DESTAQUE

Vem aí o novo projeto do SETI para buscar esferas de Dyson, sinais alienígenas e pulsos de laser

Por
10 de Março de 2020
Galáxia distante
Créditos: NASA

O SETI está ampliando suas capacidades e construindo um novo conjunto de telescópios para buscar fontes naturais e artificiais de luz óptica e infravermelha, para escanear regiões ainda não conhecidas da galáxia.

 

Um novo projeto em desenvolvimento desde 2018, chamado Pulsed All-sky Near-infrared Optical SETI ou Panoseti, pretende revolucionar a busca por sinais de vida extraterrestre.

Atualmente, o projeto consiste em dois protótipos de telescópios estacionados no Observatório Lick, perto de San Jose, na Califórnia, mas todo um sistema será construído.

Os telescópios começaram a coletar dados brutos, permitindo que os pesquisadores, liderados pelo físico e astrônomo Shelly Wright, da Universidade da Califórnia de San Diego, testem o novo design. É um começo modesto, pois todo o conjunto pode eventualmente consistir em centenas de unidades.

 

Desvendando o espaço

 
Galáxia Andrômeda . Crédito: NASA

O projeto é uma colaboração entre a Universidade da Califórnia de San Diego e de Berkeley e de seus observatórios, e da Universidade de Harvard, cujo objetivo é construir um observatório óptico SETI dedicado capaz de escanear todo o céu observável.

Sem dúvida, o sistema será usado para observar fenômenos naturais, como rajadas rápidas de rádio, que são  pulsos misteriosos de energia que emanam de fora de nossa galáxia.

O Panoseti também pode ser usado para estudar pulsares e o desaparecimento de buracos negros primordiais, entre outros fenômenos celestes conhecidos e desconhecidos.

Sinais alienígenas

 
Disco Voador. Crédito: Folha de São Paulo

O projeto parece ótimo – e certamente muito importante -, mas o verdadeiro objetivo do projeto é detectar sinais alienígenas. Ele é, em poucas palavras um SETI que substituiu as ondas de rádio por sinais de luz, como pequenas rajadas de raios laser.

A luz do laser não tende a se degradar com a distância, como as ondas de rádio, tornando-a uma fonte de sinal ideal para uma civilização alienígena que procura entrar em contato com seus vizinhos extraterrestres.

Essa luz laser poderia chegar na forma de pulsos semelhantes ao código Morse, sugestivos de origem artificial em vez de natural.

“É difícil prever o que outras civilizações podem estar fazendo, que tipo de tecnologia elas podem usar para comunicação, navegação, proteção planetária e como podemos detectar sua presença. Portanto, a melhor estratégia em SETI é uma estratégia múltipla, para procurar diferentes tipos de sinais e artefatos da tecnologia extraterrestre”, explicou Dan Werthimer, o tecnólogo-chefe do SETI Research Center, em Berkeley.

Ele acrescentou que “o rádio é bom para a comunicação omnidirecional, os lasers são bons para a comunicação ponto a ponto de alta taxa de dados”.

Esferas de Dyson

 
Esfera de Dyson, concepção artística. Fonte: Superinteressante

Os telescópios também serão capazes de detectar a radiação infravermelha, o que poderia ajudar na detecção de esferas de Dyson, que são megaestruturas hipotéticas teorizadas pelo falecido físico e matemático inglês Freeman Dyson.

Construídas por alienígenas avançados, essas estruturas maciças envolveriam uma estrela inteira com o objetivo de extrair energia.

Essas estruturas não seriam completamente invisíveis do lado de fora, pois vazariam radiação infravermelha em certas faixas. O PANOSETI poderá, em teoria, detectar essa luz infravermelha.

 

Questão profunda e sem resposta

 
Crédito: Revista UFO

Porém Werthimer alertou que o sistema “não foi projetado especificamente com megaestruturas em mente”.

Ele disse que é possível que o Panoseti possa ser usado para isso, mas o sistema funciona melhor na detecção de flashes curtos de vazamento de luz infravermelha, ao invés de lentos.

Seja óptico ou infravermelho, no entanto, provar que esses sinais vêm de uma fonte alienígena representaria um conjunto diferente de desafios, mas isso é outra história.

A possibilidade de existir vida inteligente em outros lugares da galáxia é uma das questões mais profundas e sem resposta da condição humana.

Uma vez ligado e totalmente operacional, o sistema examinará um espaço amplamente inexplorado e poderemos ter muitas novidades a caminho.

Fonte: Gizmodo

Assista a um vídeo sobre os msitérios do cosmos e as esferas de Dyson:

Já está no ar a Edição 257 da Revista UFO. Aproveite!

Abril de 2018

Nos limites da existência