ENTREVISTA

Outras civilizações nos observam, e os governos sabem disso

Por Thiago Luiz Ticchetti | Edição 155 | Julho de 2009

Conhecido mundialmente como um dos mais bem informados ufólogos da atualidade, Timothy Good tem outra carreira em sua vida: ele é também um talentoso violinista, tendo trabalhado ao lado de grandes estrelas da música clássica e contemporânea. Good nasceu em Londres e há décadas vem escrevendo livros fascinantes sobre a presença alienígena na Terra e a reação dos governos quanto à esta realidade. Entre suas principais obras estão Above Top Secret [Acima de Ultra Secreto, Quill Editors, 1987], Beyond Top Secret [Além de Ultra Secreto, Sidgwick & Jackson, 1996] e Unearthly Disclosure: Conflicting Interests in the Control of Extraterrestrial Intelligence [Abertura de Outro Mundo: Interesses Conflitantes no Controle de Inteligências Extraterrestres, Century Publishing, 2000], nas quais aborda principalmente o acobertamento ufológico mundial, tema de sua maior preocupação.

Sobre temas variados a respeito de Ufologia, seus principais livros são George Adamski: The Untold Story [George Adamski: A História Não Contada, Ceti Publications, 1983], Alien Liaison [Ligação Alienígena, Cassell, 1991], Alien Base [Base Alienígena, Century, 1998] e, o mais recente, Need to Know: UFOs, the Military and Intelligence [Necessidade de Saber: UFOs, Militares e a Inteligência, Sidgwick & Jackson, 2006], em que volta a abordar – e com muito mais contundência – a política mundial de sigilo aos discos voadores. Com uma obra como esta e centenas de conferências em seu currículo, Good é reconhecidamente um dos maiores experts em Ufologia do planeta, tendo sido convidado para reuniões até mesmo no Escritório de Reconhecimento da Defesa Aérea do Pentágono, nos Estados Unidos, e no Alto Comando da Força Aérea Francesa.

Acidentes com discos voadores continuaram a ser registrados pelas agências secretas e militares de todo o mundo nessas últimas décadas. É inadmissível que o tema ainda receba este tratamento por parte das autoridades, que deviam informar os fatos à população

Seu interesse pela fenomenologia ufológica começou em 1955, após ter encontrado os manuscritos do falecido major Donald Keyhoe, pioneiro da Ufologia Norte-Americana que fundou o legendário National Investigations Committee On Aerial Phenomena [Comitê Nacional de Investigações de Fenômeno Aéreos, NICAP]. Em 1961, após ler um livro do capitão Edward J. Ruppelt, oficial da inteligência da Força Aérea Norte-Americana (USAF) que presidiu o Projeto Blue Book, Good começou a realizar suas próprias investigações sobre o Fenômeno UFO, transformando-se em autoridade no assunto. No final da Guerra Fria e com o colapso do império soviético, o entrevistado tornou-se o primeiro ufólogo ocidental a ser ouvido por uma emissora de televisão russa. Desde 2004, ele é também consultor da Revista UFO.

Declarações bombásticas


Como violinista profissional, Good é vencedor de diversos prêmios da Academia Real de Música inglesa e tocou com várias orquestras, dentre as quais a Filarmônica de Londres, a Orquestra Mantovani e a Orquestra da Câmara Inglesa. Ele se apresentou também em programas de televisão, comerciais, filmes e gravou com astros da música pop, como Phil Collins, Depeche Mode, George Harrison, Elton John, Paul McCartney, Rod Stewart e U2. Pouca gente sabe deste seu lado. Como artista, ele teve acesso a informações privilegiadas de seu companheiros de palco, que lhe confidenciaram espantosas experiências ufológicas.

Suas declarações são sempre bombásticas. Entre outras coisas, Timothy Good está no time dos que sustentam que, em 1945, o Exército dos Estados Unidos recuperou uma espaçonave alienígena acidentada – ainda antes de Roswell. E também afirma que, no mesmo ano, um piloto francês servindo na USAF recebeu ordens para disparar contra um UFO, tornando-se o primeiro caso deste tipo conhecido em todo o mundo. Há relatos de que os EUA derrubaram vários UFOs na década de 40 e 50, um período marcado por elevado número de inexplicáveis acidentes com aviões militares e civis. Porém, o primeiro episódio de queda de nave alienígena não teria sido Roswell, ocorrido em 1947, mas outro acontecido dois anos antes.

“Acidentes de UFOs continuaram a ser registrados pelas agências secretas e militares de todo o mundo nessas últimas décadas”, garante o entrevistado, que também afirma que pilotos de todas as partes do globo – da China à antiga União Soviética, da Arábia Saudita ao Irã – relatam encontros com aeronaves desconhecidas. “UFOs também têm sido vistos sobre bases que guardam armamentos nucleares, navios nos oceanos e aeroportos”. Para ele, foi a preocupação oficial com relatos de avistamentos de UFOs sobre algumas das mais protegidas e seguras instalações norte-americanas – como a sede da Comissão de Energia Atômica (AEC), em Los Alamos –, que levou o coronel Eustis Poland, chefe da Inteligência do Exército, a enviar um memorando ao Pentágono, em janeiro de 1949, alertando para a gravidade do assunto.

Para Good, os governos acobertam as evidências de que objetos voadores não identificados são uma ameaça para a segurança mundial. “Este assunto tem sido debatido desde que os UFOs começaram a aparecer na mídia, em 1947”. Ele defende que a política de acobertamento da presença alienígena na Terra é altamente nociva para a humanidade. Tanto que, em 1981, questionou publicamente se a segurança britânica estaria envolvida no estudo dos UFOs. A resposta, dada pelo então diretor do órgão, Harry Chapman Pincher, foi de que os UFOs eram “algo puramente mítico”. Isso indignou o ufólogo, que resolver partir para o ataque. Desde então, não parou de produzir livros que denunciam o acobertamento de maneira sistemática e contundente. “É inadmissível que o tema ainda receba este tratamento por parte das autoridades, que deviam informar os fatos à população”, diz.

crédito: LIFE
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O Pentágono, em Washington, monitora os acontecimentos ufológicos em todo o globo

Muitos governos ainda negam a existência dos UFOs, mas a Inglaterra está entre as nações que, gradativamente, vem admitindo esta realidade – em parte graças ao trabalho de Timothy Good. O processo de abertura é histórico. Por exemplo, num debate de 1979 na Câmara dos Lordes inglesa – o equivalente ao nosso Congresso Nacional –, o representante da rainha no governo britânico, Lord Strabolgi, declarou que “não há dúvidas de que existem inúmeros fenômenos estranhos no céu e que muitos relatos de UFOs podem ser explicados cientificamente. Entretanto, algumas dezenas permanecem sem a devida explicação”.

Política de acobertamento

Mas não são somente as forças armadas que têm interesse pelos UFOs. Segundo Good, desde a década de 60 há uma ligação entre a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a Central de Inteligência (CIA), norte-americanas, com a política de manutenção de sigilo ao Fenômeno UFO. Good afirma que a CIA deu instruções à NSA para que qualquer fenômeno incomum fosse mantido oculto, com o propósito de tocar projetos secretos que tinham o objetivo de obter tecnologias inéditas das espaçonaves. Enfim, Timothy Good tem buscado as respostas para a questão dos discos voadores mesmo diante da negativa dos governos, não medindo esforços para levar o que descobrir aos seus leitores. No mês passado, ele concedeu a seguinte entrevista à Revista UFO, em que reparte seus pensamentos quanto ao assunto.

Há uma passagem em seu livro Alien Liaison em que o senhor narra que, após a morte do comediante, ator e músico norte-americano Jackie Gleason, em 1987, sua esposa declarou que um dia, no ano de 1973, ele voltou para casa extremamente chocado. Gleason teria lhe contado que, devido ao seu interesse por UFOs, o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, que era seu amigo, tinha lhe mostrado corpos de seres extraterrestres na Base Aérea de Homestead, sob condições de segredo extremo. Isso é verdade mesmo?
Através dos meus contatos, cheguei à conclusão de que existem vários Programas Especiais de Acesso [Special Access Programs, SAP] dentro das Forças Armadas e da Inteligência dos Estados Unidos que tratam do problema extraterrestre. Esses SAPs conferem a alguém uma espécie de autorização para “saber” ou “não saber” dos fatos. Isso é, se um general do Exército, por exemplo, faz parte de um grupo de pesquisa ou de um projeto ultra secreto, não necessariamente ele poderá ser conhecedor de outro programa, mesmo que esteja sendo executado dentro de sua área de atuação. Em miúdos, e não recebe a chancela de “saber” sobre esta outra atividade [Em inglês, need to know]. Acredita-se que o presidente norte-americano, sendo o comandante-chefe das Forças Armadas, seja informado de tudo a respeito da presença alienígena na Terra, mas não é bem assim. Não existe essa prerrogativa presidencial. Eu tenho conhecimento de que o ex-presidente Bill Clinton, por exemplo, pediu que seu advogado Stuart Webster Hubbell buscasse informações sobre o assunto junto às agências de inteligências norte-americanas. Mas, devido às poucas informações que lhe passaram, ele se desinteressou em se aprofundar mais e desistiu.

O senhor quer dizer que negaram a Clinton acesso às informações sobre UFOs? Isso ocorre a todos os presidentes?Exatamente. Vários presidentes norte-americanos quiseram conhecer mais a respeito dos UFOs, mas simplesmente não puderam porque não tinham a chancela de “saber”. Nixon foi um deles. O ex-presidente era um entusiasta dos discos voadores, e dizem que ele tinha a maior coleção de livros ufológicos do mundo. Jackie Gleason também gostava muito do assunto, e sendo os dois companheiros de golfe, a conversa sobre o tema surgia naturalmente. Segundo a esposa de Gleason, Nixon fez uma viagem à Flórida, em 1973, para prestigiar um torneio beneficente organizado pelo seu marido. Foi durante aquele encontro que o ex-presidente mostrou a Gleason evidências da ação de alienígenas nos Estados Unidos. Segundo seu relato, Nixon dispensou a segurança – algo que ele fazia quase sempre –, pegou um carro e, juntamente com Gleason, dirigiu até a Base Aérea de Homestead. O que Gleason viu o deixou tão abalado que não dormiu ou comeu por três dias. Isso realmente aconteceu.

Em seu livro Need to Know o senhor afirma que os Estados Unidos derrubaram vários discos voadores no final dos anos 40. Mas como nossas armas, tão atrasadas em comparação com a tecnologia extraterrestre, poderiam abater naves alienígenas? Existem muitos tipos de UFOs, uns mais avançados do que outros. A informação que tenho de uma fonte muito confiável é que, nos anos 40, muitos discos voadores foram derrubados por artilharias antiaéreas e mísseis com explosão por proximidade, aqueles em que a ogiva explode somente quando se aproxima do alvo. A maioria das espaçonaves extraterrestres pode destruir ou se desviar facilmente de nossas armas, mas, como disse, algumas seriam vulneráveis à artilharia e mísseis terrestres, e acabaram abatidas.

Acredita-se que o presidente norte-americano seja informado de tudo a respeito da presença alienígena na Terra, mas não é bem assim. Não existe essa prerrogativa presidencial. Bill Clinton, por exemplo, pediu informação sobre o assunto às agências de inteligências norte-americanas. Mas não recebeu e desistiu

Após o fim do império soviético houve uma grande oportunidade para se conseguir informações espetaculares sobre UFOs naquela parte do mundo, o que até poucos anos antes seria impossível. Onde estão todas essas informações? Uma grande parte foi divulgada por ufólogos russos. Eu publiquei também bastante coisa, assim como os pesquisadores Vadim K. Ilyin, George Knapp, Paul Stonehill dentre outros. No meu livro Need to Know eu cito um programa militar secreto de estudos ufológicos criado em 1978 pelo ex-chefe da KGB Yuri Andropov, que durou 10 anos. Nele descrevo como foram empregados quatro milhões de soldados soviéticos para monitorar os avistamentos ufológicos na época da extinta União Soviética. Um caso espetacular ocorreu em 1977, quando um tipo especial de UFO apareceu sobre a cidade de Petrozavodsk, parecendo-se com uma enorme medusa. O avistamento se deu por volta das 08h00. Segundo os moradores, as janelas de suas casas tremeram e algumas acabaram queimadas. Amostras foram enviadas para a Academia de Ciências Soviética, que apurou que tudo foi um fenômeno artificial, não obra da natureza. Outro caso ocorreu próximo a Petrozavodsk, quando um trem que ia para uma cidade próxima foi surpreendido com a presença de um objeto circular enorme, de aproximadamente 15 m de diâmetro. De repente, a composição aumentou a sua velocidade por conta própria e o maquinista tentou reduzi-la, mas não conseguiu. Por quase uma hora o trem se manteve sem controle, e só depois que o objeto foi para frente do comboio é que a tripulação pôde diminuir a velocidade.


Certa vez o ex-presidente Ronald Reagan insinuou que toda a humanidade um dia teria que enfrentar ETs. Ele disse que pensava constantemente em quão rápido nossas diferenças cairiam por terra se estivéssemos ameaçados por alienígenas. É verdade que existia um pacto secreto entre os governos norte-americano e soviético para a troca de informações sobre os UFOs?
Sim, isso é verdade. Houve um encontro entre líderes dos dois países em 1985, durante a Reunião de Genebra, para tratar disso. Dois anos depois, o presidente Mikhail Gorbachev confirmou que Reagan lhe havia dito que, se a Terra estivesse sendo ameaçada por uma potência extraterrestre, os Estados Unidos e a União Soviética uniriam forças para repelir tal ameaça. Na época da Guerra Fria, Reagan criou o Projeto Guerra nas Estrelas [Star Wars], um sistema de mísseis para defesa e ataque, com o intuito de proteger os países aliados dos EUA – e principalmente ele mesmo – de um eventual ataque soviético e seus aliados. Com o fim da tensão entre as duas nações, o projeto perdeu sua utilidade militar. Ou melhor, sua utilidade era mesmo militar? Segundo o pesquisador canadense Grant Cameron, os presidentes Reagan e Gorbachev, entre 1985 e 1987, tratavam em suas reuniões o que fazer se fôssemos invadidos por alienígenas. O que se suspeita – e há fortes indícios para isso – é que o Guerra nas Estrelas tinha, na verdade, a função de proteger tanto a extinta União Soviética quanto os Estados Unidos de um ataque extraterrestre.

crédito: VISITING DC.
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O comediante norte-americano Jackie Gleason [E], que teria sido levado pelo próprio presidente Richard Nixon, então seu amigo, para ver corpos de seres extraterrestres na Base Aérea de Homestead. Isso o mudou para sempre

Um caso muito interessante, vindo da União Soviética, foi o desaparecimento dos passageiros e da tripulação de um avião comercial, em 1962. Como isso ocorreu? Quem revelou essa história foi o ufólogo italiano Alberto Fenoglio. Mas o pesquisador inglês Derek Mansell levantou novos detalhes deste incidente. O caso teria ocorrido em 1961. Segundo o Instituto de Aviação de Moscou, um avião Antonov a serviço dos correios decolou de Sverdlovsk com sete pessoas a bordo. Quando a aeronave estava a 160 km daquela cidade, logo depois de o piloto ter mantido contato com a torre de controle, ele desapareceu da tela do radar. Equipes de busca foram enviadas para o resgate, e como o comandante havia dado a sua localização momentos antes do desaparecimento, não foi difícil localizar o avião. O Antonov foi encontrado intacto numa pequena clareira na floresta, mas não havia como pousar ali. As autoridades declararam que era como se ele tivesse sido colocado naquele lugar. Mas o que mais intrigou a todos foi que nenhum membro da tripulação foi encontrado, assim como nenhuma marca de pegadas ou rastros. Uma investigação mais profunda foi realizada e descobriu-se que um objeto voador não identificado foi detectado no radar antes da torre perder o contato com o piloto. Segundo Fenoglio, um círculo de 30 m de diâmetro foi encontrado no solo, a 100 m do avião.

crédito: Reagan Library
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O presidente Ronald Reagan [D] teria oferecido ao seu colega soviético, Gorbatchev, participação no programa Guerra nas Estrelas, contra os ETs

Com tantos avistamentos de UFOs todos os dias, incluindo casos graves e constantes, o que mudaria em nosso dia-a-dia se os governos resolvessem revelar tudo o que escondem? Isso é difícil dizer, mas acho que a reação diante de qualquer anúncio oficial de que estamos sendo visitados por outras espécies poderia ser muito inesperada. No mínimo, a nossa visão de mundo mudaria para sempre. Muitas pessoas ficariam apavoradas, com certeza, ainda mais se toda a verdade fosse dita, isto é, que várias raças alienígenas estão interagindo com a Terra – embora pense que esta revelação é extremamente improvável. Outras pessoas achariam tudo isso muito excitante e muitos milhões de seres humanos simplesmente se recusariam a acreditar, qualquer que fossem as provas apresentadas.

Isso pode até parecer teoria da conspiração, mas o senhor acredita que alguns governos, principalmente o norte-americano, estejam tentado ver qual seria nossa reação quanto a um eventual ataque ou invasão extraterrestre através do financiamento de filmes produzidos por Hollywood? Em alguns casos, sim. Dois que vem à minha mente são O Dia Em Que a Terra Parou, de Robert Wise [Versão original de 1951, reproduzido em 2009], e Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg [1977].

No filme Independence Day [1996], de Roland Emmerich, há uma cena em que o presidente Thomas Whitmore, interpretado pelo ator Bill Pullman, visita uma instalação secreta subterrânea, a Área 51, onde estão guardados os alienígenas que foram recolhidos no acidente em Roswell. Ele pergunta ao seu secretário da Defesa por que nunca soube daquilo e a resposta foi “se o senhor não souber destas coisas é mais fácil mentir”. O senhor acredita que até mesmo do presidente dos Estados Unidos são escondidos segredos deste tipo? Como já disse, nem todos os presidentes norte-americanos foram contemplados com informações sobre os extraterrestres. E dos que souberam, duvido que tenham sabido de tudo. Certamente, muitos presidentes foram informados e até mesmo viram naves e alienígenas resgatados, dentre eles Dwight Eisenhower, que afirma ter falado com alienígenas em várias ocasiões. Outros que também tiveram esta oportunidade foram os presidentes Nixon, que mostrou ao seu amigo Jackie Gleason corpos alienígenas na Base Aérea de Homestead, e o presidente John Kennedy. Como revelado em primeira-mão em meu livro Need to Know, Kennedy requisitou ver os corpos alienígenas mantidos secretos pela Força Aérea Norte-Americana (USAF), em 1961, e foi levado à Base Aérea de Tyndall, na Flórida, onde viu os cadáveres numa instalação médica especial. Ele também teria tido vários encontros com extraterrestres, sendo o último deles em 1963. Segundo minhas fontes, o ex-presidente George W. Bush é uma das autoridades mais recentes a saber do assunto.

O encontro do presidente Eisenhower com alienígenas na Base Aérea de Holloman é bastante comentado pela Comunidade Ufológica Mundial, mas o de Kennedy é novo. Poderia nos contar mais sobre isso? Sobre a viagem de Kennedy para ver os corpos de ETs, o que sei e publiquei é o que foi dito por um membro da equipe da Casa Branca que serviu no Força Aérea 1, usado pelo presidente para ir à Base Aérea de Tyndall, na Flórida. O que eu descobri posteriormente foi que essa viagem foi organizada pelo general da USAF Godfrey McHugh, e foi classificada como ultra secreta.

Também em seu livro Need to Know são apresentados muitos documentos oficiais secretos. Vários deles são bem intrigantes, como o relatório de Benito Mussolini sobre o pouso de um UFO. Conte-nos mais sobre esse caso. O documento é datado de 1933, mas não foi emitido por Mussolini, e sim pelo diretor de assuntos especiais do governo italiano, que diz: “Conforme ordens diretas do Il Duce [Mussolini], absolutamente nenhuma menção deve ser feita sobre a suposta aterrissagem de uma espaçonave desconhecida em solo italiano. E esse aviso serve aos meios de comunicação. Quem desrespeitá-la será julgado pelo Tribunal de Segurança do Estado”. Esse incidente, assim como os avistamentos relatados por pilotos italianos, levou à criação do projeto secreto Gabinetto RS/33, um grupo foi liderado pessoalmente por Mussolini – que era piloto – e dirigido por Guglielmo Marconi. Outro pesquisador italiano, Alfredo Lissoni, descobriu um discurso feito por Mussolini na Federação dos Combatentes Fascistas, em 23 de fevereiro de 1943, em que ele dizia que “os Estados Unidos estão mais próximos de serem invadidos, mas não por soldados do Eixo, e sim por habitantes do planeta Marte, que vêm do espaço com suas aeronaves inimaginavelmente poderosas”.

Estamos acostumados a ouvir que a maioria das quedas de discos voadores ocorre nos Estados Unidos. O senhor crê que a Itália tenha resgatado algum UFO acidentado? Roberto Pinotti, co-autor do livro Gli X-Files del Nazifascismo: Mussolini e gli UFO [Os Arquivos-X do Nazifacismo: Mussolini e os UFOs, futuro lançamento da coleção Biblioteca UFO, previsto para setembro deste ano], certamente crê nisso. Segundo o pesquisador italiano, um dossiê de 34 páginas que ele descobriu contém várias declarações de avistamentos na Itália entre 1933 e 1940, incluindo relatos da Força Aérea Italiana com a recomendação “não mostrar para o Il Dulce”. Três telegramas davam instruções sobre como resgatar um UFO acidentado em 1933, possivelmente nos arredores de Milão.

A reação diante de qualquer anúncio aficial de que estamos sendo visitados por outras espécies poderia ser muito inesperada. Nossa visão de mundo mudaria para sempre. Muitas pessoas ficariam apavoradas, ainda mais se toda a verdade fosse dita, isto é, que várias raças alienpigenas estão interagindo com a Terra

Em 1942, um UFO surgiu de repente em Los Angeles e foi bombardeado por baterias antiaéreas. Era Segunda Guerra Mundial e os norte-americanos ainda estavam perplexos com o ataque japonês a Pearl Harbor. Mas não houve relato de qualquer objeto abatido naquela noite pela artilharia norte-americana. O senhor acredita que algo foi derrubado? Este é um caso clássico da Ufologia Mundial. Na famosa foto do ataque, publicada em um jornal da época, é muito difícil ver o objeto, que teria sido iluminado pelas luzes antiaéreas na hora do bombardeio. Mas pelo menos 15 aparelhos desconhecidos estavam envolvidos no incidente, como foi confirmado pelo general George Marshall num relatório secreto ao presidente Harry S. Truman. Embora Marshall tenha relatado que nenhum deles foi derrubado, o jornal Los Angeles Times publicou na manhã seguinte que um estranho artefato caiu e teve seus destroços rapidamente recolhidos pelo Exército. Como alguns relatórios afirmam que nenhum avião da Força Aérea Norte-Americana (USAF) participou da operação, é bem possível que realmente um UFO tenha sido abatido.

crédito: Arquivo UFO
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O ataque da artilharia antiárea a um objeto voador não identificado sobre Los Angeles, em 1942, considerado clássico da Ufologia Mundial



Em seu último livro o senhor cita algo a respeito de uma guerra secreta entre a Terra e aliens. O que isso significa?
O que eu chamo de guerra teve início logo após o final da Segunda Guerra Mundial, talvez até antes, quando foram dadas ordens para aviões militares de vários países perseguirem e derrubarem UFOs. Eles tiveram sucesso em várias ocasiões, e os norte-americanos derrubaram alguns discos voadores. Isso desencadeou uma violenta reação por parte dos alienígenas, que causaram a queda de centenas de aviões militares e civis em circunstâncias misteriosas. Por causa disso, há um conflito que perdura até hoje.

Isto é sério? Os alienígenas estariam derrubando aviões militares e civis? Conte-nos um pouco mais sobre isso. Existem muitos casos relatados em meu livro Need to Know. Por exemplo, em 1947, várias aeronaves simplesmente não conseguiram decolar ou caíram quando estavam no final da decolagem. Muitos aviões militares também sofreram acidentes fatais, algumas vezes em colisões em pleno ar de maneira inexplicável. No dia 13 de agosto de 1946, só para exemplificar, um bombardeiro B-18 foi derrubado por um “míssil fantasma”. No dia 29 de maio de 1947, um DC-4 da United Airlines caiu, matando 38 pessoas. Em seguida, um C-54 dos Estados Unidos caiu em Tóquio, matando 24 militares. Noutra ocasião, um B-29 caiu ao tentar decolar, matando seus três tripulantes. Assim como dois caças holandeses colidiram em pleno ar e um DC-3 da Icelandic Airways caiu nas montanhas da Islândia, causando a morte de todos os seus 25 passageiros. Essas tragédias não tiveram explicações e em todas há relatos da presença de UFOs na região em que se encontravam.

Mas existem ordens para que os pilotos não atirem contra UFOs, não é? Sim, mas estas ordens são recentes. No verão de 1952, o capitão Edward Ruppelt, chefe da Divisão de Fenômenos Aéreos no Centro Técnico de Inteligência Aérea, relatou o encontro de um UFO com dois aviões F-86. Somente um dos pilotos conseguiu localizar o alvo e atirou contra o objeto, que acelerou e desapareceu. O comandante teve sorte, mas ela faltou a outros dois pilotos que, em 26 de junho de 1953, foram interceptar vários UFOs. O resultado é bem previsível: seus aviões explodiram em pleno ar e seus destroços caíram a 15 m do local.

E como esses registros são feitos pelos radares de controle de tráfego aéreo?
Por exemplo, um dos eventos mais aterrorizantes foi o caso do tenente Félix Moncla Junior. No dia 23 de novembro de 1953, o Comando de Defesa Aéreo norte-americano alertou sobre a presença de um UFO sobre Soo Locks, no Michigan. Um jato F-89 pilotado pelo tenente Moncla e seu companheiro, tenente R. R. Wilson, decolou da Base Aérea de Kinross. O controle de terra logo viu que o objeto tinha aumentado a sua velocidade para 830 km/h e informou aos pilotos. Nove minutos depois da decolagem as telas do radar mostravam que o F-89 estava próximo ao artefato e que o tenente Moncla poderia avistá-lo. Mas, de repente, os dois blips na tela do radar convergiram como se fossem um. Após inúmeras tentativas de contato, foi enviada uma equipe de resgate, mas nenhum pedaço do avião ou do objeto foi encontrado, e o caso jamais foi solucionado satisfatoriamente.

crédito: US NAVY
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Para o entrevistado, os Estados Unidos e outros países estão preparados para um ataque alienígena com poderosos mísseis

Como o senhor deve saber, os ufólogos brasileiros estão empenhados em promover a abertura ufológica no país, através da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já. O movimento pede ao Governo que libere os documentos secretos das investigações relacionados aos UFOs que a Aeronáutica conduziu. Alguns governos já fizeram isso, como a França, Austrália, Uruguai, Chile etc. Em sua opinião o que significa esta abertura e o quão importante é a atitude dos nossos ufólogos? Eu aplaudo de pé essa iniciativa, mas acho ingenuidade pensar numa abertura total dos arquivos. Para o bem de nossa segurança, muita coisa deve ser mantida em segredo. Por exemplo, você acha que todos os alienígenas envolvidos em programas secretos na Terra querem que saibamos seu real interesse? Claro que não! E mais, você gostaria que alguma forma de tecnologia extraterrestre caísse em mãos erradas? Também não! Acho muito bom que vários governos abram seus arquivos, claro. Entretanto, nem tudo será liberado. Aliás, a maioria dos documentos não é tão secreta assim.

Então, os governos sabem realmente tudo o que está acontecendo? Eu enfatizo novamente que os governos, por si só, têm pouco conhecimento sobre a presença alienígena na Terra. As intenções dos extraterrestres é um programa restrito ao conhecimento de poucas pessoas das forças armadas, da inteligência e do mundo corporativo de algumas nações. E até mesmo essas pessoas, penso eu, têm pouco controle sobre os extraterrestres.

As abduções alienígenas são provavelmente o mais intrigante aspecto da Ufologia. Nós não sabemos o seu real propósito, mas numa entrevista à BBC o senhor afirmou que elas teriam fins genéticos. Poderia elaborar? E mais, em sua opinião os extraterrestres influenciaram na genética humana? Várias espécies alienígenas estão envolvidas na abdução de seres humanos. Na maioria dos casos, os seqüestros têm a finalidade de abastecer programas de criação de seres híbridos. Nós, humanos, por exemplo, somos o resultado de um upgrade genético ocorrido na época do homem primata. Mas, infelizmente, há também o lado negro das abduções. Está claro para mim que milhares de pessoas têm sido abduzidas para a coleta de esperma e óvulos, que são utilizados para a criação de seres mistos, humanos e extraterrestres. Os alienígenas geralmente dizem aos abduzidos que suas experiências são para nosso benefício, mas não acredito. Acho que os híbridos serão usados para propósitos sinistros, que envolvem a submissão dos seres humanos e a tomada do planeta Terra. Claro que não tenho como provar isso, mas é minha suspeita – e espero que esteja errado.

Mas se eles quisessem tomar o planeta, não poderiam ter feito muito tempo atrás, já que são tecnologicamente superiores a nós? Sim, eles têm meios de tomar nosso mundo a hora que bem desejarem. Mas penso que querem um tipo de conquista muito específico, não “apenas” tomar posse da Terra. Creio que “apenas” invadir o planeta não teria graça, mas esta é uma pergunta para a qual nem mesmo eu tenho certeza da minha resposta...

Normalmente quem sofre as abduções são pessoas comuns, geralmente civis. Existem relatos de abduções de militares, bombeiros ou policiais?
Sim, claro. Em 1986 conheci o policial Alan Gofrey, cuja abdução ocorreu em 29 de novembro de 1980. Segundo ele, eram 05h00 quando estava na cidade de Todmorden, na Inglaterra, e foi levado por seres extraterrestres. Seus companheiros de serviço já tinham avisado por rádio que haviam visto um objeto estranho, mas quando Gofrey fazia uma curva viu algo que pensou ser um ônibus ao lado da estrada. Ao se aproximar, o objeto acendeu suas luzes e ele viu que tinha a forma de um diamante. As luzes do carro de polícia que dirigia se apagaram, assim como a sua lanterna, e daí em diante ele não se lembra de mais nada. Quando acordou, Gofrey estava sentado no banco do passageiro e já eram 07h00. Devido ao seu trabalho, ele não comentou nada com ninguém e deixou o tempo passar.

Há casos ufológicos graves em todo o mundo, como os Estados Unidos têm Roswell, o Brasil tem Varginha etc, e a Inglaterra não poderia ficar de fora. O Caso Rendlesham Forest, de dezembro de 1980, por exemplo, é um dos mais conhecidos, com gravações em áudio, fotos e testemunho dos militares envolvidos. Mesmo assim ele não é 100% aceito pelo governo britânico. Afinal, quase três décadas depois, o que ocorreu? Para ser sintético, de fato, este é um dos melhores casos britânicos. Durante várias noites de dezembro de 1980, culminando nas primeiras horas do dia 26 daquele mês, inúmeras luzes estranhas foram vistas movendo-se como se fossem controladas por alguma inteligência nos arredores das bases da Força Aérea Norte-Americana (USAF) de Bentwaters e Woodbridge, ambas em território inglês. Inclusive, numa ocasião, uma delas disparou um raio de luz no depósito que continha armas nucleares – que, na época, era o local com mais ogivas atômicas da Europa. Vários militares das bases viram as luzes, além do comandante de uma delas, o coronel Charles Halt. Além disso, um objeto triangular medindo cerca de dois a três metros sobrevoou a floresta e depois aterrissou. Essa nave foi perseguida pelos militares, e um chegou a tocar nela. O caso é mantido até hoje sob forte manto de sigilo.

Aplaudo de pé a iniciativa dos ufólogos brasileiros com a campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, mas acho ingenuidade pensar numa abertura total. Muita coisa deve ser mantida em segredo. Será que os aliens envolvidos em programas secretos na Terra querem que saibamos de seu real interesse?

Para nós, ufólogos, não há dúvida de que estamos sendo visitados por seres extraterrestres, mas o mais perturbador é que eles teriam bases em nosso planeta. Em seu livro Unearthly Disclosure o senhor afirma que existe uma base alienígena na Austrália, duas no Pacífico, uma nas Bermudas e outra no Caribe. Fale-nos sobre isso. Certamente, eles têm bases nos oceanos da Terra, em locais da crosta e também em alguns lagos. Veja, o Estreito de Bass, na Austrália, assim como o Triângulo das Bermudas e a área dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, são áreas onde há um enorme desaparecimento de aviões e embarcações. Há fortes indicações de que neste pontos podem estar instaladas bases extraterrestres. E além destas, ainda há uma na América do Sul.

Suas fontes são militares ou agentes da inteligência? Existe ainda um contatado venezuelano, Enrique Castillo Rincón, que afirma ter visitado uma destas bases. O que o senhor acha de sua história? Rincón alega ter sido raptado diversas vezes por alienígenas, em diferentes UFOs e para vários lugares. E diz que, numa destas viagens, em 1974, foi levado para uma base localizada nos Andes, onde teria ficado por uma semana. O contatado também afirmou que muitas outras pessoas se encontravam igualmente naquele local e estavam sendo instruídas sobre o futuro do planeta por seres extraterrestres. Noutra ocasião, um ano depois desta primeira visita à base dos Andes, Rincón foi levado para uma instalação submarina localizada na Falha Mariana, que fica no Oceano Pacífico [A Falha Mariana é o local mais profundo da Terra]. Sua história é interessante e eu tenho inúmeras fontes igualmente confiáveis. Uma delas, a quem chamarei apenas de John, me contou que há bases extraterrestres também no Alasca, Novo México e Virgínia. Segundo informações a que tive aceso, naves alienígenas fariam escavações para construir as bases, e existem rumores de que aliens instalaram uma delas também na Serra de Ibituruna, em Minas Gerais. Ela estaria a 260 km de profundidade.

O senhor também já viu um UFO. Como foi o seu avistamento? Ocorreu em 01 de agosto de 1963. Eu, minha família e algumas pessoas observamos um objeto tetraédrico pairando a uma grande altitude ao sul de Londres. Muitos indivíduos também observaram e tiraram fotos do fenômeno. A melhor imagem foi capturada por um instrutor de vôo que estava em Hertfordshire. A explicação oficial do governo britânico, no entanto, foi que se tratava de um balão francês de pesquisa dos raios cósmicos lançados da Alemanha.

Mas o senhor teve outros contatos bem estranhos, certo? O que houve em 1967?
Em 1967 eu estava com a Orquestra Sinfônica em Nova York, quando algo inusitado se passou. Na época eu já conhecia alguns amigos de George Adamski [Famoso contatado do início da Era Moderna dos Discos Voadores], que me disseram que extraterrestres estariam vivendo na Terra, e havia tido uma experiência anos antes, também nos Estados Unidos, com uma mulher para a qual eu perguntei telepaticamente de onde era – e que me respondeu telepaticamente que não era do nosso planeta. Pois bem, a mesma coisa aconteceu em Nova York, em fevereiro daquele ano. Eu enviei um pensamento querendo uma prova de que aliens estariam vivendo em nosso planeta, e meia hora depois um homem entrou no lobby do hotel em que estava com atitude que sugeria a resposta. Ele media cerca de dois metros e vestia um terno preto de corte impecável, gravata igualmente preta e camisa branca. Parecia ser muito inteligente. Eu mais uma vez enviei a minha mensagem: “Se existe algum de vocês na área de Nova York, apareça e sente-se perto de mim”. Aquele homem pegou um jornal, viu algumas páginas, dobrou-o e se sentou. Então pensei: “É aquele cara ali”. Novamente, de forma telepática, perguntei: “Se você é de outro planeta, coloque o seu dedo indicador no lado direito do seu nariz e fique parado”. Ele fez exatamente isso!

Para o senhor, eles podem estar vivendo entre nós disfarçadamente? Claro. Existem muitos tipos de alienígenas. Alguns se parecem com répteis, outros com robôs e assim por diante. Eu acredito ainda que eles estejam aqui bem antes de nós. Uma contatada chamada Inocência Cataquet disse ao pesquisador porto-riquenho Jorge Martín [Correspondente internacional da Revista UFO], que teve encontros com seres muito semelhantes a nós. Eles pareciam se materializar através de bolas de luz e disseram que podiam se movimentar também entre várias dimensões. Já ouvimos relatos de seres ciclopes, como o famoso caso brasileiro do bairro Sagrada Família, em Minhas Gerais, e os seres de Kentucky, nos Estados Unidos, na década de 50. Mas os chamados nórdicos é que poderiam estar entre nós, pois somos muito semelhantes [Veja edição UFO Especial 032].

Então, as afirmações de Erich Von Däniken, no livro Eram os Deuses Astronautas? [Melhoramentos, 1968], estavam certas, assim como de tantos outros autores que defendem que deuses extraterrestres estiveram aqui há milhares de anos, inclusive ensinando-nos técnicas e interferindo na nossa evolução? Däniken não foi o primeiro a sugerir essa teoria. E de fato, ETs – alguns deles bem altos – têm estado por aqui há muito mais tempo do que nós, numa época em que eram tratados como deuses por nossos antepassados. A hibridização de espécies começou naquele tempo, com os homens primatas.

O senhor acredita que as autoridades sabem que alguns tipos de extraterrestres se parecem tanto conosco que poderiam estar camuflados em posições estratégicas, dentro dos governos ou em grandes multinacionais? Bem, quando você fala de governos, tem que ter em mente que, neles, somente poucas pessoas têm conhecimento de determinados assuntos. Tais informações são muito restritas, inclusive para presidentes de países. Mas aqueles quem têm esse conhecimento estão muito bem informados e conscientes de que há uma presença alienígena na Terra há muito tempo.

O senhor acredita que esses seres ou grupos deles podem estar cooperando com o nosso avanço tecnológico? Acho que é possível. Mas o quanto, eu não sei. É bem provável que tenhamos aliados nos ajudando a desenvolver melhores meios de transporte, a preservar a vida, a conservar energia etc. Não tenho certeza. Já ouvi rumores de que seres extraterrestres auxiliariam algumas nações na construção de armas. Bem, sobre isso, creio que o ex-ministro da Defesa canadense, Paul Hellyer, sabia a resposta. Há alguns anos, Hellyer indicou que alguns países estavam se preparando para uma guerra nas estrelas, e ele estava bem preocupado com isso. Não sei se é verdade, mas que existe uma ameaça em vista, tenha certeza [Veja edição UFO 123].

Creio que os seres extraterrestres têm bases nos oceanos da Terra, em locais da crosta e também em alguns lagos. Algumas estão no Estreito de Bass, na Austrália, assim como no Triângulo das Bermudas e na Área dos Grandes Lagos, nos EUA. Além destas, ainda há uma instalação alienígena na América do Sul

Falando sobre encontros com UFOs no espaço, há fortes rumores de que a tripulação da Apollo 11 encontrou extraterrestres na Lua. O senhor acredita nisso? Segundo relatórios não oficiais, os astronautas norte-americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin de fato viram UFOs após seu pouso lunar. Em 1979, Maurice Chatelain, ex-especialista em comunicações da NASA, confirmou que Armstrong havia visto dois UFOs em uma cratera lunar. Mas foram dois cientistas soviéticos que levaram essa informação a público, Vladimir Azhazha e Aleksandr Kazantsev, que afirmaram ainda que a agência espacial bloqueou – ou tentou – o que seria uma conversa dos astronautas com a Terra. Armstrong teria visto dois enormes objetos quando ele pousava o módulo lunar. Aldrin teria filmado os UFOs de dentro do módulo lunar e continuado a fazê-lo quando ambos saíram do aparelho. Chatelain também confirmou que a NASA, por várias vezes, interrompeu as comunicações para esconder do público os diálogos. Além da Apollo, as missões Gemini também foram acompanhadas por UFOs no espaço.

Existem rumores também de que a NASA teria evidências físicas da existência extraterrestre. Isso é verdade? Segundo uma fonte confidenciou ao jornalista científico alemão Andreas Von Rétyi, a NASA tem fartas evidências físicas da existência dos extraterrestres. Em 1974, o doutor Cris [Nome fictício da fonte de Von Rétyi] fazia parte de um grupo de pesquisadores de vários países que foram incumbidos de analisar um material parecido com plástico, que teria vindo da extinta União Soviética. Ele é um cientista polonês e atuava como especialista em biofísica para a agência espacial. Seu grupo se reunia quando a NASA convocava, não era algo permanente, e todos os resultados eram enviados diretamente à agência, sendo que nenhum deles sabia o que dizia o relatório do outro. O doutor Cris confirmou a Rétyi que o material analisado não tinha origem no planeta Terra.

O senhor acredita nas pessoas que alegam ter recebido implantes durante procedimentos de abduções alienígenas? Muitas pessoas de credibilidade afirmam que foram implantadas por alienígenas a bordo de UFOs, e elas podem realmente estar falando a verdade. Mas existe um mesmo número de mentirosos. Estes implantes de fato existem e poderiam ser um tipo de rastreador ou mesmo uma sonda que mandaria informações sobre a saúde dos abduzidos para algum lugar. Hoje em dia já temos implantes que são colocados em gado, para identificá-los, em cachorros, para localizá-los. Até mesmo em pessoas estes implantes têm sido testados. E apenas para levantar mais uma teoria: será que estes implantes, os terrestres, não seriam uma idéia do governo para rastrear as pessoas?

Mas esta não seria apenas mais uma teoria da conspiração? Bem, eu não duvidaria dela. Imagine se cada pessoa que tomasse uma vacina ou fizesse algum procedimento cirúrgico tivesse implantado em seu corpo um aparelho que mostrasse a sua localização, como um GPS, e ainda sua condição de saúde e um histórico de sua vida. Pode parecer uma idéia absurda, mas tenha certeza de que está sendo avaliada, senão estiver já sendo utilizada.

As mutilações de gado têm ligação com os UFOs? Eu acredito que sim e que também fazem parte do programa de hibridização. Em 1984 conheci o doutor Pierre Guerin, do Instituto Francês de Astrofísica, e conversamos muito sobre o assunto, a respeito do qual ele é um especialista. Creio que as mutilações de gado ocorrem ainda hoje, embora com menos intensidade, mas foram muito divulgadas em todo o mundo na década de 60. Segundo Guerin, os relatos são sempre duvidosos, mas os fatos materiais, independente das testemunhas, estão num patamar muito superior ao de uma prova testemunhal. Hoje há muitos estudiosos em todo o planeta que asseguram que as mutilações são causadas por alienígenas.

crédito: Paulo Bach
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A tecnologia de discos voadores pe alvo das grandes potências terrestres, com a qual podem dominar o mundo

Teria isso alguma semelhança com o chupacabras? Não acredito. Não há dúvidas que algo aconteceu em Porto Rico, indicando a existência de tal ser, mas muitos dos relatos foram feitos no calor dos acontecimentos e seriam razoavelmente explicados hoje. Agora, destaco dois que me chamaram muito a atenção. Um foi o caso de Abigael Pavon, uma enfermeira que afirmou que um ser enorme, parecido com um pássaro, mas com olhos vermelhos, atacou seu braço. O outro foi o de José Angel Pulido. Na primeira semana de maio de 1996, por volta das 23h00, ele andava pela casa quando foi atacado por uma criatura que parecia não ter ossos e ser feita de gelatina. O ser o mordeu na altura do ombro e por três dias ele teve náuseas. Não podemos esquecer que em 1997 tivemos supostos ataques do chupacabras no Brasil.

Muito obrigado por suas informações. Para terminar, gostaria que o senhor deixasse um recado para os ufólogos brasileiros. Gostaria apenas de dizer que o Brasil é uma fonte abundante de avistamentos, de contatos imediatos e de abduções alienígenas. Mantenham suas mentes abertas para tudo.

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