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Revista UFO | Edição 70 | 01 de Março de 2000

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BUSCA DE RESPOSTAS

Abrindo Caminhos para a Verdade

Cosmologia Social

Charles Darwin revelou a base fundamental para a compreensão da evolução das espécies e mostrou para o ser humano antropocêntrico que a vida consiste em constantes mudanças, e que ele é apenas um pequeno fragmento desta situação. A partir daí, a Ciência constatou que o homem é o resultado de um processo que teve início num planeta cuja superfície era formada por terra, água, fogo e gases. Se considerarmos ainda a grande atividade magmática e o imenso calor da Terra naquele tempo, veremos que os evangelhos não estavam errados. A vida realmente foi criada pelos três elementos descritos acima, embora os gases não fossem bem compreendidos na época, a não ser como forma de vapor de algum líquido. O calor das freqüentes erupções vulcânicas e a agitação da grande quantidade de terremotos daquele período, associados ao caldo nutritivo que constituíam os primeiros mares, formaram o laboratório ideal para a elaboração das primeiras moléculas orgânicas que dariam início ao processo de formação das espécies – simples filamentos protéicos de RNA, que possuíam a capacidade de, ao entrar em contato com outras estruturas, estimular sua reprodução para que evoluíssem até formas mais complexas, chegando ao homem.

Karl Marx, através da Teoria do Materialismo, por sua vez, demonstrou que as mudanças continuariam num plano social, evoluindo de grupos que viviam nas cavernas e passando pelas tribos, que por terem aprendido a cultivar a terra, poderiam se fixar sedentariamente e constituir grupos maiores. Depois surgiu o feudalismo, o capitalismo e o socialismo, quando só então apareceria na Terra o comunismo – a sociedade perfeita. A idéia de Marx parecia estar de acordo com teorias não-materialistas, como Budismo e Espiritismo, que dizem que a partir do homem a evolução se dá no plano espiritual, rumo à perfeição. Sabemos que, desde a época em que surgiu o Hommo sapiens, não passamos por nenhum processo que caracterizasse mudanças significativas em nosso patrimônio genético. Entretanto, vem sendo registrada na própria História uma grande evolução intelectual, como resultado do avanço nos processos de educação e de transferência de informação. Também de acordo com estes dados está a fenomenologia ufológica. Baseado nos relatos de pessoas que tiveram contato com criaturas de outros planetas, estas descrevem seres que, apesar das diferenças físicas e até fisiológicas, no aspecto estrutural não são, a priori, nem mais nem menos complexos do que os seres humanos. Porém, tecnológica e moralmente falando, têm demonstrado ser de um nível não compreendido por nós.

No princípio da vida na Terra éramos formados por pequenos grupos, mas o grau de organização social foi crescendo. Surgiram as aldeias, as tribos, os feudos, as nações e, finalmente, a sociedade globalizada. Qual será agora o próximo passo? Particularmente acredito que a etapa seguinte será a sociedade universal, quando iremos interagir com civilizações de outros planetas. Mas a questão é: estamos prontos para isso? Será que estes povos do espaço, que já nos estudam há tempos, querem interagir com uma civilização tão competitiva, ambiciosa e agressiva como a nossa, que é capaz de destruir e explorar seu próprio semelhante para obter riquezas e poder? Parece que, mais do que nunca, devemos nos questionar acerca de como estamos conduzindo nossa evolução, observando como participamos dos processos sociais e como orientamos nossos descendentes para que, posteriormente, venham a interatuar em tais processos.
Leon M. Rodrigues,
[email protected]

O que Falta para a Seriedade

Ao ler reportagens como a de Roosevelt Luiz Machado Tristão [Seção Busca de Respostas de UFO 63], percebo o quanto ainda falta para a Ufologia ser reconhecida como verdadeira ciência. Tal autor usa de argumentos frágeis na defesa de suas idéias, calcados num profundo desconhecimento de ciências naturais, quando não em mera especulação. Ele propõe uma experiência mental de viagem pelo Universo e peca por considerar um veículo qualquer como capaz de viajar à velocidade da luz – embora, segundo a Física Relativística, nada que possua massa poderia tal proeza. A barreira deste tipo de movimento, conjugado às enormes distâncias estelares, é a razão básica da descrença dos físicos e astrônomos quanto à natureza extraterrestre dos UFOs.

Roosevelt também afirma que após milhares de tentativas infrutíferas de se chegar ao fim do Universo, teríamos que concluir que não estamos sós. Ora, a única conclusão lógica que poderíamos obter é de que o limite do Cosmos, se existe, estaria além de onde fomos capazes de ir! Só poderíamos deduzir que não estamos sozinhos se em algum ponto da viagem topássemos com um sinal de civilização extraterrestre, o que não é sequer mencionado em sua pesquisa. A imensidão cósmica não é prova nem indício da existência de vida fora da Terra. Ao especular sobre a origem da Humanidade, o autor menciona a impossibilidade de nascerem filhos perfeitos a partir do cruzamento de irmãos, como aconteceu com Adão e Eva. Para começar, segundo a Bíblia, Eva seria uma espécie de clone de Adão, e não sua irmã. Além disso, não existe nenhuma regra biológica que impeça um casal de códigos genéticos quase idênticos de terem filhos perfeitos. O que pode acontecer é aumentar o risco de desenvolverem alguma doença hereditária ou serem mais vulneráveis ou resistentes a certos agentes infecciosos.

Em se tratando da origem do homem a partir dos primatas, Roosevelt indaga: “Por que nem todas as raças primatas evoluíram?” Ora, porque tais raças se alteraram ou foram extintas! A seleção natural não lhes deu outra opção. Elas só não se modificaram na mesma direção que a raça humana. Evolução biológica significa fundamentalmente adaptação ao meio. E, nesse sentido, o chimpanzé da floresta é tão evoluído quanto o homem urbano – talvez mais, se considerarmos que o grande macaco não destrói o ambiente em que vive. O fato de sermos capazes de investigar se somos a única espécie inteligente do Universo – e os chimpanzés não – é uma simples conseqüência de que somos dotados de mecanismos adaptativos diferentes, tal como o cérebro, que apresenta formas mais sofisticadas de linguagem. Ao propormos uma origem extraterrestre para o homem, sem que apresentemos fatos ou indícios que corroborem tal afirmação, incorremos em erro. Ora, se o ser humano descende de alienígenas, como se explica que possua 98% de seu material genético em comum com os chimpanzés?

A origem dos seres humanos, por sua vez, inviabiliza qualquer possibilidade de haverem criaturas híbridas – como muitos ufólogos têm tantas vezes sugerido. Explicando melhor, o material genético de todos os seres vivos já identificados na Terra compõe-se de seqüências encadeadas de quatro a cinco bases nitrogenadas: adenina, guanina, citosina e timina (no caso do DNA) ou uracila (no caso do RNA). Se a composição genética dos terráqueos é desta forma, é porque todos a herdaram de algum tipo de organismo primitivo: o verdadeiro. Assim sendo, é muito pouco provável, se não impossível, que seres vivos existentes em outro planeta tenham um código genético compatível com o nosso e com tal nível de complexidade. Seria mais viável um híbrido entre um homem e uma cebola do que entre um homem e um alienígena!

Considero fundamental que qualquer pessoa que se proponha a investigar fenômenos ufológicos tenha a humildade de colocar suas explicações à prova científica. Do contrário, qualquer conclusão a que se chegue não passará de devaneio pseudocientífico, que não resiste a uma análise mais acurada e se desmancha diante dos fatos – estes, sim, incontestáveis. Outros irão dizer que a Ciência ainda tem muito a evoluir. É verdade! E nesse processo, bastante coisa que hoje se tem como verdade inquestionável pode ser desmascarada amanhã. Mas os métodos científicos de observação, experimentação e análise são o que de melhor possuímos para investigar o desconhecido, capazes inclusive de revelar equívocos no conhecimento já pré-estabelecido.
Sérgio Luís da Silva,
Rua Adácio de Matos 117,
27110-150 Barra do Piraí (RJ)

UFOs: Esconder ou Não?

Os fatos ocorridos em Roswell (1.947) e em Varginha (1.996) continuam até hoje sem uma explicação plausível. Quem são os responsáveis por se esconder da população a verdade sobre os UFOs? As autoridades ainda imaginam que nos enganam quando apresentam como desculpa para um acidente ufológico um balão de pesquisa meteorológica, como tentou a USAF explicar o Caso Roswell. Não podemos de maneira alguma deixar que este tipo de desinformação continue obscurecendo o que realmente ocorre em todo o mundo. A Ufologia é um estudo sério que se opõe aos que tentam esconder a verdade. Fontes governamentais às vezes deixam escapar que a divulgação das visitas extraterrestres causaria pânico na população. Não é muito melhor ouvir dos responsáveis pela segurança mundial que realmente os discos voadores existem e que as potências os estudam, do que a população – enganada por não saber da verdade – descobrir isso sozinha?

Os governos devem divulgar a verdade! É um direito do povo saber o que está acontecendo em sua nação. Ao mesmo tempo, é extremamente errado subornar testemunhas de ocorrências ufológicas para que neguem o que sabem, tal como aconteceu no Caso Varginha. Se aquele fato não é real, como garante o governo, por que o Corpo de Bombeiros e o Exército foram acionados? O que foi transportado pelos oficiais ao Hospital de Varginha, depois até à Escola de Sargentos das Armas e posteriormente para a Unicamp, em Campinas (SP)? Por que tentaram subornar ou ameaçar as testemunhas para que as mesmas fossem à Imprensa desmentir o ocorrido?
Alexandre Duarte,
Rua Vilela 521/121, bloco 4, Tatuapé,
03314-000 São Paulo (SP)


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