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Bob Lazar, três décadas de polêmica, mistério e conspirações sobre a Área 51

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16 de Julho de 2020
Bob Lazar
Créditos: Microsoft

Talvez ainda mais conhecida do que Roswell, a Área 51 entrou para a lista das teorias da conspiração para nunca mais sair dela no final dos anos 80. Até hoje muito do que foi dito em 1989 não foi elucidado e o assunto continua rendendo.

 Pouco importa se a pessoa é nova na Ufologia ou se já está no campo há décadas: todo mundo conhece a Área 51 e suas implicações dentro das teorias da conspiração que envolvem alienígenas, UFOs e o governo dos Estados Unidos.

E tem sido assim desde 1989, quando em uma entrevista envolta em mistérios feita em um estacionamento de Las Vegas, um homem que só aparecia em silhueta usando o apelido de Dennis, contou ao mundo sobre a Área 51.  

O que aconteceu a partir disso mudou muito os rumos da Ufologia, e deu margem a uma série de outras teorias conspiratórias sobre o envolvimento de governos com alienígenas, criando uma mística que é repetida a cada novo suposto acontecimento ufológico, seja ele verdadeiro ou não.

Nasce um mito


Imagem de satélite da Área 51 Crédito: Google Maps

Dennis, na verdade, era Bob Lazar, um físico que disse ter trabalhado na até então desconhecida Área 51, no deserto de Nevada, onde vira nove naves alienígenas. Em suas apalavras, aquelas naves “certamente vieram não apenas de outro planeta, mas de outro sistema solar extremamente distante”.

Lazar também disse que teve contato com tecnologias alienígenas que estavam sendo estudadas ali e que viu fotografias de autópsias feitas em corpos de seres de outros mundos. Fora isso, também disse ter tido contato com um elemento químico que ele chamou de elemento 115, que seria o combustível das naves.

Nascia o fenômeno da Área 51. Desde então, dezenas de milhares de visitantes curiosos fizeram a viagem para a cidadezinha de Rachel, em Nevada, que se tornou um paraíso turístico de proporções alienígenas.

 O relato de Lazar foi consistente com o passar dos anos. Um teste de detector de mentiras não prejudicou sua história. Ainda assim, ele sempre precisou lutar contra as alegações de que era um peão do governo. 

As alegações eram de que o governo o alimentou exatamente o que eles queriam que o público soubesse e depois o desacreditou, e também havia quem dissesse que ele era um mentiroso que inventou a história toda. Vários funcionários do governo corroboraram a presença de Lazar no S-4.

Lazar foi apresentado a Knapp através do especialista em aviação John Lear, que havia participado do programa On the Record de Knapp, e deu declarações envolvendo alienígenas, UFOs e conspirações governamentais.

Ainda um ícone


Uma da placas de advertência nas imediações da Área 51 Crédito: ABC News

A credibilidade demora para ser construída, e o envolvimento passado de Lazar em projetos de um carro-foguete e de um bordel fez dele um alvo fácil. Ele reconheceu o problema, mas manteve sua história. 

Dívidas e divórcios deram a seus críticos mais razões para abrir brechas em sua história, e alguns cientistas ridicularizaram suas histórias como inacreditáveis.

Sete anos após a entrevista original, o filme Independence Day [1995] cimentou grande parte do folclore popular sobre a Área 51 e alienígenas, e as histórias de Lazar pareciam uma reflexão tardia.

Nos últimos anos, Lazar participou de congressos ufológicos e continua até hoje a atrair o interesse na mídia e de ufólogos. Em 2018, o cineasta Jeremy Corbell trouxe Lazar de volta aos holofotes com o documentário da Netflix, Bob Lazar: Area 51 & Flying Saucers, um grande sucesso da plataforma.

Como convidado no podcast de Joe Rogan, junto com Corbell, Lazar ajudou a inspirar o furor da Tempestade na Área 51, em setembro de 2019, de acordo com o criador do evento, Matty Roberts.

 

Fonte: Mystery Wire

Assista, abaixo, dois ótimos vídeos sobre Bob Lazar e a Área 51:

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