Aliadas na Europa (SHAPE, do inglês Supreme Headquarters of Allied Powers in Europe), instalado na época nos arredores de Paris. Dean serviu nas linhas de frente da Coréia e Vietnã e afirma que, em 1963, trabalhando no Centro de Operações do Comando Supremo (SHOC, Supreme Headquarters Operations Center), conseguiu ler um dos mais completos e chocantes relatórios sobre UFOs de que se tem notícia. “Era um compêndio de 30 cm de espessura, produzido pelos oficiais da OTAN sobre os UFOs. Nunca vi nada igual”, garante. Pois bem. São estas pessoas, cidadãos comuns e absolutamente normais, que tiveram a chance – a sorte – de verem e ouvirem coisas fantásticas, que se dirigirão aos leitores nesta edição de UFO, ao lado dos pesquisadores que analisaram o Caso Roswell sob os mais diversos ângulos e com as mais variadas abordagens.
No Brasil Também – Todos os personagens descritos tencionam contribuir com a questão ufológica de maneira global, dando suas declarações sobre fantásticas e aterradoras experiências que tiveram com UFOs, seus tripulantes e com o extraordinário esquema governamental de manutenção do sigilo sobre o assunto. O leitor deve ser avisado, antes de prosseguir a leitura, de que irá deparar-se com informações chocantes que, se um dia forem confirmadas pelos governos que controlam este planeta – como esperamos -, vão alterar completamente a maneira como a Humanidade terrestre vive ou encara sua existência. Talvez seja essa mesma a razão pela qual os governos não liberam as informações que retêm.
Fazendo a publicação deste material, a Revista UFO pretende também, alinhar-se ao movimento ufológico mundial, que neste momento está forçando os mais diversos governos a contarem o que sabem. O Brasil também se inclui nesta categoria de países cujas autoridades sabem mais do que falam. A prova disso já foi várias vezes publicada em UFO. Sabe-se que a FAB atua ativamente na pesquisa ufológica desde o início das discussões internacionais sobre o assunto – sempre reservadamente. Nossas autoridades instituíram projetos oficiais de pesquisa ufológica, como o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, erigido na 4ª Zona Aérea (São Paulo) e ramificada em todo o Brasil, através de aeroportos, bases aéreas, aeroclubes e núcleos de proteção ao vôo.
Mais surpreendente que isso é que nossas autoridades colaboraram com as norte-americanas, enviando-lhes relatórios de tudo o que acontecia em nosso país envolvendo UFOs. Já tivemos acesso a dezenas desses documentos, nas mãos de autoridades dos EUA. Na realidade, nossos militares cooperavam com seus colegas do hemisfério norte por uma questão política, já que o Brasil sempre esteve “alinhado” com os EUA, de onde recebeu grandes subvenções. Assim, foi empregado aqui o método do “uma mão lava a outra” e nós, brasileiros, ficamos relegados a um segundo plano. Pois UFO, a partir de agora, intensificará a publicação de fatos envolvendo o sigilo aos discos voadores também no Brasil!