O ano de 2025 foi marcado por grandes momentos na ufologia mundial. Revelações, audiências públicas, avistamentos crescentes, documentários, vídeos e dados inéditos colocaram a ufologia no centro do debate global. Mas qual a notícia foi mais impactante, qual foi o destaque? Vejam o resultado.

Para 4,48% dos votantes, o tema “Avanço do debate sobre OSNIs (Objetos Submarinos Não Identificados)”, foi o destaque em 2025.

O “Documentário The Age of Disclosure” e “Objetos interestelares reacendem especulações ufológicas”, foram escolhidos por 7,46% dos votantes.


Já para 10,45%, “Vídeo de um míssil atingindo um UFO, sem derrubá-lo”, foi a notícia mais importante.

Em seguida, com 11,94% e 13,43%, vêm, respectivamente, a “Audiência pública no Senado dos EUA” e “Lançamento do documentário “Moment of Contact: New Revelations of Alien Encounters” (Momento de Contato: Novas Revelações de Encontros Alienígenas), de James Fox”.


O Top 3, teve, em terceiro lugar, com 16,42%, a notícia “Crescimento expressivo de relatos de pilotos comerciais e militares”.

Em segundo lugar, figura “Cientista encontra mais de 10 mil registros de UFOs ao redor da Terra entre 1949 e 1957”, com 20,9%.

E em primeiríssimo lugar, o fato inédito no Brasil, a “Audiência pública na Câmara dos Deputados no Brasil”. Foram 34,33% dos votantes que escolheram essa notícia como a mais importante de 2025.

No dia 16 de setembro de 2025, a Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), sediou uma audiência pública dedicada ao debate sobre os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs/UAPs), a transparência governamental e o acesso a informações oficiais. A iniciativa partiu da Comissão de Legislação Participativa, por meio de requerimento do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), e reuniu pesquisadores, ufólogos e representantes da comunidade interessada no tema.
Ao abrir os trabalhos, o parlamentar destacou que o termo OVNI não pressupõe, necessariamente, a presença de naves extraterrestres, mas se refere a fenômenos ainda sem explicação conclusiva. Segundo ele, a discussão é legítima e relevante, especialmente quando envolve possíveis implicações para a segurança do espaço aéreo, a soberania nacional e o direito constitucional de acesso à informação.
A audiência contou com a participação de nomes de destaque da ufologia brasileira, entre eles Thiago Ticchetti, editor da Revista UFO; Marco Antônio Petit, presidente da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU); Vitório Pacaccini, consultor da revista; e Fernando Ramalho, vice-presidente da CBU, além de outros pesquisadores e interessados.
Durante sua exposição, Thiago Ticchetti apresentou um panorama internacional sobre a forma como o fenômeno vem sendo tratado em outros países, especialmente nos Estados Unidos, onde audiências públicas, relatórios oficiais e a liberação de vídeos e documentos têm ampliado o debate no âmbito político e institucional. O pesquisador reforçou que a Lei de Acesso à Informação garante à sociedade o direito de conhecer dados mantidos pelo Estado, inclusive sobre fenômenos aéreos não identificados.
Vitório Pacaccini abordou o Caso Varginha, ocorrido em Minas Gerais em 1996, considerado um dos episódios mais emblemáticos da ufologia nacional. Segundo ele, ainda existem lacunas importantes e informações que jamais foram oficialmente esclarecidas, o que reforça a necessidade de abertura de arquivos e maior transparência por parte das autoridades.
Já Marco Antônio Petit relatou experiências acumuladas ao longo de décadas de pesquisa e contatos com setores militares, mencionando orientações internas segundo as quais pilotos não deveriam hostilizar objetos não identificados que apresentassem desempenho muito superior ao das aeronaves convencionais. Para ele, tais relatos indicam que o fenômeno é conhecido, embora pouco discutido publicamente.
Por sua vez, Fernando Ramalho criticou a forma como muitos pedidos de acesso à informação vêm sendo respondidos, afirmando que parte dos documentos liberados até hoje é incompleta ou excessivamente resumida. O pesquisador defendeu uma política mais efetiva de abertura de arquivos, capaz de permitir análises mais profundas e responsáveis.
Ao final da audiência, o público presente pôde fazer perguntas e apresentar considerações. O deputado Chico Alencar afirmou que pretende dar continuidade ao debate, com a realização de novas audiências públicas que incluam representantes das Forças Armadas, pesquisadores acadêmicos e especialistas de diferentes áreas, ampliando o diálogo institucional sobre um tema que, segundo ele, não pode mais ser tratado apenas como tabu ou especulação.
A Revista UFO reafirma seu compromisso histórico com a pesquisa séria, responsável e independente do fenômeno ufológico. Em 2026, o trabalho continuará com a mesma dedicação que marcou décadas de investigação, divulgação de documentos, entrevistas exclusivas e análises criteriosas, sempre pautadas pela busca da verdade, pela transparência e pelo respeito ao leitor.
Em um cenário internacional cada vez mais aberto ao debate sobre UFOs e UAPs, a revista seguirá acompanhando de perto os desdobramentos no Brasil e no mundo, contribuindo para que a ufologia seja tratada com seriedade e profundidade. A todos os leitores, pesquisadores e apoiadores, a Revista UFO deseja um Feliz 2026, com novas descobertas, avanços no conhecimento e um olhar cada vez mais atento para os mistérios que ainda nos cercam.






