ARTIGO

A verdadeira origem do homem-mariposa

Por Thiago Luiz Ticchetti | Edição 85 | 01 de Março de 2003

Ainda existem dúvidas se o homem-mariposa pertence ao campo da Ufologia, mas muitas evidências garantem que sim. Para começar, os avistamentos começaram durante uma grande onda ufológica, ocorrida em West Virginia
Créditos: DONNIE SERGENT JUNIOR

A verdadeira origem do homem-mariposa

Jack, o Estripador, Drácula, Frankenstein, Pé Grande e extraterrestres. Todas essas criaturas, entre outras, são o que de mais horripilante existe nos pesadelos e temores de muita gente. Agora, após o filme A Última Profecia [The Mothman Prophecies], no final do ano passado, uma nova criatura pode ser adicionada a essa lista: o homem-mariposa [Mothman]. O lançamento do filme, com grande sucesso nos Estados Unidos e nem tanto no Brasil, fez reaparecer mais uma vez o interesse num mistério que tem 40 anos de idade. Mas o que seria realmente o homem-mariposa? Parece que a cada vez que a criatura é vista, ela é descrita de forma muito parecida. E como essa lenda surgiu? Ainda existem dúvidas se o homem-mariposa pertence ao campo da Ufologia, mas muitas evidências garantem que sim. Para começar, os avistamentos começaram durante uma grande onda ufológica, ocorrida em West Virginia (EUA).

O primeiro avistamento da criatura ocorreu na noite de 15 de novembro de 1966, próximo à cidade de Point Pleasant, naquele estado. Dois casais, Roger e Linda Scarberry e Steve e Mary Mallette, passavam perto de uma fábrica de munições extinta após a Segunda Guerra Mundial, conhecida como Área TNT, quando viveram uma perturbadora experiência. Eles estavam nas adjacências da cidade, próximo da reserva florestal McClintic Wildlife Preserve, com muitos túneis e cavernas. A primeira coisa que chamou sua atenção foi o brilho de dois grandes olhos vermelhos emergindo da escuridão, à frente de seu carro. Logo puderam descobrir que pertenciam a uma gigantesca criatura de cerca de 2 m de altura, com a forma humana e asas nas costas. Os olhos vermelhos também são uma característica de outra misteriosa criatura relatada em setembro de 1952, em Flatwoods, ainda em West Virginia, conhecida como Monstro de Flatwoods. Na ocasião, um UFO brilhante e em chamas foi visto caindo nas redondezas, e pouco mais tarde os mesmos olhos avermelhados foram relatados por moradores. A suposição inicial era de que um avião tivesse se acidentado. E assim foi encarada a visão até que começaram a surgir mais relatos sobre monstros.

Testemunhas oculares estão vivas até hoje e descrevem os fatos. Dizem que, no alto de uma montanha nas proximidades, vários alunos e uma senhora puderam ver um objeto brilhante com 3 m de diâmetro, à 90 m de distância. Contam que, com a chegada da escuridão, a noite foi assolada por duas luzes. Um dos garotos apontou uma lanterna para as luzes, quando uma enorme criatura surgiu. “Ela tinha 3 m de altura e um rosto vermelho brilhante. Sua roupa era verde e a cabeça lembrava um ás de espadas. Nas costas havia algo parecido com asas”. De repente, a criatura começou a flutuar em sua direção, fazendo com que todos descessem correndo a montanha, onde foram direto ao encontro do delegado do local.

Os alienígenas têm diversas formas físicas e se manifestam de variadas maneiras. Muitas vezes, as pessoas que os vêem atribuem a esses seres características relacionadas às suas crenças religiosas
- John A. Keel

O caso de Flatwoods e os de Point Pleasant, se colocados lado a lado, trazem similaridades muito fortes entre si. Podemos até especular que se tratem da mesma criatura, pois muitas evidências sugerem esse fato. Por exemplo, os dois casais de Point Pleasant também disseram que os olhos vermelhos tinham um efeito hipnotizante sobre eles. “Enquanto ficamos olhando a criatura, ela começou a se mover e colidiu-se fortemente contra a porta da fábrica”, declarou Mary Mallette. Nesse instante, o temor tornou-se pavor e os casais dispararam em direção à cidade. Mas alguns minutos depois, eles voltaram a ver a criatura, ou outra parecida. Dessa vez, o ser estava parado no meio-fio da estrada e abriu suas asas, que as testemunhas descreveram como semelhantes as de morcegos. Em seguida, a criatura levantou vôo sem muito esforço. Eles aceleraram o carro, mas o homem-mariposa continuava a seguí-los.

Batida de Asas — A mais de 120 km/h, apavorados, todos viram atônitos o ser passar sobre suas cabeças. Durante a fuga, puderam apenas ouvir um som parecido com a gravação de uma fita em velocidade rápida. Obviamente, concluiu-se depois, esse som vinha da batida de suas asas. Por fim, os quatro chegaram à Point Pleasant e ao passarem por um determinado local, perto dos limites da cidade, observaram um cachorro morto. Foi onde a criatura abandonou sua perseguição. Mais tarde, achando-se mais tranqüilos, voltaram ao local juntamente com a polícia, mas não encontraram o corpo do animal. “Aquilo tinha a forma humana, mas era muito maior, talvez com uns 2,5 ou 3 m de altura. E tinha asas enormes”, disse Roger Scarberry aos jornalistas, dando origem a uma grande onda de avistamentos do mesmo tipo de ser, que ocorreu nos dias e semanas seguintes. “Foram aqueles olhos que nos atraíram. Eram vermelhos como faróis de carro e pareciam hipnotizantes”, completou Linda Scarberry.

Segundo o relatório da polícia, as testemunhas só pararam sua fuga ao chegarem na delegacia, onde o delegado Millard Halstead os recebeu. Ele foi a primei-ra pessoa com quem tiveram contato, a quem logo disseram o que ocorreu. “Eu conheço esses garotos desde crianças. Eles nunca estiveram metidos em encrenca e estavam apavorados naquele dia”, declarou Halstead. Ele acompanhou os quatro até a área do primeiro contato.

crédito: SUTHERS ARCHIVES
John Keel, que investigou e escreveu sobre os homens-mariposas. Seu livro inspirou o filme
John Keel, que investigou e escreveu sobre os homens-mariposas. Seu livro inspirou o filme

Chegando ao local, ligou seu carro para dar instruções, mas o rádio do veículo estava funcionando de modo estranho, emitindo um ruído altíssimo. A experiência dos casais não foi a única ocorrência estranha em Point Pleasant naquela noite. Por volta das 22:30 h, Newell Partbridge estava em sua casa assistindo televisão quando, de repente, a imagem do aparelho desapareceu. Surgiram chuviscos e um som muito agudo. Partbridge começou então a ouvir os latidos de Bandit, seu cachorro pastor alemão. O homem foi com o cão em direção à varanda para ver o que estava acontecendo. O animal latia ininterruptamente para o celeiro da fazenda. Partbridge apontou sua lanterna e viu dois círculos vermelhos muito brilhantes.

Faróis de Bicicleta —
“Apontei minha lanterna e apareceram dois olhos, que se pareciam com faróis de bicicleta . Não eram como os olhos de animais, mas muito maiores”, declarou. Para as autoridades policiais, essas informações, partindo de pessoas sérias, indicavam que alguma coisa não estava certa. Halstead decidiu investigar mais a fundo a questão e, entre outros fatos, amparou-se nas descrições de Partbridge. O fazendeiro declarou que passou a noite inteira sem dormir e com a arma no ombro. Quando a manhã chegou, saiu para procurar Bandit, achando que poderia estar ferido ou até mesmo morto. Mas não encontrou seu cachorro, e sim uma pista horripilante. Havia marcas que indicavam que o cão tinha ficado girando, como se tivesse alguma coisa no ar. Bandit nunca mais foi encontrado. Poderia ter sido dele o corpo visto pelos dois casais na estrada?

O episódio logo se espalhou e atingiu grandes proporções, sendo inclusive noticiado em rede nacional nos Estados Unidos. Mas, até então, em nenhum outro local daquele país foram registrados fatos semelhantes, enquanto que, em Point Pleasant, eles surgiam a todo instante. Com o aumento do número de casos e com a imensa popularidade do super-herói Batman na época, logo a criatura foi rotulada de homem-mariposa por um repórter local. Batman usava uma capa que lembrava as asas vistas por todas as testemunhas e, além disso, no seriado de tevê havia um personagem com esse nome. Ali nascia a lenda. Na manhã seguinte aos episódios, o policial George Johnson realizou uma coletiva de imprensa, quando todas as testemunhas da noite anterior foram entrevistadas. Em pouco tempo, o estado de West Virginia conhecia a lenda do homem-mariposa. Na conferência estava presente a repórter Mary Hyre, que cobria a área de Point Pleasant e se tornaria, mais tarde, a maior expert no assunto nos Estados Unidos.

crédito: CATHY WILKINS
O Homem-Mariposa, segundo descrições de inúmeras testemunhas, seria uma criatura de dois a 3 m de altura, escura e com asas nas costas. Sua principal característica eram os grandes olhos vermelhos
O Homem-Mariposa, segundo descrições de inúmeras testemunhas, seria uma criatura de dois a 3 m de altura, escura e com asas nas costas. Sua principal característica eram os grandes olhos vermelhos

Após esses fatos, houve ainda centenas de outras testemunhas que afirmaram ter visto a mesma criatura durante todo o resto de 1966 e no ano seguinte. Para os estudiosos, era cada vez mais clara que toda uma vasta região estava sendo assolada por uma onda de observações. Mas restava saber se eram da mesma criatura ou de várias. Ao mesmo tempo, diversas testemunhas mencionaram ter ouvido um barulho mecânico quando a criatura voava sobre suas cabeças. Num dos avistamentos mais discutidos, ocorrido em 16 de novembro de 1966, a tenebrosa entidade foi novamente vista fora da Área TNT, desta vez na residência de Ralph Thomas. Raymond Wamsley e sua esposa estavam visitando a família Thomas, juntamente com Marcella Bennett e sua filha, e todos presenciaram algo aterrador. Enquanto caminhavam no jardim da casa, em direção ao carro, eles pisaram em algo que parecia estar dormindo no chão. Era o homem-mariposa que aparentava estar deitado.

“Aquilo se levantou lentamente. Era uma coisa cinza e muito grande, maior do que um homem e com terríveis olhos vermelhos”, descreveu Marcella. Ela ficou tão aterrorizada que deixou sua filha cair ao chão. A criatura então abriu as asas e pareceu reagir, enquanto Wamsley pegava a criança do chão e corria com a esposa para casa de Thomas. Três crianças que ficaram na residência abriram a porta para o grupo e também viram o enorme ser. O homem-mariposa os seguiu com extrema agilidade até a varanda e ficou parado em frente à janela. Todos na casa estavam apavorados. Wamsley imediatamente ligou para a polícia, mas quando os oficiais chegaram, a criatura já havia ido embora.

Na Área TNT, grupos de pessoas se reuniam quase todas as noites para tentar ver o ser de grandes olhos vermelhos. Traziam suas famílias, comida, cobertores e câmeras. Mas enquanto as reuniões aconteciam, o ser nunca era observado. Na verdade, os avistamentos do homem-mariposa pareciam ter acabado no final de 1967, com a gradativa diminuição nos relatos. No entanto, a lenda ainda iria reaparecer. No dia 21 de novembro daquele ano, a polícia recebeu um telefonema de Richard West, que alegava ter visto a criatura alada no telhado de seu vizinho. Ele descreveu o ser como tendo mais de 2 m de altura e os mesmos olhos avermelhados. West afirmou que o ser pulou do telhado como que para um helicóptero. Quatro dias depois, Tom Vry estava passando de carro pela Área TNT, quando teve contato com o monstro. Enquanto descia uma ladeira, Vry viu pelo retrovisor de seu carro o homem-mariposa junto ao meio-fio da estrada. A criatura voou sobre o automóvel, fazendo a testemunha acelerar bruscamente até perdê-lo de vista.

Figura Cinzenta —
Dois dias depois, Connie Carpenter estava voltando para casa quando, próximo da cidade de Mason, também em West Virginia, viu uma figura cinzenta parada à sua frente. A criatura a encarou e voou em direção ao carro. Ele chegou tão próximo que Connie pôde ver sua cara, descrevendo-a como horrível. Depois desses casos, todos acompanhados pela polícia, imprensa e estudiosos, os fatos cessaram. Mas não por muito tempo. Ufólogos de todo o país já estavam formulando suas hipóteses. Para eles, o homem-mariposa era mais uma forma de ser extraterrestre, cujas características dessa vez eram extremas. Muitos estudiosos associavam as aparições a outras manifestações míticas, em que ETs eram vistos ora como anjos, fadas e criaturas benévolas, ora como demônios, espíritos e todo tipo de monstros – o homem-mariposa residia nessa categoria.

“Os alienígenas têm diversas formas físicas e se manifestam de variadas maneiras. Muitas vezes, as pessoas que os vêem atribuem a eles características relacionadas às suas crenças religiosas”, declarou o historiador, autor e ufólogo John A Keel, um dos que investigaram o caso e escreveu o livro The Mothman Prophecies [As Profecias do Homem-Mariposa], sobre o qual o filme homônimo se baseou. Keel era um importante escritor na época nos EUA, tendo publicado, anos depois, sua obra mais famosa, Operation Trojan Horse [Operação Cavalo de Tróia], em que defende a hipótese de que extraterrestres estariam se infiltrando em nossa civilização para encontrarem meios mais eficazes de, futuramente, mostrarem sua presença. Para Keel e alguns outros ufólogos, o homem-mariposa é uma criatura que se encaixa na definição de extraterrestre, mas com peculiaridades que a transcendem. “Muitos demônios são na verdade extraterrestres”, alega.

Mas, mesmo tendo cessado os relatos, após 1967, a lenda ainda voltaria com força total – cada vez menos como lenda e mais como objeto de estudo. Enquanto uns ufólogos defendiam a natureza alienígena dos relatos, outros argumentavam que tudo não passava de uma lenda urbana ou simples farsa. De qualquer forma, entretanto, todos concordavam que os casos precisavam ser estudados com rigor metodológico – e o método empregado nas pesquisas ufológicas era o apropriado. Outras teorias menos consideradas sobre a natureza do homem-mariposa dão conta de que ele seria um pássaro diabólico resultado de uma experiência genética realizada na tal Área TNT, ou que seria resultado de experimentos do governo norte-americano. Há ainda a hipótese, remotíssima, que tenha sido uma fabricação para repelir curiosos quanto ao Fenômeno UFO, tal como os famosos homens de preto. Mas nada disso é certo. No filme A Última Profecia, o homem-mariposa tem uma função benévola para a humanidade – pelo menos para os habitantes de Point Pleasant. Ele teria anunciado que um grande desastre aconteceria com a ponte que divide a cidade. De fato, o desastre aconteceu em dezembro de 1967. A ponte Silver Bridge, que cruza o Rio Ohio, ruiu durante um grande engarrafamento. 46 veículos caíram nas águas geladas do rio, deixando 36 mortos. Isso, supostamente, teria marcado o fim dos avistamentos da criatura que, no filme, teria sua missão cumprida.

Lenda ou Fato —
Como é do gênero humano cultuar mistérios, a lenda (ou não) do homem-mariposa certamente ainda vai dar o que falar. Mas não podemos nos esquecer que a maioria dos relatos foi feita por pessoas de caráter e consideradas muito sérias. Poderia ser dito que a existência da criatura passou a fazer parte da cultura norte-americana, já que está espalhada por sua literatura – ainda que só tenha ocorrido em West Virginia e não existam relatos de avistamentos de UFOs relacionados às suas aparições. No entanto, uma figura muito parecida com o homem-mariposa apareceu na zona rural da cidade de Sandling Park, na Inglaterra, em 16 de novembro de 1963. Na ocasião, quatro jovens viram uma estrela descendo do céu e desaparecendo atrás de algumas árvores não muito distantes. Com medo, começaram a correr, mas pararam ao ver uma luz redonda dourada voando a poucos metros do chão. O UFO seguiu em direção às árvores e desapareceu. De repente, as testemunhas viram uma forma anômala escura cruzando o campo e vindo em sua direção. Era algo preto e do tamanho de um homem, sem cabeça e com asas parecidas com as de morcegos. Os jovens correram alucinados até suas casas. Outras pessoas observaram um objeto similar àquele nas noites seguintes. Uma semana depois, pesquisadores investigaram o local e encontraram um “ninho de UFOs”, local com marca de aterrissagem.

crédito: POINT PLEASANT CITY HALL
A Silver Bridge, que passa sobre o Rio Ohio, caiu misteriosamente, causando milhares de mortes
A Silver Bridge, que passa sobre o Rio Ohio, caiu misteriosamente, causando milhares de mortes

Seres alados estão presentes nas tradições folclóricas antigas ou recentes de muitos países. A ilha de Porto Rico, no Caribe, por exemplo, tem uma grande variedade de lendas de terríveis criaturas, dentre elas o Chupacabras. Em 1989, surgiram rumores no país sobre estranhos pássaros vampiros e, seis anos depois, acumulavam-se nos gabinetes de polícia relatos denunciando uma criatura alada parecida com um morcego que, como em Point Pleasant, tinha grandes olhos vermelhos. Mas em todos os casos, ao contrário das ocorrências norte-americanas, eles atacavam os moradores da ilha e havia avistamentos de UFOs relacionados diretamente aos acontecimentos.

Como podemos ver, esse é um grande quebra-cabeças. Os cientistas alegam que não existe qualquer espécie de animal que se encaixe nas características descritas do ser, e que, portanto, tudo não passava de um mal-entendido. Se a comunidade científica estiver correta, então todas as testemunhas mentiram a respeito de suas experiências, ou houve uma alucinação coletiva e as pessoas confundiram um animal qualquer com a estranha criatura. Certamente, essa não é a resposta mais apropriada. Como talvez não seja a explicação dos ufólogos. No entanto, a se levar em consideração as centenas de lendas existentes em todo mundo, relacionadas às observações de seres extraterrestres em condições extremas, pode-se dizer, no mínimo, que uma pesquisa mais aprofundada do tema precisa ser feita.

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Sobre o Autor

Thiago Luiz Ticchetti

Thiago Luiz Ticchetti nasceu no Rio de Janeiro. Filho de um oficial aviador da Aeronáutica, morou em Natal, Santa Maria e na capital carioca. Após o falecimento de seus pais, viveu pelo período de seis meses na cidade de Addlestone, na Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, mudou-se para Brasília onde vive até hoje. Em 1997 assistiu ao I Fórum Mundial de Ufologia, realizado pela Revista UFO na Capital Federal, e foi convidado pelo pioneiro ufólogo Roberto Affonso Beck, ali presente, a ingressar na Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ET). Por mais de 10 anos participou ativamente do grupo, chegando a ser vice-presidente da entidade. É articulista da Revista UFO desde 1997, exercendo hoje a função de coeditor, após ter iniciado na publicação como seu tradutor e depois passado a consultor e atuado também como coordenador internacional. É responsável pela coluna mensal Mundo Ufológico e já escreveu dezenas de artigos para o veículo. Em especial, entrevistou para a revista inúmeros ufólogos nacionais e internacionais, alguns deles os maiores pesquisadores da Casuística Ufológica Mundial, como Phillip Mantle, David Jacobs, Kevin Randle, Nick Redfern, Steven Bassett, Carlos Ferguson, Stanton Friedman, Nick Pope, Jerome Clark, Graham Birdsall e Wendelle Stevens, para citar alguns. É autor dos livros Quedas de UFOs: Casos Confirmados de Acidentes com Discos Voadores e Resgates de Seus Tripulantes em Todo o Mundo[Coleção Biblioteca UFO, 2002], Guia da Tipologia Extraterrestre [Coleção Biblioteca UFO, 2014], Quedas de UFOs II [Coleção Biblioteca UFO, 2015] Guia da Tipologia dos UFOs [Coleção Biblioteca UFO, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume I, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume II, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume III, 1ª edição, Editora Conhecimento, 2018], Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 1 [Clube de Autores, 2015] e Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 2 [Clube de Autores, 2015]. É o único pesquisador brasileiro a ter artigos publicados pela revista inglesa UFO Matrix e foi pioneiro na publicação de um artigo sobre contatos de pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) com UFOs, ocorrido na revista inglesa UFO Truth Magazine, da qual também é colunista. Ticchetti é coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), assistente do diretor nacional da MUFON no Brasil e pesquisador de campo certificado pela MUFON. Formado em administração de empresas pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), Thiago Luiz Ticchetti é casado e pai de um casal de filhos. .

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