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Céus congestionados: não são UFOs, são satélites

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08 de Fevereiro de 2020
Concepção artística dos satélites OneWeb
Créditos: OneWeb

Nesta sexta-feira, dia 07 de fevereiro, a britânica OneWeb, uma empresa coligada à gigante Airbus, colocou na órbita terrestre 34 satélites que se juntarão aos seis lançados no ano passado, para construir sua própria constelação que, quando completa, deverá ter cerca de 650 satélites.

Não tão numerosa quanto sua concorrente, a constelação da OneWeb se junta não apenas aos objetos da SpaceX, mas também à constelação da Defesa dos Estados Unidos e a vários outros objetos que orbitam nosso planeta. Essa malha que cada vez mais envolve a Terra tem causado muito incômodo aos astrônomos e também àqueles responsáveis por manter as coisas em segurança lá em cima.

 

Os acidentes

 

Concepção artística de um choque de satélites

“São muitos objetos e nós precisamos ter certeza de que eles não se chocarão e também que, ao desviarmos um dos outros, não estejamos causando outras colisões”, explicou um oficial que não quis se identificar.

No final de janeiro de 2020, dois satélites norte-americanos desativados chegaram muito perto de se chocar e criar uma quantidade enorme de lixo espacial. Isso é perigoso porque os detritos podem atingir satélites em uso e danificá-los ou alterar suas trajetórias, causando outras colisões.

 

Os astrônomos e a FCC

 

Crédito: Petr Horalek

Embora todos nós queiramos ter acesso a uma internet super-rápida os planos das empresas não detalham a forma como a constelação OneWeb e outras devem interferir as observações astronômicas. No recente 235º Encontro da Sociedade Astronômica Americana (AAS), profissionais da área deixaram claras suas preocupações de que artefatos estranhos causem problemas pela saturação da luz e interferência de rádio. A preocupação sem sentido, dado que a constelação Starlink já causou problemas para alguns astrônomos.

Por outro lado, a Comissão Federal de Comunicação (FCC), órgão que aprova esses programas espaciais nos Estados Unidos, até agora tem demonstrado uma atitude de livre mercado em relação a essas constelações. É um caso clássico de inovações tecnológicas e forças do mercado agressivas, mantendo-se à frente de regulamentações. Estamos vivendo um cenário selvagem de faroeste no espaço, cujas consequências podem ser problemáticas.

Fontes GizModo e Defesa Aérea e Naval

Veja abaixo um video sobre os satélites da OneWeb:

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