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Estaria o mundo se preparando para um contato com extraterrestres?

Por Mel Polidori | 24 de Outubro de 2018

Foto da cerimônia de abertura do Five Continents UFO Forum, realizado em 16 e 17 de outubro de 2018, em Moscou
Créditos: UFO

Estaria o mundo se preparando para um contato com extraterrestres?

Nos últimos anos tem havido grandes mudanças na forma como os governos tratam da questão dos discos voadores, que sempre foi um enorme tabu. Hoje, ainda que silenciosamente, mais de 40 nações já admitem que reconhecem sua existência e cerca de 30 aceitam que eles têm origem não terrestre, ou seja, são extraterrestres. É um enorme avanço e, portanto, não há mais razão para discussão sobre a realidade da questão. O Brasil, por exemplo, já teve vários órgãos dentro da Força Aérea Brasileira (FAB) dedicados a pesquisar oficialmente o tema, como o bem estruturado Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani), que existiu mesmo durante a Ditadura dos anos 60 e 70. Hoje, é o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), em Brasília, que se ocupa oficialmente do tema – e para a entidade não há muito segredo quanto ao assunto, sendo que vários de seus comandantes já se pronunciaram positivamente a respeito. “Os documentos sobre os UFOs devem ser entregues à sociedade e devem ser de conhecimento de todos. Os UFOs não impõem qualquer risco à segurança nacional”, declarou à Revista UFO o brigadeiro José Carlos Pereira.

Coisa que pouca gente sabe, no entanto, é que apenas na América do Sul há cinco países que têm na atualidade comissões oficiais ativas de pesquisas ufológicas, isso é, comissões mantidas pelos governos de tais nações e dentro da estrutura de suas forças armadas. Eles são o Chile, a Argentina, o Peru, o Equador e o Uruguai, país este que tem a Comissão Receptadora e Investigadora de Relatos de Objetos Voadores Não Identificados (Cridovni) há nada menos do quatro décadas. A entidade é vinculada à Força Aérea Uruguaia (FAU) e funciona em caráter misto, como todas as demais, com membros militares e civis trabalhando conjuntamente. O Brasil está na liderança do movimento de abertura ufológica no continente, apesar de no momento não ter nenhuma entidade oficial de pesquisas ufológicas. Sua liderança vem do fato de a Força Aérea Brasileira (FAB) ter desclassificado cerca de 20 mil páginas de documentos antes secretos sobre discos voadores, ato que foi uma resposta à campanha “UFOs: Liberdade de Informação Já” implantada pela UFO e pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU). Os ufólogos da Comissão chegaram a ser convidados a conhecer a forma como os militares tratam os discos voadores em duas ocasiões, em Brasília: maio de 2011, em reunião no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta), e em abril de 2013, no próprio Ministério da Defesa. Isso nunca ocorreu antes em lugar algum do mundo.

O senhor Jin Fan, idealizador do Five Continents UFO Forum, faz o discurso de abertura do importante evento de Moscou. 

Em todo o mundo

Em outros continentes também há uma crescente agitação oficial em torno do assunto e até mesmo renomadas instituições científicas têm feito intensas e concorridas reuniões para se decidir à criação – se é que já não existe – de uma espécie de “protocolo de recepção aos extraterrestres”, casos eles cheguem à Terra a qualquer instante. Instituições seculares, como a Royal Society inglesa, da qual fizeram parte 90% dos cientistas dos séculos XIV e XX, como Albert Einstein, James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins; o Escritório de Uso Pacífico do Espaço Exterior, unidade da Organização das Nações Unidas (ONU); as Universidades de Stanford, na Califórnia, e Harvard, em Massachusetts; e, evidentemente, a própria Agência Espacial Norte-Americana (NASA), a mais interessada na questão. Todos eles centros acadêmicos e científicos têm sido os órgãos mais dedicados à questão e nem sempre silenciosamente. “Há um grande risco para o planeta se recebermos extraterrestres, pois não sabemos quais serão suas intenções. Se há vida em outros planetas, talvez seja melhor não encontrá-la”, declarou o recentemente falecido astrofísico inglês Stephen Hawking, ex-professor da Universidade de Cambridge, demonstrando ao mesmo tempo a iminência e o receio real que existe quanto à real chegada dos ETs à Terra. Devemos fazer contato?

O que se vê é que gradualmente as mais importantes nações da Terra estão se preparando para aquilo que os ufólogos acreditam ser a chegada definitiva de outras espécies cósmicas ao planeta e sua apresentação formal à humanidade. “O processo teve início na Antiguidade e está em franco andamento neste momento. O contato um dia ocorrerá e creio que será pacífico”, declara o arqueólogo e apresentador do programa “Alienígenas do Passado”, do canal History, Giorgio Tsoukalos, figura respeitada mundialmente por suas descobertas quanto ao passado da humanidade. “Quando o contato ocorrerá, não sabemos. Pode ser amanhã, mês que vem, ano que vem ou daqui a duas ou três décadas, mas certamente ocorrerá e precisamos estar preparados”, declara o ufólogo A. J. Gevaerd, editor da Revista UFO. Tsoukalos se juntará ao famoso autor suíço Erich von Däniken e a Gevaerd em dezembro deste ano no International UFO Summit Brazil 2018, que ocorrerá em São Paulo, Brasília e Curitiba. Trata-se do maior evento de Ufologia que já se fez no país. Däniken, como se sabe, é autor do best-seller “Eram os Deuses Astronautas”, do final dos anos 60, que levou gerações a se interessarem pela verdade sobre o passado da Terra.

O grupo de ufólogos debate procedimentos com o senhor Jin Fan no coquetel de abertura.

Elevado avanço tecnológico

Uma das mais recentes demonstrações de que as nações estão de fato muito bem informadas sobre os discos voadores, que reconhecem suas características de elevado avanço tecnológico e sua origem evidentemente extraterrestre – embora raramente admitam isso de forma pública – foi a realização, na semana passada, em Moscou, do megaevento Five Continents UFO Forum, ou Fórum Ufológico dos Cinco Continentes, promovido por entidades científicas ligadas à área espacial da Rússia e da China, com visível apoio governamental e empresarial de ambos os países. Isso é completamente inédito no mundo dos ufólogos civis. Cientistas e burocratas russos e chineses convidaram nada menos do que 30 pesquisadores de 30 diferentes países para comparecem ao evento e apresentarem suas ideias e informações. Depois se soube, e a razão disso, que todas as despesas desta multidão de conferencistas foram pagas pelo governo municipal de Heze, importante cidade universitária e industrial da China. Os ufólogos presentes, que não estão nada habituados a isso, se questionaram por quê? A resposta viria a seguir – e foi acachapante.

O Fórum teve à frente, pela Rússia, a entidade Kosmopoisk, criada pelo veterano escritor Aleksander Kazantsev décadas atrás, um herói nacional russo. A Kosmopoisk foi a responsável pela organização do evento no imponente Hotel Cosmos, não coincidentemente bem em frente ao igualmente majestoso Museu do Espaço. Pela China trabalhou uma coalização de entidades chefiadas pela Associação Chinesa de Ufologia, que tem mais de um milhão de associados. Uma das principais propostas do evento foi reunir os principais ufólogos de países dos cinco continentes para requererem formalmente à Organização das Nações Unidas (ONU) a reabertura oficial das investigações do Fenômeno UFO, agora em nível global. Soube-se em Moscou que os chineses e russos já estavam tratando nisso conjunta e silenciosamente há algum tempo, tendo realizado em julho, em Chongqing, China, uma fase preparatória para estas atividades, que têm à frente o escritor Jin Fan, respeitado inclusive pelo governo de seu país, de quem é interlocutor. Mas não era só isso: russos e chineses, tendo ao lado os seus quase 30 convidados internacionais, pretendiam mais.

Os pesquisadores após uma das reuniões a portas fechadas que decidiu a criação da entidade mundial de pesquisas ufológicas.

Figuras de grosso calibre

A presença de celebridades, militares, cosmonautas e até autoridades da área governamental da Federação Russa e da República Popular da China surpreendeu os ufólogos, que também não estão acostumados a eventos com figuras deste calibre. Até o príncipe de Liechtenstein, Hans Adam II, estava na lista de convidados, mas na última hora não pôde comparecer – o príncipe faz apoio financeiro a vários projetos na área. Já alguns cosmonautas estiveram presentes, entre eles o mais ativo membro Fórum, o general Anatolii Artsebarskii, que teve participação histórica na missão Soyuz 12 e viveu longa permanência na Estação Espacial Mir. Também compareceram ao evento em Moscou Dennis Antoine, embaixador da República de Granada, Huang Yi, presidente da Jiankejia Holographic Industry, os prefeitos das citadas Chongqing e Heze, assim como de Shifang – municípios chineses que queriam se ver representados no evento, e logo se soube a razão.

A lista de militares e autoridades presentes foi impressionante. Como, por exemplo, o doutor Sergey Vladimovich Borozdin, representando a municipalidade russa de Kerch; Grenadii Ostermakno, engenheiro-chefe de uma das unidades da Agência Espacial Russa, a Roscosmos; Vladimir Mikhailovich Platonov, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Moscou; Song Yingdong, professor da Universidade Nanjing de Aeronáutica e Astronáutica, na China; Wang Wei Dong, prefeito de Heze; e a senhora Huan Tuan, deputada da província de Erdos, na Mongólia. A presença de tantos prefeitos no evento se fez entender quando se soube que suas cidades disputavam entre si serem a sede de algo que seria criado no Five Continents UFO Forum, na semana passada, em Moscou. Além das celebridades, militares, autoridades, cosmonautas e agora ufólogos, uma audiência de 1.000 pessoas era esperada, 200 das quais ligadas ao programa espacial chinês e outro tanto do programa espacial russo.

 

Discurso do cosmonauta o general russo Anatolii Artsebarskii, que teve participação histórica na missão Soyuz 12.

Inédito na história da Ufologia

Um evento desta envergadura jamais ocorreu na história da Ufologia Mundial, que tem mais de 70 anos, o que chamou enorme atenção dos ufólogos presentes – todos experientes pesquisadores e lideres na área em seus respectivos países, com décadas de atividades. “A impressão que fica é que os russos e chineses têm uma parceria na área da pesquisa ufológica, até então pouco conhecida, mas que agora ficou evidente. E como são da área espacial, ou seja, não são ufólogos, eles precisam destes para terem acesso a mais informações sobre o tema – e é isso o que eles sabem que podemos oferecer”, declarou na ocasião o pioneiro da Ufologia Italiana, o professor Roberto Pinotti, que tem mais de 50 anos de pesquisas e 60 livros dedicados aos discos voadores. “É inegável que os governos russo e chinês sabem muito sobre os discos voadores, até porque têm fortes programas espaciais. Mas isso só se revelou agora, assim como seu interesse de ter alianças com ufólogos civis de todo o mundo”, disse o professor universitário búlgaro Lachezar Filipov. Enfim, os ufólogos convidados foram aos poucos se dando conta de que eram muito necessários para os planos dos russos e chineses. Mas por quê?

Às posições de Pinotti e Filipov se somou à do detetive aposentado da Scotland Yard inglesa, Gary Heseltine, também um ufólogo líder em seu país e que esteve presente ao evento. Para Heseltine, em declaração nos bastido evento, “está absolutamente claro que o russos e chineses sabem de algo contundente sobre os discos voadores, mas não têm muita certeza de como lidar com tal informação, precisando dos ufólogos que convidaram para chegarem à sociedade com a revelação que acreditamos que tenham a fazer”. Já o também ufólogo e advogado peruano Anthony Choy, que tem um programa de Ufologia líder de audiência em seu país, concordando com Heseltine, supôs que a tal informação que os russos e chineses tenham seja algo bem recente e muito relevante, para, de uma hora para outra, convocarem um Fórum dessa magnitude e tantos ufólogos civis. “Eles precisam de nosso conhecimento na área para lidar com o que quer que tenham descoberto”, disse Choy.

Gevaerd toca o "gongo da paz" no ato de abertura, um ritual comum em atividades realizadas pelos chineses.

Algo grande a caminho

Faz todo sentido e o grupo de ufólogos – que se diferenciava dos cientistas e burocratas russos e chineses por sua diferente maneira de ver o que chamam de Fenômeno UFO – saiu de Moscou com a mais nítida impressão de que algo grande os esperava. E assim foi. Em inúmeras e agitadas reuniões ocorridas na semana passada em Moscou, algumas abertas e outras a portas fechadas, foi rapidamente decidida a criação de uma entidade mundial de pesquisas ufológicas, patrocinada e dirigida pelos anfitriões, mas tendo os principais ufólogos do globo à frente, como uma espécie de “salvaguarda da qualidade da informação ufológica que se vai produzir”. A esta altura, não pareceu surpresa aos ufólogos que os russos e chineses já tinham o plano como carta na manga que os convidaram a Moscou, tanto é que havia tantos prefeitos presentes – e o senhor Wang Wei Dong, o de Heze, cidade que fica na província de Shandong, de pronto ofereceu as melhores condições para que tal entidade tivesse sua sede lá. Ela provisoriamente chamada de forma homônima Five Continents UFO Forum. Outros nomes também foram propostos, e o mais aceito até o momento é o World Initiative for Extraterrestrial Contact, ou Iniciativa Mundial para o Contato Extraterrestre, proposto por Gevaerd. Coisa que nunca viram os experientes ufólogos presentes, a oferta incluiu a concessão de um prédio público, a contratação de pessoal e o custeio de despesas para ações de pesquisa em todo o mundo. “Nunca vi isso”, disse a experiente ativista e ufóloga argentina Andrea Simondini, à frente do Centro de Estudos do Fenômeno OVNI na República Argentina (Cefora). “Muita coisa boa pode vir daí para a Comunidade Ufológica Mundial”. E, pelo visto, muita coisa boa para a China e Rússia também!

No processo de criação da tal entidade mundial de pesquisas ufológicas, também de imediato todos os quase 30 ufólogos presentes, cada um representando seu país, foram nomeados delegados do órgão em suas nações. Gevaerd foi declarado delegado brasileiro e também coordenador da entidade para as Américas do Sul e Central. “Aceito a incumbência com orgulho e responsabilidade, sabendo que há países em ambos os continentes, a exemplo do Brasil, Argentina, Chile e Peru, que são recordistas mundiais em número de registros de casos ufológicos”. Seriam estes dados que tanto interessam aos russos e chineses, para que se lancem de forma tão animada no custeio de toda esta máquina? É o que se perguntaram os conferencistas presentes, certos de que, mais uma vez, russos e chineses têm algumas peças do quebra-cabeças ufológico – mas não todas, e muitas das que lhes faltam estão nas mãos dos ufólogos civis, hoje pertencentes oficialmente ao Five Continents UFO Forum.

O senhor Wang Dong, prefeito de Heze, cidade que fica na província de Shandong e sediará a entidade de pesquisas ufológicas.

Importante contribuição brasileira

Os desdobramentos deste novo, importante e inédito movimento da Ufologia Mundial, receberá uma importante contribuição brasileira logo agora em dezembro, quando se realizará um megaevento com os citados pesquisadores e autores Giorgio Tsoukalos e Erich von Däniken, mundialmente conhecidos, ambos ao lado de Gevaerd. Será o International UFO Summit Brazil 2018, uma promoção de proporções nunca vistas na Ufologia Brasileira. Três cidades receberão os conferencistas: São Paulo em 04 de dezembro, Brasília e 06 de dezembro e finalmente Curitiba em 08 de dezembro. Os promotores deste tour são a Revista UFO, a mais antiga publicação de Ufologia do mundo, e a Seven Entretenimento, uma das maiores promotoras de eventos do Sul do país. Tsoukalos, Däniken e Gevaerd prometem fazer grandes revelações sobre o verdadeiro passado da Terra. “A história de nosso planeta precisa ser urgentemente recontada”, garante o veterano Däniken, com mais de 60 anos de pesquisas em cerca de 100 países e dezenas de livros publicados.

Por A. J. Gevaerd, editor da Revista UFO

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