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Operação Prato ainda tem arquivos para serem liberados

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07 de Agosto de 2017
Até hoje a Ufologia Brasileira busca revelar a verdade sobre a Operação Prato
Créditos: Revista UFO

No segundo semestre de 1977 uma onda ufológica poucas vezes igualada assolou vários municípios do Pará, estendendo-se de acordo com alguns relatos até estados vizinhos como o Maranhão. As localidades mais afetadas foram Colares, Mosqueiro e Ananindeua, nas proximidades da capital Belém. A população local estava em pânico diante dos fatos, já que as misteriosas luzes no céu lançavam raios nas pessoas, deixando dois orifícios paralelos semelhantes a marcas de agulhas nas vítimas. Conforme o relato da médica Wellaide Cecim, na época diretora da Unidade de Saúde de Colares, as pessoas apareciam sentindo anemia, tontura e febre, além de exibir marcas de queimaduras de primeiro grau.

O pânico tomou conta das comunidades e as luzes logo foram apelidadas de chupa-chupa ou luz vampira. O jornalista Carlos Mendes, que cobriu a impressionante onda ufológica na ocasião, afirma: "Nunca me esqueci do pânico estampado no rosto das pessoas que diziam ter sofrido ataques por luzes que desciam dos céus e extraíam sangues delas". Quando chegava a noite as pessoas acendiam fogueiras, batiam latas e soltavam rojões na tentativa de afugentar os intrusos. Outros optavam por rezar e diante desse cenário o prefeito de Colares pediu auxílio à Força Aérea Brasileira (FAB). Então o chefe da 2º Seção do Comando Aéreo Regional (Comar) 1, coronel Camilo Ferraz de Barros, ordenou que o capitão Uyrangê Hollanda liderasse uma equipe para averiguar os acontecimentos.

Hollanda era comandante do Para-Sar, esquadrão de elite especializado em operações de busca e salvamento, e por quatro meses ele e seus homens entrevistavam as testemunhas de dia e se revezavam a noite para tentar observar os intrusos, munidos de binóculos, filmadoras e máquinas fotográficas. Por semanas o cético capitão afirmava ter observado somente luzes, mas finalmente chegou a ocasião em que ele e seus homens estiveram frente a frente com um objeto imenso, de cerca de 100 metros de comprimento, que estacionou na posição vertical a somente 70 metros da embarcação dos militares, no rio Guajará-Mirim. Descrito como uma bola de futebol americano longa e pontuda, o UFO foi fotografado e filmado pelos militares, e em uma abertura em sua superfície similar a uma janela eles observaram o que pareceu ser um tripulante da imensa nave.

crédito: Acervo Carlos Mendes
Carlos Mendes cobriu os estarrecedores eventos no Pará
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Em 05 de dezembro de 1977 Hollanda apresentou esses fatos ao brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, comandante do Comar 1. As informações dão conta de que o brigadeiro não se impressionou e ordenou o término da Operação Prato, decisão que até hoje é motivo de intensa polêmica na Ufologia Brasileira. O editor da Revista UFO, A. J. Gevaerd, que ao lado do coeditor Marco Petit realizou a histórica entrevista com o já coronel Uyrangê Hollanda em agosto de 1997, afirma: "Infelizmente, todos os militares que participaram da Operação Prato já morreram. O último, aliás, foi o capitão Hollanda. A Aeronáutica afirma que todas as informações relativas à Operação Prato já foram disponibilizadas, mas não acredito nisso".

crédito: Acervo Carlos Mendes
40 anos depois, a Operação Prato ainda repercute
40 anos depois, a Operação Prato ainda repercute

O fato é que Hollanda, na entrevista publicada nas edições 54 e 55, e republicada na edição 101 da Revista UFO, afirmou que a Operação Prato obteve mais de 500 fotos e 16 horas de filmagens nos formatos Super-8 e Super-16, além das 2.000 páginas de relatórios. Contrariamente ao que afirma a FAB, somente parte desse material foi liberado e os pesquisadores ainda aguardam a totalidade das fotos e filmagens. Carlos Mendes, que irá apresentar a conferência "Novas Revelações Sobre a Operação Prato" no XXI Congresso Brasileiro de Ufologia em Campinas, de 22 a 24 de setembro próximos, acrescenta: "Depois que os fatos ganharam as manchetes dos jornais, militares da Aeronáutica tentaram controlar a imprensa. Diziam que nós, repórteres, estávamos agindo com sensacionalismo e que as notícias publicadas só serviam para causar pânico". É improvável que os responsáveis por analisar os arquivos da FAB ainda por serem liberados mantenham esse ponto de vista, mas o fato é que resta muito para ser conhecido a respeito da Operação Prato.

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crédito: Revista UFO
UFOs: Arquivo Confidencial
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