ARTIGO

Como tudo começou: O Caso Roswell

Por Thiago Luiz Ticchetti | Edição 51 | 01 de Março de 2007

Cena do seriado Taken, da Fox, produzida digitalmente, retratando a descoberta acidental do disco voador acidentado nos arredores de Roswell
Créditos: Taken/Fox

Como tudo começou: O Caso Roswell

Acreditava-se que o acidente em Roswell ocorrera na noite do dia 02 de julho de 1947. Essa data baseia-se no testemunho de Dan Wilmot, morador da cidade, que relatou ter visto um objeto em forma de disco sobrevoar Roswell e partir em direção nordeste. Sem outra data como parâmetro, os investigadores assumiram que a nave observada por Wilmot era a mesma que havia caído na fazenda de Brazel, um fazendeiro residente a sudeste da cidade de Corona, no condado de Lincoln, Novo México. Tal suposição estava errada. O avistamento de Wilmot não teve nada a ver com o acidente na propriedade de Brazel, em 02 de julho. Na verdade, os militares já estavam rastreando o objeto antes dessa data. Por quatro dias o UFO havia entrado e saído do espaço aéreo mexicano, ao sul do país. Os radares naquela região e na cidade de Albuquerque detectaram-no e perderam-no na noite do dia 04 de julho. Os militares em Roswell sabiam que o UFO tinha pousado a menos de 60 km da cidade.

Willian Woody, que vivia a leste de Roswell, estava na varanda de sua casa, juntamente com seu pai, na noite do dia 04, quando viu um brilhante objeto no céu mergulhar em direção ao solo. Ele disse que era uma luz branca muito brilhante, com linhas vermelhas, e o objeto demorou a cair, diferentemente dos meteoros que já havia observado anteriormente. Não havia nenhuma forma por trás da luz e nenhum som foi associado àquilo. Um ou dois dias depois, Woody e seu pai resolveram ir até onde o objeto teria caído. Se dirigiram pela Rodovia 285, ao norte de Roswell, mas sempre que tentavam entrar na pista eram impedidos por um cordão de isolamento militar, pois todos os acessos às estradas estavam bloqueados. Somente junto aos primeiros raios de Sol do dia 05 de julho os militares encontraram o local do acidente. Eles isolaram a área, mantendo todos os civis e pessoas não autorizadas afastadas. Durante todo aquele dia recolheram os corpos de cinco vítimas do acidente. Vários caminhões carregaram os destroços do objeto e em seguida dirigiram-se para a base militar. No final do dia, já haviam retirado quase tudo da área. No seguinte, especialistas em acobertamento ufológico eliminaram os possíveis resquícios da queda e da operação de resgate.

Na tarde do dia 05, algo inusitado aconteceu. Glenn Dennis, funcionário da Funerária Ballard, recebeu o primeiro de uma série de estranhos telefonemas da base aérea militar. O oficial funerário da base perguntou-lhe sobre o tamanho e que tipos de caixões poderiam ser lacrados hermeticamente. Dennis respondeu que possuía quatro caixões de 1,20 m, mas que poderia conseguir um menor na cidade de Amarillo, Texas. O oficial apenas mencionou que voltaria a ligar para ele. Trinta ou 40 minutos depois, retornou a ligação e perguntou sobre a preparação dos cadáveres. Ele queria saber como manusear um corpo decomposto e como tratar cadáveres queimados em casos muito traumáticos. Enfim, como preservar um cadáver sem alterar a composição química do sangue ou fluídos. “Eu sabia que algo tinha acontecido. Algo para o qual não estavam preparados. Pensei que fosse uma pessoa muito importante. Então lhes disse que poderia ir até lá e ajudá-los, mas o oficial falou que a informação era para futuras referências”, comentou.

Corpos de seres extraterrestres — Uma hora depois do último telefonema, Dennis voltou a receber outra ligação do oficial, que agora lhe pedia para que fosse socorrer um militar que havia sofrido um acidente na cidade. O soldado tinha apenas algumas escoriações e o nariz quebrado. Depois do socorro, Dennis dirigiu-se até a base militar de Roswell. Chegando lá, ingressou pelo portão da frente e foi em direção à entrada de emergência do hospital. No local estavam estacionadas três ambulâncias antigas, do tipo caixote, e ao lado de cada uma havia um policial militar. Dennis conduziu o soldado ferido pela rampa de acesso à sala de emergência, e enquanto passava pelas ambulâncias, viu que dentro de uma delas havia pedaços de alguma coisa que não soube definir. Pensou, a princípio, que fossem os destroços de um avião. Na segunda ambulância havia coisas parecidas. Na terceira, no entanto, Dennis acredita que não possuía nada, apesar de um policial militar estar vigiando-a.

O agente funerário explicou que durante o resgate de corpos de um acidente aéreo é praxe alguns destroços serem colocados nas ambulâncias. Por isso, não estava surpreso com o que acabara de observar. E, ainda, que aquelas ambulâncias antigas eram utilizadas para vários fins, inclusive carregar materiais. Dennis tentou aproximar-se de uma delas: “O que vi lembrou-me a frente de uma canoa, com uns 95 cm de largura, e estava deitada de lado. Havia algumas inscrições, de uns 6 cm. Pareciam inscrições egípcias”. Enquanto o soldado era atendido na sala de emergência, Dennis, que conhecia a maioria dos médicos, decidiu ir tomar um refrigerante no saguão. Ele andava pelo corredor quando uma das enfermeiras o reconheceu. Ela estava muito apreensiva e perguntou ao agente qual a razão de estar ali, sugerindo-lhe que deveria ir embora o mais rápido possível. Depois entrou numa sala e desapareceu. Mas Dennis não saiu de imediato. Um militar, aparentando seus 45 anos, surgiu repentinamente no corredor do hospital e questionou-lhe a razão de sua presença naquele local. “Então lhe disse que trabalhava na Funerária Ballard e que tinha acabado de atender um soldado. Estava indo pegar um refrigerante no saguão e resolvi fazer o comentário: ‘parece que vocês tiveram um acidente aéreo aqui, pois vi alguns destroços nas ambulâncias’. Foi quando percebi que havia arranjado problemas”.

O militar pediu para Dennis esperar um momento, entrou numa das salas e logo depois saíram dois policiais militares. “Ele disse aos policiais para me tirarem dali o mais rápido possível. Quando estávamos saindo, ouvi uma voz pronunciar: ‘eu ainda não terminei com esse filho da p... Tragam-no de volta’”. Dennis retornou e ficou frente-a-frente com o capitão de cabelos ruivos. “Havia com ele um sargento, um homem negro, que segurava uma prancheta. O capitão de cabelos ruivos então disse: ‘não houve nenhum acidente aqui. Você não viu nada. Não vai voltar para a cidade e dizer que viu alguma coisa, pois terá sérios problemas”. Naquele momento, Dennis ficou muito irritado, ainda mais por ter sido xingado pelo capitão. Mas respondeu ao militar que não poderia fazer nada contra sua pessoa, já que era um civil, e mandou todos para o inferno. “Essas foram exatamente as minhas palavras. Lembro-me claramente”, comentou. O militar de cabelos ruivos então respondeu: “Não brinque consigo mesmo, meu jovem. Alguém estará recolhendo seus ossos no deserto. Ou você será uma excelente refeição para os cachorros”. Em seguida, conduziram-no para fora do hospital, em direção à sua ambulância e seguiram-no até a funerária. Tudo isso aconteceu enquanto Brazel checava as pastagens e encontrou o campo cheio de destroços metálicos. Ele carregou alguns e foi mostrá-los aos seus vizinhos mais próximos, Floyd e Loretta Proctor. Loretta disse que o metal aparentava ser extremamente forte, leve e resistente ao fogo. Para ela, o objeto parecia ser feito de plástico, mas era muito mais resistente. O casal sugeriu a Brazel que alertasse o xerife sobre os destroços. Ele então foi até Corona e falou com algumas pessoas, supostamente com o xerife ou com militares. O fazendeiro pensava ter encontrado restos de algum tipo de experimento secreto.

crédito: Cortesia Bruce Harbour e Roswell Daily
O local considerado como o verdadeiro ponto de impacto do UFO, a poucos quilômetros do centro de Roswell, e o agente funerário Glenn Dennis, testemunha-chave do resgate de corpos de seres alienígenas
O agente funerário Glenn Dennis, testemunha-chave do resgate de corpos de seres alienígenas, e o local considerado como o verdadeiro ponto de impacto do UFO, a poucos quilômetros do centro de Roswell

No domingo, dia 06 de julho, o fazendeiro fez uma viagem de três horas até Roswell e mostrou ao xerife do município de Chavez, George Wilcox, uma caixa cheia dos estranhos objetos metálicos. Mais tarde, seria confirmado pelos militares que os destroços eram parte de uma aeronave acidentada, mas, naquela hora, nem Brazel ou Wilcox sabiam exatamente o que o fazendeiro tinha encontrado. Sabiam apenas que era algo incomum, mas não conseguiram identificar a sua origem. Wilcox então decidiu que o melhor a fazer era alertar os militares e telefonou para o oficial de inteligência do 509º Grupamento de Bombardeiro, major Jesse A. Marcel. “Eu estava almoçando quando recebi o telefonema do xerife dizendo que queria conversar comigo, que estava na delegacia um fazendeiro que tinha lhe contado uma história estranha. Em seguida, disse que tinha encontrado alguma coisa que havia se acidentado e que eles não sabiam do que se tratava. Achei que deveria investigar melhor aquilo”.

Amostras de metal não terrestre — O coronel Willian Blanchard, do 509° Grupamento aconselhou Marcel a ir até a cidade para dar uma olhada no que haviam encontrado. Deveria levar consigo um conhecido seu, agente da contra-inteligência. O escolhido foi o capitão Sheridan Cavitt. “Ele dirigia o jipe e eu o meu carro. Seguimos o caminhão do fazendeiro. Chegamos à fazenda ao anoitecer. Como estava muito tarde para procurarmos algo, decidimos pernoitar por lá”. Quando foi entrevistado pelo pesquisador Kevin Randle, Cavitt afirmou que não tinha estado no local. Apenas mencionou que durante a primeira semana de julho de 1947 encontrava-se em viagem. Entretanto, quando entrevistado no final de 1994 pelo coronel da Força Aérea Norte-Americana (USAF), Richard Weaver, Cavitt confirmou que estava envolvido no caso, mas negou ter dirigido o jipe sozinho até a fazenda. Na verdade, Cavitt não se lembrava nem ao menos de ter conhecido Brazel, mas recordava-se de que havia se dirigido para o norte de Roswell [Veja o documentário em DVD Acidente em Roswell, código DVD-006 da coleção Videoteca UFO, no Portal UFO: ufo.com.br].

Sem mais nada a fazer, Marcel inspecionou um grande pedaço de metal que Brazel tinha trazido até o seu celeiro. Numa entrevista concedida em 1978 para Leonard Stringfield, Marcel comentou que não tinha encontrado sinais de radioatividade no material. Quando viu pela primeira vez os destroços no campo, estava claro que alguma “coisa” devia ter se chocado contra o solo. Com Cavitt e Brazel, verificou a área e pôde determinar de qual direção o objeto tinha vindo e para qual se dirigiu. Havia descoberto um padrão que mostrava onde começavam e onde terminavam as marcas do impacto do objeto. Eles vasculharam a área toda. Marcel disse que os pedaços estavam espalhados por 200 ou 300 m de comprimento e algumas dezenas de metros de largura. “Nós encontramos alguns metais e os recolhemos”. Para ele, tratava-se de algo fabricado. “Eu queria queimar um pedaço daquilo, mas só tinha um isqueiro comigo... Então o acendi e o coloquei embaixo de uma porção, mas o objeto nem sequer ficou escuro”.

Marcel também descreveu estruturas em forma de I, tão sólidas que não era possível dobrá-las ou quebrá-las, mas que não se pareciam com metal. “Eu me lembro que tinham uns 6 cm de comprimento por 0,25 cm de espessura. A maior de todas possuía cerca de 120 cm e não tinha peso algum. Você nem percebia que estava segurando uma delas”, exclamou. Também contou ao investigador Stringfield que havia encontrado vários fragmentos metálico, parecidos com pergaminhos. Quando questionado se havia marcas nos objetos, respondeu afirmativamente. Algumas delas eram indecifráveis. “Eu nunca tinha visto nada igual antes. Não sei se foram decifrados ou não. Ao longo de alguns deles havia pequenos desenhos de duas cores... Como escrita chinesa. Mas nada com o que você pudesse comparar” [Veja o documentário em DVD Um ET nas Mãos do Governo Norte-Americano, código DVD-010 da coleção Videoteca UFO, no Portal UFO: ufo.com.br].

Destroços de uma nave no deserto — Cavitt, por outro lado, negou em suas primeiras entrevistas com os pesquisadores Kevin Randle e Don Schmitt ter estado no local do incidente. Continuou dizendo que não sabia por que Marcel tinha dito que estivera com ele. Mas quando entrevistado por um coronel da USAF, Cavitt não só confirmou que havia estado no local, como também que, no instante que viu os destroços, percebeu que eram de um balão. Não explicou, no entanto, porque nunca havia mencionado isso anteriormente a Marcel, ou então porque passou um dia inteiro no campo cheio de pedaços de um balão. Marcel disse que ele e Cavitt recolheram o máximo de material que puderam. Embora tenham carregado muita coisa, a maior parte ainda ficou espalhada na área. Marcel então mandou Cavitt de volta à base e retornou ao local do acidente para recolher mais destroços, enchendo o seu carro. Antes disso, porém, passou em casa. Contou mais tarde que ficou tão impressionado com os destroços que quis que sua família também visse aquilo, mesmo que tivesse que acordá-los. Ficou claro que aqueles pedaços não eram parte de nenhum tipo de míssil, avião ou balão meteorológico. “Eu nunca vi nada igual. Não sabia o que estava recolhendo. E ainda não sei... Aquilo não podia ser parte de um avião ou de um balão, e mesmo que fosse de um balão não poderia ser poroso como era. Já vi foguetes sendo lançados da Base de Testes de White Sands e definitivamente aquilo não era parte de um foguete, míssil ou avião”.

Este é o melhor e mais bem documentado caso ufológico, que possui dezenas de testemunhas. Até hoje, ninguém conseguiu dar outra explicação a não ser a de que uma nave extraterrestre realmente caiu no deserto norte-americano do Novo México
— Leonard Stringfield,escritor [Já falecido]

Seu filho, Jesse Marcel Júnior, lembra-se de ter sido acordado por seu pai tarde da noite. Sob hipnose, conduzida posteriormente pelo doutor John Watkins, em maio de 1990, Jesse Júnior contou que estava confuso por ter sido acordado àquela hora. Ele então se levantou e o seguiu até o carro, para pegarem uma caixa cheia de fragmentos metálicos. De volta, pai e filho espalharam os pedaços no chão da cozinha, tentando encaixar alguns deles, como se fossem um enorme quebra-cabeças. Os objetos tomaram quase todo o piso, desde a porta dos fundos até o corredor. Jesse Júnior descreveu chapas e vigas em forma de “I” e alguns pequenos pedaços que pareciam plásticos, de cor escura, mais finos que as chapas, só que muito resistentes. Pareciam baquelite [Nome comercial de um plástico termofixo obtido pelo aquecimento, sob pressão, de uma mistura de fenol e formol]. Enquanto tentavam juntar as peças, a esposa de Marcel, Viaud, pegou uma das pequenas vigas e comentou: “Tem alguma coisa escrita nisso”. Sob hipnose, Jesse Júnior relatou que aquilo era de cor púrpura, estranha, com formas geométricas, como círculos. Os símbolos eram brilhantes e pequenos, menor do que uma unha. Havia várias figuras separadas. Para ele, era um disco voador. “Eu perguntei ao meu pai o que era um disco voador, pois não tinha conhecimento”.

Acobertamento — Quando acabaram de examinar o material, Jesse Júnior ajudou seu pai a colocá-los de volta na caixa e de novo no carro. Marcel estava pronto para retornar a base. Ao chegar, encontrou-se com Blanchard e mostrou-lhe os destroços, explicando-lhe que não tinha conseguido identificar qual era a sua origem. Na manhã do dia 08 de julho, o coronel Blanchard mandou-o para Roswell, para conversar com o general Ramey, comandante da 8ª Força Aérea. “O comandante disse-me para voar até o Base Aérea de Wright-Patterson, em Ohio, mas, chegando lá, não encontrei o general Ramey”. Segundo Robert Porter, tripulante do vôo para Fort Worth, só havia quatro pequenas caixas no avião. A tripulação fez a pré-checagem do vôo num B-29 e um carro trouxe o material. A caixa maior tinha 120 cm de comprimento por 10 cm de espessura e formato triangular. As outras três possuíam o tamanho de caixas de sapato e eram muito leves. Depois que o material foi colocado no avião, a tripulação foi impedida de se aproximar do compartimento de bagagens.

Infame balão meteorológico — Ao chegarem à Base Aérea do Exército em Fort Worth, Porter e outro recruta receberam ordem para permanecer no avião até que os soldados se postassem. Quando isso foi feito, a tripulação foi liberada para o almoço. Em seguida, as caixas foram transferidas para um avião B-25, que partiu para a Base Aérea de Wright-Patterson. Quando Porter e os outros militares voltaram ao avião, disseram-lhes que dentro da caixa havia pedaços de um balão meteorológico, mas que não deviam comentar com ninguém sobre o vôo. Walter Haut, oficial de relações públicas da Base de Roswell, ao conversar com Marcel anos depois do evento, disse-lhe que ele tinha levado alguns pedaços dos destroços até o escritório de Ramey, para que ele os examinasse. O material foi colocado em cima da mesa do general. Ele então pediu para que Marcel mostrasse o local exato do acidente, e em seguida os dois foram até uma sala no final do corredor.

Quando retornaram, os destroços que estavam em cima da mesa tinham sumido e fragmentos de um balão meteorológico encontravam-se espalhados no chão. Algumas fotos de Marcel ajoelhado próximo aos restos do balão foram tiradas pelo major Charles A. Cashon, relações públicas de Fort Worth. Marcel deixou o escritório por alguns minutos. Enquanto estava fora, o repórter do jornal Fort Worth Star Telegram, J. Bond Johnson, entrevistou o general Ramey. “Eu posei com Ramey ao lado dos destroços. Naquela hora ele me disse que o que foi encontrado não era um disco voador e sim um balão meteorológico”, afirmou. Johnson é autor de quatro fotografias do episódio, divulgadas pelo mundo todo. De volta à redação do jornal, ele escreveu a história, que foi publicada no dia seguinte. No último parágrafo aparecia: “Depois de ver os destroços, Ramey declarou que aquilo era um balão meteorológico. O oficial meteorológico confirmou isso”. No final daquela noite, Ramey deu entrevista coletiva sobre o evento. Embora Marcel estivesse presente, ele foi impedido de responder às perguntas. Os repórteres queriam entrevistá-lo, mas somente o general falou sobre o episódio [Veja o documentário em DVD Segredos Governamentais, código DVD-005 da coleção Videoteca UFO, no Portal UFO: ufo.com.br].

Lamento dizer, mas tudo leva a crer que a humanidade terrestre não terá chances de sobreviver mais mil anos se não iniciar a ocupação do espaço imediatamente
— Stephen Hawking,escritor e cientista

Também estava na coletiva o subtenente Irving Newton, um oficial de Meteorologia da Base Aérea do Exército em Fort Worth. Ele comentou que haviam lhe solicitado que identificasse os destroços espalhados no chão e que fora alertado por um coronel que “... o pessoal de Roswell acha que encontraram um disco voador, mas o general acredita que seja um balão meteorológico. Ele quer que você dê uma olhada nisso”. Newton chegou e encontrou um balão espalhado no chão. Estava quase totalmente destruído. “O general Ramey perguntou-me o que achava que era e eu lhe respondi. Parecia que eu queria ridicularizar Marcel por não ter conseguido identificar um simples balão”.

Depois que Newton identificou os destroços, Ramey ordenou que um vôo especial fosse cancelado. Ninguém deveria ir para a Base Aérea de Wright-Patterson. Ainda assim, soube-se que um documento do FBI, datado do dia 08 de julho, relatava que um “disco e um balão estão sendo transferidos para Wright-Patterson, em um vôo especial”. O documento também revela que o major Curtin Kirton havia informado que o objeto assemelhava-se a um balão meteorológico para grandes altitudes, com um refletor de radar. Após a coletiva, Marcel foi dispensado e mandado de volta a Roswell. Embora Ramey tivesse cancelado o vôo especial, aparentemente houve outros vôos para Wright-Patterson. Este local era, à época, o centro dos laboratórios e locais de pesquisas das forças armadas. Se fosse descoberta alguma coisa incomum, aquele era o lugar ideal para os cientistas a estudarem. O general Arthur Exon confirmou que os destroços tinham sido levados para Wright-Patterson. Ele servia na base como tenente-coronel e lembrava-se dos vôos que chegavam a toda hora naquela data. A idéia de que o balão serviria ao acobertamento surgiu com o general brigadeiro Thomas DuBose, que era comandante do 8ª Comando da Força Aérea. “Aquilo foi uma história para acobertar o caso. Era nela que queríamos que o público e a imprensa acreditassem”, afirmou.

crédito: Fotos Arquivo UFO
Acima, uma barra contendo os estranhos hieroglífos de Roswell, reproduzida com base na descrição das testemunhas, e um fragmento que se supõe ser da nave acidentada. Ao lado, a cabana do fazendeiro MacBrazel e, abaixo, o hangar da antiga base militar de Roswell, para onde o UFO acidentado foi levado
Acima, uma barra contendo os estranhos hieroglífos de Roswell, reproduzida com base na descrição das testemunhas, e um fragmento que se supõe ser da nave acidentada. Ao lado, a cabana do fazendeiro MacBrazel e, abaixo, o hangar da antiga base militar de Roswell, para onde o UFO acidentado foi levado

“Tudo foi uma grande mentira” — Os militares tentaram convencer a imprensa de que o objeto encontrado próximo a Roswell não era nada mais do que um balão, mas os oficiais que estavam incumbidos da tarefa à época confirmaram que tudo não passara de uma grande mentira. Os militares em Roswell também tentaram enterrar os fatos. Frank Joyce, repórter da rádio KGFL, de Roswell, havia falado com Brazel no domingo, após encontrar os destroços. Ele não revelou o conteúdo da conversa, mas afirmou que não era a primeira vez que discorriam sobre o incidente. No entanto, a conversa que tiveram na primeira e na segunda vez teve um tom bem diferente desta última.

Joyce contou que Brazel foi até a estação de rádio, à noite, escoltado por militares. Enquanto esperavam do lado de fora, Brazel entrou na sala de rádio onde Joyce estava trabalhando. Por um momento não disse uma palavra. Ele se agachou e apoiou as costas na parede. Para Joyce, Brazel estava muito estressado. Apenas disse que se não cooperasse as coisas não sairiam bem. Depois contou sua nova versão, dessa vez envolvendo o balão e os membros da sua família, que também manusearam os destroços. Joyce argumentou que essa história não era a mesma que ele havia contado anteriormente, mas Brazel insistiu na nova versão.

No entanto, antes de deixar a sala de rádio, ele finalizou: “Sabe daquela história que as pessoas falam sobre homenzinhos verdes? Bem, eles não são verdes”. E foi embora. Os militares não estavam contentes em só controlar as pessoas envolvidas diretamente com o incidente. Eles começaram uma campanha para silenciar as testemunhas civis também. No dia 07 de julho, o xerife George Wilcox dirigiu-se até a casa do pai de Glenn Dennis. Wilcox disse que Dennis tinha se metido em problemas na base. Ele não sabia o que o agente havia feito, mas um certo sargento o havia informado na delegacia, e Wilcox deveria alertar seu pai para conversar com o filho, a fim de manter a boca fechada. Quando o pai perguntou-lhe o que havia acontecido, Dennis alegou que não tinha feito nada. Então seu pai mencionou que um sargento negro havia lhe perguntado sobre seus irmãos e irmãs. Ele foi o único a fazer ameaças contra a sua família. Barbara Dugger, neta do xerife Wilcox, também comentou sobre as ameaças que a família de seu avô havia sofrido. Pelo conhecimento do público, Wilcox não teve muito envolvimento com o caso e nem tinha visto nada. Marcel disse que Wilcox só havia ligado para a base naquela data. Mas Dugger sugeriu que ele sabia de algo mais. Numa entrevista realizada em março de 1991, Barbara contou que sua avó havia lhe relatado uma intrigante história no início dos anos 70.

Ameaças de morte — O xerife havia sido chamado para uma área ao norte de Roswell – não no lugar dos destroços, mas mais perto da cidade, onde os corpos e a nave foram encontrados. Ela afirmou que seu falecido avô fora testemunha de tudo. “Ela me pediu para não contar para ninguém, então perguntei se minha mãe sabia de alguma coisa, mas ela respondeu que não”. Barbara também comentou que seus avós foram ameaçados de morte pelos militares, tal como a família de Dennis. Outro episódio semelhante ocorreu naquele ano, dessa vez com Frank Rowe, de apenas 12 anos. Seu pai era tenente dos bombeiros e, certo dia, estava na garagem do Esquadrão quando um grupo de homens apareceu com um pedaço de metal. Seu pai então falou: “Amigos, vocês não vão acreditar no que trouxemos. E tirou do seu bolso um pedaço de metal. Era áspero. Todos tentaram cortá-lo, queimá-lo ou arranhá-lo, mas ninguém conseguiu”. O mais interessante na história de Rowe, no entanto, aconteceu alguns dias depois, quando estava em casa. Nesse dia, toda a família estava reunida quando militares apareceram. Eles mandaram Suzy, Donnie e Pat para fora e perguntaram à mãe deles quem era a menina que estava no Corpo de Bombeiros no dia em que seu pai havia chegado com o objeto. Sua mãe apontou para Rowe. Um dos soldados levou as outras crianças para fora e mãe e filha ficaram sentadas no sofá. “Ele não mediu suas palavras. Disse que poderia nos levar para o deserto e ninguém nunca mais iria nos encontrar”.

Corpos de ETs decompostos pelo calor — Voltando à história de Glenn Dennis, depois que ele ouviu as ameaças dirigidas a seu pai, não se intimidou mais. Enquanto o xerife visitava seu pai, foi até o hospital da base para obter outras informações. Ele encontrou uma amiga enfermeira e perguntou-lhe se poderiam conversar mais tarde. A enfermeira ligou marcando o encontro no clube dos oficiais. Eles conversaram por algum tempo, quando então ela disse a Dennis: “Quero te contar o que está acontecendo, mas você tem que prometer que nunca vai relatar a ninguém, ou terei problemas. Não acredito no que vi. É a coisa mais horrível”. Dennis mencionou que a enfermeira sempre levava consigo um bloco de anotações e que numa folha desenhou o que tinha visto. Naquele dia, ela estava trabalhando no hospital e entrou numa sala de exames para pegar alguns medicamentos. Quando abriu a porta, viu dois médicos nunca antes vistos no hospital. Um deles lhe falou: “Fique aqui, vamos precisar de você”. Lá dentro ela sentiu um cheiro horrível. “Os médicos examinavam três corpos ‘estrangeiros’ ”, foi o termo utilizado pela enfermeira. Dois deles estavam em péssimo estado, mas um parecia que havia sobrevivido ao acidente e estava inteiro. Parecia ter morrido aparentemente depois da queda.

Estava difícil permanecer na sala por causa do mau-cheiro. Os médicos trabalhavam nos corpos com a ajuda da enfermeira, mas ela teve que retirar-se, pois não estava sentindo-se bem. Eles reagiram da mesma forma, colocaram os corpos em sacos mortuários e saíram. A descrição dos seres era a seguinte: magros, compridos e finos. A anatomia do braço era diferente da dos humanos. A distância entre o pulso e o cotovelo era maior do que do cotovelo ao ombro. Ela tinha visto só quatro dedos nas mãos, pequenos e estreitos. Quando os médicos viraram uma das mãos, a enfermeira disse não ter observado polegares. Na ponta dos dedos havia pequenas almofadas de sucção, assim como nos tentáculos dos polvos. Os ossos não se pareciam com os dos seres humanos, pois eram muito frágeis, semelhantes à cartilagem. A cabeça de um deles era maior do que a nossa. Como se sabe, a cabeça humana expande-se quando exposta ao calor extremo, mas não havia evidências de que os corpos tinham sido submetidos ao fogo. Os olhos eram bem fundos, o nariz não era convexo, mas sim côncavo, com dois pequenos orifícios. Não havia orelhas, mas dois pequenos buracos num dos lados da cabeça e dois lóbulos que pareciam proteger os “ouvidos”. Nada que se assemelhasse a uma orelha humana. A boca era um pequeno traço, muito fina. Os ossos da cabeça eram muito flexíveis, parecidos com a moleira de uma criança recém-nascida.

Dúvidas quanto ao sexo dos ETs — Dennis perguntou à enfermeira se eram machos ou fêmeas. “Não prestei atenção nisso, pois estava muito enjoada”, respondeu. Para ela, os médicos deviam saber alguma coisa sobre o sexo dos seres, mas simplesmente não deu atenção a este detalhe, pois saiu da sala antes que chegassem nessa parte. Ela acredita que talvez eles nunca tenham tentado determinar o sexo das criaturas. Dennis fez várias perguntas à enfermeira, mas ela não sabia todas as respostas. Ela disse não ter visto nenhuma roupa e não sabia se os seres estiveram em algum momento vestidos. Continuava dizendo que estava enjoada, razão de seu afastamento do local. “Ela estava em estado de choque. Dizia o tempo todo que ‘eles’ eram muito horríveis”. Nem tocou na comida. Eles conversaram mais alguns minutos, tempo em que a enfermeira desenhou um esboço dos alienígenas. Depois disse que tinha que voltar para o hospital, que estava passando muito mal e precisava se deitar. Dennis a acompanhou até a saída do clube dos oficiais e ficou observando-a entrar no alojamento. Essa foi a última vez que viu a amiga. Três meses depois, o rapaz recebeu uma carta dela, em que contava estar trabalhando em uma base norte-americana na Inglaterra, e pedia para que ele lhe escrevesse sempre que pudesse. Depois de enviar várias correspondências e não receber resposta, Dennis descobriu que a enfermeira tinha morrido num acidente de avião com outras cinco colegas, em algum lugar da Grã-Bretanha.

Outro detalhe extremamente estranho tem relação com um vôo especial ocorrido no dia 09 de julho. Segundo Robert Slusher, tripulante do referido vôo, naquele dia a tripulação teve somente alguns minutos para se preparar para a decolagem. Um container de madeira foi colocado a bordo do avião para ser transportado para a Base de Fort Worth. Ninguém, a não ser Felix Martucci, o artilheiro do B-29, estava autorizado a entrar no compartimento de bombas, nem mesmo os outros membros da tripulação. De acordo com Slusher, esse procedimento não era normal. As circunstâncias do vôo é que o tornam especial. Quando aterrissaram em Fort Worth, havia um comitê de recepção na pista de pouso, que incluía vários oficiais da 8ª Força Aérea. Existem especulações de que os corpos dos alienígenas estavam dentro do mencionado container. Martucci reconheceu um dos membros do comitê. Era um “papa-defuntos”. Enquanto retornavam a Roswell, Martucci comentou: “Nós vamos entrar para a história”. O problema é que os corpos alienígenas saíram de Roswell no dia 09 de julho. De acordo com Frank Kauffman, membro do 509º Batalhão, os corpos tinham sido levados dois dias antes, em dois aviões diferentes. Eles teriam ido para a Base Aérea do Exército em Andrews, Washington, para que os altos oficiais do governo e das Forças Armadas pudessem vê-los. Depois seguiram para Wright-Patterson. O general Exon sugeriu que alguns deles fossem levados para Denver, Colorado.

Mesmo que o comentário de Slusher seja apenas uma brincadeira, isso mostra o quão importante foram os eventos acontecidos em Roswell. Se tudo o que fora encontrado se referia a um balão meteorológico, por que tantos vôos decolaram de Roswell? Por que tantas precauções com um simples vôo, com guardas armados e um comitê de recepção? Obviamente, o exército estava esperando algo muito importante. Uma vez que o container foi enviado para outro lugar, Marcel retornou para Roswell na mesma noite. Quando chegou em casa, disse à mulher e ao filho para não comentarem mais sobre o assunto. Eles deveriam esquecer o que havia acontecido. Mas Marcel não estava satisfeito com o desfecho da história. Ele sabia que o que tinha encontrado na fazenda de Brazel não era um balão meteorológico. “Acredito que aquilo não era da Terra”, comentou. Marcel não foi o único a sentir-se assim. O general Exon também comentou, anos mais tarde, que os destroços eram de algo não construído na Terra. “Roswell foi o resgate de uma nave espacial”, finalizou [Veja o documentário em DVD Acidente em Roswell, código DVD-006 da coleção Videoteca UFO, no Portal UFO: ufo.com.br].

Marcel voltou para a base e encontrou-se com Cavitt e o sargento Lewis Rickett no escritório da inteligência [Espionagem]. Marcel aproximou-se de Cavitt e perguntou-lhe se tinha preparado o relatório. Cavitt respondeu que sim, mas que não poderia mostrá-lo. Essa atitude deixou Marcel furioso, o que lhe compeliu a dizer: “Eu o ordeno que me mostre o relatório”. Cavitt respondeu que tinha recebido ordens diretas de Washington e que se Marcel não estivesse satisfeito, que tomasse as providências necessárias. Marcel nada podia fazer. Essa foi a última vez que ouviu falar sobre os destroços. Nunca ficou sabendo nada a respeito dos corpos dos seres descritos pela amiga enfermeira. Se o coronel Blanchard sabia de algo, não lhe revelou.

crédito: Cortesia Bruce Harbour
Escultura de um ser extraterrestre feita com base nas descrições dadas pelas testemunhas de Roswell que tiveram acesso aos corpos resgatados. A peça acima está em um museu ufológico da cidade, dedicado a perpetuar a ocorrência
Escultura de um ser extraterrestre feita com base nas descrições dadas pelas testemunhas de Roswell que tiveram acesso aos corpos resgatados. A peça acima está em um museu ufológico da cidade, dedicado a perpetuar a ocorrência

Grande favor aos Estados Unidos — Mas essa não foi a última vez que se ouviu falar dos intrigantes fragmentos metálicos. Dois anos depois do incidente, Bill Brazel, filho do homem que encontrou os destroços, disse ter descoberto pequenos pedaços de algum objeto estranho em sua propriedade. Mostrou alguns deles para seus vizinhos, incluindo Sally Tadolini. Ela lembra-se até hoje de que era uma porção pequena, e que quando a amassava, voltava à sua forma original. Infelizmente, Bill não guardou os fragmentos. Militares foram até a sua casa e disseram que seu pai tinha feito um grande favor para os Estados Unidos e que seu filho deveria seguir o mesmo exemplo. Depois daqueles dias de julho de 1947, o acidente não foi mais abordado pela imprensa mundial. Somente 30 anos depois, quando o corajoso Jesse Marcel veio a público contar a sua história, o mundo novamente deu atenção ao mais expressivo acobertamento de informações ufológicas de que se tem notícia.

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Sobre o Autor

Thiago Luiz Ticchetti

Thiago Luiz Ticchetti nasceu no Rio de Janeiro. Filho de um oficial aviador da Aeronáutica, morou em Natal, Santa Maria e na capital carioca. Após o falecimento de seus pais, viveu pelo período de seis meses na cidade de Addlestone, na Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, mudou-se para Brasília onde vive até hoje. Em 1997 assistiu ao I Fórum Mundial de Ufologia, realizado pela Revista UFO na Capital Federal, e foi convidado pelo pioneiro ufólogo Roberto Affonso Beck, ali presente, a ingressar na Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ET). Por mais de 10 anos participou ativamente do grupo, chegando a ser vice-presidente da entidade. É articulista da Revista UFO desde 1997, exercendo hoje a função de coeditor, após ter iniciado na publicação como seu tradutor e depois passado a consultor e atuado também como coordenador internacional. É responsável pela coluna mensal Mundo Ufológico e já escreveu dezenas de artigos para o veículo. Em especial, entrevistou para a revista inúmeros ufólogos nacionais e internacionais, alguns deles os maiores pesquisadores da Casuística Ufológica Mundial, como Phillip Mantle, David Jacobs, Kevin Randle, Nick Redfern, Steven Bassett, Carlos Ferguson, Stanton Friedman, Nick Pope, Jerome Clark, Graham Birdsall e Wendelle Stevens, para citar alguns. É autor dos livros Quedas de UFOs: Casos Confirmados de Acidentes com Discos Voadores e Resgates de Seus Tripulantes em Todo o Mundo[Coleção Biblioteca UFO, 2002], Guia da Tipologia Extraterrestre [Coleção Biblioteca UFO, 2014], Quedas de UFOs II [Coleção Biblioteca UFO, 2015] Guia da Tipologia dos UFOs [Coleção Biblioteca UFO, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume I, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume II, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume III, 1ª edição, Editora Conhecimento, 2018], Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 1 [Clube de Autores, 2015] e Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 2 [Clube de Autores, 2015]. É o único pesquisador brasileiro a ter artigos publicados pela revista inglesa UFO Matrix e foi pioneiro na publicação de um artigo sobre contatos de pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) com UFOs, ocorrido na revista inglesa UFO Truth Magazine, da qual também é colunista. Ticchetti é coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), assistente do diretor nacional da MUFON no Brasil e pesquisador de campo certificado pela MUFON. Formado em administração de empresas pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), Thiago Luiz Ticchetti é casado e pai de um casal de filhos. .

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