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Planeta duas vezes maior do que a Terra pode ser habitável, dizem astrônomos

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28 de Fevereiro de 2020
Concepção artística do planeta K2-18B
Créditos: NASA

Essa superterra poderia ser um mundo oceânico habitável sob uma espessa camada de gás hidrogênio. Ao menos é o que os novos estudos, que serão aprofundados, indicam.

Uma equipe de astrônomos da Universidade de Cambridge determinou que um exoplaneta chamado K2-18b é capaz de reter água líquida em condições habitáveis.

O enorme planeta a apenas 124 anos-luz de distância – ainda em nosso quintal em nível cósmico – tem 2,6 vezes o raio da Terra e está dentro da zona habitável de sua estrela, a região em um sistema estelar em que a água líquida pode existir. Ele Foi detectado pela primeira vez pelo telescópio espacial Kepler da NASA, em 2015.

 

Vapor de água

 
Telescópio Kepler. Crédito: NASA

No ano passado, conforme noticiamos à época, duas equipes diferentes de astrônomos concluíram independentemente que existem quantidades significativas de vapor de água na atmosfera rica em hidrogênio do planeta.

Mas eles ainda não sabiam se as condições subjacentes a todo esse hidrogênio eram apropriadas para a vida. Se houver muito hidrogênio, a temperatura e a pressão por baixo seriam muito altas e não haveria conduções para a vida se desenvolver.

"O vapor de água foi detectado na atmosfera de vários exoplanetas, mas, mesmo que o planeta esteja na zona habitável, isso não significa necessariamente que haja condições habitáveis ??na superfície", explicou o líder da nova pesquisa Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia de Cambridge, em comunicado.

 

Condições interiores

 
Estudando planetas. Crédito: NASA

"Para estabelecer as perspectivas de habitabilidade, é importante obter um entendimento unificado das condições interiores e atmosféricas do planeta - em particular, se a água líquida pode existir sob a atmosfera", acrescentou o cientista

A equipe modelou diferentes condições usando dados sobre o interior do planeta para descobrir a espessura da camada de gás hidrogênio, enquanto ainda é capaz de suportar a vida abaixo.

Eles descobriram que se a camada de hidrogênio representasse algo entre um milionésimo do planeta – semelhante à atmosfera da Terra – até seis por cento da massa do planeta, sua superfície ainda poderia ser habitável.

"Vários cenários permitem um mundo oceânico, com água líquida abaixo da atmosfera a pressões e temperaturas semelhantes às encontradas nos oceanos da Terra", diz o comunicado.

Sinais na atmosfera

 
Atmosfera terrestre. Crédito NASA

Para explorar a fundo o planeta, os especialistas usaram as observações existentes da atmosfera, bem como a massa e o raio do astro, para determinar a composição e a estrutura da atmosfera e de seu interior usando modelos numéricos detalhados e métodos estatísticos.

Eles conseguiram determinar que K2-18B tem uma atmosfera rica em hidrogênio, com uma quantidade significativa de vapor de água, e também que os níveis de outros compostos químicos, como metano e amônia, estavam abaixo do que seria esperado.

"Queríamos saber a espessura do ‘envelope’ de hidrogênio, sua profundidade", disse o coautor Matthew Nixon. "Embora essa seja uma pergunta com várias soluções, mostramos que você não precisa de muito hidrogênio para explicar todas as observações feitas anteriormente.”

Fontes: Futurism, Galileu

Veja abaixo um documentário sobre planetas alienígenas:

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