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Missão TESS descobre primeiro planeta do tamanho da Terra em zona habitável

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08 de Janeiro de 2020
Concepção artística de como seria o planeta TOI 700 d
Créditos: Nasa

A NASA anunciou nesta semana que a Missão TESS descobriu seu primeiro planeta. O TOI 700 d tem dimensões semelhantes às da Terra e as imagens reveladas pelo telescópio Spitzer Space mostram que o planeta está em uma zona que pode permitir a existência de água em estado líquido. A distância entre a Terra e o novo planeta é de apenas 100 anos luz, considerado realmente próximo pelos padrões astronômicos.

O planeta recém descoberto – que deve ser rochoso e ter uma atmosfera fácil de modelar, segundo creem os cientistas – completa uma volta em torno da sua estrela a cada 37 dias e recebe cerca de 86% da energia que a Terra recebe do Sol. A TOI 700 é uma estrela anã com cerca de 40% da massa do Sol e apenas metade de sua temperatura. Segundo a própria NASA, o TESS monitoriza vários setores do espaço demorando-se 27 dias em cada um deles para que possa, ao longo do tempo, detectar variações nas imagens captadas e, descobrir corpos celestes em movimento.

Em um comunicado feito nesta terça-feira, dia 07 de janeiro, a agência espacial americana explica que havia classificado erroneamente a estrela, ao julgar que fosse mais parecida com o Sol em temperatura e dimensão, o que impossibilitaria a existência de água líquida na superfície. O erro foi corrigido mais tarde pelos cientistas que monitorizam o TESS.

No mesmo sistema estelar existem mais dois planetas. Segundo simulações efetuadas pela NASA, o planeta TOI 700 c, mais distante da estrela, tem cerca de 2,6 vezes a massa da Terra, demora 16 dias a completar a órbita e tem um ambiente dominado por gases. Já o TOI 700 b, tem uma órbita de 10 dias e uma massa quase igual à da Terra. Contudo, e apesar das semelhanças, todos eles giram apenas uma vez por órbita, o que faz com que tenham um lado escuro, nunca exposto à luz de seu sol.

Missões futuras poderão confirmar a composição da atmosfera de TOI 700 d e se ela é realmente semelhante à da Terra. A NASA vai continuar a observar o planeta por meio do telescópio Spitzer Space.

 

Fonte: Observador.pt

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