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Apresentada nova teoria para explicar comportamento da estrela da megaestrutura alienígena

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07 de Outubro de 2017
A teoria do disco de poeira explica alguns aspectos do comportamento de KIC 8462852, mas não todos
Créditos: NASA

A estrela KIC 8462852 continua a desafiar as teorias que tentam explicar seu bizarro comportamento. Esse distante sol, situado a 1.500 anos-luz da Terra, ganhou as manchetes em 2015 quando uma equipe chefiada pela astrônoma Tabetha Boyajian (cujo apelido é Tabby, vindo daí o apelido de Estela de Tabby para o astro) descobriu graças a estudos nos dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler que algo estava bloqueando a luz da estrela, variando a ocultação entre 15 e 22 por cento, e não da maneira periódica que um exoplaneta em trânsito costuma fazer. Além disso, um planeta do tamanho de Júpiter bloquearia no máximo um por cento da luz de uma estrela semelhante.

Muitas explicações foram propostas, como enxames de cometas ou uma nuvem de fragmentos de cometas, poeira interestelar, algum companheiro invisível, um planeta destroçado e outras. A mais popular, e considerada menos provável, era de que uma avançada civilização extraterrestre estava construindo uma estrutura gigantesca ao redor da estrela, formada por milhares de enormes painéis solares, a fim de coletar sua energia. Essa megaestrutura é chamada de Esfera ou Enxame de Dyson, em honra a Freeman Dyson, cientista que primeiro propôs a ideia. Mesmo sites científicos de elevada reputação continuam, em suas manchetes a respeito, chamando KIC 8462852 de "a estrela da megaestrutura alienígena".

Outras características desse sol foram sendo descobertas, aumentando ainda mais o mistério. Descobriu-se que a estrela diminuiu sua luminosidade em 20 por cento entre 1890 e 1989, e um artigo publicado em 2016 mostrou que seu brilho diminuiu três por cento entre 2009 e 2013. Um novo estudo foi publicado no início do mês no The Astrophysical Journal, liderado por Huan Meng da Universidade do Arizona, e do qual também participou Tabetha Boyajian. De janeiro a dezembro de 2016 eles estudaram KIC 8462852 em infravermelho e ultravioleta usando os telescópios Spitzer e Swift da NASA, e também em luz visível com o AstroLAB Iris, situado próximo à vila belga de Zillebeke. Eles descobriram que a diminuição de brilho é maior em ultravioleta do que no infravermelho e isso levou à conclusão de que a estrela está circundada por um vasto anel de poeira.

AINDA RESTAM MISTÉRIOS

Os grãos desse anel são grandes o bastante para permanecer em órbita, mas pequenos o suficiente para não bloquear a luz uniformemente em todos os comprimentos de onda, conforme os cientistas explicam no artigo. Assim, eles afirmam terem resolvido o comportamento da estrela nesses longos períodos de tempo. Contudo, um cinturão de poeira não explica os dois episódios principais captados pelo telescópio Kepler, que diminuíram o brilho da Estrela de Tabby em 15 e 20 por cento respectivamente. Além disso outro estudo, liderado por Joshua Simon dos Observatórios da Instituição Carnegie para a Ciência em Pasadena, Califórnia, descobriu que KIC 8462852 exibiu dois períodos de brilho mais intenso nos últimos 11 anos. Simon e seus colegas ainda descobriram que a estrela diminuiu seu brilho em 1,5 % entre fevereiro de 2015 e agora. Simon comentou: Pensávamos que as mudanças de brilho só aconteciam em um sentido. Descobrir que a estrela por vezes fica mais brilhante em períodos de diminuição de brilho é incompatível com a maioria das hipóteses para explicar esse estranho comportamento. Talvez a hipótese da megaestrutura, afinal, ainda não tenha sido descartada.

Confira o artigo liderado por Huan Meng

Leia o artigo da equipe de Joshua Simon

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crédito: Revista UFO
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