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Viajando para as estrelas com um buraco negro

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17 de Janeiro de 2014
Muitas propostas para naves interestelares estão sendo estudadas, algumas que os visitantes alienígenas podem já estar utilizando
Créditos: NASA

Uma das razões para a negação sistemática quanto à explicação alienígena do Fenômeno UFO vem das imensas distâncias interestelares e os colossais problemas técnicos para cobri-las. Contudo, a própria ciência terrestre já investiga sistemas de energia e propulsão que podem nos levar até as estrelas. E, em contrapartida, podem estar sendo utilizados pelos alienígenas para chegarem aqui.

A própria NASA já está investigando a famosa velocidade de dobra apresentada em Star Trek, ou Jornada nas Estrelas no Brasil. Embora a velocidade da luz, de 300.000 km/s, represente o limite de velocidade no Universo, não existe nas leis da física nada que impeça que, tal como na nave Enterprise, se proceda a uma distorção do espaço-tempo contínuo, o tecido de que é feita a realidade. O Sol deforma o espaço-tempo com sua gravidade e é isso que mantém os planetas em sua órbita. Da mesma forma a Terra com relação à Lua. O grande problema é a energia necessária e os cálculos para tanto ainda são incertos.

É um fato inescapável que as distâncias que separam sistemas solares são tão descomunais que esses novos meios de propulsão são absolutamente necessários se quisermos colonizar o espaço. Para exemplificar, se tomarmos a distância entre a Terra e o Sol como 2,5 centímetros, a fim de construir um modelo em escala, a estrela Próxima Centauri, a mais próxima de nós, estaria então a 6,9 quilômetros de distância. A nave Voyager 1, que recentemente chegou ao espaço interestelar, viajando a 520 milhões de km por ano, levaria 80.000 anos para alcançar o sistema vizinho.

TENOLOGIAS PARA NOS LEVAR ÀS ESTRELAS

Uma das novas tecnologias que está sendo estudada agora é utilizar um pequeno buraco negro para fornecer energia e propulsão a uma nave interestelar. Na natureza buracos negros são o resultado do fim da vida de estrelas massivas, muito maiores que nosso Sol, regiões do espaço com uma gravidade tão grande que colapsam sobre si mesmas, criando um corpo do qual nada, nem a luz, consegue escapar. Em 1955 John Wheeler, um dos pioneiros no estudo desses objetos, propôs que se uma grande quantidade de energia pudesse ser focalizada em um espaço bem pequeno, o processo criaria um buraco negro microscópico, que ele batizou de Kugelblitz, ou raio de bola (absolutamente nada a ver com o relâmpago globular).

crédito: Arquivo
A nave de fusão nuclear Daedalus, da Sociedade Interplanetária Britânica, comparada a um foguete Saturno-V
A nave de fusão nuclear Daedalus, da Sociedade Interplanetária Britânica, comparada a um foguete Saturno-V

Esse objeto pôde ser previsto pelas equações de outro cientista, Karl Schwarzschild, e portanto esse buraco negro artificial seria um Schwarzschild Kugelblitz (SK). Anos depois surgiu Stephen Hawking, que descobriu que os efeitos da mecânica quântica próximo ao horizonte de eventos (a fronteira além da qual a luz ou outra radiação não podem mais escapar do buraco negro), existiria a emissão de um novo tipo de radiação, logo chamada de Radiação de Hawking. As equações comprovam que, quanto menor o buraco negro, mais radiação desse tipo é emitida, e mais sua massa diminui, porém sua duração é mais limitada até que o objeto se evapora.

DIFICULDADES TÉCNICAS

Então existe a possibilidade de utilizar esse tipo de buraco negro SK como meio de propulsão de uma nave interestelar. O problema começa quando é verificado que ele precisa ser pequeno o suficiente para expelir a energia requerida, leve o bastante para ser acelerado, porém grande o suficiente para ter uma vida útil razoável. Os estudos apontam que tal objeto seria menor que um próton, porém pesaria mais que dois edifícios do tamanho do Empire State Building de Nova York. Mas forneceria uma energia equivalente a 129 petawatts, sendo que 1 petawatt representa 10 quadrilhões de watts.

Um meio de recolher a energia desse SK seria por intermédio de uma construção semelhante à Esfera de Dyson. Entretanto, a distância do buraco negro e o material de que o coletor é feito são críticos. As teorias apontam que a energia recolhida poderia alimentar um motor que, ao longo de cinco anos de duração do buraco negro, levaria a nave a 72 por cento da velocidade da luz. A maioria dos sistemas vizinhos do Sol se tornaria então acessível, com pouco tempo de viagem. O desenvolvimento tecnológico atual poderia levar em pouco tempo a um laser de raios gama, porém a potência requerida para produzir um buraco negro SK ainda está muito além do que conseguimos hoje. Entretanto, uma civilização mais adiantada poderia construir um veículo assim, e talvez esteja visitando a Terra neste momento.

Infográfico: meios de viagem interestelar

Galeria de projetos de naves interestelares

Star Trek e a Ufologia

Localizando sondas alienígenas no Sistema Solar

Saiba mais:

Livro: Terra Vigiada

crédito: Revista UFO
Terra Vigiada
Terra Vigiada

Terra Vigiada não é um livro comum, mas um verdadeiro dossiê fartamente documentado que comprova que inteligências extraterrestres observam e monitoram nossos arsenais atômicos. O livro contém dezenas de depoimentos prestados por militares norte-americanos que testemunharam a manifestação de discos voadores sobre áreas de testes nucleares, nas décadas de 40 a 70, comprovando que outras espécies cósmicas mantêm nossas atividades bélicas sob severa e contínua vigilância. Hastings vai mais além e mostra em Terra Vigiada que não é incomum discos voadores interferirem nos experimentos de lançamento, muitas vezes inutilizando as ogivas nucleares a serem detonadas, ou sobrevoarem silos de mísseis armados.

DVD: Pacote Produções de James Fox

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Viagem dentro de uma nave alienígena

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