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Recomeçam as tentativas de contato com o módulo Philae

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12 de Março de 2015
Imagens obtidas pela Rosetta entre 25 e 27 de fevereiro, mostrando a evolução dos jatos do cometa
Créditos: ESA

Quatro meses já se passaram desde o histórico pouso do módulo Philae da Agência Espacial Europeia (ESA), na superfície dfo cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Após uma série de toques a sonda estacionou em uma área pouco iluminada pelo Sol, e seus painéis solares não puderam captar energia suficiente para o prosseguimento da expedição. Assim, após enviar alguns dados científicos, o módulo entrou em hibernação. A nave mãe, a Rosetta, entretanto, permanece estudando o cometa, mantendo-se em uma distância entre 80 e 100 km deste.

A missão extraordinariamente bem sucedida segue acompanhando o astro, que está agora a cerca de 300 milhões de quilômetros do Sol. Analisadores de poeira cometária a bordo da Rosetta analisaram grãos de poeira, emitidos pelos jatos que se iniciam na superfície do astro. Os grãos contém pouca água, mas sua concentração de sódio é elevada, indicando similaridades entre esse material e a poeira interplanetária, resultado de passagens de outros cometas. Conforme o 67P se aproxima do Sol, mais jatos de gases acontecem, liberando mais material para sua atmosfera ou coma, permitindo a análise de seus elementos constituintes.

Os cientistas da missão também identificaram 19 regiões, distinguindo-as por suas características físicas, e dando a elas nomes de deidades do Antigo Egito. Por exemplo, a região onde se acredita que o Philae esteja foi batizada de Abydos. Os cientistas da ESA explicam que para o módulo despertar precisa antes que seus painéis solares gerem ao menos 5,5 watts de energia. Também é necessário que seu interior esteja pelo menos a menos 45 graus Celsius. Quando seus computadores detectarem essas condições, então o módulo irá ligar, começar a se aquecer e tentar carregar suas baterias. Uma vez cumprido esse processo, o Philae irá acionar seu receptor a cada 30 minutos, tentando captar um sinal da sonda orbital Rosetta. Porém, são necessários um total de 19 watts para iniciar as operações, e permitir a comunicação em duas vias, mas os cientistas da ESA estão confiantes em ter sucesso nos próximos dias.

Visite o site da missão Rosetta-Philae

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