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Novo propulsor que pode revolucionar as viagens espaciais parece funcionar

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16 de Novembro de 2016
Novas tecnologias como o EMDrive podem dentro de pouco tempo revolucionar nosso acesso a distantes corpos celestes
Créditos: NASA

Viagens espaciais de longa distância em altíssimas velocidades e sem necessidade de grande consumo de energia ou combustível são o sonho de muitos entusiastas. Até o momento, e por um bom tempo ainda, a tecnologia espacial terrestre estará limitada pelo uso de motores-foguete que utilizam combustíveis químicos, um combustível propriamente dito e um comburente para fornecer o oxigênio para a queima. Tudo estritamente dentro da Terceira Lei do Movimento de Newton, que postula que para toda ação acontece uma reação igual e em sentido oposto. No caso, os gases da queima dentro da câmara de combustão de um foguete empurram as paredes desta última e o resultado é uma força igual que escapa pelo bocal, gerando propulsão mesmo no vácuo.

Entretanto, mais de uma década atrás o pesquisador britânico Roger Shawyer propôs o EMDrive, que de acordo com sua teorias gera impulso pelo impacto de micro-ondas dentro de uma câmara em forma de cone. Como não há exaustão no EMDrive, o motor aparentemente não funcionaria por não seguir a Terceira Lei de Newton. O próprio Shawyer, contudo, não considera que essa lei seja violada por sua teoria e suas explicações estão nos links abaixo. O fato é que um documento recentemente vazado, gerado por pesquisadores da NASA após testes em laboratório, parece indicar que o EMDrive realmente funciona. Vale alertar que o trabalho ainda precisa passar por revisão antes de ser publicado. E lembramos que Harold White recentemente também analisou a teoria de Michael Alcubierre sobre velocidade de dobra, chegando a surpreendentes conclusões, o que também expomos nos links abaixo.

A equipe da NASA, liderada por Harold "Sonny" White, do Centro Espacial Johnson, em Houston, conseguiu que seu protótipo produzisse em laboratório cerca de 1,2 milinewton de força por kilowatt de energia. Isso é 100 vezes mais impulso do que atualmente é conseguido por velas solares, que se aproveitam da pressão exercida por fótons, as partículas que formam a luz, emitidas pelo Sol. Tal como as velas solares o EMDrive não necessita de combustível e a energia para ele pode ser obtida com painéis solares, ou então por geradores nucleares de radioisótopos. Assim, esse motor pode tornar viagens espaciais de longa distância muito mais rápidas e baratas, abrindo possibilidades inéditas para a exploração espacial. Teoricamente o EMDrive possibilitaria chegar à Lua em poucas horas e uma viagem a Marte levaria somente 70 dias.

NECESSIDADE DE MAIS PESQUISAS PARA MOTOR REVOLUCIONÁRIO

crédito: EMDrive
Protótipo de testes do EMDrive
Protótipo de testes do EMDrive

Vale salientar que o estudo da equipe de White é somente uma prova de conceito e como é essencial ao método científico, novas experiências e revisões por outras partes são necessárias. No documento a equipe descreve possíveis explicações alternativas, como por exemplo a existência de pequenas quantidades de ar dentro do EmDrive, mesmo que o experimento tenha sido realizado no vácuo. Assim, esse ar poderia ter esquentado e gerado os efeitos observados. Mesmo assim, aparentemente em vários testes já realizados, inclusive por uma versão construída por chineses em 2012, e outro experimento feito por White e seus colegas em 2013, os resultados sempre foram positivos. Quanto à forma como o EMDrive funciona, o artigo de White e sua equipe expõe algumas hipóteses, como por exemplo o motor extrair a energia de partículas subatômicas que estão sempre aparecendo e desaparecendo, em conformidade com a Física Quântica. Seja como for, se ficar comprovado que o EmDrive funciona, pode ser o início de uma revolução nas viagens espaciais.

Leia o documento vazado da NASA mostrando que o EmDrive funciona

Confira questões sobre o EMDrive

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