DESTAQUE

Autoridades brasileiras começam a considerar o contato com extraterrestres

Por
03 de Julho de 2019
Ilustração
Créditos: UFO

Apesar do tema UFO ainda figurar como um tabu ou chacota para muitas personalidades brasileiras, é agradável perceber que há uma sutil preocupação com a possibilidade do Fenômeno UFO ser real.  Caso seja - sabemos, nós, que o é - surge a preocupação com o tipo de reação e relação que desenvolveremos com o  fenômeno.

O segmento da Exopolítica - conjunto de pessoas, instituições e processos políticos associados ao Fenômeno UFO - movimento ainda iniciando no país, se dedica a ultrapassar a barreira do óbvio e tratar da questão ufológica de maneira franca, interpretando o Fenômeno UFO com a hipótese extraterrestre. Tal proposição simplesmente advoga que os discos voadores têm origem externa à Terra, ou seja, são interplanetários. Isso pode ser básico para qualquer ufólogo do planeta, mas não é para a grande maioria da população brasileira, a quem, em última análise, fundamentalmente, importa saber do que se tratam as naves que frequentam nossos céus. 

Porém, é ainda mais recente a Exopolítica, a manifestação de autoridades brasileiras sobre o Fenômeno UFO. Quando essas manifestações não são encaradas como piadas, são ignoradas ou criticadas como conspiratórias. 

O novo caso que está gerando má interpretação na mídia, devido à falta de tato e comprometimento com a verdade do meio jornalístico, é a inserção do termo "invasão alienígena" no curso de formação para promoção na carreira de oficial de Chancelaria do Itamaraty. 

A instituição elaborou questão atípica e curiosa aos alunos em um exercício da apostila este semestre. O questionamento tratava sobre o posicionamento do aluno como gestor patrimonial diante de uma situação de grande risco, uma situação de extremo pânico, como a dominação da Terra por extraterrestres, para que se analisassem as prioridades e se respondesse em prol da preservação da vida.

Nessa situação extrema, a apostila apenas pergunta qual deveria ser a prioridade do responsável pela gestão patrimonial no ambiente descrito: “Um terremoto atingiu o posto, ao mesmo tempo que um tsunami, a explosão de uma bomba atômica por um grupo terrorista e a invasão de alienígenas oriundos de Beta Centauri. Qual deverá ser a prioridade do responsável pela gestão patrimonial?”.

  

Questão retirada da apostila de gestão patrimonial.

 

Após causar polêmica com a questão, o Itamaraty comunicou, por meio de nota da assessoria de imprensa, que o conteúdo que aborda a situação de invasão alienígena faz parte do material didático do curso de Gestão Patrimonial em um tópico dedicado a exercícios de fixação. O intuito principal desse tipo de lição de preservação de patrimônio é que o aluno "saiba responder que, em casos de risco à vida, o patrimônio deve ficar em segundo plano”.

  

Nota da assessoria de imprensa do Itamaraty

"O excerto citado faz parte de material didático disponível na rede interna do Itamaraty e destinado a preparar servidores para as promoções na carreira de Oficial de Chancelaria. O texto faz uso de um recurso retórico para fins exclusivamente didáticos. O trecho consta da apostila de "Gestão Patrimonial", na qual, em seu módulo dois, o tema é "Princípio Zero", sendo o corolário desse princípio "se a situação de fato inspira pânico, então o problema não é de gestão patrimonial. Terremotos, incêndios, guerras, invasões alienígenas, etc.: preocupe-se com as pessoas, não com os bens (existem também preocupações relacionadas a documentos e segurança de informações, mas que também estão fora da alçada da gestão patrimonial). O item em questão trata de tópico dedicado a exercícios de fixação. O que se espera dessa lição de preservação de patrimônio é que o estudante saiba responder que, em casos de risco à vida, o patrimônio deve ficar em segundo plano."

 

Embora ainda muito sutil a consideração com o tema pela instituição, é crucial que ele comece a ser suscitado pelos organismos políticos e educacionais, gerando, assim, um início de debate quanto à importância de estabelecermos regras de comportamento e relacionamento com o fenômeno, antes que seja tarde e só nos reste, realmente, o patrimônio de segundo plano.

Para o coeditor da Revista UFO Thiago Thicchetti, o fato gerou descontentamento, uma vez que a abordagem é mais sensacionalista do que situacional. "É incrível como ainda temos a vida extraterrestre como algo invasivo e agressivo, um sinônimo do caos e da catástrofe que coloca em risco a existência da raça humana. Ao mesmo passo que concordo que temos que ter planos para uma invasão, por que não termos planos para um contato? Por que a pergunta não é ‘como proceder em caso de contato de alienígenas’?  Acredito que o contato é uma possibilidade muito mais próxima do que uma batalha contra seres do espaço", disse ele. O que demonstra a total falta de interação do organismo com a ciência da Exopolítica, uma vez que o instituto deveria ser o primeiro órgão a tratar da diplomacia com possíveis visitantes exoplanetários em seu conteúdo programático.

Já para Toni Inajar Kurowski, consultor da revista e coordenador do grupo de análise de imagens da UFO, a pergunta do programa do Itamaraty é prova de que o instituto cogita e começa a englobar o Fenômeno UFO na sua realidade. "O Ministério das Relações Exteriores do Brasil perguntou para os alunos do curso oficial de Chancelaria, o que eles fariam diante de uma “invasão de alienígenas oriundos de Beta Centauri”. Segundo o Itamaraty, o objetivo principal seria reforçar que, em uma situação de extremo pânico, como a dominação da Terra por extraterrestres, o mais importante seria a preservação da vida, e não a gestão dos bens patrimoniais. O lançamento desta questão em uma prova oficial nos leva a crer que o Itamaraty já considera real a possibilidade de contato com extraterrestres", concluiu o pesquisador.

Segundo o editor da Revista UFO A. J. Gevaerd, este é um grande momento. “Os militares brasileiros sempre levaram muito a sério a existência dos discos voadores. Desde 1954, por exemplo, na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro, o coronel João Adil de Oliveira já afirmava publicamente: ‘Os discos voadores existem e têm origem exógena à Terra’. E agora ver as autoridades da área diplomática do país tendo uma visão mais realista da questão ufológica é algo para se comemorar. Mas vamos com calma porque, afinal, isso aqui é Brasil e, no Brasil, tudo pode acontecer”.

  

Veja Mais:

Pilotos da Marinha americana relatam seus encontros com UFOs

De acordo com cientistas, água teria origem extraterrestre

Primeiro agroglifo da temporada no Reino Unido apresenta sinais de fraude

Plano da NASA revelado: 37 aeronaves e um pouso lunar

Pentágono admite a investigação de UFOs

O que Bob Lazar tem em comum com o comportamento atual do Pentágono?

  

Curso Portais Dimensionais

Presencial e a distância

Saiba sobre todos os módulos do curso aqui:

www.portaisdimensionais.com.br 

 

Já está no ar a Edição 269 da Revista UFO. Aproveite!

Junho de 2019

Como são eles?

UPDATED CACHE