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NASA responde a alegações de que está acobertando descoberta de vida em Marte

Por Equipe UFO | 08 de Março de 2018

As formações são produzidas por cristais e não por processos biológicos, afirma a NASA
Créditos: NASA

NASA responde a alegações de que está acobertando descoberta de vida em Marte

O pesquisador e especialista em icnologia Barry DiGregorio, da Universidade de Buckingham, afirmou em recente entrevista ao jornal Daily Star que a NASA descobriu evidências da presença de organismos em Marte e está acobertando o achado. Ele alega que a agência espacial fez o rover Curiosity mover-se para longe do local, e que os norte-americanos procederam assim para proteger a futura expedição tripulada a Marte. DiGregorio afirma que o povo norte-americano não iria financiar essa missão caso a vida no Planeta Vermelho fosse anunciada neste momento. A icnologia é o ramo da geologia que estuda traços deixados por organismos vivos, sejam pegadas ou glóbulos em rochas que são vestígios de micro-organismos.

Barry DiGregorio escreveu os livros Mars: The Living Planet (Frog Books, 1997) e The Microbes of Mars (Amazon Digital Services LLC, 2011), detalhando suas alegações sobre vida em Marte. Anteriormente ele já havia apontado, em fotos de estruturas tubulares obtidas pelo Curiosity, supostas formações semelhantes à de fósseis do período Ordoviciano na Terra. A NASA, por sua vez, atribuiu as imagens à formação de cristais. A nova polêmica surgiu em fotos mais recentes do rover, que está subindo as encostas do Monte Sharp a aproximadamente 300 m de altitude do ponto em que pousou. O cientista da missão Ashwin Vasavada, do Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, Califórnia, afirma que as estruturas são bastante lineares, mas não cilíndricas, tendo na verdade uma seção quadrada ou em forma de paralelogramo, formando ângulos quando são encontradas juntas. O cientista afirma que são reminiscentes de crescimento de cristais.

Ashwin Vasavada afirma que os cientistas da missão trabalham com dois cenários. No primeiro, aponta que os tubos são cristais, e no segundo os cristais deixaram um molde que materiais de sedimentos depois preencheram. Os dois processos necessitam de água para acontecer. Vasavada admitiu ser muito difícil afirmar que tais estruturas tenham origem biológica, e seguramente a NASA não irá fazer essa afirmação sem provas contundentes. Ele acrescentou: "É muito difícil distinguir entre formações de origem biológica ou geológica na Terra, sem uma análise em laboratório que verifique a presença de material orgânico. Temos com o Curiosity uma capacidade muito limitada de entender se algo é biológico ou não". A NASA ainda tenta entender o mecanismo de formação dos cristais em Marte, ocorridos em uma época em que o planeta estava perdendo sua camada líquida.

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Uma indicação disso foram formações escuras que o Curiosity fotografou em fevereiro último, muito similares as que ocorrem em lagos que secam na terra, formadas por cristais de gesso. Outro cientista da missão, Sanjeev Gupta, do Imperial College de Londres, afirmou: "Essas formações se formam quando o sal se torna mais concentrado na água, como em um lago que lentamente se evapora". A descoberta se encaixa na teoria de que Marte perdeu sua água quando sua atmosfera se tornou mais tênue, há centenas de milhões ou bilhões de anos. A NASA, contudo, não nega a possibilidade da existência de vida passada ou mesmo presente em Marte, principalmente sob a superfície. Fotos de naves orbitais mostram linhas escuras sazonais em bordas de crateras em estações mais quentes do ano marciano, que podem se dever ao solo particulado escorrendo ou água salgada corrente. Dois novos rovers deverão investigar a possibilidade de vida em Marte na atualidade, o Mars 2020 da NASA que irá recolher amostras promissoras, e o ExoMars da Agência Espacial Europeia (ESA) que terá uma broca capaz de investigar o solo abaixo da superfície.

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