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7 razões para você dizer que o primeiro pouso na Lua realmente aconteceu

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25 de Fevereiro de 2019
Nós estivemos aqui, fizemos isso!
Créditos: NASA

Existem amostras da Lua

Talvez, uma das evidências mais importantes que comprovam a ida dos humanos à Lua são as amostras trazidas pelos astronautas. Ao longo de seis diferentes missões Apollo, os astronautas da NASA trouxeram cerca de 842 quilos de rochas lunares para análise. São rochas antigas, aproximadamente 4,5 bilhões de anos ou 200 milhões de anos mais velhas do que a Terra. Análises e testes mostraram, reiteradas vezes, que não se trata de material geológico terrestre. Elas não possuem compostos voláteis (elementos químicos e compostos com pontos de ebulição baixos, como encontrados na crosta terrestre e na atmosfera, como nitrogênio, dióxido de carbono, água, etc.), bem como material hídrico. Estas rochas, comprovadamente, não existem na Terra.

Apollo 11. Crédito: NASA

 

Fotos dos locais de pouso do módulo

Mesmo atualmente, é possível identificar os locais de pouso na superfície lunar, das missões Apollo. Imagens da NASA, coletadas pela LRO (Órbita de Reconhecimento Lunar), do inglês Lunar Reconnaissance Orbit (LRO), publicadas em 2011, mostram claramente os locais de pouso das sondas lunares da Apollo 12, 14 e 17 e as rotas que os astronautas fizeram no solo, através de suas pegadas, que ainda permanecem na superfície da Lua. A NASA publicou mais imagens num site antigo da Apollo 11.

Ainda assim, você poderá dizer: e se as agências espaciais falsificaram essas fotos? Na verdade, não foi só a NASA, mas diversas agências espaciais independentes, além de astrônomos amadores de todo o mundo, que reportaram avistamentos de marcas da missões Apollo. Se tem um telescópio potente e uma visão clara da Lua cheia, aproveite e comprove você mesmo!

 

O regolito é reflexivo

Os teóricos da conspiração adoram apontar falhas nas fotos da missão Apollo 11. Eles desconstroem, por exemplo, até o desembarque na Lua. Uma delas é o fato de que objetos na sombra do módulo lunar estavam iluminados, significando a existência de outras fontes de luz durante as filmagens, ao invés do sol.  

Não foi bem assim. A poeira lunar, conhecida como “regolito”, é um material reflexivo, isto é, a luz solar se incide nela que, agindo como um espelho, refletia em outros objetos ao redor. Você pode entender melhor esse processo lendo esse artigo sobre uma placa gráfica, conhecida como NVIDIA, que em 2014 demonstrou como se processa a luminescência dos materiais em volta do módulo lunar, além de outras evidências que derrubam essas teorias que tentam desmentir a ida do homem à Lua, quase 50 anos atrás.

Outro argumento muito comentado foi a existência das sombras que as fotos mostraram. A alegação foi que essas foram por causa dos holofotes, iguais aos usados em filmagens de cinema. Isso também é fácil de desmascarar, uma vez que qualquer um pode facilmente recriar esse mesmo cenário em qualquer superfície irregular da Terra. Logo, a NASA, se tivesse más intenções realmente, não seria tão ingênua, concorda?

 

As estrelas continuam no céu

Outra alegação dos conspiradores é o fato de que não há nenhuma estrela no céu quando as fotos foram feitas. Se a Lua não possui atmosfera deduz-se que poderíamos ver um céu todo iluminado por estrelas distantes, certo? Errado. Foi ignorado que existem algumas restrições tecnológicas por trás de uma fotografia tirada na Lua. Em um fundo escuro, sendo um objeto tão bem iluminado pelo Sol, a abertura da câmera precisa ser a menor possível, a fim de que as tomadas, tanto do módulo quanto dos astronautas, fiquem com mais nitidez. Caso contrário as fotos ficariam embaçadas, como no filme “A Bruxa de Blair”, por exemplo. Esse artifício impede que a câmera capte luzes mais fracas, como as estrelas do céu.

 

O rovers lunares visualizaram as mesmas cenas que os astronautas viram

As mesmas paisagens e cenas capturadas pelos astronautas da Apollo também foram capturadas nos últimos anos pelos robôs ou rovers lunares, enviados para a superfície lunar. O rover Kaguya, da sonda Selene do Japão, por exemplo, conseguiu capturar imagens idênticas às tiradas das Montanhas dos Apeninos pela Apollo 15.

Da Apollo 15. Crédito: NASA

Uma foto composta reconstruída a partir de imagens tiradas pela Sonda Selene. Crédito: JAXA

 

A bandeira americana não se movia

Talvez uma das mais comentadas “evidências” que sugerem que o pouso na Lua foi forjado tem a ver com o movimento da bandeira dos Estados Unidos. Alegam que como não existe vento na Lua isso seria impossível. Na verdade, a bandeira não se move. Ela apenas deixa transparecer ondulações causadas logo após ser fincada no solo. O que não quer dizer nada. A NASA tem até uma imagem em formato “GIF” que mostra a bandeira entre duas imagens diferentes. A bandeira continua imóvel na Lua e a sensação de que está se movendo acontece por causa de fios colocados no seu interior, a fim de manter o pano na vertical — e assim tem sido há décadas.

 

Os retrorrefletores ainda continuam na Lua

Retrorrefletores a laser (LRRRs) são espelhos do que já foram usados como alvos para lasers baseados na Terra, como parte de testes feitos pela NASA, conduzidos durante o programa Apollo (a Rússia também tem equipamento desse tipo). Basicamente, o experimento consiste em disparar um laser nesses objetos para mensurar o tempo que leva até o laser atingir esses refletores e o tempo da volta. Os resultados permitiram concluir que a Lua está se afastando da Terra, num movimento em espiral, em cerca de 3,8 centímetros por ano. Outra descoberta: 20% do núcleo do interior da Lua é líquido. Essa dado revela como as forças gravitacionais trabalham no satélite. Os resultados dessas experiências só podem ser possíveis por causa da instalação desses refletores na superfície lunar.

Fonte: Popsci.com, de Neel V. Patel, traduzido por Marco Aurélio Gomes Veado

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Fevereiro de 2019

O enigma das sondas

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