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Afinal, os árabes acreditam em extraterrestres?

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28 de Setembro de 2018
Ilustração gráfica de um UFO
Créditos: Luciano Daluz/UFO

É islamicamente proibido acreditar em aliens? É cientificamente provado? Os alienígenas são supostamente parecidos com os alienígenas dos filmes? Todas essas perguntas populares são respondidas com um claro e curto “não, não, não”. Em termos mais claros, é permitido no Islã acreditar na existência de seres desconhecidos. Enquanto isso, nunca foi validado na astrobiologia que há seres cinzentos que dominarão em breve o nosso úmido planeta.

No entanto, os UFOs estão recuperando sua popularidade com o advento das mídias sociais. Como pensadores desejosos estamos ansiando por qualquer coisa que possa ajudar em nossa crença entusiasta de que neste universo, com suas mais de 100 bilhões de galáxias conhecidas, tenha formas maravilhosas de vida que vivem fora do nosso planeta azul.  Então, será que nossas instituições serão justificadas?

Em 1970, em uma estação de petróleo, numa área chamada de Um Al-Aish no Kuwait, sete oficiais kuwaitianos, acompanhados por um cidadão americano, notaram os alarmes tocando. Eles  testemunharam um UFO que tinha a forma clássica de um disco voador que era mais largo do que qualquer tipo de avião. Em cinco segundos ele começou a tremer com toda força e, então, saiu de cena com uma velocidade "fora deste mundo”. Os kuwaitianos falaram sobre suas experiências em uma estação local de notícias, e em 1979, um deles publicou um best-seller intitulado Aconteceu no Kwuait.

Esse avistamento do UFO foi publicado por um jornal inglês e o artigo foi notado pela embaixada americana. O jornal da Mutual UFO Network (MUFON) também cobriu a matéria e, com selo em sua primeira página, que dizia: Árabes Relatam Primeiro UFO no Kuwait. Indubitavelmente, se criou um “zum-zum-zum” que causou um fascínio em massa entorno de toda Península Arábica a respeito de alienígenas kuwaitianos. Infelizmente o livro foi perdido e a estação foi destruída durante a invasão iraquiana no início da década de 90.

Na década de 80, durante a guerra do Irã e Iraque, um objeto voador alcançou os céus do Kuwait sobre Ahmadi. Os militares kuwaitianos lançaram foguetes de defesa diretamente contra ele. Dezessete cidadãos do sexo masculino e um policial relataram a forma do objeto como sendo um triângulo oval que se tornou uma bola de fogo minutos depois que os foguetes foram lançados. Um forte raio laser foi lançado dele e depois a nave desapareceu completamente. Quanto mais fantástico era o relatório, mais forte a loucura UFO se espalhava.

Então, aconteceu o incidente do voo KU542. O piloto de avião kuwaitiano Al–Shamlan do vôo vindo do Egito relatou uma bola de luz antes de pousar e que se movia para o noroeste do Kuwait numa velocidade menor do que sua aeronave. Incidentalmente, o piloto do voo KU708 também a relatou no mesmo dia. Esses eventos despertaram muito a curiosidade no Kuwait, mas nada foi tão teatral do que cortar o sinal da estação de televisão do Kuwait em 1978, quando um suposto disco voador, que tinha as mesmas características do UFO dos anos 70, pousou na estação de transmissão. Porém, ninguém prestou muita atenção até que viram a cobertura internacional feita por revistas populares não-árabes ao redor do mundo.

Muitas reivindicações tendem a se espalhar de vez em quando para assim refrescar o interesse público. Uma vez que a ciência não pode provar ou refutá-lo, continuaremos a nos perdoar por sermos criativamente artísticos sobre os avistamentos de UFOs, com a nossa revista em quadrinhos, como nos folclores que inspiram os legítimos buscadores. É desnecessário dizer que  somos deixados com a pergunta que todos nós evitamos: Quando?

Por Jeri Al-Jeri

Fonte: Jornal Kuwait Times, tradução por Luciano Vidotto

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