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Agência Europeia se prepara para ganhar terreno na exploração espacial

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29 de Junho de 2020
Foguete Ariane
Créditos: ESA

Os próximos anos serão decisivos na expansão humana em direção ao espaço. A pergunta que nos fica é como os alienígenas, que os pesquisadores acreditam acompanhar nossos passos, reagirão a isso. São tempos empolgantes.

Nas últimas décadas, a Europa procurou construir acesso independente ao espaço, distanciando-se dos pioneiros dos Estados Unidos e Rússia, para ajudar sua indústria, com sucessos como os foguetes Ariane ou o satélite Satile Galileo, rival do GPS.

Mas o recente surgimento da concorrente americana SpaceX e seus foguetes reutilizáveis, bem como os rápidos avanços da China, incluindo a primeira aterrissagem no lado oposto da Lua no ano passado, estão dando nova urgência às ambições europeias.

"O espaço é um dos pontos fortes da Europa, e estamos nos dando os meios para acelerar", disse à Reuters o comissário europeu Thierry Breton, cujo curriculum inclui o setor espacial.

Breton, o ex-chefe francês da empresa de TI Atos, disse que, pela primeira vez, o orçamento da União Europeia (UE) será usado para apoiar novas tecnologias no lançamento de foguetes, inclusive reutilizáveis.

 

A sombra de Elon Musk

 
Foguete Falcon 9 da SpaceX Crédito: SpaceX

A UE assinará pela primeira vez um acordo de 1 bilhão de euros com a Arianespace com pedidos garantidos para lhe dar mais visibilidade, em troca de mais inovação.

“A SpaceX redefiniu os padrões dos lançadores, então o Ariane 6 é um passo necessário, mas não o objetivo final: precisamos começar a pensar agora no Ariane 7”, disse Breton.

Breton, que espera que a Comissão Europeia invista 16 bilhões de euros para o setor espacial no próximo orçamento, disse que proporia um Fundo Espacial Europeu de 1 bilhão de euros para impulsionar as startups. 


O bilionário Elon Musk Crédito: Reuters

Ele também quer lançar uma competição para dar acesso gratuito a satélites e lançadores para startups, para estimular a inovação.

Para o sistema de navegação por satélite Galileo, Breton disse que anteciparia, até o final de 2024, em vez de 2027, o lançamento de uma nova geração de satélites, “os mais modernos do mundo”, que podem interagir entre si e fornecer um sinal mais preciso.

Ele quer lançar um novo sistema de satélite que possa dar acesso à Internet de alta velocidade a todos os europeus, e começar a trabalhar em um sistema de gerenciamento de tráfego espacial para evitar colisões, o que é mais provável com o rápido aumento no número de satélites.

 

Reação alienígena


Crédito: Olhar Degital

Como dissemos anteriormente, a concorrência entre nações pela exploração do espaço está apenas no começo. A tendência é que vejamos cada vez mais investimentos em tecnologias espaciais.

O objetivo, claro, é o lucro, a exploração de riquezas e também, o avanço do conhecimento científico. Parte deste avanço virá no desenvolvimento dessas novas tecnologias e parte dele será um produto delas.

As próximas décadas, se tudo correr bem, serão dedicadas à exploração espacial, lembrando sempre que nem tudo são flores e que envolvendo esse pacote há uma intensa corrida pela supremacia militar. A recém criada Força Espacial de Trump aponta justamente para esse caminho

A pergunta que fica no ar, é como reagirão a isso os alienígenas. Muitos ufólogos acreditam que muito do interesse que eles parecem demonstrar por nosso planeta veio após o desenvolvimento da tecnologia nuclear e da corrida espacial das décadas da Guerra Fria.

 

Fonte: Reuters 

 

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