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Robert Hastings responde a matéria do jornal Washington Post

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10 de Agosto de 2017
J. Allen Hynek, exemplo de como tratar cientificamente a questão ufológica
Créditos: Arquivo

No início do mês a jornalista Sarah Kaplan, do jornal Washington Post, assinou uma matéria analisando o conteúdo de duas obras relacionadas à busca por vida extraterrestre. Um dos livros é The Close Encounters Man de Mark O'Connell, do qual já falamos aqui (confira nos links abaixo). Contudo, Kaplan deixou de lado ao longo da maior parte de seu texto o tema da Ufologia, preferindo detalhar os esforços de busca por vida extraterrestre realizados por outras disciplinas, como o projeto SETI. O pesquisador norte-americano Robert Hastings escreveu então um artigo criticando a postura da jornalista.

Primeiro ele destacou que há uma diferença muito grande entre expor uma opinião e expor uma opinião fundamentada. Hastings criticou o stablishment científico, lamentando o fato de serem poucos os cientistas que se interessam em analisar a fundo o Fenômeno UFO. O autor do livro Terra Vigiada, da Coleção Biblioteca UFO (confira nos links abaixo) destaca, além do trabalho de Hynek, o de um contemporâneo seu, o Dr. James McDonald. Ele era físico sênior do Instituto de Física Atmosférica e professor de meteorologia da Universidade do Arizona, e mostrou-se muito insatisfeito com a postura de seus colegas quanto aos UFOs. Chegou até mesmo a criticar J. Allen Hynek por seu ceticismo inicial quando começou a colaborar com a investigação oficial da Força Aérea norte-americana, o Projeto Blue Book.

James Mcdonald escreveu certa vez: "De tempos em tempos na história da ciência, surgiram situações em que um problema da maior importância clamava por atenção, simplesmente por envolver fenômenos aparentemente fora do conhecimento vigente, sendo então nem considerado um assunto de interesse legítimo. Esta é precisamente a situação do Fenômeno UFO". McDonald completava dizendo que seu estudo dos UFOs mostrou a ele que a comunidade científica mundial estava ignorando uma matéria de importância científica extraordinária. O físico ainda revisou muitos informes ufológicos na Base Aérea Wright-Patterson, sede do Blue Book, e escreveu: "Há centenas de bons casos nos arquivos da USAF que deveriam levar a uma análise científica do mais alto nível, mas estes casos têm sido 'varridos para debaixo do tapete' da forma mais perturbadora pelos investigadores e consultores do Projeto Blue Book".

DEPOIMENTO NO CONGRESSO NORTE-AMERICANO

crédito: Arquivo
James E. McDonald
James E. McDonald

O físico passou a investigar o Fenômeno UFO por conta própria, e em 1968 era considerado um dos maiores especialistas científicos nos UFOs. James McDonald foi então convidado a falar no Congresso norte-americano sobre o assunto, em audiências realizadas nesse ano. Ele reconhecia que a absoluta maioria dos casos tinha explicações prosaicas, porém tinha uma opinião fundamentada a respeito das ocorrências realmente substanciais: "Minha opinião, baseada em dois anos de estudo cuidadoso, é de que os UFOs são provavelmente veículos extraterrestres que realizam ações que podem ser classificadas como de vigilância". O físico ainda acusava seus colegas de exigirem a apresentação de dados científicos coletados sobre os UFOs, dizendo que tais informações seriam facilmente colhidas caso os cientistas levassem essa matéria a sério. Robert Hastings finaliza afirmando que, caso os cientistas aplicassem a suas disciplinas esse procedimento, seriam criticados severamente por seus pares.

crédito: Arquivo
Robert Hastings
Robert Hastings

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Livro: Terra Vigiada

crédito: Revista UFO
Terra Vigiada
Terra Vigiada

Terra Vigiada não é um livro comum, mas um verdadeiro dossiê fartamente documentado que comprova que inteligências extraterrestres observam e monitoram nossos arsenais atômicos. O livro contém dezenas de depoimentos prestados por militares norte-americanos que testemunharam a manifestação de discos voadores sobre áreas de testes nucleares, nas décadas de 40 a 70, comprovando que outras espécies cósmicas mantêm nossas atividades bélicas sob severa e contínua vigilância. Hastings vai mais além e mostra em Terra Vigiada que não é incomum discos voadores interferirem nos experimentos de lançamento, muitas vezes inutilizando as ogivas nucleares a serem detonadas, ou sobrevoarem silos de mísseis armados.

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