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Documentos confirmam estudo ufológico do Pentágono dentro do projeto AAWSAP

Por Equipe UFO | 09 de Maio de 2018

Prossegue a polêmica quanto à investigação ufológica do Pentágono, mesmo com novas informações
Créditos: Arquivo

Continua a polêmica em torno do projeto secreto de investigação ufológica do Pentágono. Em dezembro passado o jornal The New York Times, em parceria com a To The Stars Academy of Arts and Science (TTS/AAS), organização civil liderada pelo cantor Tom Delonge, anunciou que de 2007 a 2012 o Departamento de Defesa norte-americano, o Pentágono, havia realizado uma investigação sobre encontros dos militares com UFOs designada como Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP). Contudo, o pesquisador Paul Dean descobriu que AATIP não era uma designação oficial, e que esse projeto era uma pequena iniciativa dentro de um programa muito maior, o Advanced Aerospace Weapons Systems Application Program (Programa de Aplicação de Sistemas de Armamentos Aeroespaciais Avançados AAWSAP).

O I-Team de George Knapp, do periódico Las Vegas Now, conseguiu acesso a documentos que comprovam a existência do AAWSAP, baseado em Nevada. O senador Harry Reid aparece novamente, e consta que ele iniciou um diálogo a respeito de ocorrências ufológicas com um cientista sênior da Agência de Inteligência da Defesa (DIA). Reid e seus colegas conseguiram financiamento para um programa, que era o AAWSAP. Em agosto de 2008 um contrato foi assinado com a Bigelow Aerospace, com o valor inicial de 10 milhões de dólares, para que a empresa providenciasse instalações capazes de abrigar trabalho ultrassecreto. Afirma-se que Harry Reid não teve influência na escolha, muito embora seja amigo pessoal de Robert Bigelow. O interesse do empresário na questão dos UFOs era bem conhecido, como confirma o logo de sua empresa, e para cumprir o contrato ele até mesmo criou outra companhia, a BAASS, Bigelow Aerospace Advance Space Studies. O documento aponta que 46 cientistas e investigadores foram contratados, junto a dezenas de outros funcionários de suporte.

O contrato não trazia qualquer menção a UFOs. Eram utilizados termos mais genéricos, como futuras ameaças e tecnologias inovadoras, e se concentrava em 12 campos de estudo. As menções eram sustentação, propulsão, materiais, versões de tecnologias stealth (aviões "invisíveis"), interação e efeitos em humanos. Alega-se que a equipe de Bigelow estudava pessoas que afirmavam terem experiências estranhas em avistamentos de UFOs, e que o famoso Rancho Skinwalker, de propriedade de Bigelow, se tornou um laboratório de campo para os estudos. A iniciativa teria produzido grandes volumes de informação, como teorias de propulsão de dobra espacial e antigravidade. Porém a matéria do I-Team aponta que, no Pentágono, houve muita preocupação com a natureza de todo o projeto, se o mesmo se tornaria um embaraço se o público tomasse conhecimento, e houve até mesmo oposição em termos religiosos.

crédito: I-Team
Como o the New York Times e o grupo de Tom Delonge não conheciam esta informação?
Como o the New York Times e o grupo de Tom Delonge não conheciam esta informação?

AINDA RESTAM PERGUNTAS SEM RESPOSTA


Bigelow financiou o estudo por um ano, mas o AAWSAP alegadamente terminou em 2011. Luis Elizondo, que tomou parte do programa desde o início, foi designado para dar alguma continuidade ao trabalho, mas preferiu um foco menor, limitando-se ao estudo de encontros de militares com aeronaves desconhecidas. Apelidado de AATIP, sendo que essa sigla não era oficial e não aparece em documentos, a investigação prosseguiu mantendo-se bem menor e discreta, pois Elizondo utilizava para tanto uma rede informal de colegas para investigar os casos que surgiam. O ex-funcionário da Inteligência alega: "Existiam outras pessoas que tinham relação com nosso trabalho. Era uma investigação ampla, com participação de funcionários da Marinha, na DIA, pequenas equipes aqui e ali. Era um trabalho coletivo". As novas revelações levantam novos questionamentos, e reforçam outros que já vinham sendo feitos, como se o jornal The New York Times e o grupo de Tom Delonge já sabiam que AATIP era uma designação informal, abrigada dentro do AAWSAP. Outro questionamento se poderia fazer a Elizondo, que conforme exposto sabia do AAWSAP, mas aparentemente não informou seus novos parceiros. Ainda há muitas questões em aberto no caso, que necessitam esclarecimento.

Confira a reportagem do I-Team

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crédito: Revista UFO
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