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Telescópio Event Horizon fotografa Sagittarius A, o buraco negro supermassivo de nossa galáxia

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13 de Maio de 2022
Enfim, o buraco negro supermassivo Sagittarius A em toda a sua glória.
Créditos: EHT

Depois da histórica foto do buraco negro localizado no centro da galáxia Messier 87, chegou a vez do Sagittarius A ser registrado. Esta é a primeira imagem do buraco negro que habita o centro da Via Láctea.

Durante uma conferência de imprensa organizada pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, em Washington, D.C. ontem, 12 de maio, os astrônomos revelaram a primeira imagem do buraco negro supermassivo no centro de nossa própria galáxia. Este resultado fornece evidências contundentes de que o objeto é de fato um buraco negro e fornece pistas valiosas sobre o funcionamento de tais gigantes, que se acredita residirem no centro da maioria das galáxias. A imagem foi produzida por uma equipe de pesquisa global chamada Event Horizon Telescope (EHT), usando observações de uma rede mundial de radiotelescópios.

Trata-se da primeira evidência visual direta da presença deste buraco negro. Ele foi capturado pelo EHT, uma matriz que une oito observatórios de rádio existentes em todo o planeta para formar um único telescópio virtual do tamanho da Terra. O telescópio recebeu o nome do “‘horizonte de eventos”, o limite do buraco negro além do qual nenhuma luz pode escapar.

Embora não possamos ver o próprio horizonte de eventos, porque ele não pode emitir luz, o gás brilhante orbitando ao redor do buraco negro revela uma assinatura reveladora: uma região central escura, chamada de “sombra”, cercada por uma estrutura brilhante em forma de anel. A nova visão captura a luz desviada pela poderosa gravidade do buraco negro, que é 4 milhões de vezes mais massivo que o nosso Sol.


No vídeo acima, uma breve explicação do motivo de a imagem do Sagittarius A ser menos “estável/nítida” que a M87.
Fonte: Smithsonian Astrophysical Observatory

A imagem do buraco negro Sagittarius A é uma média das diferentes imagens que a Colaboração EHT extraiu de suas observações de 2017. Pode-se dizer que a imagem é menos nítida ou “instável”, quando comparada a do M87, mas trata-se da enorme discrepância no tamanho de ambas. “Ficamos surpresos com o quão o tamanho do anel estava de acordo com as previsões da Teoria da Relatividade Geral de Einstein”, disse o cientista do projeto EHT, Geoffrey Bower, do Instituto de Astronomia e Astrofísica.

“As observações sem precedentes melhoraram imensamente a compreensão do que acontece no centro da nossa galáxia e oferecer novos insights sobre como esses buracos negros gigantes interagem com seus arredores.” Os resultados da equipe do EHT foram publicados ontem em uma edição especial do The Astrophysical Journal Letters, e pode ser acessado aqui.

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