Cientistas irão criar telescópio de espelho líquido

Equipe UFO
3 minutos de leitura

736568534304fb8f94124201d2ab2cfa1527823948

Créditos: Terra

Cientistas do Reino Unido, Canadá e Estados Unidos conseguiram encontrar a mistura de materiais adequada para a fabricação de um telescópio lunar de espelho líquido, aparelho ainda não desenvolvido que permitiria um conhecimento mais completo sobre a origem do universo.

A descoberta, divulgada na última edição da revista científica britânica Nature, pode ser o ponto de partida para a fabricação desse tipo de instrumento de visão à distância, a ser incluído nos telescópios espaciais de nova geração. Se a fabricação for concretizada, a ferramenta astronômica seria mais potente que o telescópio espacial James Webb, projeto conjunto das agências espaciais dos Estados Unidos, da Europa e do Canadá e com o qual os cientistas pretendem estudar a formação e a evolução das galáxias.

“Um telescópio lunar de espelho líquido poderia nos mostrar o espectro luminoso das estrelas das primeiras galáxias com um nível de detecção maior que o do telescópio espacial James Webb”, afirmam os especialistas, no artigo da revista. Segundo os cientistas, isto permitiria investigar a idade das primeiras estrelas, assim como a abundância relativa de elementos mais pesados que o hélio em sua composição.

O fato de os pesquisadores terem conseguido recobrir com prata o líquido iônico do telescópio e fazer a mistura permanecer estável durante meses é o que alimenta as possibilidades de fabricação deste tipo de instrumento astronômico. “Os espelhos líquidos têm excelentes propriedades ópticas. Os telescópios de espelho líquido são instrumentos simples, por isso, seu transporte e sua montagem serão mais fáceis que os dos espelhos sólidos”, dizem os cientistas.

De acordo com os especialistas, o líquido iônico embaixo da prata não evaporaria no vazio e permaneceria em estado líquido até uma temperatura de -98°C. Outro telescópio desse tipo proposto anteriormente, baseado em uma liga de metais líquidos, não era apto para aplicações infravermelhas, que requerem que o líquido seja mantido a uma temperatura superior a -143°C.

“Um telescópio óptico de infravermelhos de entre 20 m e 100 m de abertura localizado na Lua poderia oferecer imagens de objetos até mil vezes menos luminosos que a nova geração de telescópios espaciais proposta”, afirmam os especialistas, no artigo.

Compartilhe