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SpaceX quebra quatro recordes no lançamento do Falcon 9

Por Mel Polidori | 05 de Dezembro de 2018

Lançamento Falcon 9
Créditos: SpaceX

SpaceX quebra quatro recordes no lançamento do Falcon 9

O lançamento bem sucedido do foguete Falcon 9 nesta segunda-feira (3), que aconteceu na Base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, por si só já seria notável mas rendeu quatro novos recordes para a SpaceX – um sinal claro de que a empresa liderada por Elon Musk, e a indústria espacial comercial em geral, está amadurecendo rapidamente.

Primeiro, esse foi o 19º lançamento da SpaceX no ano, ultrapassando a marca de 18 lançamentos em um ano, que foi conquistada no ano passado. Depois, o Falcon 9 conseguiu entregar 64 satélites em órbita de uma só vez – um recorde nos Estados Unidos (a Índia detém o recorde mundial para uma leva de lançamento de satélites, quando colocaram 104 satélites em órbita de uma vez, em 2017).

Além disso, o propulsor reutilizável utilizado desta vez, conhecido como B1046, se tornou o primeiro foguete de primeiro estágio do Falcon 9 a ser utilizado para três lançamentos diferentes – os outros dois aconteceram em 11 de maio e 7 de agosto deste ano.

Por fim, esse mesmo propulsor já foi lançado a partir de três diferentes estações: do complexo 39 de lançamento do Centro Espacial Kennedy, do complexo 40 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral e, agora, a partir do complexo de lançamento 4E da Base da Força Aérea de Vandenberg na  Califórnia, conforme noticiado pelo Florida Today.

Lançamento bem-sucedido de quatro satélites miniaturizados e os free flyers superiores e inferiores com carregamentos adicionais para Spaceflight SSO-A: SmallSat Express confirmados. 

 

O propulsor de primeiro estágio do Falcon 9 para esta missão já havia completado dois lançamentos e pousos neste ano.

  

Nada mal, SpaceX. Mas, para ser justo, a empresa privada de foguetes teve alguma ajuda; a única consumidora desta missão, a SpaceFlight Industries, comprou o acesso exclusivo ao Falcon 9 – e essa é a primeira vez que a SpaceFlight Industries faz algo do tipo, como lembra a CNN. O lançamento simultâneo de 64 satélites aponta para a tendência do uso de satélites mais compactos e baratos. Isso mostra também que a necessidade para o desenvolvimento de foguetes pesados e poderosos está caindo.

A missão desta segunda-feira, batizada de SSO-A: SmallSat Express, incluiu 15 “microsats” e 49 “cubesats” – “sats” como abreviação de satélite. Mais de 34 organizações públicas e privadas de 17 diferentes países estiveram envolvidas, incluindo os Estados Unidos, Brasil, Austrália, Canadá, Itália, Polônia, entre outros.

A Spaceflight Industries mandou 64 satélites em uma carga com seis metros de altura, que foi dividida em duas partes. Em um comunicado, a companhia descreveu esse como “um dos empreendimentos mais complexos” que já realizou. A SpaceX foi a responsável pelo lançamento do Falcon 9, enquanto a Spaceflight Industries lidou com “todos os processos de planejamento, engenharia, integração, garantia de missão e engenharia de sistemas, procedimentos normativos e de políticas, contratação e desenvolvimento de negócios para a missão”, conforme consta no comunicado.

Quando o Falcon 9 chegou ao espaço na terça-feira (4), os satélites começaram a surgir. “Uma série de seis distribuições, ocorrendo entre os 13º e 43º minutos após a decolagem, será seguida pelas próprias distribuições da Spaceflight”, explicou a SpaceX em um comunicado. “A distribuição da Spaceflight deverá acontecer em um período de seis horas.”

Entre os satélites presentes na carga estão o dispositivo australiano que conectará dispositivos remotos à internet e um par de SkySats – um dos EUA e outro da Finlândia – que serão utilizados para monitorar aviões e navios. O foguete também lançou um satélite experimental de astrobiologia desenvolvido por um grupo de estudantes do ensino médio da Flórida, conforme a reportagem da CNBC.

 


Mr. Steven está estacionado no Pacífico, e a SpaceX tentará capturar e recuperar a carenagem nesta missão.

O propulsor reutilizável B1046 conseguiu pousar com sucesso em um navio autônomo após o lançamento, mas o pouso da carenagem da carga não saiu como planejado. A carenagem – uma estrutura em formato de cone que protege satélites, equipamentos, comidas e outros itens durante a jornada no espaço – deveria ser resgatada na rede de um navio de recuperação conhecido como Mr. Steven. Em vez disso, ela pousou no oceano, um desdobramento que aparentemente não abalou o CEO Elon Musk.

 

 A carenagem do Falcon se perdeu da rede, mas tocou suavemente a água. Mr. Steven conseguiu recuperá-la. O plano agora é secá-la e fazer um novo lançamento. Não há nada de errado com um pequeno nado.

 

De fato, é difícil se chatear depois de um dia tão bem sucedido.

Fontes: CNBC, SpaceFlight Industries, CNN, Florida Today

Colaboração: David Vanzin

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