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Não é pipoca, é o Sol como nunca vimos antes

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30 de Janeiro de 2020
bolsas de plasma
Créditos: DKIST

A melhor imagem já feita do Sol foi liberada nesta quarta-feira, dia 29 de janeiro, e mostra um padrão que se parece com pipocas de caramelo. Mas não se engane, aquilo são bolsas de plasma borbulhando na superfície de nossa estrela. A imagem em altíssima definição foi feita e liberada por cientistas que trabalham no Telescópio solar Daniel K. Inouye (DKIST), no Havaí.

As bolsas de plasma que aparecem em padrão de favo de mel da imagem percorrem toda a superfície do Sol e extraem calor do centro da estrela. Os pontos mais brilhantes das bolsas indicam que é ali que o plasma está emergindo, e os contornos escuros são onde ele está afundando de volta ao centro. Cada bolsa ou pipoca que vemos na imagem tem centenas de quilômetros de diâmetro, e são maiores do que a França.

 

Conhecendo nossa estrela

 

Crédito: NASA

“A imagem que foi liberada é cinco vezes mais precisa do que a melhor das imagens já feita”, disse Thomas Rimmele, diretor do DKIST, durante uma entrevista coletiva. Ele mostra estruturas na superfície do Sol com apenas 30 km de diâmetro.

“Agora nós podemos ver os menores detalhes sobre o maior objeto do nosso Sistema Solar", disse ele. “O que antes parecia apenas um ponto brilhante, uma estrutura, agora está se dividindo em muitas estruturas menores”.  É a primeira vez que conseguimos observar essas pequenas estruturas.

 

Energia limpa

 

Crédito SuiSun

Estudar o Sol é fundamental para entendermos como ele funciona, suas características e como poderemos, um dia, – se conseguirmos chegar lá sem nos destruirmos no caminho –, usar sua energia, que é limpa, ao invés de queimarmos fósseis que poluem nosso mundo. Os cientistas supõem que civilizações avançadas utilizem a energia não apenas de suas estrelas, mas também de outras, para se manterem vivas e tecnológicas. O primeiro passo para isso é conhecer bem a estrela de seu próprio sistema.

Logo teremos muitas outras imagens espetaculares e conheceremos mais intimamente a estrela que mantém nosso planeta vivo. A fotografia e o vídeo abaixo foram feitos em 10 de dezembro, no primeiro dia de funcionamento do telescópio. Nos próximos seis meses mais novidades virão, conforme todos os equipamentos estiverem funcionando plenamente. “Novidades quentes a caminho”, disse um dos cientistas, tentado fazer uma piada.

Fonte: New Scientist

Assista ao incrível vídeo feito pelo DKIST:

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Junho de 2018

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