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Busca por vida extraterrestre deverá envolver exoluas de gigantes gasosos

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06 de Junho de 2018
Exoluas habitáveis podem ser a nova fronteira da busca por vida extraterrestre
Créditos: Arquivo

A procura por exoplanetas já logrou descobrir um total confirmado de 3791 mundos alienígenas, conforme dados da Enciclopédia dos Planetas Extrassolares deste início de junho. E, de acordo com as informações do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico, desse total 53 exoplanetas são habitáveis, situados a distâncias tais de suas respectivas estrelas que é possível que exista água líquida neles, requisito essencial para a existência de formas de vida. Mesmo diante de tais números, uma nova fronteira de exploração para a busca por vida alienígena está se abrindo, desta vez considerando que exoluas podem também ser capazes de prover ambientes para seres vivos.

Um estudo realizado por Michelle Hill e Stephen Kane, da Universidade da Califórnia Riverside, lista 121 exoplanetas que provavelmente possuem luas. E, embora esses planetas sejam mundos maiores que a Terra, com pelo menos três vezes seu tamanho, são situados nas regiões habitáveis de seus sistemas. Assim, satélites que os orbitem, caso sejam rochosos, terão muito provavelmente condições de superfície capazes de abrigar porções de água líquida. Além disso, essas exoluas serão iluminadas não somente por seus respectivos sóis, mas também indiretamente pelos próprios planetas, o que se acredita seja uma característica favorável ao surgimento e evolução da vida. Esses 121 mundos orbitam estrelas semelhantes ao Sol ou mais fracas, e os cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que, caso a taxa de ocorrência de exoluas seja similar a de nosso Sistema Solar, poderemos rapidamente multiplicar o número de locais onde procurar por vida extraterrestre.

Conforme Kane comenta: "Conhecemos hoje 175 luas orbitando os oito planetas de nosso Sistema Solar e embora a maioria orbite Júpiter e Saturno, fora de nossa região habitável, esse pode não ser o caso para outros sistemas". De fato, luas como Europa, Titã e Enceladus, graças aos efeitos das ondas de maré quando se aproximam e se afastam de seus planetas, possuem oceanos internos que podem abrigar vida. Esse é mais um elemento a considerar na pesquisa das exoluas em sistemas distantes. Hill completa: "Agora que criamos um banco de dados dos exoplanetas gigantes situados na região habitável de suas estrelas, observações dos melhores candidatos a abrigar exoluas poderão refinar as informações e determinar as propriedades desses satélites. Assim, futuros projetos de telescópios poderão ser melhorados, a fim de podermos detectar essas exoluas e procurar por sinais de vida nelas".

Leia o artigo de Michelle Hill e Stephen Kane

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