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Ministério da Defesa Britânico ainda mantém arquivos ufológicos secretos

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30 de Maio de 2014
Sede do Ministério da Defesa Britânico, o MoD; apesar das promessas de transparência, persiste o acobertamento de informações ufológicas
Créditos: Arquivo

No último 16 de maio, em um encontro da Rede Mútua de UFOs (MUFON), em Sedona, no estado norte-americano do Arizona, John F. Burroughs, ex-oficial de segurança da Força Aérea Norte-Americana (USAF), acusou o Ministério da Defesa Britânico (MoD), de reter diversos documentos sobre UFOs. Isso apesar das recentes alegações de transparência, e de haver liberado todos os arquivos antes classificados.

John F. Burroughs foi uma das testemunhas dos eventos ocorridos na Base Aérea de Bentwaters em 1980, pertencente à Real Força Aérea (RAF), mas operada pelos americanos na época. Burroughs afirmou que o MoD ainda mantém ao menos seis importantes documentos a respeito da política quanto aos UFOs e UAP, sigla de Fenômeno Aéreo Não Identificado. Um dos papéis mais importantes entre os ainda classificados é intitulado Política de Defesa e UFOs, que de acordo com o ex-militar refuta completamente a alegação recente do ministério, de que os UFOs não são importantes para a Defesa.

De acordo com Burroughs, em junho de 2000 o MoD passou a trocar os títulos de seus papéis intitulados Documentos de Política, substituindo o termo UFO por UAP, segundo ele para despistar os pesquisadores que buscavam documentos secretos baseados na Lei de Liberdade de Informações. Isso serviu, segundo ele, para mascarar documentação a qual de outra maneira o público teria acesso, com base em uma tecnicalidade. Em um memorando secreto em dezembro de 2000 o MoD recomendou que relatos de UFOs não seriam mais investigados por não serem úteis para a Defesa, o que Burroughs considera uma primeira ação para fechar o escritório de investigações, o famoso UFO Desk.

TENTATIVA DE DESVIAR A ATENÇÃO DA SOCIEDADE

Em 21 de junho de 2013 o MoD liberou documentos do período entre 2007 e 2009, alegando serem os últimos ainda classificados da Grã-Bretanha. Porém, sabe-se por meio de uma requisição mais recente com base na Lei de Liberdade de Informações que existem mais papéis importantes ainda secretos. Dois cobrem os períodos de 1971 a 1976 e 1996 a 2000, intitulados Política sobre os UFOs. Mais três intitulados Política sobre os UAP são dos períodos de junho a dezembro de 2000, dezembro de 2000 a março de 2004, e março de 2004.

Outra resposta para uma requisição diferente admitiu a existência de 18 documentos UFO e UAP ainda não liberados, incluindo um intitulado Assuntos de Política de Defesa e UFOs. Assim está claro que, desde 2000, a política na Inglaterra quanto aos UFOs tem se aproximado daquela dos Estados Unidos, de chamar o mínimo possível a atenção do público apesar de todas as promessas de transparência. Conforme Nick Pope já havia comentado, a respeito da liberação final de 2013, esse esforço se destina a abafar o interesse da imprensa, do Parlamento e da sociedade a respeito dos segredos ufológicos.

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Terra Vigiada não é um livro comum, mas um verdadeiro dossiê fartamente documentado que comprova que inteligências extraterrestres observam e monitoram nossos arsenais atômicos. O livro contém dezenas de depoimentos prestados por militares norte-americanos que testemunharam a manifestação de discos voadores sobre áreas de testes nucleares, nas décadas de 40 a 70, comprovando que outras espécies cósmicas mantêm nossas atividades bélicas sob severa e contínua vigilância. Hastings vai mais além e mostra em Terra Vigiada que não é incomum discos voadores interferirem nos experimentos de lançamento, muitas vezes inutilizando as ogivas nucleares a serem detonadas, ou sobrevoarem silos de mísseis armados.

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