ENTREVISTA

As Cordilheiras dos Andes abrigam vestígios de civilizações perdidas

Por ANTONIO PORTUGAL ALVIZURI | Edição 256 | Março de 2018

A vasta região andina que hoje compreende partes da Bolívia, Peru e Chile já era habitada há pelo menos 12.000 anos e está entre as mais ricas e arqueologicamente mal exploradas do planeta. Berço de culturas sofisticadas, como aquelas que construíram Tiahuanaco e Puma Punku — cujos segredos pouco começamos a descobrir —, a área é rica também em histórias e avistamentos ufológicos.

Quem pesquisa a região sabe que por ali circulam inúmeras lendas e relatos sobre cidades subterrâneas, bases extraterrestres, estranhos povos, ruínas ocultas e mais inúmeras histórias, nem sempre verificáveis, sobre tesouros perdidos. Essa confusão de informações acaba beneficiando ladrões e embusteiros, que muitas vezes fabricam “relíquias”, sempre com o intuito de enganarem turistas incautos, que, deslumbrados pelas belezas e segredos da região, se deixam ludibriar com relativa facilidade. O mesmo também se aplica a pesquisadores que acabam se tornando vítimas dos falsificadores de objetos e múmias.

Por outro lado, é visível a falta de investimento em pesquisas arqueológicas e, muitas vezes, a falta de cuidados por parte dos governos com suas riquezas culturais. A região pede uma investigação criteriosa e aprofundada, com novas escavações, levantamento e registro de conhecimentos que vêm sendo passados de geração em geração há séculos, e a pesquisa de práticas xamânicas ancestrais que podem, quem sabe, explicar parte da história de nossa civilização.

Seres extrafísicos

O entrevistado desta edição é alguém que conhece intimamente o assunto, assim como os mistérios e os desafios da região andina, principalmente em sua porção boliviana. Com uma vida rica em aventuras e em situações inusitadas, Antonio Portugal Alvizuri é uma daquelas pessoas que nos fazem perceber o quão pouco sabemos a respeito de nossa existência e sobre as possibilidades da vida no universo.

Investigador, conferencista e escritor, Portugal Alvizuri dedicou a maior parte de sua vida à busca de antigos enigmas e de aspectos místico-telúricos das culturas pré-colombianas dos Andes Bolivianos. Durante vários anos realizou suas investigações como membro do Instituto Nacional de Arqueologia (INAR), desenvolvendo trabalhos de investigação sobre o sítio arqueológico de Tiahuanaco e outras ruínas encontradas ao largo do Altiplano Boliviano e também da Amazônia. Mas não é só isso.

FONTE: ARQUIVO UFO

O sítio arqueológico de Tiahuanaco tendo ao fundo a Porta do Sol, considerado um dos mais belos do mundo

Nosso entrevistado é, por falta de uma palavra melhor, um contatado que afirma manter diálogos e receber visitas de vários tipos de seres, tanto intra quanto extraterrenos — e discorre livremente sobre suas experiências com seres que teriam diversas origens, incluindo Sírius. Suas extraordinárias narrativas conquistam adeptos, mas também são alvos de críticas e acusações. Uma vez que as experiências vividas em sonhos e em projeções astrais são pessoais e intransferíveis, é natural que muitos duvidem do que lhes é dito.

Antonio Portugal Alvizuri nos fala sobre os túneis do Lago Titicaca, das cidades secretas dos Andes, do contato que mantém com “grandes mestres” e dos mistérios do vulcão Tunupa, levando-nos por uma viagem entre mundos e realidades impalpáveis, mostrando-nos “fenômenos que emanam de uma ordem superior”, para citar Fernando Ruiz, que escreveu o prólogo de seu primeiro livro, La Chinkana del Titicaca: Los Túneles Secretos del Lago Sagrado [A Passagem do Titicaca: Os Túneis Secretos do Lago Sagrado. Edição do autor, 2007]. Ele diz ter estado e entrado fisicamente nesses túneis e depois ocultado sua entrada por orientação de seres que seriam guardiões de uma verdade ainda inalcançável para nós — os livros de nosso entrevistado já foram traduzidos para o francês, o inglês e o italiano, e também para o idioma aymará.

Nascido em Chulumani, um pitoresco povoado subtropical dos Yungas, no estado de La Paz, em 14 de junho de 1948, o autor foi contatado por seus guardiões espirituais ainda bem pequeno. “Com o passar dos anos, mestres de luz e também seres de luz vieram e me guiaram na busca espiritual que empreendi, quase desde o ventre de minha mãe”, explica o pesquisador.

Como consequência de todas essas experiências, o contatado relata que viveu em “mundos paralelos” cumprindo com responsabilidade trabalhos cotidianos nos planos físico e espiritual. “Aprendi desde muito cedo a aceitar que me haviam escolhido para cumprir várias missões que seriam encomendadas por eles, e assim disponho de meu tempo, minha vida e de meus recursos para cumprir fielmente minhas tarefas”, afirma nosso entrevistado, que também guia grupos de brasileiros pelos Andes nas viagens organizadas pela Terra Inca Operadora de Turismo em parceria com a Revista UFO.

Cidades ocultas, corpos suspensos

Sobre suas experiências com seres que alega serem intraterrenos, Portugal Alvizuri afirma que elas começaram cedo e que o acompanham por toda a sua vida — segundo nos conta o pesquisador, em seus primeiros contatos conscientes, seu corpo estava completamente paralisado enquanto sua mente estava plenamente alerta. Ele também nos explica que as mensagens são passadas de forma telepática e são sempre muito claras.

Segundo o entrevistado, em todas as mensagens que recebe dos chamados seres de luz “se percebe e se sente o amor que emanam e que nos envolve, enchendo-nos de energia positiva”. Portugal Alvizuri afirma que visitou, em companhia dos tais seres e de extraterrestres de Sírius, cidades intraterrenas e passagens que existiriam sob o Lago Menor de Titicaca, e também a cidade intraterrena que haveria sob o vulcão Tata Sabaya, no estado de Oruro, na região do Altiplano Boliviano.

É visível a falta de investimento em pesquisas e de cuidados por parte dos governos com suas riquezas culturais. A região pede uma investigação com novas escavações e levantamento de conhecimentos que vêm sendo passados de geração em geração.

O Monte Sabaya está a 5.400 m acima do nível do mar e, segundo o pesquisador, sob a montanha se encontram, em suspensão, o corpo do gigante chamado Pakari, de ciclopes, vários seres pequenos e alguns de aspecto reptiliano. “Também tive a oportunidade de ingressar no interior de várias cavernas nas montanhas, onde tive contato com seres superiores que moram naqueles locais há milhares de anos”, afirma.

Nosso entrevistado esclarece que os contatos com os seres ocorrem com frequência e em qualquer lugar onde ele esteja. “Esses contatos são parte de minha vida. Algumas vezes são perfeitos e contundentes e, em outras, se dão através de sinais ou sonhos premonitórios”. Eles acontecem geralmente sem aviso prévio e normalmente antes dos episódios — o entrevistado entra em um estado de paralisia ou atonia corporal, que depois dá lugar a um estado de paz interior e a um sentimento de amor universal.

O público brasileiro teve oportunidade de conhecer pessoalmente Antonio Portugal Alvizuri quando este se apresentou no IV Fórum Mundial de Contatados, promovido pela Revista UFO em Santos, em 2016 — ali arrancou uma ovação de 10 minutos de uma plateia toda em pé. A seguir, vamos conhecer mais sobre o contatado e suas interessantíssimas experiências.

Com que idade e como aconteceu sua interação com os seres que você chama de luz?

Desde muito pequeno estive em contato com eles. As primeiras aparições se deram na fazenda de meus pais, na região dos Yungas. Quando criança, não compreendia a razão dos contatos, embora intuísse que eu não era igual às outras crianças, e por isso mantinha as manifestações em segredo. Devido às minhas experiências paranormais, eu tinha muita curiosidade sobre o mundo espiritual e em meus primeiros anos foi minha mãe quem me guiou e explicou alguns temas que apaziguaram, de certa maneira, o temor natural que eu sentia. Afinal, eu era apenas uma criança e já enfrentava o inexplicável. Tenho certeza de que minha mãe sabia ou pelo menos intuía como seria a minha vida.

Além de sua mãe, mais alguém de sua família tinha conhecimento do que se passava com você?
Sim, meus familiares sabiam que eu possuía qualidades diferentes. E com o passar do tempo essas qualidades se tornaram usuais para meus pais e irmãos.

Há algum evento em particular ocorrido em sua infância que você gostaria de nos contar?
Bem, foram muitos, mas há um em especial que eu narro em meu livro Ciudades Secretas en Los Andes [Cidades Secretas dos Andes. Edição do autor, 2008]. Quando eu era criança, a fazenda de nossa família ficava a poucos quilômetros do povoado de Chulumani. Eu me lembro que de cima de um monte que havia ali eu e meus irmãos podíamos observar a casa da fazenda e os lindos cultivos de cítricos que meu pai, junto com seu irmão Manuel, haviam plantado. Ao fundo ficavam os campos de coca, que se perdiam no horizonte, pelas montanhas da região. Quando ainda era pequeno, depois de brincar com os filhos dos camponeses, caía adormecido no meio das plantações de coca — aquelas folhas, poderosas e antigas, me permitiram ver muitas coisas que aconteceriam no futuro.

FONTE: BOLÍVIA TURÍSTICA

O Lago Titicaca, outro ponto compartilhado por Peru e Bolívia com incontáveis lendas que remetem à presença alienígena na Terra

Pode nos contar alguma dessas ocorrências?
Sim. Eu me lembro de que em uma ocasião sonhei que estava navegando em um imenso barco, por territórios distantes e estranhos. Enquanto viajava, via no litoral edificações que nunca havia visto na Bolívia. Muito perto do barco estavam pequenas canoas de pescadores, que usavam uns chapéus parecidos com pequenos guarda-chuvas. Enquanto navegávamos, eles agitavam suas mãos em sinal de amizade. O que mais me impressionou naquele sonho foi o enorme barco cinza em que eu me encontrava. Tempos mais tarde, quando eu estava com pouco mais de 20 anos de idade e navegava muito perto das costas do Mar da China, da cidade de Kaohsiung, em Taiwan, embarcado no navio de guerra Niágara Falls FS3, enquanto admirava o belo panorama daquela linda ilha, da proa do navio me dei conta de que me encontrava no mesmo lugar que havia visto em meu sonho quando era criança. Lá estavam as estranhas construções, os pequenos botes e os pescadores usando chapéus em forma de guarda-chuvas.

Que experiência incrível. Você pode nos contar um pouco sobre sua formação? Ela influenciou em suas pesquisas de alguma forma?
Meus estudos foram os normais para toda criança. Eu cursei a escola primária e depois a secundária. Os últimos três anos da educação secundária eu fiz no Colégio Santa Ana, na Califórnia.

E profissionalmente?
Eu servi à Marinha dos Estados Unidos durante a Guerra de Vietnã. Realizei investigações como membro inscrito no Instituto Nacional de Arqueologia (INAR) da Bolívia. Também fui campeão nacional de esqui e presidente do Clube Andino Boliviano. Participei das Olimpíadas de Inverno como membro da equipe olímpica, em Sarajevo, então Iugoslávia, hoje território da Bósnia. Em razão disso tive a oportunidade de realizar escaladas em muitas montanhas da Cordilheira dos Andes em sua porção boliviana, onde pus à prova minha força física e espiritual — isso me foi útil em várias investigações posteriores, durante as quais muitas vezes cheguei ao limite de minhas forças.

Você tem ascendência dos nativos aymarás, certo?
Sim, com todo o orgulho tenho sangue aymará. Correm por minhas veias uma mistura de sangue europeu e aymará. O aymará é considerado um dos idiomas-mãe da humanidade e é usado como tradutor universal. Há alguns estudos nesse sentido para tradutores instantâneos. Com certeza não é o único idioma ancestral, mas é um dos mais antigos do planeta.

Aprendi desde muito cedo em minha vida a aceitar que me haviam escolhido para cumprir várias missões que seriam encomendadas por eles, e assim disponho de meu tempo, minha vida e de meus recursos para cumprir fielmente minhas tarefas.

Nós temos muitos assuntos interessantes a tratar, mas eu gostaria de começar sobre sua atuação como arqueólogo. Como começou seu interesse pelo assunto?
Começou quando eu ainda era pequeno, quando já investigava lugares ocultos, como, por exemplo, cavernas e antigos cemitérios. Com o passar do tempo comecei a realizar investigações mais profundas em sítios arqueológicos, o que me permitiu ser membro inscrito no INAR por mais de 30 anos. Isso facilitou meu acesso a sítios arqueológicos importantes na Bolívia. Muitos desses locais ainda não foram descobertos por outros investigadores e arqueólogos, tais como as passagens [Chinkanas em espanhol], pirâmides e cidades que estão abaixo da superfície — esses lugares serão conhecidos dentro de mais alguns anos.

De seus trabalhos mais conhecidos do público, quais destacaria?
Entre os trabalhos mais importantes que realizei está a atividade de coeditor do projeto para o traslado do monólito Bennett, nos anos 80. O monólito foi levado da cidade de La Paz para o sítio arqueológico de Tiahuanaco, onde fora originalmente encontrado. Também realizei trabalhos para que se reutilizasse o sistema pré-colombiano de cultivos, os camellones, sukakollos ou waru waru, nas margens do Lago Titicaca, junto com os arqueólogos Oswaldo Rivera e Alan Kolata, este da Universidade de Chicago. Esses sistemas produziam batatas e outros alimentos e estão novamente em produção.

Você poderia nos explicar a importância desse monólito e também nos falar mais um pouco sobre a restauração dos campos de cultivo?
Claro. O monólito Bennett ou monólito Pachamama, como é mais conhecido, é uma das mais importantes esculturas encontradas em Tiahuanaco, em função dos códigos e hieróglifos que estão gravados em sua superfície. Decodificados, eles possivelmente desvendariam alguns dos mistérios do passado — e há muitos investigadores tentando decodificá-lo. É importante que os leitores saibam que no subsolo de Tiahuanaco existem muitas outras esculturas. Na verdade, Tiahuanaco é muito maior do que aparenta ser, pois só se descobriu uma pequena porcentagem de sua grande extensão. Há muito mais a ser escavado, esperando para vir à luz.

E quanto aos campos de cultivo, o que pode nos dizer?
Também nos anos 80 trabalhei no Projeto Wila Jawira, ligado ao INAR, para a reabilitação do sistema pré-colombiano de cultivos criados na época dos tihuanacotas, que é composto por plataformas de terra intercaladas com canais de água para irrigação. Esse trabalho, como já disse, foi realizado em conjunto com o arqueólogo norte-americano Kolata e o boliviano Rivera. Esse sistema foi utilizado tanto nas margens do Lago Titicaca quanto na Amazônia, pois havia então uma interligação entre os Andes e os territórios amazônicos. Como disse, os campos de cultivos voltaram a produzir normalmente.

FONTE: BOLÍVIA TOURS

Blocos de pedra de Puma Punku, que teria sua idade verdadeira em algo em torno de 20.000 anos. Não se sabe quem os fez

Isso é muito interessante, é a história ganhando vida.
Realmente. Eu também trabalhei na localização de um monólito magnético, em Tiahuanaco, e essa informação deu a volta ao mundo. Atualmente, arqueólogos e investigadores utilizam bússolas e medidores de campo magnético, aparelhos com os quais iniciei minhas pesquisas.

Conte-nos mais, por favor!
Nos anos 80, enquanto realizava algumas pesquisas buscando localizar campos magnéticos em Tiahuanaco utilizando uma bússola manual, descobri que um dos monólitos estava magnetizado. Dias depois da descoberta, junto com outros investigadores bolivianos, trabalhamos na procura de respostas para o fenômeno. A conclusão dos estudos foi a de que toda a peça era magnética e não apenas partes dela — pudemos então constatar que muitas peças arqueológicas de Tiahuanaco têm energias de vida e são magnéticas.

E o que pode nos contar sobre suas pesquisas em Quellkata, na selva boliviana? Como ocorreram?
Quellkata se encontra na zona subtropical dos Yungas e é uma região muito bonita, rodeada de vegetação e de rios caudalosos. Investiguei a área em 2003, e em que pese terem se passado muitos anos, ainda estudo o significado dos petróglifos que lá existem, que sem dúvida são muito antigos e importantes, para assim determinar a que cultura pertenceram. Sem perder de vista a possibilidade de que seres de outros planetas também tenham nos deixado mensagens nas pedras do lugar.

Realmente há muitos mistérios a se desvendar. O que pode nos falar sobre o coração petrificado?
Esse é mais um mistério intrigante. O coração petrificado, que mede 17 cm por 12,5 cm, foi encontrado por um cidadão boliviano nas cercanias do povoado de Italaque. É um achado que demonstra que na área dos Andes viveram bolivianos gigantes. No próximo ano viajarei ao povoado para buscar o resto do esqueleto petrificado. É uma descoberta incrível.

Você realiza suas pesquisas sozinho ou tem uma equipe que o ajuda?
Já há alguns anos realizo trabalhos em parceria com o investigador Brien Foerster, atualmente concentrado no estudo da múmia Thany, que despertou o interesse internacional. Foerster participa e é colaborador do programa Alienígenas do Passado, do canal History Channel. Também mantenho contato com Giorgio Tsoukalos, Hugh Newmann, Joe Vieira e outros investigadores de renome mundial, e tive a honra de haver guiado, em Tiahuanaco, o conhecido escritor espanhol Juan José Benítez, autor da série de livros Operação Cavalo de Troia [Mercuryo, 1987].

Há muito a se dizer sobre Tiahuanaco e dezenas de livros foram escritos sobre o local. Até hoje temos escavado apenas partes da pirâmide Akapana, o pátio subterrâneo onde estão as 175 cabeças que representariam as etnias existentes na Terra.

Eu gostaria que nos falasse um pouco mais sobre Tiahuanaco. O que pode contar aos nossos leitores sobre suas descobertas lá?
Tiahuanaco é um dos lugares mais místicos e secretos que temos em nosso planeta. Também é uma das cidades mais antigas que existem e até hoje — e digo isso com todo respeito aos arqueólogos e pesquisadores do assunto — nada e nem ninguém conseguiu explicar o que aconteceu ali. Apenas como referência aos leitores, a cidade situa-se a 70 km de La Paz e a 20 km do Lago Titicaca, e realmente impressiona por seu tamanho e riqueza de detalhes. Há muito a se dizer sobre Tiahuanaco e dezenas e dezenas de livros foram escritos sobre o local, então não há como se esgotar o assunto em uma entrevista, mas vou procurar resumir alguns pontos. Até hoje temos escavado apenas partes da pirâmide Akapana, o pátio subterrâneo onde estão as famosas 175 cabeças que representariam todas as etnias existentes na Terra quando da construção do local, assim como o pátio conhecido como Kalasasaya, que em aymará significa “pedras paradas”. Cerca de 300 m adiante vemos Puma Punku.

Por favor, fale-nos sobre o calendário que há no local.
Como se sabe, existem apenas dois calendários pré-colombianos nas Américas. Um está no México e é o conhecido calendário Maia. O outro está em Tiahuanaco, na famosa Porta do Sol, que é um monólito gigante em Kalasasaya, no meio do qual há um retângulo aberto, como uma porta — na parte superior está o calendário, composto por uma grande figura central representando Viracocha e também o Sol, ladeada por 30 figuras menores que mostram seres alados, representando os dias do mês. Na linha de baixo dessas figuras há outras 12, que representam os meses do ano, e também há a representação dos solstícios de verão e de inverno. Até hoje, o dia 21 de junho, ou solstício de inverno, é uma data muito comemorada na Bolívia e em outros países onde residem descendentes dos aymarás e quéchuas. Também é muito interessante se analisar a figura de Viracocha — ele está em pé sobre um pedestal que se apoia em uma estrutura, dentro da qual um ser aguarda para nascer.

Que ser seria esse?
Esta é uma boa pergunta e a iconografia nos leva a refletir sobre o assunto. Nenhum pesquisador tem essa resposta e cada um de nós talvez precise fazer sua própria meditação a respeito. Mas seja quem for a figura humana que aguarda o nascimento, é alguém muito importante, um “mestre maior”. Tão importante que está zelosamente guardada por 10 “animais de poder”. São quatro pumas na parte superior do receptáculo onde se encontra o ser e mais seis serpentes com cabeça de condor à sua volta. Esse é mais um dos mistérios de Tiahuanaco e nós estamos apenas começando...

Qual é a idade estimada do sítio arqueológico? Há alguma informação?
Essa é outra boa pergunta. Oficialmente seria algo em torno de 3.500 a 4.000 anos. Porém, há alguns anos, foi descoberto um duto na pirâmide de Akapana, uma espécie de pequeno túnel com aproximadamente 50 m de comprimento, que descia em níveis até a base da construção — seu tamanho é tal que uma pessoa pequena e magra poderia engatinhar por ele. Mas a importância desse duto é outra. Em alguns trechos da passagem existem estalactites pendendo do teto, e elas nos ajudam a estimar a idade da construção. A maior delas mede algo em torno de 35 cm. Agora, se pensarmos que cada dois ou dois e meio centímetros de estalactite demoram entre 500 e 1.500 anos para se formar, temos que a pirâmide é muito mais antiga do que diz a arqueologia. Isso daria, fazendo cálculos bem conservadores, algo em torno de 7.000 anos. Se não formos pela média, teríamos mais de 10.000 anos.

Isso é realmente incrível. O mesmo se aplica à Puma Punku? O que pode nos dizer sobre esse também surpreendente local?
Bem, Puma Punku está a apenas 300 m de Tiahuanaco e é um lugar surpreendente. Segundo a arqueologia, o sítio teria a mesma idade da cidade, mas eu acredito que sua idade verdadeira seja algo em torno de 20.000 anos. O que mais surpreende em Puma Punku é a qualidade e sofisticação que vemos no trabalho executado nos enormes blocos de pedra. Os chamados “blocos H” são algo único em termos de construção antiga — como se fossem imensas peças de Lego que se encaixavam para erguer alguma coisa. Por enquanto não há vestígios escavados além das peças soltas que vemos no local. Mas o que elas nos ensinam sobre seus construtores é impressionante. Há trabalhos feitos em quatro ou cinco diferentes camadas de pedra e também frisos e furos perfeitos que não esperamos ver em algo tão antigo. Que tecnologia impressionante devia ter o povo que criou aquilo?

FONTE: NATGEO

Segundo o entrevistado, os tibetanos que aportaram nos Andes Bolivianos vivem na Cordilheira de Apolobamba, acima

Também chama imensamente a atenção o tamanho dos blocos e como aquelas peças gigantes de várias toneladas chegaram até lá.
Exatamente. Tanto em Tiahuanaco quanto em Puma Punku nos deparamos com imensos blocos de várias toneladas, muitos vindos de pedreiras a dezenas de quilômetros dali. Em Tiahuanaco há pilares que pesam mais de 100 toneladas e o canteiro de onde saíram se encontra a mais de 70 km de distância, já no que hoje é território peruano. Como os antigos transportaram tais pedras? Hoje nós utilizaríamos caminhões de alta tonelagem e não conseguiríamos remover os blocos com o auxílio de gruas poderosas. Quando nós levamos o monólito Bennett de volta para Tiahuanaco, saindo de La Paz, precisamos utilizar uma grande plataforma para colocá-lo deitado, em segurança, sobre o caminhão. E como não havia caminhão antigamente, como fizeram o transporte?

Você saberia responder à pergunta?
Bem, as informações que recebi por meio de contatos dizem que os blocos foram transportados por levitação. Naves vindas de Sírius teriam cortado e depois transportado e colocado as pedras por levitação, com a ajuda dos habitantes da cidade e também dos aymarás, que já viviam no local. Outra maneira utilizada para o transporte das peças era por meio da utilização do som — juntavam algo em torno de 5.000 músicos utilizando um tipo especial de instrumento e com união do som dos instrumentos e dos cânticos entoados conseguiam fazer levitar as pedras e também manobrá-las, a fim de encaixá-las em seus locais determinados. O interessante é que eles ficavam tão concentrados no que faziam que também levitavam. Essa tecnologia não é desconhecida da ciência atual e vem sendo testada em laboratórios há décadas, sem que se tenha conseguido ainda dominá-la.

Você falou sobre naves de Sírius. Você já esteve frente a frente com seres não terrestres?
Sim, em várias ocasiões, embora a mais importante tenha ocorrido nos anos 80, quando fui abduzido e levado para uma nave-mãe vinda de Sírius. Na ocasião eu estava no vulcão Tunupa, no Salar de Uyuni, em Potosí, na Bolívia. Meu livro Misterios del Volcán Tunupa [Mistérios do Vulcão Tunupa. Edição do autor, 2015] conta justamente como tudo aconteceu.

O que você pode nos dizer sobre os seres da estrela Sírius?
Eles são extraordinariamente belos, irradiam muita luz e transmitem paz interior. Também se apresentaram no plano astral e no plano físico, com uma aparência humana. Apesar de sempre os haver visto e sentido, o contato mais significativo que tive com esses seres ocorreu quase imediatamente depois de eu ter explorado a chinkana ou passagem na Ilha do Sol, no Lago Titicaca. A mensagem que deixaram foi a de que ainda não estamos preparados para descobrir as grandes verdades do universo e, que a partir daquele momento, me guiariam para apresentá-las ao mundo.

O que aconteceu nesta experiência?
Eu havia ido, em companhia de um amigo, para a Ilha do Sol, no Lago Titicaca, impulsionado por uma sensação de que eu precisava ir para lá. Enquanto caminhávamos, o nosso guia, um camponês morador do local, em determinado momento disse que estávamos sobre uma das entradas para um túnel secreto. Nós, então, limpamos a areia até encontrarmos uma laje de pedra muito pesada que fechava a entrada. Com muito esforço conseguimos movê-la o suficiente para a passagem de uma pessoa, mas ficamos em dúvida sobre entrar ou não, pois o cheiro de podre que subia dali era insuportável — tão insuportável que eu imaginei que havíamos descoberto uma tumba.

Puma Punku está a apenas 300 m de Tiahuanaco e é um lugar surpreendente. Segundo a arqueologia, o sítio teria a mesma idade da cidade, mas eu acredito que sua idade verdadeira seja algo em torno de 20.000 anos. É algo muito impressionante.

Mas vocês entraram?
Meu amigo entrou, mas logo saiu, pois sentiu-se mal. Nosso guia não quis se arriscar, então eu coloquei um pedaço de pano sobre meu rosto e desci, sem saber bem o que encontraria ali. O cheiro de podre, de coisa morta, realmente era insuportável, mas eu desci os degraus e me deparei com paredes bem-feitas, onde havia muitos desenhos e inscrições. Tudo indicava que a cultura que havia feito aquele lugar era muito adiantada. A única coisa que consegui discernir foi o desenho de um condor, pois o resto estava muito apagado e cheio de bolor e sujeira. Eu caminhei um pouco por aquele túnel, mas depois de algum tempo tornou-se impossível continuar e eu cheguei à conclusão de que o local pedia uma exploração maior e melhor equipada — eu precisava de uma equipe de primeira linha, pois ali se faria a maior descoberta das Américas. Assim, eu saí de lá, nós fechamos a entrada e voltamos para La Paz.

E então o que houve?
Já em La Paz eu comecei a agir no sentido de reunir uma expedição para explorar aquela passagem e, claro, tentar fazer um documentário sobre o que havíamos encontrado. Cheguei em casa uma noite, já cansado, e fui deitar. Porém, entre 01h00 e 02h00 surgiram dois seres luminosos, que chegaram através da parede. Enquanto um permaneceu em pé próximo da minha cama, o outro sentou-se a meu lado e segurou minha mão esquerda. Sua luminosidade passou para minha mão. Eles então me disseram que nem eu e nem a humanidade estávamos preparados para conhecer a localização exata da passagem — aquele local no qual eu havia entrado era apenas um dos túneis de ventilação do túnel principal. Os seres usavam túnicas brancas, tinham cabelos dourados e olhos amarelos-esverdeados, que emitiam raios parecidos com laser, os quais entravam em minhas retinas e a partir deles começou a comunicação, que foi toda telepática.

Você teve medo?
No começo eu estava totalmente paralisado e sim, senti medo, mas depois, aos poucos, eles foram me acalmando até que eu comecei a sentir um amor e uma paz indescritíveis. Depois disso, por instruções deles, não pude mais voltar ao túnel, mas sempre que vou à Ilha do Sol volto àquele local para ver se a pequena comunidade que existe ali perto não está crescendo a ponto de ameaçar a entrada.

Qual é a razão de nós não podermos conhecer essas passagens nesse momento? Eles explicaram?
Sim. Disseram que existem várias dessas passagens ou túneis e que eles ligam as cidades subterrâneas umas às outras. Nós ainda não teríamos maturidade suficiente para conhecer essas cidades sem destruí-las ou querer saqueá-las. Portanto, é melhor que não saibamos sobre os túneis. Mas eles dizem que daqui a algum tempo isso será possível, pois lentamente começamos a mudar nossas atitudes.

Quando esse contato aconteceu você já se dedicava ao estudo da fenomenologia ufológica?
Sim, porque essas experiências incomuns se apresentaram desde minha infância, como eu já havia dito. Então eu passei a estudar o assunto para compreender melhor o que acontecia comigo. Com o passar do tempo entendi que tinha certas faculdades singulares que me permitiam fazer contato com estes seres, que, desde então, me dão tarefas para serem cumpridas. Durante muitos anos trabalhei intensamente investigando as culturas de nosso passado, realizando trabalhos relacionados às grandes cidades e lugares místicos nos Andes Bolivianos — minhas experiências estão narradas em seis livros publicados, que tiveram muito êxito na Bolívia e também em outros países.

Que outras disciplinas você estuda e que em seu entender são complementares ao estudo da Ufologia?
A arqueologia e a história são complementares e também fundamentais para o estudo ufológico. Esses conhecimentos, somados aos contatos diretos que mantenho com seres de outros planetas, me dão a visão completa dos acontecimentos passados e futuros e me ajudam a cumprir com minhas missões com afinco.

Como você definiria o atual momento da humanidade?
Grandes perigos espreitam o planeta Terra. Desde os arsenais nucleares, as bombas químicas, bacteriológicas, falhas telúricas, desastres naturais e contaminação, que constituem uma ameaça de extinção da vida em geral no planeta. Seres de outros planetas estão fazendo contato com os humanos e estão trabalhando para salvá-los da destruição. É um momento difícil...

Então, em sua visão, os extraterrestres já estão definitivamente em contato a humanidade terrestre?
Sim. Seres extraterrestres de diferentes planetas estão em contato com a humanidade há milhares de anos. Não estamos sós no planeta Terra, mas convivendo com entidades de outros mundos, que nos dotam de muita informação, conhecimento e enchem nossos corações de energia positiva.

O que contam os moradores dos Andes Bolivianos sobre contatos com seres de outros planetas, avistamentos e experiências similares?
Muitos camponeses em diferentes regiões da Bolívia têm visto naves alienígenas e tiveram encontros com seus tripulantes, mas a maioria percebe essas manifestações como algo cotidiano — os camponeses e indígenas geralmente não contam a estranhos suas experiências e se limitam a avisar que é perigoso caminhar muito tarde da noite por alguns lugares ao largo do Titicaca e em outros lugares sagrados. Mas sem dúvida que entre eles comentam e até mesmo brincam sobre essas aparições.

Em uma das respostas anteriores você citou brevemente seu livro Misterios del Volcán Tunupa. O que pode nos contar sobre a obra?
O livro narra uma das experiências mais importantes que vivi durante minha vida. Nos anos 80, os seres de luz e mestres maiores dos Andes me deram a missão de chegar até o topo do vulcão Tunupa, missão que realizei, mesmo ferido, após ter sofrido um acidente na estrada. O livro descreve o enorme esforço físico que fiz para chegar à cratera do vulcão, como me haviam ordenado os mestres de Sírius. Uma vez alcançado o topo — quando já estava no limite de minhas forças, com um braço quebrado, o joelho machucado e uma ferida aberta —, fui abduzido por uma nave de forma triangular que me levou a uma nave-mãe. Lá curaram minhas feridas e me transmitiram informações sobre acontecimentos que ocorrerão em nosso planeta caso não tomemos as medidas necessárias para salvar a Terra nos planos físico e espiritual.

Do que trata seu livro Del Tibet a Los Andes, El Encuentro de dos Culturas [Do Tibet aos Andes: o Encontro de Duas Culturas. Edição do autor, 2012]?
A semelhança entre os territórios dos Himalaias e dos Andes, na Bolívia, é impressionante e é por isto que muitos tibetanos nos anos 50 decidiram escapar de seu país, devido à invasão da China, e chegar ao meu país. Os tibetanos que aportaram nos Andes Bolivianos vivem na Cordilheira de Apolobamba. O livro trata de uma missão que recebi para levar os códigos de liberação a eles e descreve os perigos que enfrentei ao escalar a perigosa e escarpada montanha para entregar pessoalmente os códigos aos tibetanos.

E o que pode nos contar sobre a obra Ciudades Secretas en Los Andes, sobre a qual já falamos brevemente?
Já este livro traz relatos fascinantes sobre cidades secretas andinas, tanto no plano físico como no incorpóreo, e nele eu conto as experiências e conhecimentos que adquiri nas cidades intraterrenas da imensa região do Altiplano Boliviano, tanto as montanhas andinas como nos Yungas de La Paz. A obra também trata de cavernas e cidades subterrâneas, como aquela que existe sob a montanha de Mururata, nas cercanias de La Paz, lugar onde estão zelosamente guardados grandes segredos do extinto continente da Lemúria.

O que você diria para as pessoas que duvidam de suas experiências e questionam aquilo que você afirma?
Para aqueles que questionam se meus livros, experiências e investigações são reais ou obras de ficção, posso assegurar que sim, tudo é verdade. Sempre trabalhei com honestidade, intensidade e determinação em minhas missões, realizando viagens cósmicas, ingressando em túneis e cidades intraterrenas — os encontros com os seres de luz e com os grandes mestres me fortalecem com sua sabedoria e seus grandes poderes. Eu sou somente um instrumento dos mestres maiores de nosso planeta e do universo, com a missão de cumprir de forma correta as tarefas que constantemente me atribuem. Muitas vezes as pessoas desconhecem que vivemos em um planeta de imensos mistérios e que há muita coisa mais além daquilo que os olhos alcançam.

Para encerrarmos, você poderia nos contar como foi a sua experiência no IV Fórum Mundial de Contatados, realizado em Santos em 2016?
Eu já fiz palestras em vários congressos na América Latina e nos Estados Unidos e considero que o IV Fórum Mundial de Contatados se caracterizou por sua perfeita organização, pela excelente equipe de profissionais da Revista UFO que trabalharam para que o evento tivesse grande êxito. Ali também tive a oportunidade de me instruir sobre diversos outros assuntos que foram apresentados pelos conferencistas. Atualmente me comunico com a maioria deles e tenho certeza de que o editor da UFO A. J. Gevaerd e sua equipe continuarão tendo sempre êxito tanto no Brasil quanto em outros países.


Para continuar lendo este artigo, você deve se cadastrar no Portal UFO.

O cadastramento é gratuito e dá acesso a todo o conteúdo do site.

LOGIN

Compartilhe essa entrevista:

Comentários