ENTREVISTA

Transcomunicação instrumental: linha direta com os extraterrestres

Por Marco Aurélio Gomes Veado | Edição 225 | Agosto de 2015

A maioria das pessoas conhece o fenômeno da transcomunicação instrumental (TCI) como sendo a comunicação entre vivos e mortos através de aparelhos eletrônicos. Porém, quem acompanha a evolução do assunto já percebeu que ele é muito mais vasto do que a princípio se poderia supor. Embora a TCI realmente tenha começado com a captação e gravação de vozes de desencarnados, ela também abriu a porta para o contato com seres extraterrestres, que se utilizam do método para se apresentarem aos humanos.

A ideia da comunicação entre os chamados “planos dimensionais” por meio de aparelhos não é nova. Sabe-se, por exemplo, que quem primeiro cogitou a possibilidade desse tipo de contato foi Thomas Edson, há quase 100 anos. Durante a Primeira Guerra Mundial, o grande inventor se viu sensibilizado pela dor de tantas mães e esposas que viam seus filhos e maridos marcharem para os campos de batalha para jamais voltarem. Na época, Edson teria dito: “Se Deus existe, deve ser um tigre”. A indignação o teria levado a conjecturar sobre a possibilidade do pós-vida. Em suas palavras, “se a nossa personalidade sobrevive, então é estritamente lógico e científico presumir que ela retém a memória, o intelecto e outras faculdades e conhecimentos que adquirimos nesta Terra”.

Nikola Tesla

Em 1920, aos 73 anos, o inventor revelou ao público seu trabalho e teria dito, durante uma entrevista ao repórter B. F. Forbes, que estava trabalhando em uma máquina que poderia fazer contato com os mortos — jornais do mundo todo noticiaram a história. Disse o pesquisador que “é razoável concluir que aqueles que abandonam esta Terra gostariam de comunicar-se com aqueles que aqui deixaram. Se este raciocínio está correto, então, se pudermos produzir um aparelho tão delicado que possa ser afetado, movido ou manipulado por nossa personalidade, tal como ela sobrevive na vida que vem a seguir, tal instrumento deverá registrar alguma coisa”.

Exatamente no mesmo período, início do século XX, outro grande inventor surgiu com algo ainda mais surpreendente, afirmando que seria possível contatar marcianos. Seu nome era Nikola Tesla. A maioria das pessoas conhece Tesla como sendo o inventor do motor de corrente alternada, mas muito se sabe também acerca de seus contatos com alienígenas depois de sua morte. Conta-se que quando trabalhava em um receptor de rádio para monitorar tempestades de raios, o cientista teria encontrado sinais intermitentes, em intervalos de tempo regulares, que indicavam uma fonte inteligente de emissão.

crédito: IMAGE BANK
Desencarnados podem receber a chance de se comunicar com os que ficaram por meio da transcomunicação instrumental
Desencarnados podem receber a chance de se comunicar com os que ficaram por meio da transcomunicação instrumental

Tesla, então, teria dedicado algum tempo pesquisando sua descoberta e concluído que havia capturado um sinal de rádio vindo do espaço. Como a emissão era regular, ele imaginou que provinha de alguma inteligência extraterrestre — naquela época, qualquer civilização extraplanetária era identificada como sendo marciana, e Tesla teria alegado que havia identificado transmissões de marcianos e que seria possível os contatarmos de volta.

O Brasil também faz parte da história da TCI e talvez tenha sido o berço do primeiro transcomunicador do mundo. Pelo que se pode interpretar dos textos relacionados à biografia do padre Landell de Moura, também um notável inventor contemporâneo de Edson e Tesla, ele se comunicava “com alguém” por intermédio de um aparelho, embora não se saiba bem com quem o padre falava. O que se sabe é que o religioso mantinha uma caixinha no bolso da batina e que teria chegado mesmo a interromper missas para falar com, ou por meio, da tal caixa — segundo seu coroinha, se ouviam vozes falando em italiano vindas do tal aparelho. Como isso aconteceu antes da invenção do rádio, é de se perguntar que vozes eram aquelas? Landell de Moura não era exatamente um padre tradicional e construiu para si a reputação de bruxo, chegando a ter seu laboratório incendiado pelos fiéis.

A busca pela confirmação

Os acentuados avanços tecnológicos dos últimos 100 anos permitiram mudanças profundas nas sociedades. A globalização e o acesso fácil a todo tipo de equipamento criaram uma nova era, a da informação. E nela praticamente não cabem crenças infundadas, mantidas à força de dogmas. O homem do século XXI se viu diante da necessidade de buscar evidências concretas para alimentar sua crença ou filosofia de vida de maneira mais lógica e racional. E é aí que, finalmente, entra a TCI, pois interliga a Terra a outros planos dimensionais sem que isso esteja vinculado a qualquer religião. Aliás, como disse Madame Blavatsky, “a verdade tem que estar acima de qualquer fé”.

Nossa entrevistada desta edição, Sonia Rinaldi, é mestre em ciências da religião e há quase 30 anos se dedica à pesquisa da TCI atuando em suas duas vertentes: o contato com pessoas falecidas e o contado com extraterrestres. Porém, raros foram ousados como ela e se arriscaram a ir além das gravações de vozes, muitas das quais são pouco claras. Nossa entrevistada inovou com o uso de computador nas gravações quando, há mais de 15 anos, não se falava nisso — ela introduziu o uso do telefone nas conversas e, mais recentemente, passou a utilizar o celular, com excelentes resultados.
Sonia persegue a comprovação da autenticidade do fenômeno de vozes e imagens, e por isso criou um subgrupo dentro de seu Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental (IPATI), batizado de Pool de Investigadores, do qual só podem fazer parte pessoas da área de ciências exatas. São engenheiros eletricistas, físicos, matemáticos, cientistas da computação, técnicos em eletrônica, peritos etc.

Já são 28 anos dedicados à pesquisa, e por isso não devemos nos surpreender quando ela diz que a coordenação geral da rede de estações de transcomunicação é de responsabilidade de extraterrestres. E Sonia não teoriza apenas, ela mostra. Seus fenômenos, rigorosamente registrados e disponíveis para investigação, realmente transcendem à capacidade humana de produzi-los. Um exemplo disso é o que poderíamos chamar de modulação ou moldagem da luz. Até onde sabemos não existe nenhuma tecnologia desenvolvida pelo ser humano capaz de manusear a luz, moldando-a como se fosse uma massa, redirecionando e alterando frequências a ponto de formar novas figuras em tempo real. Mas isso acontece nas experiências da entrevistada.

Tecnologia avançada, laços antigos

Há ainda imagens em 3D criadas a partir do nada, cores que são arrastadas de um lado para outro de um quadro filmado ao vivo, imagens que surgem em vídeo na faixa do infravermelho e vozes gravadas diretamente em ultrassom — tudo isso devidamente gravado e registrado. É inegável que há alta ciência e tecnologia sendo usada. Mas não é só o fenômeno que fala por esses emissores, como Sonia Rinaldi prefere chamar os seres responsáveis por tais comunicações. Eles também enviam suas transfotos, como são chamadas as imagens ou fotografias recebidas por TCI, evidenciando, na maioria das vezes, grandes cabeças, olhos oblíquos muito claros, narizes e bocas pequenas. Ou seja, típicos seres extraterrestres.

Sonia Rinaldi nos asseverou que esses emissores são extraterrestres, porém não procedem de outros orbes. “Segundo os próprios emissários, eles estariam aqui na Terra há milênios e seriam os responsáveis por nossa evolução”, diz a entrevistada. De acordo com ela, a visão que depreende de suas transcomunicações em áudios e vídeos é compatível com as afirmações do pesquisador Erich von Däniken, o escritor suíço que percorre o mundo levantando evidências da presença de alienígenas no passado remoto do planeta. Faz sentido.

E disse o grande cientista Thomas Edson: ‘Se a nossa personalidade sobrevive, então é estritamente lógico e científico presumir que ela retém a memória, o intelecto e outras faculdades e conhecimentos que adquirimos nesta Terra’.

O respeitado médium Chico Xavier afirmou que o ano de 2019 é uma data limite para nós, segundo decisão de seres extraterrestres que monitorariam a Terra. Caso não incorramos em grosseiros erros morais e éticos experimentaremos, ainda segundo o médium, uma evolução jamais sonhada, com a aproximação autorizada de seres de outros orbes. Podemos especular se tais seres já estariam preparando o planeta para novos patamares evolutivos, favorecidos por nossa primitiva tecnologia. Para Sonia, a comunicação que vem tecendo junto aos emissores pode ser um preparativo para uma nova forma de comunicação, em breve futuro.

Segundo a transcomunicadora, o tal novo estágio sugerido por Chico Xavier com contatos diretos com seres de outros planetas não poderia ocorrer do dia para a noite — esses “amigos das estrelas” precisam conhecer a tecnologia que nós, terrestres, dispomos. Necessitam selecionar voluntários confiáveis do nosso lado. “O fato de serem muito mais inteligentes e capazes do que nós, não produz mágicas. Para dominar a nossa tecnologia e estabelecer a comunicação cada vez mais fluente, eles necessitam sincronizar o tempo e se adaptar aos nossos recursos técnicos”, diz Sonia Rinaldi. Enfim, milagre não existe, ao menos não em transcomunicação, como veremos na entrevista a seguir.

Sonia, comparando suas pesquisas e experimentos atuais no campo da TCI ao período em que você começou, como o processo evoluiu até este ponto?
Bem, nesse caso estamos falando de 28 anos e isso é muito tempo. Eu diria que tudo mudou. Na época em que comecei, utilizávamos gravador de fita cassete. Talvez os leitores não saibam, mas fui eu quem introduziu o uso do computador na transcomunicação. Isso ocorreu porque, como me dedico à questão da autenticação do fenômeno, acabei indo parar na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), e lá os engenheiros me sugeriram gravar em computador, o que era totalmente inédito. Tempos depois descobri como usar o telefone para falar com o outro lado e com isso pude beneficiar muitas mães que perderam filhos e que não podiam vir a São Paulo para conversar com seus amados que partiram. Mais adiante, introduzi o uso do Skype e há pouco mais de um mês passei a utilizar o telefone celular para gravar comunicações de outros “planos dimensionais”. Toda essa trajetória e os resultados estão em nossas publicações, pois tudo o que faço é documentado e divulgado.

Realmente é uma grande evolução. Houve mais alguma coisa?
Bem, o que contei se refere à recepção e gravação de vozes. Mas a grande revolução mesmo ficou por conta das imagens — essa é a parte que está vinculada aos extraterrestres e com eles sempre ocorre o impensável. As nossas transimagens têm a clareza das fotos terrestres. E não estou falando de quadros, mas de vídeos inteiros, coisa que ocorre ao vivo e a uma velocidade tremenda. Muitas vezes, eles manipulam três ou quatro frames [Quadros de uma filmagem], sendo que cada um deles tem a velocidade de um segundo dividido por 30. E é um fenômeno que se pode acompanhar ao vivo, ou seja, quem está no laboratório vê as transimagens direto no monitor do computador. São dezenas de raças diferentes que atuam nessas transmissões e se manifestam na tela.

Comunicação de qualidade

Por que esses seres tão evoluídos não se deixam visualizar de forma menos complicada, ou seja, holograficamente ou até mesmo materializados diante de nós?
Como eles poderiam fazer isso, se não oferecemos a tecnologia para tal? O problema não está neles, mas em nós. Quanto à materialização, é preciso explicar que ela seria de cunho técnico e não mediúnico e que, em ciência, milagre não existe. A câmara holográfica que desenvolvi entrará em teste em poucas semanas. Isso me lembra que quando iniciei as gravações e a qualidade era para lá de sofrível. Hoje, faço por celular e a qualidade é surpreendente. Então, o problema não está do lado deles, mas do nosso.

Você acha que eles procuram dificultar o processo de comunicação com os terráqueos?
Ao contrário, querem facilitar. Mas veja, somente há seis meses eu pude trocar minha câmera digital por uma HD, que custa quase R$ 9.000,00. Então, de novo, o problema não é causado por eles, mas pelas inúmeras dificuldades que enfrentamos do nosso lado, desde a falta de suporte financeiro até a falta de cientistas interessados. Será que muita gente disporia desse
valor por uma câmera? Agora, a diferença nos resultados é evidente.

crédito: JOA QUIM SALLES
O médium Chico Xavier afirmou que o ano de 2019 é uma data limite para a humanidade, segundo seres extraterrestres que monitorariam a Terra
O médium Chico Xavier afirmou que o ano de 2019 é uma data limite para a humanidade, segundo seres extraterrestres que monitorariam a Terra

Por outro lado, não seria essa dificuldade uma das causas de a TCI não ter evoluído em termos de número de pesquisadores, depois de tanto tempo?
Penso que tanto a sobrevivência após a morte quanto a veracidade da Ufologia — e a possível comunicação com falecidos e extraterrestres —, ainda não causa na humanidade o interesse que gostaríamos. O ser humano tem, na atualidade, muitas outras coisas prioritárias, embora, claro, o interesse seja crescente. Para complicar, várias religiões e crenças negam o pós-vida e a vida em outros orbes. Mas, seja como for, para esses momentos inicias, quando se está estabelecendo e firmando o elo interplanos, penso que não seria interessante para os emissores que houvesse muita gente interessada. Volto a repetir: o fenômeno é físico, real, concreto. Eles possuem uma espécie de estação para nos contatar. Se dar conta dos atuais pesquisadores, em nível mundial, e de suas diferentes tecnologias já deve ser complicado, por que iriam querer multiplicar isso? Penso, igualmente, que nessa primeira hora eles precisariam aprender a lidar com a tecnologia que dispomos — a expansão poderá ocorrer daqui a alguns anos.

Você disse que a transcomunicação independe da mediunidade e, portanto, podemos entender que em casos de materialização o ectoplasma seria dispensável?
Para quem não sabe o que significa ectoplasma, explico: é uma espécie de substância produzida pelo médium que, segundo os espíritas, seria fundamental para as materializações. Mas, como disse acima, o fenômeno da TCI é elétrico, não mediúnico. Os emissores deixam claro que querem independer de nós, daí a razão de tantos testes. E lhe digo mais: três ou quatro vezes convidei supostos médiuns videntes para participarem de gravações e, ao final, perguntei se tinham visualizado algo. Só ouvi bobagens floridas, sem nenhuma informação ou dado científico investigável. Ademais, uma das metas de nosso Instituto é a autenticação do fenômeno e, portanto, temos que nos agarrar à matemática e não a suposições.

Não é mágica, é ciência

O fenômeno de mutação de imagens, que acontece em tempo real, é realmente muito difícil de ser manipulado, mas insisto no questionamento: por que, depois de tanto tempo, a TCI não é menos complicada? Por que o som ainda é tão difícil de ser traduzido e com muitas interferências?

Voltamos ao dito há pouco. O que fazemos não é mágica, é ciência. Agora, se você tem ouvido transcontatos inaudíveis, garanto que não foi em nosso site. Infelizmente, a maioria das pessoas — e isso obviamente inclui os transcomunicadores — tem a vaidade em primeiro lugar. Por isso, qualquer sussurro tênue é divulgado como sendo uma transcomunicação. Nós, ao contrário, temos um corpo de voluntários audientes em nosso Instituto, com a finalidade de qualificar as vozes. Além disso, o grupo é coordenado por um engenheiro que elabora análises e gráficos referentes à clareza. Tudo isso está em nossos e-magazines.

Sua câmara holográfica facilitaria esse processo? E se sim, por que eles não materializam o material necessário para produzi-la logo?
Você usa a palavra materializar com muita facilidade e isso simplesmente não existe na prática — e o que se sabe sobre isso é que requer médiuns específicos e raríssimos. Mas eles podem fazer as coisas se dermos a tecnologia certa. O “cubo”, que é a minha câmara holográfica, está sendo finalizado. Um engenheiro, que o está montando, fez um projeto, depois comprou arames de aço e eu enviei fitas de leds. Sem milagres ou magias [Risos].

Já existem parâmetros para que se saiba se a transmissão é originária de outra dimensão, de outro planeta ou mesmo da Terra, causada por interferência?
Os vídeos são provas contundentes de que os fenômenos ocorrem em tempo real. E qualquer vídeo pode passar por uma perícia que investigue sua integridade. Uma vez que tudo ocorre sem qualquer suporte do nosso lado, e é registrado em tempo real, não há como ser feito por um ser humano. A base do trabalho da transmissão de imagens fica por conta da capacidade dos emissores de manipularem a luz. Isso, para a ciência terrestre, ainda é um sonho. Portanto, o próprio fenômeno aponta para a sua origem, que não pode ser terrestre.

O fato de ETs serem muito mais inteligentes e capazes do que nós não produz mágicas. Para dominar a nossa tecnologia e estabelecer a comunicação cada vez mais fluente, eles necessitam sincronizar o tempo e se adaptar aos nossos recursos técnicos.

Falando sobre Konstantin Raudive, o pioneiro do TCI já falecido, por que até hoje ele tem sotaque ou, segundo dizem, não aprendeu a falar ou entender português? Presume-se que seja um ser evoluído e, como tal, deveria ter meios para falar e entender corretamente qualquer idioma da Terra, não acha?
Não, não acho. Talvez você imagine que basta morrer para chegarmos ao outro lado com todos os conhecimentos universais, incluindo falar todos os idiomas do planeta. Isso não existe. Você vai falar muitas línguas, se passar alguns anos aprendendo. E o comunicante que eu chamo de Senhor Alemão, e que posteriormente se identificou como o doutor Raudive, tem sotaque como qualquer estrangeiro. É sempre a forma pela qual eu o identifico. Quem sabe ele mantém o sotaque também para efeito de identificação?

Como ter certeza de que não é uma fraude, pois, como se sabe, espíritos ou mesmo extraterrestres também podem ser trapaceiros, dependendo de suas intenções?
Pela tecnologia implicada, é óbvio que tudo advém de seres com profundo conhecimento científico, incluindo o domínio do tempo — não dá para imaginar galhofeiros ou aventureiros metidos nesse meio. Lembremos de que tudo vem de uma sólida e real “estação transmissora” do “outro lado”. Os comunicantes não são transeuntes que, sem terem o que fazer, param para conversar. Para fazer parte do grupo, a coisa é rigorosa, porque eles não têm tempo a perder. E nem nós. Só a nossa seriedade já bloquearia qualquer possível interferência. Lembre-se de que semelhante atrai semelhante.

Muitas pessoas já falecidas surgem mais jovens nas imagens. Você acredita que eles estariam rejuvenescendo propositalmente as fotos para angariar simpatia, quem sabe, ao invés do contato ser autêntico?
Não são nossas imagens que dizem isso, mas o próprio espiritismo. Sabe-se pela literatura espírita que o rejuvenescimento é natural do outro lado. Nesse caso, a transcomunicação está só endossando a proposta espírita.

Mas como você sabe que as imagens são verdadeiras?
Quanto à veracidade, faço lembrar que dentro do Instituto de Pesquisas Avançadas e Transcomunicação Instrumental (IPATI), que coordeno, eu criei o Pool de Investigadores. Só podem fazer parte do grupo pessoas da área das ciências exatas. São engenheiros eletricistas, físicos e cientistas da computação — cabe a eles estudar e analisar os casos de vozes e imagens. Por exemplo, estudos muito interessantes têm sido feitos pelo engenheiro Paulo Krokinski em biometria, área em que fez mestrado. Apenas para ilustrar, cito um dos casos que ele investigou e que demonstra a seriedade com que fazemos a investigação. Eu estava sentada diante da câmera e surgiu a imagem de uma mulher já falecida. Agora, como podemos ter certeza de que essa moça é mesmo uma transimagem? Porque ela tem medidas faciais próprias, diferentes das minhas, sendo que eu é que estava sendo filmada. Krokinski também usa estudos com filtros e tudo aponta que a transimagem é de uma pessoa diferente daquela que está diante da câmera.

crédito: ARQUIVO SONIA RINALDI
As imagens de desencarnados e de seres extraterrestres surgem com clareza nos aparelhos usados pela entrevistada em seu trabalho
As imagens de desencarnados e de seres extraterrestres surgem com clareza nos aparelhos usados pela entrevistada em seu trabalho

Essa pesquisa determina que as imagens não venham do planeta Terra?
Não só ela. Há outras que também evidenciam tratar-se de recepção de fora do planeta, não feita por humanos — são as análises das imagens envolvendo o número Pi, feitas com a colaboração da engenheira Claudia Isabel. Ela vem comprovando que várias transimagens seguem um parâmetro matemático complexo, o chamado “número de ouro”, o que torna as imagens em tempo real um enigma. O número Pi é considerado a “assinatura de Deus”, pois está na base de tudo que se desenvolve ou cresce na natureza.

Você sabe por que os extraterrestres estão nos contatando?
Este grupo de seres extraterrestres, em particular, é composto de muitas raças. Sabemos disso pelas muitas imagens diferentes que enviam deles mesmos. Eles nos informaram que são da Terra, ou seja, que são seres que supervisionam a evolução humana já há alguns milhares de anos. O interesse deles em nos contatar via tecnologia é reestabelecer o elo que se perdeu no passado longínquo. Ao menos agora, eles não têm que levantar toneladas de pedras e fazer pirâmides...

Existem outros pesquisadores pelo mundo afora, ou mesmo no Brasil, que se comunicam exatamente com os mesmos extraterrestres que você?
Aqui em São Paulo temos uma colega cujos resultados também temos publicado em nossas revistas eletrônicas. Ela obtém imagens na mesma linha.

Sem respaldo financeiro

O ambiente ou o estado emocional do contatante podem influenciar no resultado? Há limitações para o desenvolvimento do seu trabalho?
Não existe ambiente mais ou menos propício. Não faz diferença. Também não há a menor interferência da mente de ninguém daqui do nosso lado. Trata-se de fenômeno elétrico e não mediúnico. A única limitação que temos é a falta de verba. Se tivéssemos respaldo financeiro para pagar laudos de cientistas, inclusive do exterior, possivelmente já teríamos comprovado muita coisa.

Por que, mesmo depois de tanto tempo de TCI, até hoje não há um empresário interessado em investir na área? E, caso houvesse verba, como poderia evoluir a TCI?
Os empresários costumam investir em projetos que dão lucro, preferivelmente em curto prazo. Pesquisa da TCI não dá lucro e neste caso em particular, envolvendo algo que mexeria com os alicerces das religiões, menos ainda. Mas se tivéssemos verbas, estas seriam direcionadas para a autenticação do fenômeno — pagar laudos de cientistas, peritos etc.

Até que ponto a TCI e a Ufologia podem se ajudar? Você acha que um dia ambas poderão ser empiricamente comprovadas?
A transcomunicação instrumental em qualquer parte do mundo é, no mínimo, supervisionada por extraterrestres. No nosso caso específico, eles deixaram a supervisão e passaram a aparecer e a agir mais diretamente. Portanto, a Ufologia está intimamente atrelada à TCI. Quanto a ser empiricamente comprovada, só não nota a realidade quem não quer. Em nossas publicações, os leitores podem ver os vídeos e os fenômenos ocorrendo ao vivo. São e-books que incluem centenas de vídeos, imagens e vozes. Então, a questão não é se isso pode ser empiricamente comprovado. Pode. Desde que cientistas se mexam. Os emissores, como gosto de chamá-los, se esforçam para registrar do nosso lado todo tipo de evidência. Mas eles não podem interferir em nosso livre-arbítrio e forçar as coisas. O que é verdadeiro tem que ter o mesmo tom. A Ufologia, o espiritismo e a transcomunicação instrumental são afinadas. Penso que a TCI pode, sim, fazer a ponte entre ambos e revelar ao mundo, com certeza científica, que não estamos falando de crenças, mas da verdade.

Isso lhe incomoda?

Não, não me incomoda absolutamente. Eu faço o que posso e o que não posso. E, no mínimo, tudo isso serve para os emissores testarem as nossas primitivas tecnologias e ganharem prática, enquanto aguardam um despertar do nosso lado — eles aguardam a humanidade descobrir que a comunicação com extraterrestres já está em andamento.

Talvez você imagine que basta morrer para chegarmos ao outro lado com todos os conhecimentos universais, incluindo falar todos os idiomas do planeta. Isso não existe. Você vai falar muitas línguas se passar alguns anos aprendendo.

Muitas pessoas dizem que, apesar de termos um número expressivo de avistamento, abduções e mensagens via agroglifos, o contato verdadeiro não ocorrerá enquanto não aprendermos a viver em paz entre nós. Você pensa que o mesmo se dá em relação à comunicação com desencarnados? Acredita que algum dia essa comunicação será corriqueira?
Se estamos longe ou perto de podermos saborear o que esses seres superiores têm a nos ensinar, somos nós que estamos ditando. Vejo a grandeza desses amigos e o quanto eles se desdobram para nos trazer evidências de suas habilidades e de sua sofisticada tecnologia. E quem se interessa por isso? O ser humano se interessa pela mágica da ajuda, dos benefícios, mas não faz nada para isso. Então vão esperar mesmo.

Você poderia falar um pouco sobre os variados tipos de seres com quem você teve contato e suas pretensas origens, caso as conheça?
Não sou ufóloga, mas receio que exista muita fantasia por parte de gente que se diz da área e sai “identificando” um tipo ou outro de ET. Aliás, ao que me consta, essa é a primeira vez em que extraterrestres estão diretamente em contato com os humanos. Tudo o que se tem de registro até hoje, na Ufologia, está baseado em testemunhos de quem viu e narrou suas impressões para um desenhista. Há várias fotos de ETs na internet, mas sem a validação científica, sem credenciais de autoria e sem uma continuidade de comunicação, não se pode garantir a confiabilidade. Já no nosso caso, o que vemos através da TCI são seres com os mais variados tipos de cabeça, de formato de olhos etc. O que sei deles é que cooperam, em união, para apoiarem os humanos na Terra. Temos também em nosso Instituto a Sylvia Campos, doutoranda e cientista da computação, que vem montando um vasto catálogo de raças baseado em nossos registros. O que é importante nesse intercâmbio é a capacidade que eles demonstram e o domínio que possuem de tudo
que estiver diante da câmera.

Além do fenômeno das chamadas transimagens e das vozes, o que mais você poderia nos contar sobre ocorrências anômalas que tenha registrado algum dia?
São inúmeros os tipos de fenômenos que eles são capazes de produzir. Dependendo do material que disponibilizo, eles executam diferentes interações — pode ser desde um desenho no carpete até formações em paredes e no chuvisco da TV. Esses seres moldam a luz ao vivo e em altíssima velocidade. São fenômenos absurdos, pois movimentar a trajetória da luz da TV é absolutamente impossível para o ser humano. Não apenas movimentar, mas dar a forma que bem entenderem. Muitas vezes vemos surgir a imagem de uma coruja, que representa uma das raças envolvidas. Às vezes, aparecem imagens no cobertor da cama, que são feitas como se alguém dobrasse as fibras do tecido, semelhante ao que ocorre nos agroglifos. Eles também são capazes de escrever no chuvisco da TV.

As chamadas estações de comunicação para desencarnados também contam com a presença de seres de outros planetas, de outras dimensões ou vindos do futuro do planeta Terra?

Eles atuam em estações separadas. Em uma estação trabalham os falecidos, supervisionados por extraterrestres, com equipamentos para a comunicação via voz. E em outra, só da cúpula, atuam dezenas de raças em cooperação para melhorar o acesso à Terra. Recentemente questionei sobre de onde estavam falando e uma voz respondeu que a “estação era de uma nave”. Com isso, ficamos sabendo que possuem estações móveis também.

Contato em tempo real

Qual será seu próximo passo no processo de comunicação com extraterrestres e outros seres?

Veja só, nada depende de nós — tudo o que acontece vem deles. Para você ter ideia, na semana passada comprei um espelho que veio em uma embalagem de acetato, e como gostei da caixa, decidi guardá-la. Dias depois, fazendo uma gravação, resolvi testar a tal caixinha. Como muita coisa se vê em tempo real e eu não conseguia ver nada, deixei-a de lado. Ontem, quando fui ver a gravação, tive uma surpresa. A tal caixinha, que me pareceu tão sem importância, funcionou na hora como uma TV transparente e imagens perfeitas foram criadas dentro dela. Com isso, quero dizer que não dá para fazer grandes planejamentos.

crédito: ARQUIVO SONIA RINALDI
A pequena caixa a que a entrevistada se refere em seu diálogo, que transformou em um dispositivo capaz de registrar transimagens
A pequena caixa a que a entrevistada se refere em seu diálogo, que transformou em um dispositivo capaz de registrar transimagens

Sônia, você se sente preparada para um dia mostrar ao mundo que a sua comunicação com seres de outros planetas, de outras dimensões e com desencarnados é cientificamente autêntica, comprovada empiricamente?
Interessante pergunta, pois é bem essa a fase que estou vivendo nesse momento. Apenas não tenho certeza sobre até que ponto cientistas daqui do Brasil ou do exterior terão coragem de se pronunciar oficialmente, porque isso é uma coisa que muda a carreira de uma pessoa. A maioria tem medo. Mas vamos ter que caçar os corajosos, só assim a coisa se cumprirá. Aliás, há uma frase de Allan Kardec de que eu gosto muito. Ele disse que, “quando do alto de suas cátedras os sábios proclamarem a existência do espírito, o materialismo será vencido”. Pois é. Eu acredito que sem o aval da ciência não iremos a lugar algum. Os fatos eu tenho. O fenômeno exuberante eu tenho. Mas não basta. Porém, confio que as pessoas certas irão aparecer. Nossos emissores são especialistas nisso.

Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta delicada e ao mesmo tempo lhe dar a oportunidade de dizer aos nossos leitores o que aconteceu com aquele seu aviso sobre o pretenso final do mundo em dezembro de 2012. O que houve?
Nossos “comunicantes” nunca citaram data, mas diziam, e ainda dizem, que algo ocorrerá com nosso planeta, algo relacionado a cataclismos. Mas, na época, muitas pessoas receberam informações similares. Houve um movimento muito grande, pois muitas fontes traziam esses dados convergentes, dizendo que algo muito grande aconteceria. Mesmoem nosso Instituto, várias pessoas receberam gravações sobre o tema. Aí, nada ocorreu. A questão é saber se houve erro de fato ou se algo mudou. Não dá para saber. Por exemplo, o doutor Dan Burisch, microbiologista norte-americano ligado ao Projeto Majestic-12 e que trabalhou na Área 51, diz que por esses anos deve ocorrer algo, a menos que a linha do tempo seja alterada.

Amigos do outro lado

E há também a previsão de Chico Xavier, que é muito discutida hoje...
Sim, ele disse que a data limite seria 2019. Seja como for, imagino que seres que conseguem fazeruma embalagem plástica virar uma TV sem fio devem saber do que falam. Será que algo ainda irá ocorrer? Seja como for,a lição que aprendi é que temos coisas demais para fazermos no presente. Se algo ocorrer, acho que amealhei muitos amigos do outro lado e no que puderem ajudar, ajudarão. Se nada ocorrer, melhor ainda, a tarefa segue igual.

Qual é sua opinião sobre a hipótese de que muitas de suas transimagens possam ser originárias de mundos paralelos? Você acredita que possa estar captando outros mundos iguais ao nosso?

As pessoas podem opinar à vontade, sem se aterem a qualquer compromisso. Mas, no meu caso, tudo que exponho nunca é um parecer pessoal, é sempre algo que provém daquilo que foi gravado em voz ou a partir de observações das transimagens. A interpretação pode variar. Por exemplo, no caso do menino norte-americano Kyle Smith, você entreviu a possibilidade de ele ser de outro planeta, algo como uma extensão da Terra, se entendi bem. Já os espíritas afirmariam que as crianças crescem e os idosos rejuvenescem, como se do outro lado existisse uma faixa mediana de idade. Exaustivamente, tenho constatado isso nas transimagens. Nesse caso, diriam, o perispírito é o que dá continuidade ao visual da existência atual, o que leva cada falecido a manter sua identidade.

Interessante. Por favor, prossiga.
Na hipótese de a vida seguir seu curso em espaços paralelos, restaria saber do que seriam constituídos esses corpos. Se por acaso estivermos falando de algo que sobreviveu à morte física e manteve a integridade da consciência, por acaso não estamos discorrendo sobre aquilo que o Espiritismo propõe? Eu diria que, em um primeiro momento, já será muito se conseguirmos comprovar que a vida continua. Independentemente de como, onde ou com qual envoltório isso aconteça. Um dia chegaremos lá.

São inúmeros os tipos de fenômenos que eles são capazes de produzir. Dependendo do material que disponibilizo, eles executam diferentes interações. Pode ser desde um desenho no carpete até formações em paredes e no chuvisco da televisão.

E o que podemos esperar para o futuro?
As materializações técnicas estão a caminho. Nesses dias estamos finalizando uma nova versão da câmara holográfica, da qual já falei. Eu mesma fiz uma, conforme a intuição que tive, e funcionou. Agora, um engenheiro está passando a limpo a maquininha torta que fiz — com ela, as materializações deverão ter início. Enfim, muita coisa ainda está por vir.

Há algo mais que gostaria de acrescentar a este interessante diálogo para nossos leitores?

Talvez, que o pessoal da Ufologia e, portanto, os leitores da Revista UFO,deveriam se atentar mais para a importância da transcomunicação. Como eu disse, parece que osufólogos, a Organização das Nações Unidas (ONU) e todo o planeta estão aguardandoum dito momento mágico em que uma nave descerá, possivelmente na Casa Branca, claro, e será recebida com palmas. Esse pode ser o plano da Terra, mas pelos meus registros em imagens, não é o plano deles — eles já estão chegando “pelas beiradas” e a TCI pode ser o elo entre as várias realidades.

Que mensagem você gostaria de deixar para nossos leitores, potenciais pesquisadores, estudiosos e ao público de uma maneira geral?

Nossos emissores, que incluem os falecidos e amigos de outros orbes que vivem na Terra e em seus arredores, apontam que precisam de mais colaboradores. É preciso entrar em ação, abrir o canal, pois eles querem se comunicar. Ficar sentado esperando o dia do milagre em 2019 só retarda o processo. Muitas pessoas não se perguntam de que forma os extraterrestres se mostrariam a nós. Será que todas as raças estão adaptadas à atmosfera de nosso planeta? Será que magicamente descerão de uma nave no jardim da Casa Branca enquanto o Obama faz pose para as câmeras? Bem improvável. Então, se podem vir por meio da tecnologia, há que se testar e treinar antes. Temos que nos preparar e eles também. E é isso que estão fazendo conosco. Eles têm muito a fazer por nós e querem fazer, mas depende de nós, no mínimo, abrirmos as portas. Ou mais precisamente, o canal.

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