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Como será o grande eclipse solar sul-americano

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02 de Julho de 2019
Previsão de como será a visualização do eclipse no Observatório La Silla, no Chile
Créditos: ESO

O único eclipse solar total de 2019 poderá ser observado no Chile e Argentina nesta terça-feira, 2 de julho, no que é considerado o maior evento astronômico do ano. O Brasil está, em sua maior parte, fora da área que será engolida pela escuridão resultante do alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra, mas o fenômeno poderá ser parcialmente observado — entre 5% a 60% do eclipse —, em todas as regiões do país, com exceção do Nordeste, onde infelizmente ninguém notará a Lua ocultando o Sol por alguns minutos.

A palavra eclipse vem do grego ékleipsis, que significa "desaparecimento", e é precisamente o que acontecerá nesta terça-feira, a partir das 16h38 (hora local, ou 17h38 no horário de Brasília), quando o Sol desaparecerá por alguns minutos como consequência da movimentação da Lua ao redor da Terra.

Em São Paulo, será possível ver cerca de 27% do eclipse, mas em algumas cidades do Sul do Brasil, como Porto Alegre, a visibilidade chegará a 58% (ou seja, mais da metade do Sol ficará coberto pela Lua). O eclipse solar total começará no Oceano Pacífico (a leste da Nova Zelândia), e de lá seguirá  à América do Sul, do oeste para leste: passará às 16h38 (hora local) pelas regiões de Atacama e Coquimbo (Chile); e a partir das 17h40 (hora local) pelas províncias argentinas de San Juan, La Rioja, San Luis, Córdoba, Santa Fe e norte de Buenos Aires e também pelo Uruguai até perder-se no Oceano Atlântico. É um fenômeno fascinante, porém, efêmero: a duração média é de dois minutos —a maior duração deverá ocorrer cerca de 1.000 quilômetros da Ilha de Páscoa (Chile), onde o dia se transformará em noite por um total de 4 minutos e 32 segundos. Quem estiver em São Paulo e olhar para o céu às 17h verá 27% do Sol 'escondido' pela Lua.

A velocidade média da sombra da Lua cruzando a América do Sul será de 2735 quilômetros por hora, o que é 2,5 vezes mais rápido do que um jato supersônico.

 

 

Os eclipses solares totais costumam acontecer em algum ponto do mundo a cada 18 meses, em média. Mas o Brasil só poderá ver em sua totalidade um eclipse solar total em 2045. A Estação Espacial Internacional (NASA) vai transmitir em vídeo, ao vivo, o fenômeno, com imagens obtidas pelos telescópios em Vicuña, no Chile. Aos que estarão nas regiões do Chile e da Argentina, onde haverá visibilidade total do grande eclipse solar sul-Americano, é importante munir-se de equipamentos próprios para observar o fenômeno.

Há óculos e outras lentes com filtro especial para observação das luzes solares, e não é recomendável olhar diretamente para o Sol, seja a olho nu ou com óculos de sol, radiografias e telescópios. 

 

Veja abaixo o horário local de início, pico e fim de cada uma delas, além da duração do fenômeno e da porcentagem de cobertura do Sol pela Lua:

 

Transmissão do Eclipse pela NASA

Em parceria com o Exploratorium, museu localizado em San Francisco, nos Estados Unidos, a NASA irá transmitir ao vivo o eclipse solar na América do Sul. A agência espacial americana fará três transmissões em seu site: imagens sem áudio de telescópios localizados em Vicuna, no Chile, das 16h às 19h (horário de Brasília) e dois programas com comentários ao vivo, um em espanhol e outro em inglês, das 17h às 18h.

De acordo com a NASA, estudar o Sol durante os eclipses solares totais ajuda os cientistas a entender a fonte e o comportamento da radiação solar que impulsiona o clima espacial perto da Terra, o que pode afetar a saúde dos astronautas no espaço e a durabilidade dos materiais usados para construir espaçonaves.

Fonte: EFE, NASA

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