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Afinal, o que aconteceu em Hebes Chasma, no planeta Marte?

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24 de Setembro de 2018
No Valles Marineris encontra-se Hebes Chasma, uma depressão com cerca de 6 mil metros de profundidade e 320 quilômetros de largura em Marte.
Créditos: ESA/DLR/FU Berlin - G. Neukum

Marte é um planeta surpreendente, com diversas feições geológicas muito semelhantes às da Terra. O planeta é o mais estudado e visitado por sondas robóticas, mas algumas feições permanecem um grande mistério, como a fantasmagórica plataforma localizada no fundo do maior cânion marciano.

 Com exceção do profundo vale submarino da Dorsal Meso-Atlântica, que tem 16 mil km de extensão, Valles Marineris é o maior cânion conhecido pelo homem. Situado na região equatorial do Planeta Vermelho, mede mais de 4 mil km de extensão, 200 km de largura e 7 km de profundidade. Os pesquisadores acreditam que Valles Marineris é uma gigantesca fenda tectônica formada quando a crosta do planeta se elevou a oeste na região do planalto de Tharsis e alargado posteriormente pela força erosiva dos ventos.

No fundo da porção norte de Valles Marineris encontra-se Hebes Chasma, uma depressão com cerca de 6 km de profundidade e 320 quilômetros de largura. A depressão é alvo de muitos estudos por parte dos geólogos espaciais. Hebes parece ser uma porção independente de outras superfícies ao redor e entender onde seu material interno foi parar é um desafio entre os pesquisadores. Mas esse mistério pode estar com os dias contados.

Dentro de Hebes Chasma se localiza Hebes Mensa, uma plataforma de 5 quilômetros de altura que parece ter sofrido um colapso parcial e pode fornecer pistas importantes sobre a formação de Hebes Chasma. A imagem de capa mostra Hebes Mensa registrada pela sonda europeia Mars Express, atualmente na órbita de Marte e, evidencia grandes detalhes sobre os abismo formado pelas encostas de Valles Marineris, assim como o recuo incomum em forma de ferradura localizado no centro da mesa.

Ao que tudo indica, o material do topo da plataforma, ou mesa, flui em direção ao leito de Hebes Chasma enquanto uma camada escura parece ter se acumulado sobre o patamar da curva descendente. Uma recente hipótese sustenta que rochas de sal compõe algumas camadas inferiores de Hebes Chasma. Esse sal teria então dissolvido pela ação de fluxos de gelo que escoaram através de buracos para dentro da superfície. Se essa hipótese estiver correta, é possível que abaixo de Hebes Chasma se encontre o material procurado: um gigantesco aquífero subterrâneo formando um verdadeiro oceano de água salgada.

Fonte: www.apolo11.com

Veja um vídeo da sonda sobrevoando Hebes Chasma:

Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

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