ENTREVISTA

A Exopolítica e o paradigma das relações entre humanos e aliens

Por Luciano Vidotto | Edição 260 | Agosto de 2018

A descrição da presença de seres e de máquinas voadoras vindos das estrelas tem acompanhado a história da humanidade há milênios. Das cavernas e entalhes australianos, passando por Tassili n’Ajjer, nas fronteiras da Argélia, pelos antigos tabletes sumérios decifrados por Zecharia Sitchin, aos livros apócrifos banidos das Escrituras, e continuando até os modernos avistamentos de objetos não identificados, o Fenômeno UFO esteve presente e ativo pelos quatro cantos de nosso planeta desde sempre. Sua atuação elusiva e recorrente tem levado um número cada vez maior de pessoas a buscar informações que possam esclarecer as dúvidas que acompanham o assunto, em especial aquelas sobre a atuação da vida extraterrestre nos bastidores da evolução humana por meio do uso detecnologias tão sofisticadas, que mais parecem mágica.

A partir da segunda metade do século XX, com o surgimento da Ufologia, inúmeros pesquisadores passaram a abraçar a missão de investigar as ocorrênc ias e repartir com o público aquilo que descobriam, uma vez que as autoridades se recusavam sequer a admitir que o fenômeno era real. No final dos anos 60, o surgimento do que hoje chamamos de Ufoarqueologia levou o entendimento do estudo a um novo patamar — os UFOs deixaram de ser vistos como um fenômeno moderno, motivado pelo lançamento das bombas atômicas, e passaram a ser entendidos como algo que sempre esteve entre nós. Mas com que interesse?

Muitos pesquisadores veem a presença dos alienígenas como algo benéfico e pensam que eles não apenas estão entre nós, mas que, literalmente, nos fizeram a partir de uma mistura de seus genes com os de um tipo primitivo de hominídeo existente na Terra. Para tal corrente de pensamento, os ETs trabalharam em nosso aprimoramento genético e nos ensinaram a desenvolver as estruturas sociais necessárias para que houvesse bom relacionamento entre as pessoas nas sociedades de convívio.

O papel da Ufologia

A verdade é que as notícias sobre avistamento de UFOs e de contatos com alienígenas vêm se acumulando ao longo do tempo, vindas de todos os lugares e sempre em tom de mistério, seja por meio de uma foto borrada acompanhada do depoimento de um simples civil sobre um avistamento qualquer, seja pelo sério e comprometedor testemunho do ex-ministro da Defesa de um país como o Canadá. Entre as testemunhas mais categorizadas estão pesquisadores e autoridades conhecidas, ex-funcionários de agências de Inteligência de algumas potências mundiais, militares e ex-militares de alta patente, pilotos e especialistas de várias nacionalidades e credos.

Todas essas pessoas, devido à suma importância do que descobriram ou testemunharam durante o tempo que desempenharam suas funções em cargos governamentais, e apesar da pressão por parte de familiares e amigos, da exposição pública e das ameaças sofridas, deram um passo à frente e contaram ao mundo tudo o que sabiam sobre o tema. Ao longo das últimas sete décadas, o volume e qualidade das evidências apresentadas nos inúmeros eventos promovidos pela Ufologia ao redor do mundo foram gritantes, especialmente em casos de abdução, onde o contato é direto.

Os pesquisadores, quando procurados pelas testemunhas, procuram levar em conta a idoneidade e o caráter dos envolvidos na casuística e, mais ainda, daquele que faz o relato. Todo esse cuidado se deve à preocupação que a Ufologia tem em lidar com as pouquíssimas, mas preciosas, evidências disponíveis ao seu alcance. Por outro lado, ufólogos e pesquisadores, sempre travaram um verdadeiro combate contra a desinformação, uma vez que esta segue as regras de um sistema de controle que visa desacreditar toda a atividade extraterrestre, ainda que oficialmente confirmada — isso quando a informação não é ferrenhamente censurada nos meios de comunicação de massa, mais precisamente pela mídia impressa e televisiva de algumas emissoras de renome e bem conhecidas do público em geral. A censura de longe sempre foi a maior vilã da Ufologia. E a desinformação, aliada à censura ao longo do tempo, é a maior responsável por distorcer a realidade dos fatos e confundir as pessoas, a ponto de tornar-se muito difícil, quando não impossível, discernir-se a verdade  em meio a tanta informação controversa e contaminada.

O complexo industrial militar

A guerra de informações existe desde o início da Ufologia e pesquisadores têm tentado de tudo para derrubar o alto muro do embargo erguido pela censura aos arquivos extraterrestres. E como bem sabem alguns, tal muro foi criação de um pequeno e seleto grupo de figuras que ocupam cargos de destaque em governos e instituições de países de Primeiro Mundo, especialmente na essência do poderoso complexo industrial militar, onde toda tecnologia adquirida por meio da engenharia reversa em naves extraterrestres recuperadas é monopolizada e usada apenas em benefício do próprio grupo.

Michael Salla, nosso entrevistado desta edição, é um dos pesquisadores mais respeitados quando o assunto são tais teorias. Doutor em governabilidade pela Universidade de Queensland, na Austrália, foi professor na Universidade Nacional Australiana entre 1994 e 1996 e professor associado na Universidade Americana, em Washington D. C., entre 1996 e 2001. Salla especializou-se no campo da paz internacional e na resolução de conflitos. Seu currículo, portanto, lhe dá todo o embasamento necessário para analisar o jogo de forças políticas e econômicas que dominam o mundo.

Profundo conhecedor de programas secretos governamentais, dos movimentos do chamado governo oculto, dos acordos entre extraterrestres e grandes corporações armamentistas, nosso entrevistado é, também, um pioneiro no desenvolvimento da Exopolítica, com vários livros publicados sobre o assunto — obras em que ele discorre não apenas sobre o tema em si, mas também sobre tudo o que envolve o contato entre espécies diferentes, cujos graus de desenvolvimento científico tecnológico são muito distantes dos nossos.

Em 2005, Salla fundou o International Exopolitics Institute [Instituto Internacional de Exopolítica], uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo, promoção e apoio à Exopolítica, que ele define como sendo “um campo científico multidisciplinar, com raízes na ciência política e com foco na pesquisa educação e política pública em relação aos atores, instituições e processos associados à vida extraterrestre, bem como à imensa gama de implicações que isso acarreta, por meio da defesa pública e dos novos paradigmas emergentes”. Em 2006 o pesquisador fundou o Exopolitics Journal [Jornal de Exopolítica], um site onde é possível se pesquisar o assunto em profundidade. O International Exopolitics Institute é representado no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Exopolítica (IBEXO), ligado à Revista UFO [Veja box].

Michael Salla é o apresentador do canal ExoNews.tv transmitido via YouTube, no qual reúne entrevistas e documentários sobre Exopolítica e também sobre teorias da conspiração. Na interessantíssima entrevista que veremos a seguir, ele discorre sobre sua atuação política em conflitos mundiais, explica como nasceu a ideia da Exopolítica e nos leva pelos caminhos das conspirações, mostrando como e quem controla nosso mundo.

Qual é o melhor conceito para a palavra Exopolítica a ser adotado pelo público?
Eu defino o termo Exopolítica como sendo o estudo político dos principais protagonistas, processos e instituições relacionadas à vida e tecnologia extraterrestres. A Exopolítica é um campo da ciência política da mesma forma que a Exobiologia é um campo da biologia.

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