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Agentes do DOPS também presenciaram UFOs

Por Equipe UFO | 13 de Agosto de 2010

Documentação sendo analisada já estava nas mãos da Comissão Brasileira de Ufólogos desde o ano passado, inclusive disponibilizado aqui no Portal da Ufologia Brasileira e avaliado tecnicamente em diversas edições da Revista UFO. Ilustração
Créditos: Alexandre Jubran

Agentes do DOPS também presenciaram UFOs

Nas 631 páginas de documentos ufológicos prontas para consulta, distribuídas em duas pastas sob bom estado de conservação, estão informações passadas pelos agentes da repressão no governo de Getúlio Vargas e de presidentes militares, além de dados de integrantes do Estado-Maior da Aeronáutica, da Polícia Militar de Pernambuco, de controladores de vôo e até de integrante do escritório do adido brasileiro em Washington.

Temidos pelos adversários do regime militar, agentes do extinto Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), órgão de repressão da ditadura, também tomaram seus sustos, alguns afirmam ter visto objetos voadores não identificados em várias partes do país, inclusive no Rio de Janeiro. Os relatos estão entre os primeiros registros de avistamento de UFOs liberados para consulta pública pela Aeronáutica. Na terça-feira, a Força publicou portaria orientando profissionais e usuários do tráfego aéreo nacional a repassar informações sobre aparições supostamente extraterrestres ao Comando de Defesa Aeroespacial, que as compilará com os arquivos já existentes para posterior divulgação.

A abertura dos registros da Força Aérea sobre o Fenômeno UFO foi assunto de reunião interna realizada na quarta-feira, 11 de agosto, no Rio de Janeiro, onde se discutiu outro conjunto de relatos, de 1970 a 1979, que ainda estão em fase de catalogação. Neste material — mais de quatro pastas e um filme em Super 8 —, haveria grande número de relatórios a respeito da Operação Prato, que investigou supostos ataques alienígenas que teriam ocorrido em 1977 na cidade de Vigia, no Pará.

Profissionais que dizem ter visto UFOs em serviço aprovam a iniciativa da Aeronáutica. “É importante, pois agora controladores de vôo e pilotos terão respaldo oficial para relatar ocorrências. Eu presenciei quatro fatos estranhos, com objetos que surgiram nos radares, mas os controladores sempre tiveram temor de passar isso adiante”, afirma Jorge Botelho, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção ao Vôo. Os primeiros documentos liberados — de 1952 a 1969 — foram encaminhados ao Arquivo Nacional aos poucos, antes da portaria. Estavam guardados sob sigilo absoluto no Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica, na Zona Oeste.

Discos voadores no centro do Rio de Janeiro - Ufólogo amador, o sargento da Marinha José Cláudio Pinheiro Farias, 30 anos, captou em janeiro imagens que ele acredita serem de UFOs riscando o céu do centro da cidade. As fotos, feitas de uma corveta ancorada no Porto do Arsenal da Marinha, na Praça Mauá, eram dos prédios históricos, uma paixão do militar, mas acabaram revelando grandes objetos brancos e brilhantes em forma de círculos.

O ufólogo Marco Antonio Petit, co-editor da Revista UFO e membro permanente da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), afirma que discos voadores podem ser vistos em qualquer lugar do planeta. No estado, a maior incidência se dá na Serra da Beleza, no município de Valença, Sul Fluminense. Em mais de 20 anos de pesquisas na região, Petit reuniu mais de 400 avistamentos. Em 2006, ele chegou a idealizar o Centro de Observação Ufológica e Espacial da Serra da Beleza, um complexo que consumiria R$ 6 milhões, mas o projeto acabou não saindo do papel.

Luzes que não aparecem no radar - Um oficial experiente contou no dia 11 ao jornal O Dia que a maioria dos relatos que serão colocados à disposição para consulta pública reúne dados da rotina operacional do controle de tráfego aéreo. São registros que resultam basicamente do avistamento de uma luz por algum piloto, que não aparece no radar da torre de comando. “O registro, na maioria das vezes, não considera se o objeto visto, se a luz vista, era ou não disco voador”, diz um controlador, que registrou nos últimos cinco anos, em formulário da Aeronáutica, dois casos afins.

Para o físico Henrique Oliveira, da UERJ, a liberação dos arquivos desmistifica a famosa e até hoje não comprovada Teoria da Conspiração. Segundo ufólogos, os governantes sempre esconderam do público as visitas que seres de outros planetas teriam feito à Terra para evitar histeria coletiva. “É bom por causa disso, mas eu continuo sendo cético em relação aos UFOs. Sim, pode existir vida alienígena, mas por que esses discos voadores só aparecem para um grupo muito seleto de pessoas, num espetáculo pirotécnico no céu? Não há lógica nessas visitas somente com o intuito de observação. Os astrônomos, que passam a vida inteira de olho no espaço, não relatam avistamentos desse tipo”.

[Nota da Redação UFO: É bom relembrarmos que esta documentação, sendo analisada agora por setores distintos da sociedade, tida como "novidade", já estava nas mãos da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) desde o ano passado - das liberações anteriores, fartamente divulgadas nos meios ufológicos -, é fruto da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já e foi, inclusive, disponibilizada aqui no Portal UFO e avaliada tecnicamente em diversas edições da Revista UFO, por exemplo, nas UFO 155, 156, 158, 160, 163, entre outras anteriores e posteriores. Mais de 1.000 páginas destes calhamaços foram doadas ao Arquivo Nacional pela CBU e ufólogos independentes, de seus arquivos pessoais oriundos de terceiros e, não, da liberação ufológica da Aeronáutica em si].

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