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A vida em outros mundos: estudo mostra novas possibilidades

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19 de Fevereiro de 2020
Como surgiu a vida
Créditos: Nature Research Chemistry Community / Reprodução

Os cientistas não sabem por que a vida começou nem o que fez uma série de compostos químicos, de repente, ganhar ânimo, mas todos nós sabemos que a vida existe em profusão aqui na Terra. E, se existe aqui, provavelmente exista em outros planetas também.

Aqui a vida evoluiu e se diferenciou, mas em outros mundos que venhamos a estudar ela pode ainda estar em estado insipiente, começando a se formar. Também pode existir de forma unicelular e em mais uma imensa variedade de estágios que se não forem conhecidos e pesquisados aqui na Terra, jamais serão reconhecidos no espaço ou em outros planetas.

 

Sem evolução

 
Crédito: The Next Web / Reprodução

Nesse sentindo, uma equipe internacional de pesquisadores que busca descobrir como vírus e bactérias se tornam tão eficientes quando invadem um organismo pode, sem querer, ter encontrando respostas para um dos mistérios da vida: como ela passou de uni para pluricelular.

A equipe de pesquisa trabalhou com organismos unicelulares independentes que se reproduzem a partir de um mecanismo conhecido como fissão binária, no qual as células se dividem em duas partes idênticas, criando assim cópias da célula original. Como não há variação genética entre elas, não há evolução.

 

A força do grupo

 
Corais em Belize, fotodivulgação

Segundo Tristan Greene do site The Next Web, quando os pesquisadores forçaram esses organismos a formarem grandes grupos, “as células passaram a apresentar comportamentos evolutivos parecidos com os de organismos multicelulares, tentando garantir a sobrevivência do coletivo antes do individual”.

Essa é uma boa pista sobre como as transições evolutivas possivelmente se deram ao longo de bilhões de anos. E pode nos ajudar a encontrar algo parecido em outros planetas.

O time acredita que é esse tipo de dinâmica que faz determinados vírus, bactérias e até células cancerosas serem tão eficazes quando se proliferam dentro de um organismo vivo, onde agentes unicelulares atacam e muitas vezes alteram e destroem células do hospedeiro.

 

Máquina de Darwin

 
Charles Darwin

A equipe sugere que esses patógenos evoluem adotando a abordagem de priorizar e proteger a espécie em vez de um único indivíduo, formando o que eles chamaram de Máquina de Darwin, uma entidade que não consiste em um organismo vivo propriamente dito, mas sim em um amontoado de células que, juntas, passam por um processo evolutivo análogo ao da seleção natural, e têm mais chances de sobreviver estando em grupo do que se estivessem isoladas no ambiente.

Os pesquisadores ainda precisam aprofundar os estudos, mas os resultados obtidos até agora apontam que a transição evolutiva de agentes unicelulares para organismos multicelulares foi motivada por questões ambientais, que forçaram células isoladas a trabalharem juntas para sobreviver. 

Assista a um video sobre a busca por vida extraterrestre:

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