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Qual é a diferença entre asteroides, cometas e meteoros?

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07 de Novembro de 2019
Ilustração
Créditos: Getty imagens

O Sistema Solar abriga uma imensidão de rochas espaciais, que estão sempre em movimento. Muitas delas acabam atingindo planetas e luas, e existe toda uma força-tarefa internacional, envolvendo agências espaciais e astrônomos independentes, para monitorar objetos considerados potencialmente perigosos à Terra. Entre esses objetos estão meteoroides, asteroides e cometas. Mas também é importante que os diferenciemos dos chamamos meteoritos e meteoros. Abaixo, você encontra a explicação definitiva para entender, de uma vez por todas, o que são meteoros, meteoritos, meteoroides, asteroides e cometas!

 O que é um cometa?

 
Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, estudado pela sonda Rosetta. Foto: ESA

Chamamos de cometa as rochas espaciais com órbitas alongadas, que se aproximam e se afastam do Sol de uma maneira mais dramática, por assim dizer. Ainda, elas são compostas por água congelada, amônia e metano, e essa combinação gera o chamado coma, que é uma fina atmosfera, além da cauda, produzida quando tais objetos se aproximam do Sol. Essa cauda nada mais é do que o resultado do aquecimento de sua superfície, o que libera substâncias ao espaço no estado gasoso.

Há cometas que vêm da Nuvem de Oort, nos limites do Sistema Solar, enquanto outros acabam vindo do Cinturão de Kuiper, região que abriga uma imensidão de pequenos corpos e até planetas-anões, como Plutão.


Foto do cometa interestelar 2l/Borisov capturada pelo telescópio Hubble . Foto: NASA/ESA/D. Jewitt 

Recentemente, descobrimos um cometa interestelar – proveniente do sistema de outra estrela que não o nosso Sol – visitando nossos arredores: o 2I/Borisov, que ficará por aqui por cerca de um ano e ainda será objeto de estudo por cientistas de todo o mundo.

 O que é um asteroide?


Asteroide Ryugu, que está sendo estudado pelos japoneses. Foto: JAXA

Apesar de parecidos com cometas, asteroides não possuem órbitas tão excêntricas e tampouco produzem uma cauda à medida em que se aproximam do Sol, por não terem quantidades suficientes de água congelada, metano e amônia em suas composições e, também, não apresentam o coma. A maioria dos asteroides conhecidos por nós fica no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, e são remanescentes da formação do Sistema Solar.

Asteroides são estudados com afinco por agências espaciais de vários países, com destaque para a missão japonesa Hayabusa 2, que vem estudando o asteroide Ryugu e inclusive coletando amostras, que serão trazidas à Terra no final do ano que vem. Já a NASA, que vem estudando o asteroide Bennu com a missão OSIRIS-REx, pretende lançar um novo telescópio infravermelho para detectar objetos mais discretos que possam se chocar contra a Terra — o que deve acontecer em meados da próxima década.

 Conceito da sonda DART se aproximando do asteroide Didymos e sua lua Didymoon (Imagem: NASA)

E por falar em missões da NASA envolvendo asteroides, não podemos deixar de lado o caso de Didymos e sua lua Didymoon: a agência dos Estados Unidos lançará, em 2021, a missão DART que se chocará contra Didymoon e, em 2023, a ESA lançará a missão Hera, que estudará o impacto gerado pela nave norte-americana. O objetivo? Analisar se é mesmo possível desviar a rota de objetos espaciais, em especial daqueles que representam riscos de colisão com a Terra, ainda que em um futuro distante.

Asteroides são objetos que fascinam – e preocupam – a tanta gente, que existe até mesmo uma data anual para levantar debates sobre esses corpos espaciais: o Asteroid Day, que, em 2019, aconteceu em 30 de junho.

O que é um meteoroide?

 Arte imita fragmentos de grandes rochas espaciais

Ganham este nome os pequenos fragmentos de grandes rochas espaciais, que podem ser tanto cometas quanto asteroides. Meteoroides são muito menores do que asteroides, porém maiores do que a poeira interestelar, ficando à deriva no espaço após se desprenderem do objeto principal.

 

O que é um meteoro?


Meteoro avistado em Kyoto, no Japao, em 2017 (Foto: SonataCo Network)

Qualquer objeto que, ao entrar na atmosfera da Terra, gere um rastro luminoso no céu, pode ser chamado de meteoro. Popularmente, são os conhecidos como "estrelas cadentes" e normalmente são incinerados por completo na atmosfera. Inclusive, recentemente descobrimos que um meteoro avistado no céu de Kyoto, no Japão, em 2017, era o fragmento de um asteroide chamado 2003 YT1, que pode ameaçar a Terra no futuro.

Ainda, chuvas de meteoros acontecem periodicamente no nosso céu, quando rastros de cometas ficam na órbita do Sol e acabam adentrando a nossa atmosfera de tempos em tempos. Um exemplo é a chuva de Orionídeas, que surge sempre entre os meses de outubro e novembro e é composta por fragmentos do cometa Halley.

O que é um meteorito?

 Meteoritos encontrados em Cuba no início de 2019. Foto: Fatima Rivero/Telepinar

Já quando objetos espaciais entram na atmosfera, mas não se queimam completamente nessa entrada, os fragmentos que acabam caindo na superfície da Terra são chamados de meteoritos. Então, seja isso o que sobrou de um asteroide ou meteoroide, o nome de qualquer rocha proveniente do espaço que tenha se chocado com nosso planeta, e que seja encontrada na superfície, é um meteorito.

Em fevereiro deste ano, a população da província de Pinar del Rio, em Cuba, levou um susto após a ocorrência de um meteoro: pedaços de tamanhos diversos atingiram o solo, e diversos meteoritos foram encontrados pelo chão. Contudo, ninguém se feriu.

 Por Galeria do Meteorito

Resumindo, asteroides e cometas podem perder algum pedaço, que fica à deriva no espaço e, portanto, é chamado de meteoroide. Se esse meteoroide entrar na atmosfera da Terra, ele deve ser chamado de meteoro por conta do efeito luminoso da queima, mas, se algum fragmento "sobreviver" e atingir a superfície, essa rocha recebe o nome de meteorito.

E, de uma maneira bem simplista, você pode dizer que a diferença entre um asteroide e um cometa é que cometas produzem uma cauda de gases à medida em que se aproximam do Sol, enquanto asteroides não têm essa característica.

 *Com informações de Live Science

 

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UFO Summit Brazil 2019
A. J. Gevaerd | Nick Pope | Stephen Bassett

16 de novembro | Recife | 600 lugares
19 de novembro | Porto Alegre | 500 lugares
21 de novembro | São Paulo | 600 lugares
23 de novembro | Curitiba | 600 lugares

Inscrições aqui: www.ufosummit.com.br


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Outubro de 2019

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