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Antigos Astronautas, arqueólogos e a Grande Pirâmide: a disputa continua

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06 de Março de 2020
O Complexo de Gizé
Créditos: Revista Galileu

A Grande Pirâmide de Gizé é a maior e mais antiga das três pirâmides que ainda se encontram no complexo de El Giza, no Egito. E anda sobre ela parece ser claro ou fazer sentido.

Construída ao longo de um período de aproximadamente 20 anos, a estrutura colossal foi sancionada sob o governo de um faraó da quarta dinastia – Khufu – que se acredita ter sido enterrado no interior do monumento. 

Durante anos, os arqueólogos discutiram com os teóricos dos Antigos Astronautas, que afirmavam que a tecnologia avançada necessária para construir as pirâmides deveria ter vindo de fora deste mundo.

Mas, então, uma descoberta foi feita, e pareceu colocar um fim às especulações de que as pirâmides haviam sido feitas ou planejadas por alienígenas.

 

Nada de alienígenas

 
O Diário de Merer. Crédito: Daily Mail

O Diário de Merer é o nome dos diários de papiro descobertos em 2013 por uma missão francesa sob a direção de Pierre Tallet, da Universidade de Lyon, em uma caverna perto de Wadi al-Jarf, na costa egípcia do Mar Vermelho.

O texto é escrito com hieróglifos e hierático e conta a história de Merer, um funcionário de nível médio com o título “inspetor”, que ajudou a transportar calcário necessário para a Grande Pirâmide.

De acordo com o diário, a cada 10 dias eram realizadas duas ou três viagens de ida e volta, transportando talvez 30 blocos de duas ou 3 toneladas cada, totalizando 200 blocos por mês. Cerca de 40 barqueiros trabalhavam com ele entre julho e novembro de cada ano.

Assim, como o diário detalha o transporte de calcário da região de Tura para a de Gizé durante a 4ª dinastia do Egito Antigo, a maioria dos especialistas concorda que o papiro revela como e em quanto tempo a Grande Pirâmide foi construída.  

 

 

Erro de tradução

 
Concepção artística de como a Grande Pirâmide seria originalmente

Essa conclusão se baseia em um hieróglifo que se chama "Akhet Khufu", que se pensava significar o horizonte de Khufu, que associado à imagem das pirâmides.

"A partir deste lugar, deste horizonte de Khufu, Merer foi para Ro-She Khufu, onde eles estavam construindo um dique para a água", explica o historiador e pesquisador Matthew Sibson. “Isso é tudo o que diz ali, não há nada sobre como eles construíram a Grande Pirâmide, apenas que eles estavam levando pedras para um determinado local”, complemente o historiador.

Além disso, ainda segundo Sibson, há erros de tradução porque “Após a 5ª dinastia, a palavra Akhel Khufu recebeu um símbolo diferente, o que significa que não há muita evidência ligando o faraó à uma pirâmide".

 

Uma cidade inteira sob a areia

 
As areias do deserto podem esconder toda uma grande cidade antiga.

Acho que Akhet Khufu era uma região inteira e não uma pirâmide. Ela abrange o platô de Gizé, depois seguimos para o oeste até Nazlet el Semmann e para o sul, além da Esfinge, até o Copta dos dias atuais. A região é maior do que o que vemos atualmente, ainda não sabemos o suficiente”, afirma Sibson,

O pesquisador acredita que as pirâmides foram construídas para que atuassem como bombas d’água gigantes, justamente para uma cidade que segundo ele está soterrada sob as areias.

Há evidências de que pode ter havido um palácio em Gizé, sob a atual vila moderna de Nazlet el Semmann. Eles encontraram enormes paredes e calçadas. Pode ser o Reino Antigo”, diz o historiador.

Sibson baseia sua tese nos textos do historiador grego Heródoto, que teria visitado o Egito em 490 a.C., e visto que as pirâmides estavam dentro de um lago, com a maior parte delas submersas.

Fonte: Express.co.uk

Assista a um excelente documentário sobre a Grande Pirâmide:

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