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George Knapp diz que UFOs e Área 51 não são mais um mito

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18 de Junho de 2019
Não vá lá, diz o anúncio da placa na Área 51
Créditos: Getty imagens

Por décadas o tema dos UFOs era realmente algo para militares que viam mas não entendiam o que era ou, para jornalistas, que poderiam ser ridicularizados por perseguir algo considerado uma teoria da conspiração. Só muito recentemente essa situação mudou e o trabalho de algumas pessoas têm muito a ver com isso.

George Knapp, um jornalista investigativo do Canal 8 da KLAS-TV em Las Vegas, vem investigando o Fenômeno UFO, Área 51 e outras atividades correlatas há 30 anos. Mas ele diz que não foi em 2017, quando o New York Times publicou uma reportagem sobre o programa secreto do governo para investigar avistamentos militares de objetos não identificados (AATIP) e divulgou três vídeos mostrando o que os pilotos haviam captado nas câmeras, que tudo mudou.

Ele ressalta: no momento, porém, talvez seja o período mais empolgante de todos os tempos em que eu o acompanhei, começando com a história do New York Times de dezembro de 2017, que mudou as coisas em um nível fundamental. Mudou o ambiente da imprensa, o que é muito emocionante.

Knapp observou que reportar sobre UFOs antes do artigo do New York Times não ajudava na carreira de um jornalista. Relatar avistamentos também poderia ser um assassinato de carreira para homens e mulheres nas forças armadas. Mas agora isso mudou, pelo menos na Marinha americana.

  

 Não vá lá: um sinal de aviso marca o limite da Área 51 em Nevada. 

 

No mês passado, a Marinha anunciou que incentivaria os pilotos a relatar os avistamentos de UFOs; que não prejudicaria suas carreiras militares. Knapp disse que a mudança é notável: “É incrível. Este tópico tem sido venenoso para os militares por tanto tempo. Você basicamente não podia confiar em nada do que foi dito.”

Knapp disse que a liberação dos três vídeos oficiais do Departamento de Defesa provocou todo tipo de interesse das pessoas no governo. Ele disse que, no início, eram apenas funcionários do Congresso fazendo perguntas sobre o que era real e o que não era: “Eles começaram a entrevistar pilotos da Marinha, os próprios aviadores, pessoas muito confiáveis, testemunhas confiáveis, que tinham dados de backup, dados de radar, sobre esses encontros.”

Knapp acrescentou que esses encontros, dizem suas fontes, estão ocorrendo “quase que diariamente” na costa leste dos Estados Unidos. Agora, os membros do Congresso estão fazendo perguntas sobre encontros militares.

O coronel da reserva John Alexander tem acompanhado e estudado UFOs por mais tempo do que Knapp. Ele disse que um estudo feito há 30 anos chegou às mesmas conclusões que pesquisas mais recentes descobriram: “Minha estimativa é de que existem cerca de 6 mil oficiais entre a época do Blue Book e agora, provavelmente, 7 a 10 por cento deles têm um avistamento ou mais de UFOs. Então, minha pergunta foi realmente: por que não tem havido mais estudos?"

Alexander reconheceu que não tem sido uma boa coisa na carreira militar relatar encontros com UFOs. Além disso, ele disse que há facções dentro do Pentágono com fortes crenças religiosas que não querem ver esse tipo de estudo. “A questão religiosa apareceu em mais de uma área de fenômenos onde eles disseram: ‘Ei, você pode fazer isso, mas é o trabalho do diabo' – tire suas mãos disso!”, disse Alexander.

A ideia de que esses UFOs possam representar uma ameaça à segurança, ele acrescentou, é uma possibilidade que as autoridades eleitas estão começando a encarar. Ninguém sabe o que eles realmente são, explica o militar reformado.

Desde que essa atual onda de mídia começou, eu já vi pelo menos uma centena de entrevistas com céticos, desmistificadores e algum ufólogo que não gosta de toda a atenção que isto está recebendo. E todos eles dizem a mesma coisa: “Bem, apenas porque eles não são identificados não significam que são alienígenas espaciais”, desabafa Knapp.

Knapp especulou sobre a origem das naves, mas concluiu que ninguém tem informação suficiente para dizer qualquer coisa com certeza ainda.

Fonte: KNPR

Viagens de A. J. Gevaerd à Area 51

O editor da Revista UFO A. J. Gevaerd já esteve três vezes diante da entrada da Área 51, sendo a última em fevereiro de 2008. "Era um dia de semana normal e fui até lá, no meio do Deserto do Nevada, na região montanhosa de Groom Lake, acompanhado dos amigos ufólogos Roger Leir, americano, e Haktan Akdogan, turco. Roger, que era especialista em implantes alienígenas, faleceu em março do ano passado. Saímos de Laughlin, ao sul de Las Vegas, até Rachel, cidadezinha cerca de 240 km ao norte de Vegas, cidade próxima à Área 51, percorrendo a Extraterrestrial Highway. A viagem toda demorou um dia inteiro, ida e volta, mas ficamos apenas alguns minutos diante da entrada da base secreta, porque dali ninguém passa, sob ameaça de fuzilamento e deportação (para mim e Haktan, estrangeiros). Ontem, fazendo uma faxina nos meus computadores e HDs externos, localizei a pasta com gravações e fotos da viagem. Então montei um vídeo de pouco mais de 10 minutos com o que é mais essencial e apresento a vocês. Caso alguém aí decida ir ao local, dou instruções no vídeo, mas de forma alguma ultrapasse os limites da Área 51", explica o ufólogo em seu vídeo. Assista aqui o relato da viagem:

 

 

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