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Tenente-coronel guarda fotos feitas durante a Operação Prato

Por Equipe UFO | 06 de Junho de 2010

Não se sabe onde estariam estes registros e arquivos
Créditos: wikimedia

Tenente-coronel guarda fotos feitas durante a Operação Prato

Muitas informações ainda estão para ser esclarecidas sobre os avistamentos ocorridos no município de Colares, no final da década de 1970, durante a "Operação Prato", realizada por militares da Aeronáutica. O tenente-coronel da reserva da Aeronáutica, Gabriel Brasil, revelou nesta entrevista mais alguns detalhes sobre esse caso. Apesar de não ter participado da missão dos militares, ele foi muito amigo do coronel Uyrangê Hollanda, que, na época como capitão, foi designado para comandar os militares em Colares. Já reformado, Gabriel Brasil guarda em seu arquivo pessoal cópias das fotos tiradas na época. Ele também contou, nessa entrevista, sobre alguns avistamentos que presenciou nas décadas de 1950 e 1970.

Durante o período que esteve na ativa, o tenente-coronel foi chefe do extinto Serviço Regional de Proteção ao Vôo (SRPV-BE), na década de 1980. Além disso, no mesmo período, foi professor de teoria de Propagação Ionosférica na Universidade Federal do Pará (UFPA), nessa época, ele teve um dos avistamentos que marcaram sua vida. "Eu dava aula de teoria de Propagação Ionosférica, à noite, na Universidade Federal do Pará (UFPA) e naquela época os funcionários públicos estavam em estado de greve. De repente, as luzes apagaram e eu pensei que fossem alguns representantes da categoria impedindo que déssemos aula, e saí junto com alguns alunos. E exatamente, em cima da ilha da Combu, tinha uma luz amarela com 300 a 500 metros de diâmetro, mais ou menos, e era muito intensa. Aquela luz permaneceu por vários segundos, e de repente desapareceu como tivesse se teletransportado para algum lugar. Simplesmente, desapareceu na nossa frente".

O Liberal – Quais eram as imagens contidas nas fotografias tiradas pelos militares durante a realizadação da "Operação Prato", no município de Colares? Gabriel Brasil – Nas fotografias retiradas dos filmes, gravados pelos militares da Aeronáutica, aparece uma sonda com 80 centímetros de diâmetro, ela foi fotografada e filmada pela equipe ao lado de um coqueiro, à noite. Essa sonda circulava por lá e era ela que imobilizava as pessoas e recolhia materiais, segundo as informações da nossa equipe da Aeronáutica, que esteve lá, chefiada pelo então capitão Hollanda. Além disso, eles conseguiram fazer uma filmagem de aproximação de uma nave, que tinha descido e arriado uma escada para os seres descerem. Quando perceberam a chegada da equipe do capitão Hollanda, subiram e decolaram novamente num rastro de luz bastante intenso. Permitindo que fosse feito bastante material fotográfico. As imagens mostravam também como era o funcionamento das naves, que era através da variação de luz. Agora, o que tinha lá dentro para fazer essa avaliação, ninguém sabe.

O que eu ainda posso informar sobre a operação que aconteceu em Colares, e que durou quatro meses, é que os registros resultaram em quatro filmes. Naquela época, quem comandava o 1º Comando Aéreo Regional (Comar) era o Brigadeiro Camarão, ele reuniu representantes da sociedade e autoridades locais, também vieram militares de São José dos Campos, do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial. Além deles, eu acredito, que estavam representantes da Nasa. Durante essa reunião, os filmes foram apresentados e tinham a duração de oito a 10 minutos. Depois disso, eu nunca mais ouvir falar dos filmes.

Eu sempre tive uma forte relação de amizade com o saudoso coronel Hollanda, principalmente, por causa dos assuntos relacionados a discos voadores, ele me informou que os filmes foram enviados para Brasília e por lá devem estar até hoje. Nesse acervo, era possível ver atividades dos objetos voadores desconhecidos, sobrevoando a área, pousando, decolando, entrando na água direto sem reduzir a velocidade. Apresentavam naves pequenas entrando em naves maiores. Também as operações das sondas, que coletavam material.

Devido a toda essa amizade, várias cópias desses filmes e fotos foram parar nas minhas mãos. Esse arquivo eu ainda tenho e foi o mesmo que foi apresentado na época pelo Brigadeiro Camarão. Além disso, o Hollanda me mostrou duas fotos feitas no município de Tomé-Açú, numa aparecia nave pousando num determinado local. Isso fica claro, porque aparecem as marcas das sapatas da nave. Eu também vi outra foto, na qual é possível perceber que houve a coleta de material do solo e a nave em relativa altitude. Atualmente, eu não sei onde essas duas fotografias foram parar.

No período em que foi realizada a "Operação Prato", no final da década de 1970, a população brasileira sofria com a ditadura militar. Dessa forma, existem algumas teorias que afirmam a presença de militares norte-americanos, que também estavam em Colares. Eles teriam influenciado para que todo o material fosse apreendido em Brasília? Eu desconheço completamente essa versão. Não tinha nenhum norte-americano aqui. Na época, eu trabalhava diretamente com o Brigadeiro Camarão e eu teria sabido disso. A realidade é que o Brigadeiro Camarão recebeu uma determinação lá de Brasília, para que fossem feitas investigações sobre o caso. Logo depois, foi montado um grupo de trabalho, que passou vários meses em Colares. O material foi coletado, além disso ocorreram os avistamentos. Tudo foi apresentado para a sociedade. Os filmes foram encaminhados e nunca mais ouvi falar deles. É possível que ainda existam, agora sabe-se lá onde.

Na região amazônica existem vários casos de avistamentos e de prováveis contatos com seres extraterrestres. Quais são essas regiões? Além de Colares, outra região está compreendida no delta do rio Amazonas indo até a divisa com o Estado do Maranhão. Outro local onde ocorrem vários avistamentos é na região próxima do rio Tapajós. Os avistamentos lá são tão constantes, que se tornaram comuns entre os ribeirinhos e fazem parte do cotidiano deles.

Mesmo com esse contato com as imagens feitas pelos militares, que fizeram parte da "Operação Prato", o senhor também teve experiências com avistamentos de naves. Como elas ocorreram? Na década de 1950, na escola de Aeronáutica (criada em 1941, no Campos dos Afonsos / RJ), às 02h00 da manhã e eu estava de serviço na pista, quando observei uma luz descendo na vertical numa velocidade incrível, com uma cor amarelada, tipo lâmpada de sódio. Quando se aproximou um pouco solo, mudou 90 graus de direção, mantendo aparentemente a mesma velocidade e a luz mudou para a cor verde. Isso para mim foi incrível, porque entre as leis da mecânica de Newton e até a quântica, que nós conhecemos, isso é impossível. Pois qualquer corpo, mudando de direção, sofre os efeitos de massa e velocidade. E dessa forma, haveria uma auto-destruição. Esse foi um dos avistamentos.

O outro aconteceu na década de 1970, eu dava aula de teoria de Propagação Ionosférica, à noite, na Universidade Federal do Pará (UFPA) e naquela época os funcionários públicos estavam em estado de greve. De repente, as luzes apagaram e eu pensei que fossem alguns representantes da categoria impedindo que déssemos aula, e saí junto com alguns alunos e alunos de outras turmas. E exatamente, em cima da ilha da Combu, tinha uma luz amarela com 300 a 500 metros de diâmetro, mais ou menos, e era muito intensa. Aquela luz permaneceu por vários segundos, e de repente desapareceu, como tivesse se teletransportado para algum lugar. Simplesmente, desapareceu na nossa frente.

Além desses, eu também presenciei outro avistamento, também na década de 1970, em cima das instalações da Embratel, aqui em Belém, quando surgiu uma luz branca muito intensa, passando a média altitude, agora também com uma velocidade incrível. Eu sendo piloto, estou acostumado com as velocidades das aeronaves, e na década de 1970, não tinha nenhuma aeronave que pudesse voar naquela velocidade, como ainda não tem, cruzando o horizonte rapidamente. Eu estimo essa velocidade em algo em torno de seis a 10 mil quilômetros por hora. Tentei fotografar, mas ficou tecnicamente impossível. Isso ocorreu quase às 23h00.

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