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Cientistas esperam encontrar extraterrestres ainda nesta década

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17 de Março de 2020
A vida em todo o universo
Créditos: Revista UFO

Até o final da próxima década, nós enviaremos missões para coletar rochas marcianas antigas, pesquisar os oceanos ocultos nas luas de Júpiter e Saturno, e estudaremos a a atmosfera de planetas distantes orbitando outras estrelas.

"Com toda essa atividade relacionada à busca pela vida, em tantas áreas diferentes, estamos à beira de uma das descobertas mais profundas de todos os tempos", disse Thomas Zurbuchen, ex-administrador da NASA.

Ellen Stofan, ex-cientista chefe da NASA, disse em 2015 que acredita que teremos "fortes indicações de vida além da Terra na próxima década e evidências definitivas nos próximos 10 a 20 anos. Sabemos onde procurar, sabemos como procurar e, na maioria dos casos, temos a tecnologia".

 

A vida está lá fora

 
Visão da Via Láctea.  Crédito: UFLA

"Não acredito que somos a única entidade viva do universo", disse Dider Queloz, astrofísico e vencedor do Prêmio Nobel, durante uma palestra em outubro de 2019 . "Existem planetas demais, estrelas demais e a química é universal. A química que levou à vida tem que acontecer em outro lugar".

Muitos astrofísicos e astrônomos estão convencidos de que não é uma questão de encontrarmos vida, mas de quando.

É improvável que exista vida prosperando atualmente em Marte, mas os cientistas acham que o planeta pode ter hospedado vida há muito tempo, quando tinha uma atmosfera tão espessa quanto a da Terra.

 

Marte e Europa


Concepção artística mostrando Jupiter, Titã e a sonda da NASA. Crédito: NASA

Para pesquisar o solo e as rochas marcianas, a NASA programou enviar ao Planeta Vermelho o veículo espacial Mars 2020, que procurará fósseis alienígenas no planeta vermelho. E a Agência Espacial Europeia (ESA) também planeja lançar seu próprio rover ainda este ano.

Outro local que está no destino é a lua Europa. A missão Galileo da NASA encontrou evidências de que Europa oculta um vasto oceano de água líquida sob sua crosta gelada . 

A NASA planeja dar uma olhada mais de perto nesse oceano com a missão Europa Clipper, que pode ser lançada em 2023. A sonda voará por Europa 45 vezes, chegando a 26 km acima de sua superfície.

"Fomos a fossos nucleares, lugares onde você acha que nada poderia sobreviver e eles são cheios de vida", disse Green ao jornal The Telegraph. "O ponto principal é onde há água, há vida".

 

Titã e além

 
Foto montagem de Titã. fonte: NASA

Um helicóptero movido a energia nuclear chamado Dragonfly levará a busca por alienígenas a um lugar ainda mais distante: a maior lua de Saturno, Titã.

Chegar até lá, entretanto, não é fácil. Saturno recebe apenas 1% da luz solar que banha a Terra, de modo que uma espaçonave não pode confiar na energia solar para se locomover. 

A Dragonfly se impulsionará usando o calor do plutônio em decomposição. A NASA planeja lançar a espaçonave em 2026, para chegar a Titan em 2034.

A pesquisa da NASA se estende além do nosso Sistema Solar. Uma série de telescópios caçará sinais de vida em planetas distantes que circundam outras estrelas.

Dois deles, o James Webb Space Telescope e o Wide Field InfraRed Survey Telescope, buscarão novos planetas orbitando estrelas distantes e os procurarão por sinais de vida. E há outros nos planos das agências espaciais.

Definitivamente, as novas gerações viverão com um entendimento muito diferente e muito mais ampliado do que seja a vida e de forma ela existe em todos os cantos do cosmos.

Fonte: Business Insider

Assista a um ótimo vídeo sobre o assunto:

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