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Revista UFO | Edição 60 | 01 de Outubro de 1998

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Os ETs não estão aqui a passeio

Os ETs não estão aqui a passeio

Que razões trazem nossos visitantes espaciais à Terra? Interesse científico, turismo, curiosidade? Essa pergunta é uma das mais importantes e que mais implicações apresenta no estudo e compreensão da Ufologia. Estudiosos do mundo todo se dividem em tendências ou correntes de pensamento a respeito do que seriam os motivos pelos quais os extraterrestres estão visitando nosso planeta. Alguns defendem ardorosamente a tese segundo a qual nossos visitantes seriam uma espécie de irmãos cósmicos, que vêm à Terra para nos alertar quanto a um cataclisma eminente e prestes a dizimar a Humanidade planetária do mapa universal.

Certos defensores dessa teoria imaginam até que estes mesmos seres promoveriam uma evacuação de nosso planeta. Outros ufólogos defendem a hipótese de que os alienígenas tenham uma essência maligna e que estão vindo ao nosso planeta apenas para buscar aquilo que necessitam - células, sangue e até órgãos humanos e de animais. Os defensores mais radicais dessa idéia argumentam ainda que as abduções, tão abundantes em todo o mundo, são os meios segundo os quais nossos visitantes satisfazem inclusive seu apetite sexual, sem a menor compaixão por nós.

O que falta à maioria das pessoas envolvidas com o Fenômeno UFO é ter uma visão mais completa e panorâmica da Ufologia. Mente aberta é essencial para que se compreenda sua complexidade
- A. J. Gevaerd

É evidente que ambas as idéias acima expostas são radicais e exageradas. Mas é alarmante o número de ufólogos e ufófilos em todo o mundo que agarram-se a elas como se fossem modelos perfeitos para explicar o Fenômeno UFO. Da mesma forma - felizmente - entre um e outro posicionamento existem dezenas de outras hipóteses que buscam tratar e compreender a questão de uma forma mais ponderada e, com certeza, mais responsável. No entanto, esquecem-se os ufólogos que qualquer explicação que se tente dar aos UFOs passa primeiramente pela análise de uma condição básica: nossos visitantes provêm de várias origens no Universo, o que implica, obrigatoriamente, em que tenham objetivos e condutas diferenciadas com relação aos seres humanos terrestres.

Assim, o problema mais grave da Ufologia passa a ser a generalização do tema, que desconsidera por completo a natureza plural dos seres extraterrestres. Tratá-los como seres angelicais ou intrusos sanguinários é menos equivocado do que considerar que todos, sem distinção, sejam a primeira ou a segunda categoria. Sim, alguns deles podem de fato ser nossos irmãos cósmicos buscando orientar nossa gente quanto aos problemas que enfrentaremos no futuro, sejam eles cataclismas ou de outros tipos. Assim como alguns podem ser mesmo vampiros siderais que se locupletam removendo úteros e cérebros de indefesos seres humanos.

O que falta à maioria das pessoas envolvidas em maior ou menor grau com o Fenômeno UFO é ter uma visão mais completa, abrangente e panorâmica da Ufologia. Mente aberta às possibilidades, inclusive aquelas mais improváveis, é absolutamente essencial para que se compreenda melhor a complexidade do tema. Dentro da Ufologia, mesmo aquilo que é considerado impossível não pode ser desprezado. Isso, evidentemente, é um fator complicador que desestimula aqueles que, movidos por interesse científico, se debruçam sobre a casuística e a encontram como uma verdadeira Torre de Babel.

Com muito atraso, a Ciência começa a admitir os UFOs

Ufólogos do mundo inteiro sabem que as Forças Armadas de todos países promovem o acobertamento dos UFOs. Mas, no decorrer da História, tivemos diversas exceções à regra, quando militares resolveram abrir a boca. No Brasil, em 1954, o coronel da Aeronáutica João Adil de Oliveira reuniu seus colegas para abordar abertamente a questão. Na oportunidade, vários pilotos descreveram suas experiências com estranhos objetos aéreos que seguiram seus aviões. Tudo foi publicado pela extinta revista O Cruzeiro.

Entre 1968 e 1972, o 4o Comando Aéreo Regional (Comar), de São Paulo, pesquisou ocorrências ufológicas verificadas no país, fazendo até reuniões sobre o assunto junto a civis. Já em 1986, o então ministro da Aeronáutica Octávio Moreira Lima, em coletiva para a Imprensa, relatou a registro de 21 UFOs nos céus do Brasil, inclusive colocando à disposição os pilotos que perseguiram esses objetos e alguns controladores de vôo. Agora, em junho, um grupo de físicos e astrônomos se reuniu em San Francisco para discutir a veracidade das visitas de ETs e concluiu que, apesar de não existir prova científica da existência de discos voadores e de que a maioria dos avistamentos são fenômenos físicos conhecidos, existe uma parcela de relatos que não têm explicações.

Em outras palavras, admitiram que o Fenômeno UFO existe e que a Ciência tem negligenciado sua pesquisa. Apesar de não admitirem a existência de extraterrestres, esse fato é de extrema importância para a Ufologia, pois só o fato de cientistas de renome discutirem a existência dos UFOs já é um grande passo. Quando também passarem a pesquisar as ocorrências ufológicas, certamente chegarão às mesmas conclusões que chegaram os ufólogos há mais de 50 anos: de que constantemente somos visitados por seres não terrestres e mais avançados tecnologicamente.
Claudeir Covo,

presidente do Instituto Nacional de
Investigações Aeroespaciais (INFA)

e co-editor de UFO

crédito: ARQUIVO UFO
A. J. Gevaerd, editor
A. J. Gevaerd, editor

A necessidade de se conscientizar a Humanidade

Acabamos de completar cinco décadas de atividades ufológicas e se faz necessária uma avaliação de tudo o que foi feito neste período, pois ainda é comum nos depararmos com perguntas banais como quais são as provas da existência dos UFOs, por que os governos não reconhecem sua existência e, por fim, por que os discos voadores não descem nas praças públicas? Para responder a estas indagações devemos primeiro analisar quais respostas necessitamos para nosso instinto de crença. Para uns é necessário ver para crer. Para outros, não.

Mas o fato de se crer ou não em UFOs é irrelevante, pois o que precisamos é analisar a questão por um ângulo mais objetivo. Vivemos um momento importante da Ufologia, quando cerca de uma dezena de filmes ufológicos estão sendo produzidos em Hollywood. Outros tantos já ocuparam as telas do cinema nos tempos recentes, como Independence Day. Estes filmes apresentam vários aspectos do Fenômeno UFO, mas têm como verdadeiro propósito a conscientização da Humanidade com relação à presença de ETs em nosso meio. Há quem diga que há governos por trás de tais produções. Constantemente a Imprensa destaca notícias ufológicas em sua programação e pesquisas de opinião demonstram que grande parte da população já aceita a existência de outras formas de vida visitando a Terra. Hoje, há um considerável número de cientistas, governantes e militares manifestando-se favoráveis à liberação de informações ufológicas. Assim, com essas iniciativas, devemos nos conscientizar de que o papel do ufólogo na sociedade deve ser executado com muita cautela.
Rafael Cury, editor,

presidente da Associação Nacional dos Ufólogos do Brasil (ANUB)

e consultor de UFO

Preparação para o convívio com alienígenas

Há menos de 100 anos, afirmar a pluralidade dos mundos era posicionar-se contra dogmas religiosos e significava ser excomungado e transformado em pária de uma sociedade enraizada numa ciência ultrapassada. Entretanto, numa velocidade incrível, os conceitos foram caindo e aqueles que antes se curvavam perante os donos da verdade passaram a ver que tudo era realmente diferente e, por mais que não quiséssemos, nosso planeta era apenas mais um entre os milhões existentes com vida inteligente. Isso não significa negar uma energia superior, um Grande Arquiteto do Universo, criador e coordenador do Cosmos. Mas somos também componentes com um lugar de destaque na comunidade interplanetária, que para cá envia seus seres a fim de analisarem nosso grau de evolução.

Aí estão nossos visitantes com suas obrigações, contatando-nos seqüencialmente, deixando suas marcas e até mesmo impondo seus objetivos e demonstrando a força de uma inteligência maior. Mas estaremos nós, terrestres, realmente preparados para receber estes enigmáticos seres que aqui vêm em seus vimanas? Tudo acontece tão rapidamente em nosso planeta que parece que o Projeto Terra - desenvolvido por estas entidades espaciais - está chegando ao fim. Isso é tão visível que mesmo as grandes potências, que se consideravam prontas para rechaçar qualquer posicionamento belicoso vindo dos céus, sentem que não se encontram em situação privilegiada e serão obrigadas a aceitar aquilo que nos seja imposto, quer nos traga vantagens ou não.
Reginaldo de Athayde,
Presidente do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU)

e co-editor de UFO


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