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Cientistas revelam o ano do primeiro contato extraterrestre: 2026

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23 de Abril de 2021
Cientistas estão apostando alto nas capacidades do telescópio espacial James Webb.
Créditos: ESA/ATG medialab

A existência de vida em outro planeta poderia ser demonstrada em 2026 graças a um novo telescópio que poderia detectar assinaturas feitas por criaturas vivas. Pesquisa da Ohio State University, Estados Unidos, apresentada na reunião de abril da American Physical Society, mostra que o Telescópio Espacial James Webb, da NASA, pode detectar um sinal de vida em outros planetas em apenas 60 horas.

A estudante Caprice Phillips explicou que os resultados de seu estudo mostram que podemos “(...) encontrar realisticamente sinais de vida em outro planeta nos próximos cinco a 10 anos. Caprice calculou que, quando o Telescópio Espacial James Webb for lançado em outubro, ele poderá detectar amônia em torno de planetas anões gasosos após apenas algumas órbitas. Nenhuma dessas super terras ou mininetuno existe em nosso sistema solar, então os cientistas estão tentando determinar se suas atmosferas contêm amônia e outros sinais potenciais de seres vivos. Caprice e sua equipe modelaram como os instrumentos de James Webb responderiam a diferentes nuvens e condições atmosféricas em um planeta anão gasoso. Eles então produziram uma lista classificada de onde o telescópio deveria estar procurando por vida criando um conjunto potencial de alvos para observações iniciais.

“A humanidade contemplou as questões: estamos sozinhos? O que é a vida? A vida em outros lugares é semelhante à nossa?”, indagou. “Minha pesquisa sugere que, pela primeira vez, temos o conhecimento científico e as capacidades tecnológicas para começar de forma realista a encontrar as respostas para essas perguntas.” Existem alguns tipos diferentes de planetas não encontrados no sistema solar, incluindo super terras, Júpiteres quentes, planetas inchados e mundos mininetuno. O último tipo, também conhecido como planeta gasoso ou anão de transição, é menor que Netuno, mas é semelhante ao mundo gelado em termos de atmosfera e temperatura. É um planeta gasoso que possui um núcleo rochoso rodeado por um grosso envelope de hidrogênio, hélio e outros produtos químicos, com um raio de até quatro vezes o da Terra.

Devido à gravidade mais forte do que a da Terra, esta classe de exoplanetas pode reter uma considerável atmosfera dominada por hidrogênio que pode hospedar vida extraterrestre. O Telescópio Espacial James Webb, com lançamento previsto para o final deste ano, oferecerá uma visão sem precedentes da composição atmosférica de planetas anões gasosos. As atmosferas dos mundos-alvo têm uma química completamente diferente de um planeta habitado semelhante à Terra, com uma atmosfera oxidante.

Para seu estudo, Caprice investigou a detectabilidade da amônia, uma possível assinatura biológica nas atmosferas de sete planetas anões gasosos potencialmente habitáveis. Isso foi baseado no uso de vários instrumentos que irão operar no Telescópio Espacial James Webb quando ativados. “Usamos o pacote de código aberto petitRADTRANS e PandExo para modelar a atmosfera dos planetas e simular observações do Telescópio Espacial James Webb”, continuou.


Estamos acostumados a ouvir sobre buscas por vida microscópica em outros planetas. Mas haveria uma boa chance do telescópio espacial James Webb topar com um planeta habitado por seres avançados?
Fonte: Columbia Pictures/Alien Wiki

Eles consideraram diferentes cenários, variando as condições de nuvem, pesos moleculares médios e proporções de mistura de amônia. Isso permitiu que eles definissem uma métrica para quantificar a importância da detecção e fornecer uma lista classificada para observações em busca de bioassinatura em planetas anões gasosos. Em geral, é difícil procurar as minúsculas moléculas de amônia na densa atmosfera de hidrogênio por causa do “ruído” de fundo.

Com cerca de 10 órbitas do Sol, os cientistas terão dados suficientes com o James Webb para dizer se uma anã gasosa abriga vida extraterrestre. O telescópio espacial não estará em órbita ao redor da Terra como o telescópio espacial Hubble, mas na verdade orbitará o Sol a 1 milhão de quilômetros da Terra. “O estudo mostra que a busca por bioassinatura agora é viável com um razoável investimento de tempo do Telescópio Espacial James Webb”, esclareceu a NASA.

O que é especial sobre esta órbita é que ela permite que o telescópio fique em linha com a Terra enquanto ele se move ao redor do Sol. Isso faz com que o grande guarda-sol do satélite proteja o telescópio da luz e do calor do Sol, assim como de interferências da Terra. Parece que se aproxima o momento da grande revelação e já temos o ano: 2026 Será o momento em que finalmente saberemos se estamos ou não sozinhos no universo, embora já saibamos a resposta.

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