DESTAQUE

A caça à vida alienígena vai esquentar em 2021

Por
25 de Janeiro de 2021
O rover Perseverance irá pousar em um local muito promissor para buscar por vida em Marte.
Créditos: NASA/JPL-CALTECH

A busca de décadas por vida em outras partes do universo vai aumentar este ano. Eis um panorama do que esperar para 2021.

Marte: três novas missões a Marte estão programadas para chegar ao Planeta Vermelho em fevereiro e um poderoso telescópio espacial deve finalmente ser lançado este ano. Acredita-se que o local de pouso do rover Perseverance, da NASA, seja nos restos geológicos de um delta de rio: um dos melhores lugares em Marte para procurar por sinais de vida passada.

  • O rover também armazenará rochas de aparência interessante para retornar à Terra em uma missão futura, para que os cientistas possam analisá-las em busca de assinaturas de vida que possam incluir indícios fossilizados de micróbios.
  • Duas missões a Marte da China e dos Emirados Árabes Unidos também estudarão o planeta vermelho, com foco em sua geologia e atmosfera, o que afetaria nossa compreensão de qualquer vida passada em Marte.

A NASA também deve lançar seu Telescópio Espacial James Webb, que pode ajudar os cientistas a coletar mais dados sobre planetas habitáveis ao redor de outras estrelas.

  • A caça à vida inteligente que cria ondas de rádio, incluindo o bem financiado projeto Breakthrough Listen, também continua a pesquisar metodicamente nos céus esses possíveis sinais de vida.

  • A China planeja permitir que cientistas internacionais usem seu radiotelescópio FAST, o maior do mundo.

Vida lá fora: a busca por vida hoje não envolve apenas encontrar a Terra 2.0 ou mesmo vida microbiana em Marte.

  • Os cientistas estão acompanhando a descoberta do ano passado de que pode haver um gás na atmosfera de Vênus que pode indicar vida nas nuvens do planeta.

  • Essa descoberta está ajudando a ampliar o escopo da busca por vida em outros lugares, de acordo com a astrofísica Jessie Christiansen. “Não precisa ser uma praia amena ao lado de um oceano tropical em algum lugar onde alguns fios de proteínas se juntem”, disse Jessie ao site Axios.


O radiotelescópio FAST, localizado na província de Guizhou, China, será aberto a astrônomos estrangeiros, a fim de atrair os maiores talentos científicos do mundo.
Fonte: NAOC/VIA AFP

O panorama geral: o astrônomo Frank Drake fez a famosa estimativa de que existem cerca de 10.000 sociedades detectáveis em nossa galáxia.

  • Se estiver correto, “... você tem que olhar alguns milhões de sistemas estelares para encontrar uma dessas sociedades”, disse o astrônomo Seth Shostak, do instituto SETI, ao site Axios. Agora, ele diz que os pesquisadores estão se aproximando de conseguir dar conta de tantas estrelas.

  • Até agora, a busca por vida fora da Terra se concentrou apenas na varredura de uma parte relativamente pequena do céu, caçando ondas de rádio provenientes de outros lugares, e os cientistas descobriram recentemente que a maioria das estrelas tem planetas ao seu redor.

Olhando para mais longe: LUVOIR e HabEx, dois telescópios espaciais que a NASA está considerando construir, caracterizariam e encontrariam mundos possivelmente semelhantes à Terra ao redor de estrelas distantes.

  • “Esse é o Santo Graal em termos de busca de vida, porque é o único lugar onde sabemos que a vida aconteceu: em um planeta semelhante à Terra ao redor de uma estrela como o Sol”, disse Jessie.

Embora todas essas missões façam com que os cientistas descubram mais sobre se e onde a vida pode existir em outras partes do nosso universo, não há garantias de que eles realmente a encontrarão.

  • Os cientistas encontraram indícios de possível vida em Marte e planetas potencialmente habitáveis por anos, mas saber se qualquer evidência concreta é realmente um sinal de vida é muito mais difícil.

  • “O verdadeiro problema é que você não pode garantir que, se gastar essa quantia de dinheiro, terá sucesso”, disse Shostak sobre a caça por ondas de rádio.

Fonte

Já está no ar a Edição 245 da Revista UFO. Aproveite!

Abril de 2017

Múltiplos formatos e origens