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Planetas mortos emitem sinais que podem ser ouvidos na Terra

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12 de Agosto de 2019
Conceito do artista de uma anã branca e um planeta em desintegração próxima.
Créditos: Mark A. Garlick

Planetas mortos, distantes, despojados de seus núcleos pelas estrelas que eles orbitam, ainda transmitem sua presença para o cosmos.

Quando certas estrelas, provavelmente incluindo nosso próprio Sol, chegam ao fim de sua vida útil, elas podem se expandir para uma gigante vermelha que queima todos os planetas próximos como batatas fritas, deixando apenas seus núcleos metálicos em órbita. A enorme estrela então perde suas próprias camadas externas, transformando-se no que é chamada de anã branca.

O campo magnético entre uma anã branca e os cadáveres centrais remanescentes de planetas em órbita pode se formar num circuito que emite ondas de rádio, que podem ser captadas por radiotelescópios aqui na Terra.

Agora, uma equipe que inclui o co-descobridor dos primeiros exoplanetas planeja procurar por esses assustadores planetas mortos, detectando seus sinais de rádio de zumbis. Dimitri Veras, da Universidade de Warwick (Reino Unido), informou em um comunicado: "Ninguém jamais encontrou apenas o núcleo nu de um grande planeta antes, nem mesmo só um grande planeta através do monitoramento de assinaturas magnéticas, nem um grande planeta em torno de uma anã branca".

Portanto, uma descoberta aqui representaria as ‘primeiras’ em três sentidos diferentes para sistemas planetários, Veras, juntamente com Alexander Wolszczan, professor da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA) – co-descobridor do primeiro exoplaneta confirmado nos anos 1990 – publicou a pesquisa no Monthly Notices da Royal Astronomical Society, a qual descreve quais estrelas anãs brancas são as melhores candidatas a serem verificadas para as transmissões de além da sepultura planetária.

Wolszczan disse "Achamos que nossas chances de descobertas empolgantes são muito boas". Essas descobertas podem se tornar tanto empolgantes quanto assustadoras, porque é provável que o nosso próprio planeta acabe com um pedaço de metal sendo transmitido para o vazio daqui alguns bilhões de anos. Esperemos que, até lá, estaremos indo para sistemas estelares diferentes que ainda não foram todos transformados em rádios zumbis.

Fonte: Cnet

 

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