Descoberta lei que rege as galáxias há 8 bilhões de anos

quando maior a galáxia, mas depressa seu conteúdo se move Créditos: Divulgação Em termos simples, quando maior a galáxia, mas depressa seu conteúdo se moveO Universo contém os mais diversos…

8b874ce9a79dc6a0fbf3e392de49aef21528232318

quando maior a galáxia, mas depressa seu conteúdo se move
Créditos: Divulgação

Em termos simples, quando maior a galáxia, mas depressa seu conteúdo se moveO Universo contém os mais diversos tipos de galáxias, das belas espirais, como a Via-Láctea, às apelidadas de “desastres de trem”, restos caóticos de colisões em escala cósmica. A despeito dessa variedade, astrônomos acabam de determinar uma lei matemática precisa, capaz de descrevê-las todas.

Segundo novos resultados obtidos a partir ad observação de galáxias distantes, a relação entre a massa de uma galáxia e a velocidade orbital das estrelas e do gás que contém é altamente constante – ou ao menos tem sido, ao longo dos últimos 8 bilhões de anos, cerca de metade da idade do Universo.

“Acreditamos que esta tendência reflete uma regularidade no processo que levou à formação das galáxias. Não temos certeza da onde isso vem, mas é uma restrição importante na formação de galáxias”, disse Sandra Faber, da Universidade da Califórnia.

Em termos simples, quando maior a galáxia, mas depressa seu conteúdo se move. A relação foi determinada a partir da análise de dados sobre 544 galáxias, com diversos formatos.

A descoberta estende a aplicação da relação de Tully-Fisher, estabelecida para galáxias próximas da Via-Láctea há 30 anos, diz a principal autora do artigo que descreve a descoberta, Susan Kassin, também da Universidade da Califórnia. A relação de Tully-Fischer correlaciona a luminosidade de uma galáxia espiral a sua velocidade de rotação: quanto mais brilhante, mas rápida. Refinamentos recentes da lei substituíram luminosidade por massa. O trabalho encabeçado por Kassin estende a relação ao passado, mostrando que ela se mantém a mesma mesmo ao longo da evolução do Universo.

O trabalho será publicado numa edição especial do Astrophysical Journal Letters, dedicada exclusivamente a resultados do projeto Aegis, que busca gerar leituras em profundidade de uma área limitada do céu. Kassin se valeu, principalmente, de imagens do Telescópio Espacial Hubble e do Observatório W.M Keck, no Havaí.

“Estamos a caminho de descobrir como as galáxias evoluíram por mais da metade da idade do Universo”, disse Faber. “O trabalho não acabou, mas os contornos da teoria estão aparecendo”.

COMPARTILHE

WhatsApp
Telegram
Facebook
X
Threads

SIGA A UFO NO INSTAGRAM

REVISTA UFO NO YOUTUBE

OBSERVATÓRIO ESPACIAL

BIBLIOTECA ABERTA

REGISTRE UM RELATO

ASSINE A UFO

Plano mensal

Sem fidelidade, você continua assinante enquanto desejar

Plano Semestral

Assine por 6 meses e tenha obtenha vantagens exclusivas

Plano Anual

Garanta 1 ano de acesso e diversas vantagens que só o plano anual fornece