ENTREVISTA

“Ah, os extraterrestres que conheci são magníficos', disse-me Chico Xavier

Por Pedro de Campos | Edição 240 | Novembro de 2016

Geraldo Lemos Neto, o nosso entrevistado desta edição, é hoje o maior guardião da obra do saudoso médium Francisco Cândido Xavier. Geraldinho, como é chamado pela família e o era pelo então afetuoso sensitivo mineiro, é da cidade de Pedro Leopoldo, no estado de Minas Gerais. Chico Xavier foi amigo de seus familiares desde a infância, porque seus ascendentes eram achegados entre si antes mesmo do nascimento do mais conceituado médium brasileiro.

Na juventude, Lemos Neto namorou, e depois casou-se, com Eliana, moça que morava na casa de Xavier como filha. A proximidade com o médium estreitou-se ainda mais porque ele passou a frequentar sua residência e a compartilhar de longas conversas na intimidade da família. Foi nessas incontáveis ocasiões que o entrevistado ficou sabendo, por testemunhos do próprio médium, sobre suas experiências com seres alienígenas.

Os testemunhos de Chico Xavier, emérito cidadão pedroleopoldense, são valiosos. Na Ufologia, a testemunha equilibrada tem valor importante — é ela quem vê e participa da incidência, não outra pessoa, por mais categorizada que seja para dar opinião. Não fosse a testemunha, o Fenômeno UFO seria apenas um borrão de luz ou um objeto indefinido nos céus, captado por uma máquina fotográfica ou filmadora à noite ou à luz do dia. Porque a incidência não identificada repentinamente se altera, quando se aproxima do solo em altíssima velocidade, o observador se depara com a nave incomum e, depois, com seu ocupante.

Curiosamente, quando aterrissada, a chance de captação fotográfica se perde por um tipo de ocultação deliberada do engenho, e a nave estruturada denota não ser produzida com tecnologia humana. Sua tripulação, quando em contato com observadores, é identificada como não terrestre. Trata-se de algo fantástico, difícil de crer e explicar, mas efetivamente real. Não é sonho nem ilusão.

Realidade e acobertamento

Trata-se de evento tão fora do entendimento comum que a testemunha, por mais estudiosa e equilibrada que seja, encontra dificuldade em aceitar sua realidade, e mais problema ainda para ser acreditada quando revela sua experiência. Contudo, se não fossem as testemunhas, que arriscam sua reputação em benefício da verdade, jamais os UFOs seriam identificados como engenhos de outra civilização e nada saberíamos de tais incidências. Porque os governos, como estamos cansados de ver em relatórios desclassificados, por força de lei, encobrem os vestígios e as provas que têm em mãos.

Dentre as testemunhas de contato com tais seres estava Chico Xavier, que com sua elevação moral, caráter ilibado, boa saúde e equilíbrio emocional, contou suas experiências aos parentes e amigos mais próximos, àqueles que tinham interesse de saber sobre o extraordinário. Entre estas estava nosso entrevistado, que se dispôs a contar o que ouviu dele sobre a questão extraterrestre. Após o falecimento de Chico Xavier, Lemos Neto foi convidado pela espiritualidade e pela família do médium a prosseguir em certas tarefas.

crédito: FEB
O médium mineiro Chico Xavier, muito além de sua obra pelos desvalidos, deixou um legado de generosidade e de conhecimento à humanidade
O médium mineiro Chico Xavier, muito além de sua obra pelos desvalidos, deixou um legado de generosidade e de conhecimento à humanidade

Ele transformou a casa da Rua Pedro José da Silva, número 67, em Pedro Leopoldo, no memorial Casa de Chico Xavier. E fundou, em Belo Horizonte, a Editora Vinha de Luz para publicar as psicografias deixadas pelo médium, que, somadas aos livros lançados em vida, perfazem hoje 498 obras. Sua entrevista à Revista UFO tem caráter histórico. Trata-se de registros do mestre Chico Xavier que ficarão nos anais da Doutrina Espírita e nas crônicas da Ufologia, cujas investigações e pesquisas certificam a pluralidade dos mundos habitados.

Você teve estreita amizade com Chico Xavier. Como isso começou?
Pelo lado materno, sou integrante de uma família espírita natural de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, a mesma cidade natal de Chico Xavier. No início do século XX, alguns da minha família já eram espíritas, como os meus tios avós José Flaviano Machado e Adélia Machado de Figueiredo. Minha avó Carmen Machado dos Santos, em sua adolescência, foi colega de grupo escolar de Chico Xavier. Outros tios avós muito queridos conviveram de perto com o desabrochar de sua mediunidade nos primeiros tempos, como João Machado Sobrinho, Nair Machado Paschoal e Walter Machado. Temos cartas de Chico Xavier afirmando que minha bisavó, Georgina Cândida Machado, era a melhor amiga de sua mãe, Maria de São João de Deus. Enfim, nossas famílias são conhecidas há muito tempo.

Sendo bem mais novo, você deve ter ouvido falar dele desde que nasceu, certo?
Quando publicamos a biografia Chico Xavier: Mandato de amor [União Espírita Mineira, 1992], ele nos revelou que a casa onde nascera era geminada, sendo que metade pertencia aos seus pais e a outra aos meus tios bisavôs, Eliseu e Cilia Correa. Desde que me entendo por gente ouvi muitas referências à sua vida e obra, tendo em vista os inúmeros casos colecionados de sua bondade no dia a dia e o exercício de sua mediunidade pela família Machado. Assim, desde muito cedo guardei no coração a vontade enorme de conhecer esse homem diferente, que a todos encantava com sua simpatia e generosidade.

E como você chegou a ele?
Como eu morava longe, comecei a escrever-lhe cartas, nas quais apenas assinava como “um amigo”, sem me preocupar em registrar o remetente, por imaginá-lo uma pessoa muito ocupada para responder. Em outubro de 1981, chamado por minha tia-avó Nair Machado Paschoal, fui a São Paulo colaborar como voluntário em um evento no Centro Espírita União, onde Chico Xavier lançaria dois novos livros psicografados. Participei daquela noite inesquecível trabalhando na arrumação dos livros que ele autografaria, das 20h00 até 07h30 do dia seguinte, quase 12 horas de serviços ininterruptos. Ali eu o conheci mais de perto.

Dentre as testemunhas de contato com ETs estava Chico Xavier, que com sua elevação moral, caráter, boa saúde e equilíbrio, contou suas experiências aos parentes e amigos mais próximos, àqueles que tinham interesse de saber sobre o fato.

Naquela ocasião, o que mais o impressionou em Chico Xavier?
Impressionou-me ver o carinho extremo com que recebia os milhares de visitantes, conversando com eles, estimulando-os em nome de Jesus e ofertando-lhes rosas e livros. Quando já não havia mais ninguém na fila, chegou a minha vez de abraçá-lo. Fiquei estupefato quando me chamou de Geraldinho, conforme todos em família me chamam, e revelou-me que gostava muito de receber as minhas cartinhas, que muito lhe alegravam. Mas disse-me que não entendia o porquê de duas coisas: o fato de eu não as assinar e a razão de não colocar o endereço do remetente. Não pude dizer coisa alguma pois as lágrimas me rolavam na face.

Em Minas Gerais, como você encontrou o médium Chico Xavier?
Naquela reunião em São Paulo, Chico Xavier convidou-me a visitá-lo em Uberaba. Não preciso dizer que 15 dias depois lá estava eu, para conhecer seu trabalho extraordinário de assistência e consolação em nome da Doutrina Espírita. A partir daí, desenvolvemos uma amizade que para mim foi um verdadeiro tesouro. Aconteceu ainda que me casei, em 1986, com a irmã de Vivaldo da Cunha Borges, a Eliana, que morava junto com o médium, em Uberaba, e fazia a diagramação de todos os seus livros.

Ele era tão ocupado. Como você pôde tratar com ele dos temas de seu interesse?
Em 1983 me tornei diretor da União Espírita Mineira e no ano seguinte iniciei o namoro com Eliana. Daí eu passei a ir mais frequentemente a Uberaba, hospedando-me em sua residência. Lá pude desfrutar dele em longas conversas, nas madrugadas. Nunca me esquecerei do querido amigo com quem tanto aprendi a raciocinar que o Espiritismo é a doutrina do Cristo redivivo, que veio de Jesus para o coração do povo sofredor, aflito, sobrecarregado e sedento de novas luzes.

Quanto à vida em outros mundos, a lógica científica deduz chances enormes de não sermos o único planeta com vida no universo. Do ponto de vista espírita, haveria chance de enviados de uma civilização exterior fazerem contato formal conosco?
Sim, existe essa possibilidade. E eu diria até mais: ela somente não ocorreu de forma mais ampla e irrestrita porque, segundo me afirmou Chico Xavier, a humanidade terrestre ainda não a mereceu, tendo em vista o período extremamente belicoso de suas organizações sociais, políticas e militares. Além da consequente corrida nuclear das nações chamadas de grandes potências. Esse período de isolamento, ainda segundo ele, está chegando ao fim — especialmente se atingirmos o aniversário de 50 anos da chegada do homem à Lua, em julho de 2019, sem guerras nucleares. Se isto ocorrer, teremos passado na grande prova e a humanidade terá conquistado méritos suficientes para se integrar à grande comunidade cósmica universal [Ver box].

crédito: JPL
Saturno, na visão dos espíritas, assim como outros planetas do Sistema Solar, seria habitado por uma avançada civilização
Saturno, na visão dos espíritas, assim como outros planetas do Sistema Solar, seria habitado por uma avançada civilização

Toda vez que indagado sobre ETs físicos, Chico Xavier nunca deixou de confirmar a sua existência. Você perguntou sobre um eventual contato que ele tenha feito com alienígenas?
Em nossas conversas nas madrugadas, muitas vezes eu perguntava sobre o universo, as galáxias, nebulosas e as estrelas com planetas que se movimentam ao redor. Ele me falava com muita vivacidade sobre o assunto, inclusive sobre a existência de “humanidades” muito mais avançadas do que a nossa, que estão espalhadas pelo sem fim do “multiverso”. Ele, inclusive, contou-me, por volta de 1986, que já havia estado, na década de 70, com seres de outros planetas.

Dado o seu interesse, imagino que você ficou curioso sobre esses visitantes. O que ele disse?
Ao expressar a ele minha vontade de também conhecê-los, ele foi enfático e recomendou-me muito cuidado. Porque, embora a maioria das civilizações que já desvendou os segredos das viagens interplanetárias seja de grande evolução espiritual —cerca de 90% delas, segundo Chico Xavier — e seja voltada ao bem e à fraternidade geral, há aquelas que somente se desenvolveram no campo da tecnologia, ignorando sentimentos mais nobres. Disse que representantes desse outro grupo de seres também têm nos visitado, mas com objetivos escusos, pois para eles nós somos muito atrasados e por isso não dariam nenhuma atenção às nossas necessidades e sentimentos. Assim, raptam pessoas e animais para experiências horrorosas em suas naves. Então recomendou que, quanto a esse grupo, nós devemos ter muito cuidado.

Sobre a experiência dele com ETs, o que Chico Xavier lhe falou?
Disse-me que, no início da década de 70, estava indo de Franca, onde a família Borges residia, em direção a Ribeirão Preto, para visitar Eliana, que havia passado por uma cirurgia de coração naquela cidade para retirada de um tumor benigno, algo surpreendente ocorreu. O irmão do doutor Elias Barbosa, médico de Uberaba, dirigia o automóvel na companhia de Borges e de Chico Xavier, que ficou no banco de trás. Eles iam lá pelas 03h00, para evitar o trânsito. No meio do caminho, uma luz meio embaçada, de cor alaranjada, envolveu o automóvel e passou a segui-lo — e o motorista achou por bem encostar o carro e os três ficaram ali esperando para ver o que ia acontecer.

Foi notado algo no veículo, como balanço, modificação nas luzes do painel, no motor ou coisa assim?
Sim. O automóvel desligou-se por completo. Então, intuitivamente, Chico Xavier começou a orar, pedindo aos amigos que o acompanhassem na prece. O espírito Emmanuel se fez presente e solicitou-lhes redobrada vigilância. A nave apareceu, então, no pasto ao lado da estrada, iluminando toda a área em torno com sua luz. O objeto pairou no ar, sem nunca tocar o solo, e do meio dele saiu uma luz mais clara ainda, de dentro da qual desceu uma entidade alienígena.

Segundo Chico Xavier, a humanidade ainda não mereceu o contato, tendo em vista o período extremamente belicoso de suas organizações sociais, políticas e militares — além da consequente corrida nuclear das nações chamadas de grandes
potências.

Como era este tripulante?
Tinha aparência humanoide, mas era muito alto, com cerca de 3 m, e era esquelético. Chico Xavier sentiu um medo instintivo e pediu em preces para que fosse afastado dele qualquer mal, com o auxílio de Emmanuel. Então, subitamente, a entidade alienígena parou e desistiu dos três, retornando à nave. Depois, o disco voador elevou-se do solo e o médium viu perfeitamente uma vaca adormecida sendo levada até o interior, como se levitasse até lá. Em seguida, o aparelho desapareceu de vista com velocidade espantosa.

O que o mentor de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, falou depois dessa incidência?
O espírito Emmanuel revelou que aqueles seres, infelizmente, não são vinculados ao bem e ao amor, mas fazem parte de sociedades que pilham planetas em busca de experiências genéticas estranhas. De vez em quando, abduzem homens e animais para suas aventuras laboratoriais. Segundo o mentor, eles não fazem mais porque Jesus estabeleceu normas e guardiões para proteger a humanidade terrestre em sua infância planetária, ainda tão ignorante quanto às realidades siderais. “Então meu filho”, disse-me ele, “se você avistar alguma entidade com as características que lhe dei, com 3 m de altura e um corpo humanoide esquelético, cuja nave emita uma luz com coloração alaranjada embaçada, corra. Pernas para que te quero!” E riu com seu modo característico...

Esse tipo de ser é chamado de reptiliano e é testemunhado na Ufologia. Mas sobre outros tipos, Chico Xavier falou alguma coisa?
Eu não contive a pergunta: e os alienígenas bonzinhos? “Ah. Os ETs que conheci são magníficos, criaturas de muito baixa estatura, cerca de um metro apenas”, disse ele. Essa experiência de Xavier ocorreu em meados da década de 80. Ele me explicou que as criaturas são de grande inteligência, por isto mesmo têm a cabeça de tamanho avantajado em relação à nossa, com grandes olhos amendoados e meigos, capazes de divisar todas as faixas de vida nos diversos planos de matéria física e espiritual.

E quanto às demais características físicas e o nível moral e social do alienígena?

Chico Xavier falou que eles não possuem nariz, orelhas e que sua boca é apenas um pequeno orifício — seus sistemas fisiológicos são muito diferentes dos nossos. Não possuem intestinos, já que toda sua alimentação é apenas líquida, e, por conseguinte, seu sistema excretor se dá por órgãos semelhantes aos nossos rins e bexiga. Falou que são de uma bondade extraordinária e protegem a civilização terrena assumindo o compromisso de nos guiar para o bem. E concluiu dizendo que não está longe a ocasião em que esses seres terão permissão para se apresentar a nós à luz do dia, trazendo-nos avanços tecnológicos, médicos e científicos nunca antes imaginados. Eu fiquei pensando como o universo deve ser vasto e o quanto Chico Xavier sabia sobre ele, mas se calava.

crédito: EDMOND GARLAND
Entidades de densidade rarefeita poderiam viver em planetas fora do Sistema Solar, em condições totalmente distintas das conhecidas na Terra
Entidades de densidade rarefeita poderiam viver em planetas fora do Sistema Solar, em condições totalmente distintas das conhecidas na Terra

O tipo que mais pratica abdução e abuso é o gray [Cinza], que tem essas mesmas características físicas. A experiência do médium mineiro parece ter sido com um tipo cinza mais evoluído. Há indícios de que haja várias espécies semelhantes, umas agressivas, outras não. O que você pensa disso?
Na casa de Borges, em Uberaba, havia um videocassete acoplado naturalmente a uma televisão. O médium gostava muito de assistir filmes que eu trazia de Belo Horizonte. Uma série que ele apreciava muito era Jornada nas Estrelas [1966], de Gene Roddenberry. Então assistíamos a alguns episódios e Chico Xavier arregalava os olhos e me dizia que o pessoal de Hollywood é extraordinário. Falava que escritores, diretores, roteiristas da série são médiuns e não sabem disso — porque o que eles escrevem e adaptam para o cinema e televisão é verdadeiro. Ele afirmava que essa multiplicidade de formas de vida nos planetas é uma realidade. “Existe de fato esta Federação dos Planetas Unidos, assim como também a turma do contra que a ataca”, dizia. Para o sensitivo, outra série, Guerra nas Estrelas [1977], também não era uma fantasia apenas imaginada, mas a captação mediúnica de uma realidade acima de nossas cabeças.

Qual é a interpretação do grau evolutivo dos seres que apenas nos contatam e daqueles que nos abduzem, segundo seu amigo médium?
Segundo afirmou Chico Xavier, a maioria das civilizações extraterrestres que nos acompanham e visitam é mais evoluída do ponto de vista moral e científico. Mas a minoria, cerca de 10%, somente se desenvolveu na ciência e tecnologia, permanecendo do ponto de vista moral bastante afastada — elas nos olham como seres insignificantes. Seu único interesse reside no campo da curiosidade científica, já que abduzem seres humanos e animais para experiências genéticas de hibridação.

E quais seriam os objetivos destes 10% de seres remanescentes?

Mesmo entre esses 10% estimados haveria diferenciação de interesses reais, porque alguns têm apenas interesse científico, sem maior participação em nosso desenvolvimento. Outras civilizações se engajam na tentativa de criar uma raça híbrida, com genes humanos mesclados aos seus, tendo em vista ampliar as capacidades cognitivas e sensoriais dos corpos físicos terrestres e possibilitar a eles, no futuro, a vida na Terra em corpos já adaptados. Há ainda entidades perversas, voltadas a nos impingir maldades. Segundo Chico Xavier, esses seriam a minoria, raças predadoras que invadem o Sistema Solar e que, felizmente, são controladas e contidas por aquelas da maioria dedicada à nossa proteção e bem-estar.

Nos centros espíritas que você conhece é feito contato psíquico com entidades menos materiais?

Sim, há determinadas instituições espíritas que de algum modo se especializaram nesses contatos psíquicos com entidades que residem em outros planos. Pelo contato mediúnico, muitos informes são dados aos médiuns. É o caso, por exemplo, do próprio Chico Xavier, que por sua faculdade mediúnica de psicografia recebeu diversos relatos de desencarnados terrestres que tiveram convite e foram visitar, sob a assistência de seus mentores, outras humanidades ultrafísicas residentes nos planetas do nosso próprio Sistema Solar e até mesmo em outros sistemas estelares vizinhos.

Embora a maioria das civilizações que já desvendou os segredos das viagens interplanetárias seja de grande evolução espiritual — cerca de 90% delas, segundo Chico Xavier —, há aquelas que somente se desenvolveram no campo da tecnologia.

Poderia citar objetivamente algum desses casos a que se refere?
A própria mãe de Chico Xavier, dona Maria de São João de Deus, relatou no livro Cartas de Uma Morta [Lake, 1935] as visitas que fez em espírito a Marte, a Saturno e a um sistema estelar trinário. O espírito do escritor maranhense Humberto de Campos, que fôra da Academia Brasileira de Letras, relatou em Novas Mensagens [FEB, 1940] sua viagem em espírito para conhecer de perto a civilização marciana, cuja composição física difere da nossa. O próprio guia espiritual de Chico Xavier, Emmanuel, descreve no início de seu romance épico Renúncia [FEB, 1947] alguns detalhes sobre um dos planetas que gira em torno do sistema estelar de Sírius, com vida menos material. Esse detalhe, inclusive, é curioso e muito importante.

Sírius, na constelação do Cão Maior? O que é tão importante?
Na época daquela psicografia, a ciência considerava Sírius um sistema binário de estrelas. Apenas recentemente, no século XXI, é que cálculos e observações astronômicas de grandes telescópios e satélites em órbita terrestre passaram a captar vestígios de um sistema de três estrelas com reflexos de luzes dando idades muito diferenciadas para elas — isso veio harmonizar de certa maneira a existência de três sóis emissores de luz com os registros mediúnicos obtidos no passado, pois, na época da psicografia, a ciência desconhecia por completo tais vestígios. Mas muitas observações astronômicas e estudos ainda terão de ser feitos para a ciência validar tais indícios como realidade.

Emmanuel fala de um espírito que veio de Sírius para encarnar na Terra. Há informes sobre vida ultrafísica naqueles lugares do universo?
Sim, ele nos relata no início do livro Renúncia que seres alados iam e vinham naquele ambiente, obedecendo a objetivos importantes em um trabalho de natureza superior, inacessível à compreensão dos seres humanos. Ao penetrar em um templo de grandes proporções, notou pensamentos incompreensíveis que dominavam os visitantes. Muito acima da abóbada do templo elevava-se uma torre translúcida, trabalhada em substâncias sólidas e transparentes semelhantes ao cristal. Do interior dela saíam melodias harmoniosas. Informa que o suntuoso templo era uma vasta colmeia de trabalho e preleção elevada. Assim se tem uma vaga ideia de um mundo com civilização muito avançada.

A tribo Dogon, na África, observa as órbitas das estrelas de Sírius como um costume ancestral. Que outros relatos dá Emmanuel sobre os tais sirianos?
Isto é uma maravilha que todos devemos estudar. Vimos em um documentário do canal a cabo Discovery Channel, inclusive, que a tribo Dogon, assim como Emmanuel, há muito afirmara que o sistema estelar de Sírius é composto de três sóis, usando até mesmo um artefato que dá precisamente a posição de cada estrela no conjunto. Com relação a Emmanuel, contudo, ele não teceu mais comentários a respeito dos sirianos porque seus registros tinham outro objetivo, a não ser que trabalham ativamente no campo do conhecimento, da beleza e da harmonia universais. Em Renúncia, o foco central da narrativa é justamente a abdicação de Alcione, um espírito siriano que, por altruísmo, deixa Sírius e encarna na Terra, com a missão de socorrer entes queridos de outras épocas.

crédito: JPL
Um dos planetas que gira em torno do sistema estelar de Sírius, com vida menos material, seria o lar de avançada civilização
Um dos planetas que gira em torno do sistema estelar de Sírius, com vida menos material, seria o lar de avançada civilização

No nosso Sistema Solar, vida como a nossa está cientificamente descartada e na Lua não há sequer microrganismos. Como se explica a vida relatada pelos espíritos nos planetas solares? Qual a consistência dessa vida e a lógica de sua evolução, que se desenrola sem nada vermos?
O que possibilita a vida menos material é a evolução do espírito nela encarnado. Os veículos corpóreos utilizados pelos espíritos estão postados em várias faixas de vibração da matéria — elas vão depender do observador para serem vistas. Os corpos podem estar em uma dimensão ou em várias outras, invisíveis aos olhos. Há orbes em que a vida é apenas espiritual, enquanto outros, entretanto, abrigam também uma vida encarnada quase tão rarefeita quanto a do espírito desencarnado. Na Lua e em muitos planetas não há vida física como a nossa. Segundo Chico Xavier, o nosso satélite é, na verdade, um corpo celeste em forma de prisão, no qual espíritos desencarnados, relapsos e delituosos estacionam, por algum tempo, em moradas extrafísicas para demandar a outros planetas primitivos que os recebam para encarnar e evoluir.

Essa esfera espiritual preparatória está restrita à Lua? Como funciona o processo de que tratamos?
Segundo Chico Xavier, a Lua, Mercúrio e Plutão têm essa finalidade no processo preparatório — são estações penitenciárias provisórias. Funcionam como escalas de degredo, planejadas para abrigar consciências culpadas que, exiladas e evacuadas da Terra, recebem sentenças de migração a planetas primitivos, para novação no aprendizado da fraternidade e da justiça. Se, a princípio, tais fatos parecem de grande dureza, por outro lado se deve considerar que representam uma chance a espíritos culpados e a populações atrasadas de mundos infelizes, que culminarão por se beneficiar do conhecimento mais avançado desses espíritos que para lá se encaminham, inaugurando novos momentos de progresso e melhoria geral. Assim, a evolução se processa aos retardatários.

Chico Xavier disse ter notado nos planos invisíveis espíritos sendo levados para encarnar em outro planeta. Que planeta é esse?
Ele nos afirmou que o século XX marcou, na história terrestre, o fim do período de condescendência da direção planetária para com os espíritos rebeldes, encarnados ou desencarnados. Especialmente, desde a Segunda Guerra Mundial, em meados do século passado, começou o período de exílio desses espíritos que passaram a ser deslocados a um mundo ainda primitivo, a que Chico Xavier denominou de Kírom, que não é o asteroide descoberto no fim do século passado por Charles Kowal.

Poderia nos falar o que você ouviu dele sobre esse planeta de destino?
Ele me explicou que esse mundo, em outro sistema estelar, guarda muita semelhança física com a Terra, sendo que a temperatura, pressão, tipo de vida animal e vegetal etc, são quase idênticos aos terrestres. Mas há duas diferenças básicas. Primeiro, sua humanidade é bastante primitiva, vivendo ainda nas cavernas. Segundo, o tamanho do orbe, que é muitas vezes maior que a Terra. Interessante observar que foi somente nos últimos anos que astrônomos descobriram os exoplanetas — alguns chamados de “superterras” —, não só pelo tamanho maior como pela localização em zona habitável de uma estrela, passo importante para achar planetas como o nosso.

Disse-me Chico Xavier: 'Se você avistar alguma entidade com as características que lhe dei, com 3 m de altura e um corpo humanoide esquelético, cuja nave emita uma luz com coloração alaranjada embaçada, corra. Pernas para que te quero'.

Você participa ou já participou de algum contato psíquico com entidades encarnadas em corpos ultrafísicos, os chamados ultraterrestres ou UTs? Como foi?
Sim. No Grupo Mediúnico Maria de Nazaré, do qual faço parte com os companheiros do Portal Saber Espiritismo [Aberto na internet no endereço: www.saberespiritismo.com], nos reunimos toda quarta-feira e já tivemos experiências de contato psíquico ou sintonia mental com seres de outro sistema estelar. Quatro médiuns diferentes e ao mesmo tempo tiveram uma comunhão de pensamentos por telepatia com seres que poderíamos classificar de insectoides — embora sua aparência inicialmente se parecesse repugnante, sentimos, no desenrolar do contato, que eles se interessam com grande compaixão pela humanidade, contemplando-nos como “crianças do entendimento”, que um dia acordarão para se integrar ao cosmos. Naquela mesma experiência, que se repetiu em outras ocasiões, pudemos observar que a inteligência daqueles seres supera, em muito, a nossa capacidade de entendimento e interação com espécies diferentes.

Os índios charruas, do Rio Grande do Sul, têm medo deles. Na Aldeia Polidoro, em Porto Alegre, há sinais de UFOs e os seres se mostram e produzem efeitos físicos. Além da sintonia psíquica, seu grupo estaria disposto a ir a campo e ter contato com tais entidades?
Cremos que não há acaso nesses contatos e alguma razão existe para que o nosso pequeno grupo de amigos tenha tido aquela sintonia psíquica. Nas experiências vividas por nós, os alienígenas nos auxiliaram a um regresso ao passado próximo e até mesmo remoto, para que compreendêssemos os nossos resgates atuais e também para que nos inteirássemos da razão de nossa vinculação a eles. Assim, cremos que o grupo se interessaria, sim, a prosseguir nestes estudos, experiências e contatos de proximidade.

Em sua opinião, em que um contato com outra civilização beneficiaria a humanidade?
Os benefícios seriam muitos. Haveria avanços científicos inimagináveis no campo da medicina, da tecnologia de comunicação a distância, da interconexão entre as diversas civilizações, do acesso generalizado ao conhecimento e à cultura universal, das viagens interplanetárias, interestelares e até mesmo intergalácticas. Enfim, todo um maravilhoso mundo novo que, definitivamente, faria do homem um verdadeiro cidadão do universo.

Correríamos o risco de ter os nossos valores radicalmente modificados quando isso ocorrer?

Sim e não. Os valores arcaicos haverão de ruir, enquanto os de amplitude universal passarão a ser novos paradigmas da nossa civilização, integrando-nos finalmente ao contexto do cosmos. Embora no passado as transições se mostrassem traumáticas aos povos, haja vista o acontecido aos índios nas Américas em relação à adaptação cultural e religiosa europeias, cremos que os valores superiores de civilizações mais avançadas farão com que compreendamos, por exemplo, as questões fundamentais de nossa existência, do destino e da dor de cada ser humano, superando qualquer entrave belicoso na interação.

Você acha que o contato formal com uma civilização mais adiantada elevaria os nossos valores morais e a fraternidade entre os povos?
O contato fará com que nos integremos mais como irmãos, conscientes de que somos uma só família universal. Valores como a existência do espírito imortal — que migra de corpo em corpo e pode habitar em épocas distintas civilizações planetárias em diferentes sistemas estelares, que pode utilizar sua capacidade cognitiva e sua intuição para contato e comunicação instantânea, por meio do pensamento, com seres dos mais diferentes mundos, nebulosas e galáxias — farão com que nos libertemos das mazelas humanas. Serão eliminados o egoísmo, a posse, o orgulho e a vaidade, para utilizarmos em nós as capacidades mais nobres do sentimento no amor, razão, solidariedade entre os povos e as humanidades. Enfim, “o homem espiritual estará unido ao homem físico para sua marcha ao ilimitado”, conforme psicografou Chico Xavier na obra A Caminho da Luz [FEB, 1938].

Nas manifestações de espíritos foram dados inúmeros relatos sobre a vida em outros mundos. Que forma de vida, caso encontrada, poderia nos influenciar?

Bem, vários espíritos se manifestaram sobre o tema por meio da psicografia de Chico Xavier, como Maria João de Deus, Humberto de Campos, Emmanuel e André Luiz. Pelo que se depreende dessas comunicações, a vida em outros planetas varia ao infinito, além de estar estruturada em variados planos de matéria, sendo que muitos deles em estados vibracionais diferentes do nosso plano físico terrestre. Creio, portanto, que teremos mais facilidade de contato com aquelas civilizações que estejam mais próximas de nosso plano de realidade física e, neste caso, seus avanços científicos sejam de grande auxílio para nós.

Os contatos ufológicos denotam variedade corpórea e algumas espécies nos parecem repulsivas. A beleza física seria um dos indícios de evolução? O que dizer de espécies diferentes da nossa?
A beleza será sempre um conceito relativo. A mãe de Chico Xavier nos relatou em psicografia que fora levada a visitar a civilização de Saturno, para nós entidades menos materiais. Lá ela se espantou com a aparência tão diversa daquela comunidade planetária, que se assemelhava a monstros alados, muito embora estivessem em uma condição evolutiva muito adiante da nossa. Pelo relato, fica claro que a humanidade daquele planeta se encontra em um plano existencial de matéria muito diversa da nossa terrestre. O próprio mentor de Chico Xavier, Emmanuel, explica que nas expressões físicas não é possível identificarmos analogias entre as diversas civilizações planetárias em face das leis fundamentais que regem cada plano evolutivo. No entanto, segundo ele, deve-se procurar entender por humanidade a família espiritual de todas as criaturas que povoam o universo. Examinada a questão por este prisma, a humanidade identifica-se com a coletividade universal. De modo geral, isso foi explicado no livro O Consolador [FEB, 1941].

Chico Xavier também disse que estivera em uma lua de Saturno. Você poderia nos relatar sobre isso?
Ele contou que certa vez seu guia espiritual, Emmanuel, lhe avisara que fora convidado a conhecer de perto uma nave mãe estacionada em uma das luas de Saturno, para defesa do Sistema Solar. Para tanto, pediu a Chico Xavier mais tranquilidade durante o dia e que se abstivesse de alimentos pesados, preferindo alimentação leve, com frutas e sucos. De madrugada, seu guia o tirou do corpo. Em espírito, os dois fizeram uma viagem vertiginosa e Emmanuel lhe mostrou o destino — uma nave gigantesca, que segundo Chico Xavier era tão grande quanto à própria lua de Saturno [Não se sabe qual, pois hoje há 62 luas catalogadas com diâmetros diferentes naquele planeta] onde estava estacionada. Eles penetraram a nave com facilidade. Xavier percebeu que Emmanuel tinha livre trânsito ali, mostrando-lhe nas dependências internas da nave-mãe as centenas de naves menores, auxiliares, lá pousadas em hangares gigantescos.

Ele chegou a ver a tripulação ou a interagir com alguém?
Sim, Emmanuel se dirigiu depois à sala de controle, onde apresentou Chico Xavier ao comandante. O ser, de evolução muito superior, segundo o médium, recebeu-os com cordialidade e atenção, explicando-lhe que toda a conversa se daria por telepatia — por este processo, todos ali se entenderiam, não havendo barreiras de idioma. O comandante explicou que estava subordinado à autoridade solar máxima, a quem chamou de Cristo do Sistema Solar, entidade superior em hierarquia a Jesus Cristo, governador da Terra.

Por favor, prossiga.
Perguntado sobre suas funções, explicou que dirigia a defesa do Sistema Solar contra ataques externos, provenientes de civilizações ainda agressivas e tendentes à rapinagem. Tratam-se de povos ainda não evoluídos o suficiente na ética, guardando propósitos graves, mas que pelo avanço científico já podem cruzar longas distâncias siderais. O comandante ainda disse que estavam ali estrategicamente estacionados e entravam em ação ao menor sinal de alarme. Quanto à Terra, informou que também atuava em sua defesa.

O médium mineiro esmiuçou as manifestações espirituais, mas foi comedido quanto aos encarnados que visitam a Terra em naves alienígenas. Falou da vida em outros mundos, mas não psicografou livros sobre as visitas extraterrestres à Terra. Você poderia fazer considerações sobre o motivo?

Ele nos dizia que isso era trabalho da própria ciência, que precisaria se abrir a novos conhecimentos de astrofísica e das realidades fundamentais do espírito no início do século XXI, para nos revelar, enfim, essa realidade sob um novo prisma — não caberia a ele, portanto, se adiantar sobre o assunto. Também nos afirmava que o contato com algumas civilizações, tão encarnadas e densas como nós, já havia se estabelecido. E que, de certa maneira, muita tecnologia espacial já era de domínio das grandes potências e que poderíamos, muitas vezes, avistar naves não identificadas, mas que na realidade estavam sendo produzidas na Terra, pelo homem, em projetos secretos militares das grandes potências.

O que o levou recentemente a se interessar pela Ufologia?
Internautas e novos amigos que passei a fazer nas redes sociais estavam curiosos e interessados quanto às conversas que tive com Chico Xavier a respeito de suas experiências ufológicas. Isso fez com que eu me informasse mais sobre o Fenômeno UFO. E, para minha surpresa, notei que a Ufologia vem confirmando muitas coisas sobre as quais ele me falava na intimidade de seu lar. A repercussão da chamada data limite e os documentários incrementaram ainda mais o meu interesse no assunto.

Há pouco você participou do IV Fórum Mundial de Contatados, realizado pela Revista UFO na cidade de Santos. Quais são suas impressões do evento, ao ver de perto aficionados, estudiosos, contatados e abduzidos?
Como neófito na Ufologia, fiquei maravilhado com os surpreendentes relatos de contatados e abduzidos, como também com as impressionantes pesquisas de campo feitas por respeitáveis ufólogos do Brasil e do exterior. Também me causaram espécie os trabalhos profissionais na área da saúde mental e psíquica que procuram esclarecer o Fenômeno UFO por meio das chamadas regressões hipnóticas e sessões terapêuticas. É um mundo novo de descobertas para mim, abrindo-se ao meu entendimento ainda limitado de temas palpitantes. Penso como Chico Xavier, que estamos no limiar de novos tempos, em que a ciência descortinará para nós um futuro imenso diante do universo.

A Ufologia está contribuindo no sentido de mostrar na prática que não estamos a sós no universo e que vale a pena avançar na investigação do Fenômeno UFO?

Sem dúvida alguma. A Ufologia é a ciência nova que haverá de descortinar para nós todos, no limiar deste terceiro milênio, a realidade insofismável de que não estamos sozinhos no universo. Marchamos a passos largos, dentro da própria ciência, para compreendermos fenômenos e ocorrências que antes eram coisas enigmáticas, pois as fronteiras do conhecimento científico estão se expandindo para penetrarmos em novos domínios da razão e da sabedoria em torno das sagradas leis universais.

Você e seu grupo pretendem mostrar ao público que a realidade da pluralidade dos mundos habitados vem sendo tratada pela Ufologia desde 1947?
Certamente. Desde a minha participação no IV Fórum Mundial de Contatados, tenho trazido aos amigos do meu grupo as informações que lá amealhei, mostrando-lhes, igualmente, a vasta literatura ufológica existente no Brasil e no exterior. Todos se interessaram em conhecer mais. E é nosso objetivo, além das palestras e seminários que temos feito sobre o tema dentro do movimento espírita, a realização de gravações de arquivos de áudio e de vídeo para divulgação no Portal Saber Espiritismo, para discussão em grupo.

Muito obrigado pela entrevista. Quais suas considerações finais?
O que eu gostaria de dizer para finalizar é que estamos todos a caminho de mais amplo entendimento da nossa realidade fundamental como seres integrantes de uma grande família cósmica, espalhada em diversos orbes planetários e diferenciada por diversos níveis de consciência evolutiva. Para nos inteirarmos, em plenitude, desta nova realidade será preciso mais amplo diálogo interdisciplinar no campo dos conhecimentos humanos, unindo ciência, filosofia e religião. Todos nós, assim, somos chamados a colaborar com este diálogo na direção de um conhecimento mais vasto e plural. “Buscai e achareis. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

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