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NASA e a volta à Lua

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31 de Agosto de 2018
Ilustração Lua
Créditos: Rafael Amorim/UFO

A NASA, Agência Espacial Americana, está planejando um salto gigantesco para a humanidade: a volta à Lua, não apenas para pisar no satélite natural da Terra, mas para fazer dele uma base fixa para viagens espaciais mais longas. Nesta semana, a NASA anunciou não só o interesse em mandar uma missão tripulada à Lua até o fim da década seguinte, como também detalhou o ambicioso projeto de construir uma estação espacial orbitando o satélite, chamada de Orbital Platform Gateway. Em comunicado recém-divulgado, a NASA revelou o plano. A ideia é que astronautas usem a Lua como base para viagens pelo Sistema Solar.

Conforme informações da agência espacial, a Gateway será uma base tanto para humanos quanto para robôs na exploração espacial. Estima-se que os primeiros astronautas possam chegar lá em 2024. "Os astronautas da NASA vão explorar a superfície lunar antes do fim da próxima década. E, desta vez, vamos ficar. E sairemos para Marte. E iremos além.", afirmou a agência espacial, em comunicado à imprensa. Para chegar até a Lua, a agência projeta uma cápsula semelhante à bem-sucedida Apollo, mas três vezes maior - permitindo que quatro astronautas viajem nela a cada vez. O veículo será equipado com placas de energia solar e os motores - tanto da cápsula quanto do módulo lunar - serão movidos a metano líquido. A escolha do combustível tem uma boa explicação: por ser um gás presente na atmosfera de Marte, os cientistas vislumbram que um dia os astronautas possam "abastecer" a nave em solo marciano.

Segundo anunciou a Nasa na última segunda, o primeiro passo para sua missão será um lançamento previsto para 2023. Será um voo tripulado que vai "contornar" a Lua e retornar para a Terra, em uma trajetória em forma de oito - ou seja, circundando tanto a Terra quanto a Lua. Cerca de um ano antes, a Gateway deve começar a ser construída, ainda sem a presença de humanos. Em 2024, a estação orbital já deve estar pronta para receber os primeiros astronautas. A Gateway terá três componentes principais: um módulo de habitat, para a tripulação; um setor para fornecimento de energia e propulsão; e uma câmara onde as espaçonaves possam ser atracadas.

As aspirações da Nasa não param por aí. A meta é fazer da Lua um pit-stop na sonhada viagem tripulada até Marte, o planeta mais próximo da Terra. Greg Williams, da Divisão de Exploração e Operações Humanas da agência espacial americana, já afirmou que "se conduzirmos uma missão tripulada ao longo de um ano na estação orbital, teremos conhecimento para enviar astronautas para Marte em uma viagem de 1 mil dias".

Não é de hoje que cientistas apontam que o melhor caminho para Marte incluiria essa paradinha na Lua.

Fonte: BBC Brasil 

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